Arquivo mensal: novembro 2009

Polishop e seu argumento Dr. Ray

Quem não conhece a Polishop? A empresa que sempre tem um produto novo que você nunca pensou em comprar. Preenchendo a grade de muitos canais de televisão, Polishop as vezes até convence que seu produto é, digamos, útil legal de ter em casa.  Afinal, quem não quer um bate-mói-corta-tritura-despedaça Philips Walita? Minha mãe comprou um (não pelo telefone, muito menos pela Polishop, mas enfim).

Agora, com certeza é muito mais fácil você assistir a propaganda Polishop e não sair convencido.  Existem uma, em especial, que além de não convencer, incomoda-me muito. Você já ouviu falar do Dr. Ray Shapewear?

Faz tempo que vejo a propaganda Polishop de uma segunda pele que faz você diminuir do 42 para o 38 na hora. Você coloca, o negócio espreme todo seu corpo e você sai sem ar, mas feliz. Até então, nada me incomodava. Foi então que, de um tempo para cá, a Polishop veio com uma jogada nova para vender este espartilho moderno: colocaram o Dr. Ray apresentando a propaganda. Pior que isso, afirmaram que o Dr. Ray colocou todo seu conhecimento em cirurgia plástica no produto esmagador.

Pela primeira vez na história, eu trouxe todos os segredos da tecnologia da cirurgia plástica e levei para moda”.  Sério, que argumento é esse, Dr. Ray e Polishop? É tipo, cirurgia plástica instantânea? E o antigo produto, como fica?

Talvez os dois produtos tenham diferenças. Ainda, algum estudo sobre cirurgia plástica talvez até tenha ocorrido para reformular o produto. Talvez. Agora, eu não consigo engolir que as técnicas cirúrgicas estão presentes no produto. Pior, que foi nosso cirurgião plástico Ray o autor desta linha de lingeries “enganando na balada”… WTF!

Só pra finalizar, ri demais ao ler uma frase no site do produto: “os efeitos citados acima acontecem somente durante o uso do produto”. Agora sim, não me sinto enganado.

PS: se você caiu aqui por causa dos tags reclamação ou problema, ligue 0800-411512 (Procon).

Publicado por Tiago Pizzolo

/mode nostalgia ON: Backstreet Boys

Este foi um dos meu twits, no último domingo. De repente, não sei porquê, me deu vontade de escutar Backstreet Boys. Tá, eu sei que eu faço isso mais frequentemente do que “de repente”. Ah enfim, eles lançaram mais um álbum no dia 6 de outubro deste ano, o que me faz pensar que a banda logo voltará ao Brasil!

De tudo o que eu ouvi até os 15 anos – Chiquititas, Sandy & Junior e BSB… – os Backstreet Boys com certeza foram os meus maiores ídolos, a minha paixão e obsessão da adolescência. Eu tinha 12 aninhos quando eles se apresentaram pela primeira vez no Brasil. Com 12 aninhos, eu fui sozinha a São Paulo (sozinha assim, de excursão sem conhecer ninguém) para ver o show que tem tudo para ser o melhor show que eu já fui (considerando que eu era uma fã super histérica, cantei TODAS as músicas, inclusive as das cantoras desconhecidas que abriram o show).

Bem, o termo boy band já define bem a banda, logo, pense bem antes de criticar, porque esse nome já diz que eles não têm a pretensão de ser os melhores músicos do mundo. Mas certamente foram a melhor boy band de todos os tempos. Porque assim: me diga outra boy band que durou 15 anos???? O engraçado agora é vê-los mais velhos cantando o mesmo estilo de música que os lançaram ao showbizz, como promete o cd This Is Us.

Para os nostálgicos (ou as nostálgicas…), ficam aqui um link para uma crítica do último cd, e outro para o making-of do clipe This Is Us. Eles estão fantasiados, o que me lembra de Everybody (Backstreet’s Back).

As long as there’ll be music we’ll be coming back again!

Promoção Biscoitos Sortidos na Onda

Ok, para você conseguir seu convite para o Google Wave basta completar a seguinte sentença:

SE EU FOSSE UM BISCOITO, EU SERIA…

As cinco melhores respostas ganham um convite para o novíssimo Google Wave. Tá esperando o que pra responder?

Wave, baby...

