Arquivo mensal: julho 2009

Som, Fúria e Publicidade

Quase todos os publicitários gostam de fazer piada sobre alguma coisa, principalmente se for sobre o Cliente ou ele próprio. Tipo estereótipos. E tem também o que as outras pessoas falam dos publicitários. Ou são só os publicitários que gostam de fazer piada sobre si mesmo, como se eles fossem Deus? Bem, meu pai costuma dizer que publicitário só não é Deus porque tem o neurocirurgião… que gosta muito mais de achar que é Deus!

Tá. E hoje eu tava assistindo a Som & Fúria, aquela minissérie que passou na Globo esse mês. E no episódio 8, Dan Stulbach, que interpreta o Diretor Executivo do Teatro Municipal de São Paulo, vai atrás de uma agência de publicidade para fazer uma campanha que leve mais pessoas, especialmente os jovens, ao Teatro. E o publicitário é o Rodrigo Santoro.

Um publicitário que não faz publicidade. Que aliás, não gosta de usar essa palavra, porque as pessoas estão cansadas de Publicidade. Sério? Não, na verdade é engraçado ver a TV fazendo piada com essa imagem do publicitário. Um Freud, um excêntrico… um charlatão? homossexual? Porque aquela maquiagem… E é também engraçado ver a reação do cliente quando ele vê a campanha na rua… um desastre.

E de quebra um merchan da Época.

Só pra concluir, a minissérie é muito bem feita e muito interessante. Os atores excelentes, que como disse o próprio Fernando Meirelles, tornou o seu trabalho uma moleza. Assistam. É menos TV e mais Cinema.

Link para quem quiser baixar: http://www.coredownloads.net/2009/07/download-som-furia-serie-completa.html

Merchandising em filmes irá dobrar

Ninguém suporta um merchandising mal feito. Digo isso pelo belo exemplo que temos com as novelas brasileiras. “Nossa, o seu cabelo está tão bonito hoje”; “Ah, eu usei o Seda Extra Gold Therapy para cabelos lisos!”. E o autor da novela ainda ganha cachê pra escrever isso!

No Cinema, por sua vez, o merchandising é muito mais frequente. E ninguém reclama. Mal notamos o produto na tela. É que nesse caso, eu diria que o produto não atrapalha a cena. E mesmo quando ele se torna um personagem principal, como no caso de Náufrago, a inserção é tão bem feita (contando também com boa atuação por parte dos atores…), que não a julgamos atrapalhar nada, pelo contrário: foi uma sacada genial, dizemos.

My precious!

My precious!

Um estudo divulgado pelo Department of Research and Economic Affairs da Arizona State University mostra que a publicidade subliminar de merchandising em Cinema vai se tornar mais eficaz do que nunca, o que significa que os anunciantes, naturalmente, vão começar fazê-lo… de monte.

Michael Wiles, professor assistente de marketing da ASU, conduziu o estudo, publicado este mês no Journal of Marketing. Ele acha que quando um produto é inserido com sucesso num longa-metragem, a empresas experimentam um aumento dramático no preço de suas ações.

Wiles diz que as empresas já estão informadas desse estudo e estão aumentando os investimentos em merchandising. (Phoenix New Times).

Espera-se que os investimentos, que eram de 722 milhões de dólares em média, cresçam para 1.8 bilhões no ano que vem. Wiles diz que será difícil equilibrar, saber qual vale mais a pena, porque não se pode ter muitas inserções no mesmo filme. Os produtos vão competir e as inserções se tornam menos eficientes.

Para ele, os merchandisings de Cinema mais bem sucedidos foram o da Pepsi em Austin Power em O Homem do Membro de Ouro e do mini-cooper em Uma Saída de Mestre. Essas inserções foram orientadas para um público ideal e não foram absurdamente caras como o Aston Martins, dos filmes do James Bond. Esses seriam alguns motivos para o sucesso das ações.

O estudo diz ainda que esse tipo de publicidade (tanto em cinema quanto em séries) está se tornando mais eficiente do que a publicidade convencional, porque hoje as pessoas podem não só mudar de canal, mas pular o intervalo comercial.

