Arquivo mensal: junho 2009

Copa dos Invictos

Dentro de algumas – poucas – horas a Copa do Brasil será decidida por dois dos vencedores estaduais invictos mais badalados do país. Corinthians e Internacional, na Copa BR-09, não estão invictos. Longe disso. Além de já terem perdido jogos nessa competição, nem um, nem outro, vem jogando como pode. Fizeram o que deveriam. Nem um gol a mais, nem um gol a menos.

Ambos são indicados como candidatos ao título do Brasileirão e fazem hoje, provavelmente, o jogo mais importante dentro das competições nacionais. São equipes entrosadas e têm destaques individuais. Apesar disso, têm como maior força o coletivo. A imprensa aponta o Inter com ligeira vantagem, mas acreditam na estrela de Ronaldo.

Alguns fatores – além do velho (mas verdadeiro) “quem errar menos leva” – podem fazer a diferença. Se a Fiel fizer a sua parte, assim como sei que irá fazer, o Corinthians sairá beneficiado. Não que o experiente time do Internacional possa sentir a pressão. Não. Mas no Pacaembu, quando a Fiel empurra, é difícil segurar. Os jogadores parecem correr por cada corinthiano que, na arquibancada e no restante do país, cantam até ficarem roucos.

Outro fator que pode ser diferencial hoje? A ausência de Nilmar. O camisa 9 traria mais velocidade ao ataque do Inter que provavelmente jogará mais fechado e irá depender dos contra-ataques. Por fim, acredito que o que irá definir o jogo dessa noite é a vontade. O time que entrar com mais cara de campeão, com mais vontade de vencer, leva.

E no fim desses 180 minutos, Corinthians ou Inter terá que refazer seus planos. Enquanto o Timão quer garantir a vaga na Libertadores 2010, o Colorado se esforça em dar à sua torcida um título expressivo no ano de seu Centenário.

Decisivo para a próxima partida serão os gols fora. Acho que esse é o maior objetivo corinthiano essa noite. Não tomar gols.

Eu não sei. Se tivesse que chutar agora, diria que dá Inter. Mas prefiro que seja assim. Prefiro que o Corinthians esteja mais desacreditado, esteja jogando pro gasto. Porque é agora que o time tem que crescer. É agora que o Fenômeno tem que ficar de pé, guerreiro, lutando nem que seja com a gripe.

É hoje que precisamos de São Jorge. E de São Felipe, com os milagres aos quais já estamos ficando mal-acostumados. Precisamos que Chicão morda – não só o escudo. Que seja irretocável lá atrás, como sempre, e que justifique a nossa fé lá na frente. Precisamos que William tenha um timing perfeito, por baixo e por cima (e torcemos para que não tenha que pegar o Taison na corrida).

Precisamos que Cristian tome conta do meio campo, como vem fazendo com eficência magistral. Precisamos que o nosso camisa 7 brilhe, mostrando de novo porque é a peça insubstituível do time de Mano Menezes. Precisamos que quem quer que entre na lateral esquerda (se for o Saci, precisamos de mais do que apenas fé… talvez Felipe tenha um milagre sobrando para emprestar) consiga subir ao ataque e defender com segurança.

Precisamos de Alessandro jogando o futebol que fez com que seu técnico o escolhesse como o melhor jogador do Timão nessa Copa-BR. Fazendo lindas jogadas no ataque e com precisão cirúrgica na defesa. Precisamos que o Douglas, nosso camisa 10, seja o Douglas. Nosso maestro. Quando ele joga, o Timão joga.

Precisamos de Dentinho e Jorge Henrique afinados nas pontas, atacando e defendendo. “Marcando pressão”. E, de quebra, fazendo jogadas pro nosso querido gordinho. Aliás, ele diz que a cada gol que faz, emagrece. Tomara que hoje saia de campo seco.

Enfim, precisamos que nosso admirável técnico consiga passar os sentimentos corretos para o nosso elenco, e que tenhamos tranqüilidade, porque o Inter não é o Vasco (sem querer desmerecer o time carioca, mas a diferença de elenco é inquestionável).

Precisamos que o Corinthians seja CORINTHIANS.

Mas em meio a todas essas dúvidas sobre essa final, o melhor, sem dúvida é saber que, de fato, o CORINGÃO voltou. E, como tal, entra como candidato a todo e qualquer título que venha a disputar.