Publicado por Daniel Bileski

Tentando pegar onda

Yeah, baby! Ganhei um convite para o tão (talvez nem tão) cobiçado Google Wave. E agora o que eu faço?

Bom, só explicando um pouco: o Wave é uma nova ferramenta do Google em sua missão de dominação da Internet (quem sabe depois eles tentem o MUNDO! <risada maléfica>). Porém o Wave de modo algum é uma ferramenta intuitiva. Para começar a entender como funciona, você precisa ver os vídeos de apresentação. Recomendo o de 8 minutos, a não ser que você tenha tempo de sobra e queira assistir o de 80 minutos. Outros vídeos mais especializados, explicando o funcionamento de aplicativos e outras funções, também são recomendados. Após esses vídeos, você precisa achar algum amigo que também possua Wave para tentar testar, na prática, as inovadoras funções da Onda.

O Google tem muitas pretensões com o Wave. Quer mudar a maneira como nos comunicamos pela Web. Quer criar um substituto para o nosso querido e-mail. Para isso lançou essa versão Preview, na qual pretende avaliar e moldar um serviço de acordo com os desejos dos internautas. O problema, por enquanto, é a limitação de pessoas com acesso ao Wave. Eu recebi meu convite do Leo, aqui do escritório, que, por sua vez, recebeu o seu diretamente do Google, através de um pedido por e-mail que qualquer um pode fazer. Hoje eu tenho alguns (poucos) convites, o que resulta em uma rede muito limitada. Não é como ter um perfil de 435 pessoas o Orkut, ou 573 contatos no MSN.

Por isso mesmo, ainda é difícil explorar todas as funções do Wave. Algumas são muito boas, como a função de criar uma conversa (Wave) e acrescentar bots, que se comunicam com sites como Twitter e permitem fazer twits pelo Wave. Ou conseguir alguma definição da Wikipedia. Ou conversar com alguém da Romênia (né Lu), com tradução simultânea.

Sinceramente, eu ainda preciso aprender muito com o Wave. E o Wave ainda tem que aprender muito com a gente. E você pode nos ajudar!

Por isso lançamos a PRIMEIRA PROMOÇÃO DOS BISCOITOS SORTIDOS. Para dar um drama: Mais informações serão dadas no meu próximo Post, que deve ser postado hoje ainda. E os prêmios serão convites para você pegar onda com a gente. Os Biscoitos já estão lá.

 

Google Wave

 

 

The Killers realizou show intenso mesmo debaixo de chuva

Por Anna Emília Soares,
colaboradora especial

Na primeira vez em que estiveram no Brasil, em 2007, os americanos da banda The Killers passaram por quatro capitais brasileiras, inclusive Curitiba, onde foram uma das últimas bandas a subir no palco do Tim Festival. Naquele ano, o quarteto original de Las Vegas iniciou a maioria dos shows com atrasos consideráveis: só em São Paulo o grupo subiu ao palco com mais de 3 horas de atraso.

No último sábado (21), dois anos depois mais um disco contento b-sides e outro disco de músicas inéditas, a banda retornou ao país do carnaval para divulgar o último trabalho, o CD “Day & Age” lançado em 2008, mas dessa vez São Paulo foi a única cidade a sediar um show do grupo.

Quando subiu ao palco, o vocalista Brandon Flowers apresentou a banda e explicou em português que tocaria para todos naquela “noite molhada”, depois levou os fãs ao delírio quando começou a cantar o sucesso “Human”.

O local do show, a Chácara do Jockey, espaço aberto e afastado de São Paulo, não é uma boa escolha para dias de chuva, que não perdoou os fãs no sábado (21). O péssimo sistema de drenagem do lugar fez com que poças gigantescas se formassem no gramado em frente ao palco, ou seja, grande parte do público de 12 mil pessoas assistiu ao show com os pés atolados na água lamacenta até a altura dos tornozelos.

Vestindo ombreiras gigantescas, o cantor mostrou que perdeu a timidez de início de carreira e nasceu para agitar multidões, mesmo uma multidão encharcada pela chuva: sem desafinar, o energético Brandon circulava por todo o palco, brincava com o pedestal e fazia comentários alusivos às letras das próprias músicas.