Ainda bem, porque convencional é a única coisa que a Publicidade não pode ser!

Culpa da propaganda: o case do absorvente

Era uma vez uma mulher menstruada. Recém operada, utilizando aquelas cintas pós-cirurgicas (parecidas com aquelas “Diminua 10 manequins comendo seu Mc Donalds na hora, ligue agora para o Polishop”), tinha grandes dificuldades em fazer as coisas mais simples da vida: de dormir a, bem, ir no banheiro. Como se não bastasse, a tabelinha resolveu ajudar: Agora a coisa ficou preta. Ou azul,como sugerem as propagandas de Sempre Livre.

absorvente intimus

Mas, como nada é por acaso (uma maneira conformista de dizer “tente olhar o lado bom das coisas”), foi aí que descobri a real utilidade de um adicional destes famosos absorventes: suas abas. Ora, se tudo está relacionado a esse mundo “sempre sequinha, absorção 24 horas, agora com dupla camada para sua segurança, sinta-se livre, leve e solta e use biquini branco”, por que com as abas seria diferente? Sim, na minha inocente cabeça de dezesseis anos elas eram, nada mais, nada menos, que uma barreira extra, anti-vazamento, praticamente uma muralha lateral contra as marés mais altas femininas. Sim, eu tinha errado feio.

Confesso que tudo ficou mais claro, porém também mais sem graça, quando precisei trocar o absorvente da minha mãe e descobri que existem fitas grudadoras em roupas íntimas femininas nas abas. Bem, naquele momento, dezesseis anos de ignorância haviam acabado. Mas vá, se fosse pra grudar, por que não colocar velcro na parte principal da parada, ou mesmo estas super fitas então… Não seria mais fácil? Mas não, absorvente com abas soa muito melhor que absorvente com velcro na propaganda. Paciência.

A Televisão é mais.

O crescimento do investimento publicitário em Televisão não é novidade. Por menor que ele nos possa parecer em valores percentuais – de 2008 para 2009 foi de 8,45%, segundo dados do Projeto Inter-meios -, é uma tendência que acompanha este veículo desde a sua implementação no Brasil, em 1950. Nesta data, havia uns poucos aparelhos, restritos às classes média e alta. Contudo, dentro de poucas décadas, os aparelhos começaram a ser produzidos em um escala maior, o que permitiu, conseqüentemente, maior acessibilidade por parte de todas as fatias da população. O resultado desse crescimento ao longo dos anos é apresentado pelo IBGE: hoje, 93,5% dos domicílios têm pelo menos um aparelho de televisão, o que permitiu a promoção da televisão à meio de comunicação de massa e à principal fonte cultural do brasileiro, que dedica em média 4 horas por dia a ela.

Essa dedicação à televisão se dá, principalmente, porque ela é vista como uma fonte primeiramente de entretenimento. Então, quando as pessoas se colocam à frente da TV, elas buscam descanso, relaxamento, uma pausa, uma distração para parar de pensar no que quer que seja. Elas se permitem à exposição a tudo que é transmitido.
Pois bem. Uma mídia que alcança praticamente – e este advérbio está com tempo contado – toda a população, que é tido como a principal fonte de lazer diário dela, que permite o apelo da dramatização, da música, da imagem, enfim, – poderíamos escrever um texto inteiro só a respeito dos “atrativos televisivos”- não deveria mesmo ser o veículo preferido dos anunciantes?

Há quem diga que a melhor publicidade é aquela feita em um ambiente de entretenimento. Mas é mais do que isso. Não só pela qualidade da mensagem que é enviada, mas pela qualidade com que a mensagem é recebida. Mais do que os trinta segundos no break mais caro. Mais do que as inserções dos produtos nos programas. É o desarme em que o telespectador se encontra no momento em que recebe os incentivos de compra que torna essa mensagem tão eficiente.

Cinema 2D, 3D e Avatar

A pergunta é simples: o Cinema 2D vai acabar?