Agora vou me preparar, porque como fiel sofredora que sou, já tenho o coração desregrado. Vai curíntia!

 

Publicado por: Lê Scalia

Eu odeio o Dia dos Namorados

Não eu. A Geneviève, personagem de Nia Vardalos em sua mais nova comédia romântica, Eu Odeio o Dia dos Namorados. Eu, no momento, não me importo com o Dia dos Namorados. Ir no Vila, gritar e pular com Psycho Killer e Basket Case, beber uma tequila, tirar foto com o cupido do correio elegante, e comer cachorro-quente no final é suuuper legal. Mas é mesmo, não estou sendo irônica :)

Tá. Mas aproveitando que foi Dia dos Namorados, resolvi falar sobre  filme, que já até saiu de cartaz.

A Nia Vardalos é aquela atriz que fez Casamento Grego. Super legal, engraçado, bonitinho, bem feito. Eis que, ela resolve fazer seu próprio filme: escrever o roteiro, dirigir, atuar e sei lá o que mais.

Primeiro, vou dizer que a história tem potencial. Alguns diálogos são inteligentes. É superficial, claro, é uma comédia romântica. Tirando o fato de não ser muito engraçado… nem romântico!

Bom, alguns atores são bons. Alguns poderiam ser melhores sob uma direção de verdade. Nem a própria Nia Vardalos está bem (tem a ver com ela mesmo se dirigir???). Com um sorriso forçado (mas muito forçado), ela tenta passar uma empolgação, que não passa de falsidade. John Corbet, que interpreta seu par romântico (em Casamento Grego também), é provavelmente o melhor ator do filme. Mas o que chama a atenção mesmo são os outros.

A montagem. Lembro-me de uma cena em que Nia Vardalos e John Corbet interpretavam um dialogozinho qualquer. Que fica longo e cansativo numa sequência montada de plano e contra-plano, plano e contra-plano… eternamente plano e contra-plano. Fica clara a impressão de que os atores gravaram a cena separadamente e de que as tomadas foram juntadas depois. Normal, muito comum. Mas até em Camp Rock é melhor. Aliás, muito melhor, é impossível perceber. Enfim,não importa se gravaram separado ou não. Importa que ficou péssimo.

E claro, o pior de todos os erros, inaceitável para um filme de Hollywood: as tomadas que cortavam as cabeças das pessoas. E não venha me dizer que foi proposital. Impossível. Nem a gente faz isso nos nossos filmes da faculdade. Nem aqueles que a gente faz bêbado pra por no You Tube. Pois é, a diretora Nia Vardalos cometeu um terrível pecado cinematográfico. Enquadrou errado.

Ah! Cena: virada do ano, em Nova York, a época mais fria do ano da cidade. Geveviève está sentada em algum lugar do lado de fora de sua casa (sacada? não lembro) com uma roupinha nada de frio; seus amigos chegam e dizem algo “ui, tá friozinho aqui”… Friozinho?? Ninguém consegue andar em Nova York no dia 31 de dezembro sem uma ultra roupa de frio, cachecol, luva, sobretudo, casaco de neve e mais roupa de frio!

E um pouquinho antes do final, tem uma ceninha totalmente dispensável, com um personagem que não tinha aparecido em nenhum momento do filme, e um ator que merece o prêmio de pior ator do filme.

Vou deixar o trailler do filme. Mas não se enganem, a edição do trailler é fantástica e até me fez ir ao cinema para assistir ao filme. Não sei se é possível perceber a atuação ruim de Nia Vardalos só pelo trailler, mas com certeza podemos perceber a história, que, volto a dizer, tem potencial. Talvez este trailler seja um ótimo curta-metragem. E dá pra ver bem rapidinho a cena do Ano Novo em Nova York, em que Nia Vardalos ignorou o frio que faz lá nessa época. Ah, e daí? É ficção mesmo, né? :/

Um começo! (finalmente)

Hello World!

Se eu não começasse esse blog logo ele entraria para a galeria de lendas belgas. Portanto aqui vai “Um Começo”.

Bom, esse é só o começo, logo (logo mesmo, eu acho) outros belgas irão postar aquilo que vier à suas respectivas cabeças.

Hasta mañana, ou não, eu acho…

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