Diferentemente das últimas apresentações no Tim Festival, o show do The Killers em São Paulo contou com melhor suporte técnico: palmeiras e um letreiro luminoso da letra K, ao mais estilo Las Vegas possível, fazia parte do cenário, várias câmeras transmitiam os movimentos da banda em dois telões e outros sete grandes telões localizados no fundo do palco passavam diversas imagens sincronizadas. Além disso, o som estava mais nítido nesse show. Explosão de papel picado e a chuva de fagulhas foram outras novidades.

Depois de apresentar vários sucessos próprios e de se arriscar a cantar um trecho da clássica “Can’t Help Falling in Love” de Elvis Presley, o quarteto americano encerrou a principal parte do show com uma bela versão de “All These Things I’ve done”. Logo em seguida, a banda retornou ao palco para um rápido bis com “Jenny Was a Friend of Mine” e “When you Were Young”.

Nessa segunda passagem da banda pelo Brasil, houve a impressão de que os fãs de The Killers estavam mais devotos, pois a cada hit, o público respondia com pulos, gritos e, não poucas vezes, era capaz de fazer coro às músicas. A banda está nitidamente mais madura e agora é capaz de fazer com que, até mesmo as canções mais fracas do repertório, sejam muito bem executadas ao vivo.

Resta aos fãs esperar que na próxima vinda ao país, o The Killers mantenha a pontualidade. Devemos torcer também para que a produção seja mais eficiente na escolha do local, que poderia ter sido menor para manter o público mais próximo. Isso para não mencionar a escolha de um lugar coberto ou que, pelo menos, não possibilite a formação de grandes poças. No mais, sabemos que o talento dos integrantes da banda e o excelente repertório do The Killers são garantia de um ótimo show.

Fim do mundo, Natal e divulgações

Aproveitando que falamos aqui tanto sobre “2012“, quanto sobre “Os Fantasmas de Scrooge“, resolvemos comentar um pouquinho as ações que foram feitas para divulgar esses dois filmes.

Comecemos pelo segundo.

A Disney lançou um trem temático, que viajou por 40 cidades nos EUA divulgando o filme. Dentro do trem, as pessoas podiam ver um exemplo de captura de movimento (técnica usada para fazer o longa), fotos de todos os personagens, modelos e conceitos de arte, e – o mais legal! – os visitantes tinha a oportunidade de terem suas fotos transformadas em um dos quatro personagens do filme. Além de contar também com artefatos da vida de Charles Dickens (escritor do clássico livro que originou o filme).

Jim Carrey e o Trem da Disney

Jim Carrey e o Trem da Disney

Mas isso começou lá por maio desse ano, e até chegar a NY o trem já havia sido visitado por aproximadamente 1 milhão de pessoas. Por agora, na época de lançamento do filme – e enquanto ele ainda está em exibição – focaram-se em divulgações um pouco mais convencionais, como a propaganda no metrô de NY. Um trem completamente “natalino” e as estações cheias de propaganda.

Metrô

New York...

Metrô 2

New York.

Isso nos leva à promoção de 2012 feita aqui no Brasil. Mas antes, falemos das ações anteriores. No início do ano, a Sony laçou uma campanha viral de apoio a 2012, com um site do IHC – Institute for Human Continuity (Instituto para a Continuidade Humana). Entrando no site é difícil saber o que é filme e o que não é… e isso é muito divertido!

Lá, no IHC seria feito um tipo de sorteio, uma loteria para ver quem teria a sorte de perpetuar a espécie humana. Isso poderia ter dado pano pra manga pros mais desconfiados, haha. Além disso, tem também o site do livro fictício do personagem de John Cusak – Farewell Atlantis (dá até pra ler o 1º capítulo) -, e um vídeo com o personagem conspiratório do filme – Charlie Frost, que, inclusive, tem twitter e seu próprio site do apocalipse!

Essas ações foram muito interessantes, e, ainda melhor, combinam exatamente com o clima do filme. Principalmente o vídeo do Charlie, hahaha. Mas não ficou só nisso… o Brasil também participou. Aproveitando o destaque do Cristo Redentor “despencando” no longa, por que não fazer alguma ação no Rio de Janeiro?!

E foi isso mesmo que fizeram. Adesivaram um túnel de metrô como se ele estivesse inundando, e ficou bem legal, apesar de simples. Como chegaram a uma ideia assim? Bom, alguém queria fazer uma réplica do Cristo quebrando, logo, foi ignorado. Decidiram então inundar um túnel de metrô… ignorado². Mas isso os levou a “fingir” que o túnel havia sido inundado sem molhar ninguém!