No momento, essa pergunta pode parecer um exagero, e alguém vai dizer que os filmes 3D são superestimados. Mas quem diria que o Cinema ganharia cor? Quem diria que ele ganharia voz? Aliás, quem diria que um dia haveria isso, o Cinema?

Dizem que, no primeiro filme projetado (irmãos Lumière, Grand Café em Paris), a imagem de um trem em movimento fez as pessoas saírem assustadas do local, acreditando que havia um trem de verdade vindo em sua direção. Bem, esta é exatamente a sensação que temos quando assistimos a um filme 3D. De que o trem está saindo da tela e vindo em nossa direção.

Não, ninguém imaginava que um dia inventariam o Cinema, a projeção, a televisão. E hoje, não imaginamos que ainda haja muita coisa a ser inventada, ou muita tecnologia a ser explorada. E um dia, surpresa.

Há mais de 10 anos, James Cameron (Titanic, Terminator 2) teve uma ideia sobre um filme. Mas resolveu esperar até que a tecnologia avançasse a um certo ponto que lhe permitisse dar vida às suas ideias. Há mais ou menos 2 anos, ele deu início ao projeto. Em dezembro deste ano, seu trabalho estará nas salas de cinema de todo o mundo. Avatar.

Avatar

Avatar

A história se passa no século 22, em uma pequena lua chamada Pandora, habitada pela tribo Na’vi, seres humanoides azuis com 3 metros de altura, pacíficos a menos que sejam atacados. Humanos não conseguem respirar o ar de Pandora, então criam um ser híbrido geneticamente modificado, meio humano e meio Na’vi, chamado de Avatar. Daí ele vai para Pandora e se apaixona por uma princesa Na’vi…

“Meu objetivo é reviver esses incríveis momentos místicos que a minha geração sentiu quando viu 2001: Uma Odisseia no Espaço, ou a geração seguinte de Star Wars”. (Cameron)

Usando um novo formato digital 3D, Avatar e a tecnologia por trás do filme podem revolucionar a indústria, fazendo com que os filmes 2D fiquem tão por fora quanto os filmes mudos. (SFF Media).

60% do filme é totalmente criado em computador. 12 personagens são totalmente digitais. 1.700 tomadas são totalmente virtuais. Uma das tecnologias usadas é uma nova câmera virtual que permite ao diretor ver a cena pronta ali, enquanto ele grava. Os erros são consertados na mesma hora, e não na pós-produção.

Tin Tin

Tin Tin

Toda essa expectativa já gerou seguidores. Steven Spielberg e Peter Jackson estão entusiasmados com a ideia de fazer uma trilogia 3D baseada na série de livros (belga) As Aventuras de Tin Tin (The Adventures of Tin Tin).

Cameron disse ainda, sobre o potencial do filme 3D, que se trata de uma escolha do consumidor. O 3D será preferido para filmes de ação, ficção científica, animação e fantasia.

Revolução ou não, o Cinema 2D nunca perderá a sua importância. Muito menos o romantismo, presente na arte cinematográfica, de maneira geral. A Sétima Arte.

Ah, bem, e para o marketing já estão previstos um jogo para videogame e bonecos.

Duplicidade (Duplicity)

Intrigas, tramas de Estado, conspirações internacionais. MI6, CIA, NSA, Rússia. Duplicidade não tem nada disso. Mas é um filme de espionagem. Bom, certamente achei que o filme trataria de algumas dessas coisas porque não tinha visto o trailer. Mas por outro lado, não sei se o filme teria o mesmo efeito sobre mim se eu tivesse conhecimento de todo o conteúdo do trailer.

Enfim, eu não tinha, e achei que veria um filme clássico de espionagem. Talvez por isso, no início, estava achando a história de fundo um pouco superficial e engraçada. Mas talvez seja isso mesmo. Um enredo de espionagem montado sobre uma história de fundo que chega a ser cômica: a briga de mercado entre duas corporações comerciais. Um filme apoiado nos nomes de Julia Roberts e Clive Owen.

É bom, muito bom, eu recomendo. Tive esse estranhamento com a história de fundo, mas a trama mesmo está focada em outra coisa. Que eu não vou dizer aqui, mas se quiserem descobrir é só assistir ao trailer. Pois é, acho que ele fala demais. A história fica sem surpresas. Mas deixa mais claro o estilo do filme: menos 007 e mais Sr. e Sra. Smith.

Produção bem feita, sem surpresas, mas bem feita; atores consagrados como Julia Roberts e Clive Owen; uma pitada de humor e pronto, está aí um filme que vale a pena assistir.

Fica aqui o trailer, para quem não quiser ser surpreendido.

Dia do Amigo

20 de julho – Dia do Amigo

“Precisa-se de um amigo […] Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.” Vinícius de Morais

Achei que hoje seria um dia propício para um post especial, já que o que fez nascer esse blog foi, justamente, uma amizade. Amizade entre 5 pessoas completamente diferentes e que têm gostos extremamente diversificados – por isso, Biscoitos Sortidos. 5 pessoas que vivem se implicando, que são teimosas, que discutem por tudo e por nada, mas que acima de qualquer outra coisa, 5 pessoas que se amam. 5 amigos.

Acho, então, que nada mais justo e nada mais lógico do que fazer um post dedicado a amizade. E ao dia do amigo. Essa data que, ao meu ver, é comemorada todos os dias por aqueles que têm realmente um amigo de verdade.

Comemorar o dia do amigo é comer uma pizza, é se lembrar daquelas coisas pequenas que significam tanto. É ir àquele lugar que você não suporta, mas que seu amigo a-d-o-r-a. É ajudar a bagunçar a casa. E ajudar a lavar a louça. É criticar tudo aquilo que você acha que está errado, e então dar um abraço pra mostrar que apesar de tudo, você está ali. É passar um longo tempo sem se encontrar e perceber que nada mudou.

É ir ao jogo do seu time de coração e arrastar com você aquele seu amigo que não gosta de futebol. É assistir a um jogo na torcida adversária, em muda cumplicidade. É cantar alto no carro, músicas que todo mundo ama, ou que todo mundo odeia. É arrumar um tempinho, nem que seja pra um scrap, só dizendo que está com saudades. É ter alguém com quem possa discutir a política no Oriente Médio, ou o tempo. Uma receita de bolo ou um caso policial.

É poder comentar tudo que aconteceu no último episódio da sua série favorita, mesmo sabendo que seu amigo não está entendendo nada. Ele não vê. Na verdade, nem gosta. Mas não importa, ele está ali, do seu lado, te ouvindo e, provavelmente, te enchendo. É ter alguém que cuida de você, seja por dor-de-cotovelo, seja por bebedeira. Ter alguém que te apresente sorrindo e dizendo “esse é meu amigo”.

É se olhar e se entender. É lembrar de tudo que já passaram juntos. E não te deixar esquecer daquelas coisas embaraçosas pelas quais você já passou – muitas vezes achando o máximo! É sentir seu coração se aquecer de alegria ao encontrar aquele amigo antigo. É fazer aquele ‘Ultimate Ever Indian Program’ soar divertido. É viajar pra qualquer lugar e fazer com que valha a pena. É convencer alguém da coisa mais absurda do mundo, a fim que ele olhe pra você e concorde (mesmo que ele não concorde). É ter alguém que, às vezes, te conhece mais do que você.

É se preocupar. É dividir tudo. Até as roupas. É ler os mesmos livros, ou ler livros opostos e passar horas discutindo por que um ou outro é melhor… e não chegar a conclusão nenhuma. É sair pra comer um salgado, e, ironicamente, voltar mais leve. É rir só de lembrar aquele “fora”, ou, em alguns casos, aqueles tantos foras. É sentir que temos proteção e atenção. É sentir-se querido. É mara.

É fazer ligações de horas, ou de minutos. É escrever um email, ou entrar na internet só pra saber como anda “aquilo” que seu amigo te disse alguns dias atrás. É ser companheiro, de fila e de farra. De esporro e de escola. Companheiro de vida.