Tô brincando, é claro ;P… mas muitas vezes essas ideias surgem assim mesmo… de uma coisa totalmente inviável até algo legal, que chame a atenção e que seja possível de ser feito. Confesso que as ações promovendo 2012 são mais legais que o filme em si, haha, mas couberam no conceito apocalíptico do filme.

2012, túnel

2012, túnel

Bom, só nos resta mesmo lamentar que não haja tanta divulgação nesse estilo aqui no Brasil. Acredito que o retorno vale a pena… e ainda tem todos os blogs descolados sérios que falam sobre isso, aumentando o buzz. Quem sabe um dia.

 

*Fotos do evento de lançamento do Trem da Disney aqui.

**Mais fotos do túnel “inundado” no RJ aqui.

 

Publicado por: Lê Scalia

2012

2012 (2012)

 

“It’s the end of the world as we know it.”

 

Caos. No enredo e fora dele. Talvez esse seja um modo de explicar o hollywoodiano “2012″. O novo filme do alemão Roland Emmerich, também diretor de “O Dia Depois de Amanhã” , “Independence Day” e “10 000 AC“, se divide entre o interessante e o exagerado.

2012

2012

Enquanto apresenta ótimos efeitos especiais, como quando vemos o Cristo Redentor caindo aos pedaços (ao som de um péssimo: “Meu Deus! Está despencando!” – simbólico¹?), ou, ainda melhor, a queda da Capela Sistina em cima de religiosos fervorosos (simbólico²?) [Falando em simbólico³ vale lembrar a rachadura dentro da Capela, separando Deus e o Homem].

Ao mesmo tempo, conta com cenas muito – mas muito mais – simples, nas quais há um certo desprezo, uma falta de capricho que prejudica o longa tecnicamente e que contrastam com as cenas grandiosas.

Aliás, na parte que se remete ao Brasil vale destacar o merchanzinho da GLOBO NEWS, já que as imagens mostradas são, como o filme faz questão de frisar, cortesia da rede brasileira. E falando sobre merchan, apesar de também ter virado gozação, a propaganda da Bentley que aparece mais no final do filme foi bem inserida.

Além disso, temos as várias piadinhas inapropriadas do filme. Brincadeiras que te fazem rir, mas te deixam com a dúvida de estar ou não vendo um filme sério. As piadas fora de hora ou nonsense meio que tiram você de todo aquele clima apocalíptico.

Com boas atuações (e um certo desperdício de excelentes atores), o elenco dá conta do recado. Destaque para o competente (e quase sempre em papéis irritantes) Oliver Platt, para não o muito conhecido Chiwetal Ejiofor e para a ponta do excelente Woody Harrelson. Já os desperdiçados são Danny Glover e John Cusak. Embora cumpram o que se espera de seus personagens poderiam ser melhor aproveitados.

E acho que cabe aqui o comentário sobre Danny Glover na pele do presidente dos EUA. É interessante ver como o “espelho” da nação norte-americana é sempre tão magnânimo, altruísta, bondoso e portador de todas as qualidades que os estadunidenses querem querem que o mundo acredite que eles têm.

O roteiro tem certas falhas e, não raro, coisas que deveriam surpreender são tão previsíveis que não só perdem a graça, mas também viram piada. Tá, isso não vem ao caso. A trilha sonora é básica, usada para manter a tensão do filme e o faz de forma eficiente, mas não será lembrada por isso.

O filme é recheado de clichês, mas isso nunca foi sinônimo de má qualidade.. o que parece acontecer em 2012 é que restam apenas o senso comum e os clichês são ainda mais exagerados, fazendo com que a história acabe se perdendo um pouco. Apesar disso, é capaz de emocionar. Em especial nas despedidas entre as famílias.

A direção apocalíptica de Roland já é conhecida, e, pessoalmente, acho 2012 inferior a “O Dia Depois de Amanhã“. Mas a premissa é interessante… sem meteoros ou aliens, só uma previsão catastrófica maia que se torna real quando o Sol dá uma esquentadinha extra.