A todos os meus amigos, a todos os amigos espalhados por aí, fica aqui um dos meus poetas favoritos. Feliz Dia do Amigo.    :]

Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absolutanecessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ….

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.

Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão ouvindo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não temnoção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.

Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer …

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que aroda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinicíus de Morais

Queria, portanto, dedicar esse post a todos os meus amigos. Não vou nem listar todo mundo, porque são muitas pessoas. E são todas especiais pra mim. Dizem que os amigos são a família que pudemos escolher e eu tenho certeza de que escolhi a minha muito bem.

Publicado por: Lê Scalia

Mais sobre Publicidade na Web!

Lendo o “poste” da Lu sobre publicidade na internt, eu lembrei desse case aqui, muito muito legal, que ganhou ouro em Cannes esse ano. Quem não viu ainda, vale a pena e, melhor de tudo, está ali embaixo – o link, porque parece que eu sou a única pessoa no mundo que não sabe colocar o vídeo aqui; mas tem que ver com a página inteira, se não, não dá pra ver tudo.

Esse foi um viral da Goodby, Silverstein e Partners feito para o novo game do wii Wario Land que, como o exemplo da Apple que a Lu postou, interfere nos outros elementos da página.

“Claro que a idéia, a intervenção dessa maneira em uma página não é nova, mas estamos falando de YouTube. E mais, de total pertinência e um elemento surpresa poderoso.” Postado em 23 de setembro de 2008 no brainstorm9.com.br

Eu não tenho conhecimento o suficiente para analisar tudo, ou melhor, nada, o que foi feito. Na verdade, eu ficaria já muito feliz em saber como foi feito. Enfim, com a minha “leiguice” todo no assunto, o que eu posso de dizer é que o negócio hipnotiza. Vai ver ta aí a genialidade dele. Não canso de ver – e isso já tem um tempo-, e quero muito esse jogo.

http://www.youtube.com/wariolandshakeit2008

Faça as contas: 8 razões pelas quais Harry Potter é melhor do que Crepúsculo

Este texto é uma tradução de um post do blog Cinema Blend. Veja o post original aqui. Eu recomendo ler o post original, em inglês. É muito mais engraçado. E também, eu não sou nenhuma tradutora. E pequenas coisas ficaram para trás.

*Dweebs são algum tipo de nerd.

Aí vai.

Permitam-me começar dizendo que eu não me importei com o primeiro filme de Crepúsculo. Não foi arte, não teve muito a dizer, mas foi divertido em aumentar a temperatura das meninas, e eu achei que isso foi muito divertido. Meninas na mesma fileira que eu citaram falas que sabiam que iam ser recitadas na tela, elas davam risadinhas quando viam Edward, suspiraram na terrível fala “E então o leão se apaixonou pelo cordeiro”. Porém, de alguma forma, eu saí bastante entretido.

Mas então começaram as comparações com Harry Potter. A Mídia declarou em todos os lugares que Crepúsculo era o novo Harry Potter. Eu me perguntei, boquiaberto, como alguém poderia acreditar numa coisa dessas. Potter? Sério? O que eu vi na tela foi novela-lixo para a nação adolescente. Não chegou nem perto do apelo universal que tem a série Harry Potter. Mas agora estou aqui, explicando como uma alegação absurda é menos uma afirmação discutível e mais uma piada, uma piada sem graça, como Will Ferrell tentando patinar no gelo.

Então, por que Potter é melhor do que Crepúsculo? Bem, para começar, não é Crepúsculo. Quanto ao resto, sente-se. Vamos fazer os cálculos.

Christian Undertones > Christian Overtones

É mais do que sabido que a Stephanie Meyer vem de uma origem Mórmon. O mesmo vale para J.K. Rowling e suas origens cristãs. Ambas as escritores exibem suas crenças religiosas com destaque em suas obras, mas de maneiras muito diferentes. Agora vejamos. Eu estou cansado de escritores mostrando suas crenças pessoais em suas obras, mas é como eles fazem isso que importa. A série Harry Potter é repleta de temas cristãos e de alusão. Alguns acreditam que Harry Potter é uma figura de Jesus, perdido na juventude somente para retornar anos depois para lutar contra uma força do mal. Após o seu regresso, ele inicia um movimento e ganha seguidores. E seu futuro? Bem, você terá que ler os livros para descobrir isso, ou esperar até 2011. Mas no final do dia, ele não tem que representar isso. A história funciona independentemente do tema. A série Crepúsculo, por outro lado, trabalha quase exclusivamente como uma campanha para a abstinência e da maldade dos hormônios masculinos. A história trata a sexualidade como uma doença, como um vampiro. Um rapaz que é problema, porque não consegue segurar seu instinto perto de uma garota. Uma garota que não pode evitar ser atraída por esse rapaz. E mais tarde na série? Bem, mais uma vez, você só tem que esperar e ver.

Dweebs > Emos

Os fãs de Harry Potter e de Crepúsculo geralmente vêm de dois mundos muito diferentes. Potter é para dweebs. Crepúsculo é para Emos. Sim, pode-se argumentar que ambas as séries têm diversas categorias de fã que vão entre essa gama de crianças até vovós, mas isso não é divertido. Generalizar é divertido. Emos são “dark”. Eles falam em poesia ruim e prosa excessivamente descritiva. Eles são torturados pelo fato de que seus amores os deixaram de lado, sangrando e sozinhos, morrendo por mais, suspirando para conseguir um pequeno fôlego. Dweebs nunca tiveram amores, pra começar. Eles vão para os cantos mais escuros da escola, para brincar com jogos de bruxos e Dungeons e Dragons. Eles vão para aquela loja estranha no shopping que vende espadas e coisas do Senhor dos Anéis. Eles não só olham em volta, admirados pela existência de tal loja, mas realmente compram coisas. Então acho que ambos os grupos são bastante falhos. Mas pelo menos dweebs geralmente são inteligentes, certo?

Hogwarts > Forks

Não há nenhuma parte de mim que não acredite que Hogwarts exista. Como poderia não existir? Não há nenhuma maneira de Rowling ter inventado tudo aquilo sozinha. Quer seja através dos livros ou através dos filmes, o mundo de Rowling envolve você, te transporta para um universo completamente diferente. Ela criou idiomas, espécies, e uma infinidade de feitiços. Tem tanto detalhe na criação deste mundo que é difícil não se perder nele. Em contrapartida, o mundo que Meyer criou em Forks, no estado de Washington, é exatamente como a verdadeira cidade: meio chata e amena com falta de diversidade. A história de fundo de vampiros é desleixada e meio extravagante, e o pouquinho de história que vemos sobre os lobisomens em Crepúsculo é cansativa e sem imaginação. E isso é tudo. Crepúsculo é claramente menos preocupada em dar-nos um mundo em que possamos viver do que em enfiar uma história de amor entediante pelas nossas goelas.

Fairy Tales > Teen Tales

Uma das ferramentas mais importantes nas artes da literatura e cinema é a alusão. Escritores e roteiristas usam-na o tempo todo. É menos cópia e mais um reconhecimento do que veio antes, o que influenciou as palavras com que você escreve, saber de onde você veio. Você poderia pensar que uma obra como Crepúsculo faz alusões a livros ou filmes prévios que tratam de vampiros e lobisomens, mas Meyer não parece ter lido nenhuma delas, já que suas versões desses monstros raramente estão no mesmo patamar do que veio antes. Ao invés disso, eles são versões castradas desses personagens clássicos. Edward não tem dentes de vampiro, brilha no sol em vez de queimar. Ah e ele não bebe sangue humano. Ele já superou isso. Duh. Harry Potter não só faz o melhor para retribuir às histórias de fantasia que vieram antes, como também contribui para a coletânea com novos personagens e mais detalhes sobre suas origens. Eles são elfos, gigantes e centauros, tudo o que já é familiar, mas ao mesmo tempo, novinho em folha. Há algo agradável em um escritor aludindo às grandes obras. É melhor do que a alusão a 90210.