Como todo filme sobre o fim do mundo, o filme se baseia naquela antiga questão – piegas, mas verdadeira – “Se o mundo acabasse amanhã, com quem você gostaria de estar hoje?” ou “o que faria hoje?”. E, querendo ou não, passa a mensagem sobre o que realmente importa. No fim (nesse caso, literal) não é o dinheiro ou o  poder, ou qualquer outra coisa, mas as pessoas que você ama e como você é capaz de ir longe por elas.

Agora… quase 3 horas de filme é complicado. Mas se você estiver à toa, não quiser ouvir gritaria em Lua Nova e estiver disposto a engolir uma falhinha aqui e outra ali, vá. Assista. É o fim do mundo, mas ao final da sessão, você se sente bem.

 

“It’s the end of the world as we know it, and I feel fine.”

R.E.M

 

 

Publicado por: Lê Scalia

O que um fã pode fazer?

No more Mr. Nice Spy.

No more Mr. Nice Spy.

Quem gosta de séries provavelmente já passou por isso: ver aquele seu seriado tão querido, tão companheiro, tão aguardado na semana, em grande risco de ser cancelado ou mesmo tirado do ar sem sequer um aviso, enquanto outros – com menos qualidade e menos audiência – ficam no ar.

Chuck vs. The Footlong

Chuck vs. The Footlong

Os fãs de Chuck passaram por isso  no ano passado, ao final da segunda temporada e início de uma extrema indefinição sobre a renovação ou não da série para a terceira temporada. Eis, que os fãs do seriado se mobilizaram e, em massa, foram aos Subways espalhados pelo mundo na campanha intitulada “Chuck vs. The Footlong“.

Para quem nunca viu Chuck, o Subway é um dos maiores anunciantes do programa. Durante a série, gradativamente, a participação do restaurante no Merchandising Editorial nos episódios aumentou a olhos vistos (mas sem, de forma alguma, ferir o enredo). A movimentação dos fãs foi bem sucedida e até o protagonista da série entrou na dança (simpatissímo, aliás… bem Chuck).

Além disso, o Subway quis investir ainda mais na série, obteve mídia internacional, e tudo teve um final feliz quando a NBC confirmou a volta de uma season com 13 episódios. Com muita expectativa, esperávamos a volta da série em 2010. E após uma série de rumores e audiências medianas das estreantes da emissora (leia Trauma), mais 6 episódios foram encomendados para a 3ª temporada de Chuck.

Fãs felizes, emissora feliz, elenco feliz, anunciantes felizes… esse é o resultado de uma boa ação de marketing aliada a uma série absurdamente deliciosa de se assistir (a minha favorita desde que fiquei órfã de Prison). Humor requintado e pra pessoas que curtem séries um pouco diferentes, descompromissadas e cheia de referências espetaculares.

Esse post iria se resumir a um banner, mas como nosso blog não suporta esse tipo de ação, ele virou uma narrativa sobre como Chuck é genial (e, repito, não é pra qualquer um…) e “fica a dica” do que um fã pode, de fato, fazer por sua série. As duas coisas que todo mundo quer nesse meio: mídia e retorno. Garantia de finais felizes.

Fica aqui um preview da próxima temporada – tão esperada por mim! – de Chuck. (Aqui o preview legendado)

Chuck, 3ª temporada

Chuck, 3ª temporada

Mais promos da 3ª temporada aqui(#1), aqui (#2), aqui(#3), aqui(#4), aqui(#5), aqui(#6) e aqui(#7).

Razões para se ver Chuck.

 

***Chuck volta no dia 10/01 (domingo) com uma season premiere de 2h, e na segunda, dia 11/01,  já tem mais episódio novo. Vão tirar o atraso!  Aliás, a nova temporada terá, entre outras, a participação de 2 pessoas ligadas a outro super herói: Brandon Routh (o último Superman; 8 eps) e Kristin Kreuk (a Lana de Smallville; 3 eps).

 

Publicado por: Lê Scalia

Filme Lua Nova pode ser capaz de abranger público mais maduro

Por Anna Emília Soares,
colaboradora especial.