Speaking to Kids > Talking Down to Kids

Uma das coisas mais difíceis de se fazer é lidar com crianças. Educadores lutam com essa dificuldade constantemente. Se você tenta falar com crianças como se você fosse uma delas, você pode parecer condescendente, ou pior, estúpido. Isto é exatamente o que faz Crepúsculo. Parece aquele professor que você tinha na escola que falava coisas como “cara” e “tubular” e “você curte?” Este é o hi-hop do vovô. Harry Potter nunca subestima ou poupa sua audiência, muitas vezes colocando sentimentos comuns da juventude, como perda, constrangimento sobre sexualidade, e amizade na vanguarda dos seus temas. Enquanto Potter está lutando contra Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, ele também está lidando com relações complicadas, sofrendo devido ao ciúme e a mentira. Ainda que Potter lide com coisas que um garoto da sua idade nunca deveria lidar e provavelmente nunca lidaria, ele nunca se sente mais velho do que é. Por outro lado, os personagens de Crepúsculo estão presos em caricaturas, meros arquétipos sem nenhuma voz real ou singular.

Cedric Diggory > Edward Cullen

Quando Crepúsculo começou a ganhar uma imensa base de fãs, foi instantaneamente intitulado como o novo Harry Potter. Então, o elenco do primeiro filme foi anunciado, e surpreendentemente, o mesmo cara que desempenhou um papel bastante proeminente de um personagem em Harry Potter e o Cálice de Fogo foi nomeado para fazer o papel principal de Crepúsculo. O nome do ator, como vocês sabem, é Robert Pattinson. Em Harry Potter, ele interpreta Cedric Diggory, um carismático e honesto veterano em Hogwarts. Pattinson interpretou esse garoto exatamente como deveria ter feito, usando de sua bela aparência com limite o suficiente para fazer do personagem um personagem crível e simpático. A atuação de Pattinson em Crepúsculo é outra história completamente diferente. O cara parece estar constipado na maior parte do filme, e a sua natureza fria está mais para artificial do que real. Quem sabe? Talvez algo tenha se perdido no sotaque americano, ou talvez ele não estivesse apto para um papel de protagonista. Tudo o que eu sei é que ele interpretou um cara morto muito melhor em Harry Potter do que em Crepúsculo.

Best Buy Effects > Wal Mart Effects

Se eu pudesse, eu incluiria apenas duas palavras a esse título: caras brilhantes. Não há sequer um exemplo mais patético dos efeitos especiais de Crepúsculo do que as caras brilhantes da família Cullen. Mas falar assim esconderia os outros efeitos especiais horríveis que eles fazem. Há, claro, o efeito “velocidade da luz” quando qualquer um dos personagens vampiros voa. E pior ainda, a cena da árvore, em que Bella viaja nas costas de Edward enquanto ele voa até uma árvore em seu quintal. Sou o primeiro a admitir que a computação gráfica nos dois primeiros filmes de Harry Potter foram cômicos, mas os filmes têm evoluído muito bem. Veja Harry Potter e o Cálice de Fogo para algumas sequências incríveis durante o Torneio Tri-Bruxo, ou a batalha final de Harry Potter e a Ordem da Fênix, entre Dumbledore e Voldemort. Os filmes tomaram posse da fonte de natureza épica (os livros), enquanto Crepúsculo aparece de forma flácida, dependendo de efeitos especiais tirados da caixinha de descontos de uma loja de 1,99.

Hermione > Bella

Vamos admitir. Claro, Kristen Stewart tem seus dias, mas Emma Watson tem mais. Nós a vimos crescer de uma bruxinha esnobe e com cabelo frisado a uma bruxa de olhos bem abertos, e sim, ela ainda é um pouco mandona, mas essa não é a melhor parte? Ninguém gosta de uma garota patética que se atira para cima dos caras. Todo mundo quer um desafio. Esse é o mundo em que vivemos. Nós queremos o que não podemos ter, e Hermione está disposta a não nos deixar tê-la. Ela está disposta a jogar seus joguinhos de bruxa. O pobre Rony Weasley fica se perguntando “ela tem problema?” enquanto o pobre Edward Cullen está preso em um relacionamento do qual eu tenho certeza que ele se arrepende.

Ou seja: Harry Potter é bem escrito e Crepúsculo não. Isso com relação á história, porque o filme eu nem comento mais de tão mal feito. Só pra constar: eu leio e gosto de Crepúsculo. Mas é outra qualidade de diversão.

20.07.2009

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Planejamento é para todos!

“Planejamento de Comunicação não é privilégio de grande agência”

Esse é o título de uma matéria da última CENP em Revista. Muito interessante, vou comentar aqui alguns pontos que mais me chamaram a atenção.

Quem fala na matéria é Ulisses Zamboni, presidente do Grupo de Planejamento, sócio da Santa Clara e vencedor do Caboré de 2008.

Pra começar, a agência não precisa ter muito dinheiro para possuir um planejador. Planejar não é uma função, mas um processo, que deve estar integrado com todas as etapas dentro da agência, auxiliando inclusive na Criação. Bem, pequenas e médias agência fazem isso muito bem, de integrar todas as etapas: normalmente todo mundo da agência está por dentro de todo o processo.

Na maioria dos casos, os próprios donos das agências são o contato com o cliente. – e isso é justamente do que os clientes gostam, sentir-se próximo e ver que está sendo bem atendido -. E eles são ótimas pessoas para exercer essa função de planejador, porque acima de tudo, são empreendedores.

Planejamento não deve ser sinônimo de burocracia, não deve ser metódico. Planejar tem a ver com estratégia.

“O que é estratégia? Há uma máxima em psicoterapia que diz que, quando você faz as mesmas coisas esperando resultados diferentes, você está no caminho da esquizofrenia. A estratégia só existe quando você faz algo diferente para conseguir resultados diferentes. É você juntar elementos para mover determinado problema ou desafio e tirá-lo da inércia, da zona de conforto. A estratégia só existe para conseguir algo que não existe hoje. São os caminhos que vão levar a determinado resultado.” (CENP em Revista, Ano 5, Nº19, Junho, 2009, página 35).

É. Planejamento também requer criatividade. “As pessoas tendem a achar que planejar é ter fórmulas – e é tudo o que planejar não é”. (CENP em Revista, Ano 5, Nº19, Junho, 2009, página 37).

Conhecer bem a marca ou produto, ir além do briefing, buscar informações de primeira-mão… tudo aquilo que a gente ouve na Criação também deve ser seguido pelo Planejamento. Afinal, pensando aqui agora, o planejador deve conhecer melhor o anunciante do que o criativo… ele está decidindo o futuro da marca!

Se acontecer de o cliente não saber o que quer, ou seja, não saber exatamente qual é o problema, a agência tem o papel de auxiliar nisso. E novamente, isso acontece frequentemente em pequenas agências, onde o dono da agência está mais próximo do cliente. Lembrando que PROBLEMA é a palavra-chave de tudo! A Publicidade existe para resolver problemas!

O Planejamento deve interferir na administração e estratégias de mercado do próprio anunciante, quando for preciso. Mexer no preço, na distribuição, sugerir um treinamento de pessoal. Publicidade é eficiente, mas não é milagrosa.

O que se faz depois do plano desenhado e posto em prática? De novo: como o planejamento é um processo, todos que participaram dele devem vigiá-lo. O planejador pode ser o líder do processo, mas não há problema algum em alguém da agência assumir este processo. Planejar não é processo autoral, ao contrário da criação. É um processo coletivo, até porque se não fosse, um planejador teria de ser o super-homem, um iluminado”. (CENP em Revista, Ano 5, Nº19, Junho, 2009, página 39).

Logo, o principal é enxergar o Planejamento como um processo que envolva todos os funcionários das agências. Só não se pode deixar de planejar…

CENP – Conselho Executivo das Normas-Padrão

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