Se as salas de cinema hoje de noite estiverem tão lotadas de adolescentes histéricas quanto na pré-estréia do filme Lua Nova às 23h55 na noite de quinta-feira, o ambiente será, no mínimo, caótico. Para aqueles que se aventurarem a assistir a continuação da saga Crepúsculo, recomendo chegar cedo para tentar disputar um bom assento na sala do cinema, paciência para enfrentar filas gigantescas na entrada e protetores de ouvidos para não romper os tímpanos, pois certamente não serão poucas as meninas que irão gritar descontroladamente toda vez que o charmoso vampiro Edward aparece em cena ou em que o malhado, e muitas vezes descamisado, menino-lobo Jacob dá o ar da graça.

Sem sombra de dúvidas, há uma enorme diferença técnica entre o primeiro e o segundo filme da saga. Nesse momento faço questão de esclarecer que minha interpretação de Lua Nova não se dá como uma leitora da saga de Stephenie Meyers, mas sim como uma espectadora do longa-metragem dirigido por Chris Weitz.

Enquanto o fenômeno Crepúsculo se restringe quase totalmente a um romance teen na típica escola americana, Lua Nova ganha ares mais adultos através do suspense e cenas de ação. O segundo filme da saga apresenta vários novos personagens, conflitos amores mais intensos, melhor atuação por parte de alguns atores e cenas filmadas em diversas locações, inclusive na Europa.

Nesse longa-metragem a atriz Kristen Stewart se mostra mais madura na qualidade da interpretação: as cenas em que a personagem Bella está depressiva ou em que está assustada são muito mais convincentes quando comparadas a qualquer cena do primeiro filme. O personagem Jacob, interpretado pelo novato Taylor Lautner, ganha importância (e músculos peitorais definidos), acrescentando drama ao filme quando se revela um dos lados de complicado triângulo amoroso.

O ponta-pé inicial de Lua Nova é a separação do casal principal, traumática para Bella e as fãs emotivas. O sempre bem-intencionado vampiro Edward, mais pálido do que nunca, decide terminar o namoro com Bella, que deprimida e inconformada com o total desaparecimento do amado, se aproxima de Jacob. A partir de então, lobisomens, vilã vingativa e clã de vampiros poderosos são apresentados ao público.

Os efeitos especiais nas lutas e perseguições e a riqueza de figurinos e cenários mostra que Lua Nova dispôs de muito mais verba para a produção do que o primeiro filme. A sequência passa por melhoria técnica capaz de abranger um público maior e também mais velho, elevando a saga do patamar de fenômeno cult adolescente para grande produção digna dos padrões hollywoodianos.

A interpretação de Robert Pattison, o grande galã entre fãs da série, ainda deixa um pouco a desejar. As expressões de raiva ou tristeza se confundem e Robert somente se firma como ator em uma cena na qual o vampiro sofre dor física. A bizarra lente amarela utilizada pelo ator para compor o personagem faz com que Edward pareça estar sempre doente.

Na primeira vez em que lobisomens aparecem em Lua Nova, a empolgação dos criadores talvez tenha feito o animal parecer gigantesco: o lobisomem é quase do tamanho de um urso, mas o exagero não se mantém ao longo do filme, pois pouco depois, durante outra cena, o mesmo lobisomem está nitidamente menor, pouco maior do que um cachorro crescido.

Para aqueles que desejam assistir a um filme sobre o clássico mito vampiresco, Lua Nova não irá agradar, pois os vampiros do filme não têm pressas, podem se expor ao sol, não dormem em caixões, são cordiais e até se apaixonam por humanos. Porém, Lua Nova é filme obrigatório para leitores da saga, fãs dos jovens atores e uma boa dica para quem quer um pouco de ação, ficção e drama aliados ao conflituoso romance adolescente.

A ironia da Guerra Fria

Já não tenho aulas de História há mais de dois anos, se considerar que ainda tive História Contemporânea III (?) no início da faculdade. Mas alguns fatores me levam a escrever esse post: paixão por história (principalmente mundial), ‘comemoração’ dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, leitura do livro do Mattelart – que me obrigou a relembrar algumas coisas – e, por fim, o mais interessante deles, os termos de busca dos vestibulandos desesperados (?!) que acabam no nosso blog.

Sim, os últimos mais procurados que apareceram por aqui foram: “o que foi a queda do muro de Berlim” (e suas variantes). Isso me lembrou um pouquinho de um assunto que eu a-d-o-r-a-v-a estudar. Guerra Fria. É, aquela guerrinha interessante que prometeu muito e, na hora do “vamo vê”, cumpriu pouco. (Por isso, Guerra Fria.)

Durante década de 60, com a corrida espacial e armamentista, Estados Unidos e União Soviética tinham poderio militar para destruírem não só um ao outro, mas, de quebra, também o resto do mundo. Logo, “atacar” se tornou uma opção inviável, e, portanto, por anos, o mundo (agora bipolarizado) viveu essa paz armada. E eis que, em 1964 o Cinema (arma norte-americana na venda do American Way of Life) lançou uma obra-prima: Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb. Traduzido no Brasil apenas como: Dr. Fantástico.

Ao meu ver, o melhor filme – de longe! – do talentoso (não, não estou sendo irônica…) diretor Stanley Kubrick (e olha que eu assisti a todos os seus filmes). Dr. Strangelove fala justamente sobre essa paz nuclear que dominava o planeta durante a GF. A estória de um general maluco (Jack the Ripper) que resolve bombardear a URSS e todo um Governo que não consegue impedir o ataque é absurdamente divertida! Em grande parte, confesso, pela atuação tripla do excepcional Peter Sellers.

A questão não era bombardear a União Soviética, mas o dispositivo de proteção dos comunistas, que haviam desenvolvido um sistema de auto-retaliação com bombas nucleares caso seu território fosse atingido. Bom, basicamente, a estória é essa. Mas a narrativa é contada de modo brilhante. Com direito a todo tipo de piadinha negra e o maior requinte da ironia, o filme de Kubrick é rico em situações divertidíssimas, como a “proibição de se brigar na Sala de Guerra”, ou o governante soviético, Dimitri, bêbado.

Para quem gosta de um bom cinema, recheado de referências e deliciosos sarcasmos, não dá pra perder esse clássico da década de 60. Reconheço o valor de Kubrick como cineasta, mas o admiro mais como fotógrafo – e por isso a fotografia de seus filmes era tão impecável (mesmo que o enredo não fosse – e, muitas vezes, não era mesmo); Mas de todas as suas obras, a única que, de fato, me conquistou foi esse filme. Simples, preto e branco, e irônico até no título.

*Jack D. Ripper, que soa como Jack the Ripper é uma brincadeira com o famoso Jack, o Estripador (em português).

***


E aos que ainda buscam entender “o que foi a queda do Muro de Berlim”, continuem lendo:


Alemanha dividida e Berlim. Capitalismo x Socialismo

Ao final da 2ª Guerra Mundial, com a Alemanha completamente derrotada e entregue aos vencedores – EUA e URSS, além de França e Inglaterra –, os germânicos tiveram seu território dividido. Não só a Alemanha foi dividida, mas o mundo todo, em esferas de influência capitalista ou socialista. E assim, também foi divida a capital alemã: Berlim.

A cidade de Berlim, situada no lado soviético/socialista da Alemanha – A República Democrática Alemã (RDA) ou Alemanha Oriental – foi divida em 4 territórios entre os grandes vencedores da guerra: britânicos, franceses, norte-americanos e soviéticos.

Mas, surge, então, um problema: como manter a influência má do capitalismo sem interferir no mundo autoritariamente ideal do comunismo? E como deixar os vis “vermelhos” fora do mundo livre capitalista? Simples: fazer um muro.

Berlim e o muro.

Sim, um murinho básico de mais ou menos uns 3m, cheio de guardas armados que impediam as pessoas de passarem para o outro lado da cidade. O muro circundava toda a Berlim Ocidental – capitalista – já que a cidade se situava na Alemanha Oriental – socialista. Durante 28 anos (1961 – 1989), o muro separou famílias e “protegeu” a ideologia capitalista em vigor na Berlim Ocidental, da ideologia socialista da Alemanha Oriental.

Em 9 de novembro de 1989, há pouco mais de 20 anos, após vários movimentos populares e por força da população, houve a “liberação quase forçada” da passagem dos alemães para os dois lados de Berlim, e para fora de Berlim – para o território socialista. A queda do muro de Berlim, provocada pelo povo, abriu o caminho para a Reunificação Alemã (oficialmente em 3 de outubro de 1990), e rende até hoje pedacinhos do muro para turistas dispostos a pagar bem para levarem consigo um pedacinho de história (literalmente).

Muro de Berlim hoje.

Publicado por: Lê Scalia

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