Arquivo mensal: dezembro 2009

Hasta luego, Brasil!

Este é um post programado.

É galera (me sinto o Justus falando deste jeito), é hora de partir do Brasil… Neste exato momento, 7h27 A.M. do dia 30 de dezembro de 2009, embarco rumo à Costa Rica. Como já escrevi aqui, vou passar um ano lá, trabalhando com marketing na empresa do Cataflam.

Então, a partir de hoje, o biscoitossortidos.com vai falar muito sobre a Costa Rica também. Aqui postarei sobre minha viagem, sobre meu trabalho, sobre a publicidade costarriquenha, sobre qualquer coisa. Ou seja, algo como um blog de bordo, sussa?

Para começar, deixo aqui uma apresentação cultural da Costa Rica que fiz para uma apresentação cultural. De verdade, a melhor maneira de aprender sobre um país é assim, fazendo slides! Vale a pena dar uma olhadela (só pelas fotos, que selecionei a dedo, já vale).

Acho que com esta viagem finalmente vou me sentir latino (porque, convenhamos, nós brasileiros não nos sentimos assim. “Latinos são os outros, eu sou é brasileiro”), entender a diferença entre salsa e merengue, perceber que espanhol não e um português mal falado, aprender a falar aquele RR tremido deles (acho que meu problema é genético, mas enfim), além de mergulhar no Pacífico. Existem muitas outras expectativas nesta viagem, mas tenho um ano para falar sobre elas.

Da próxima vez que eu aparecer aqui, será o primeiro post direto da Costa Rica, 5.600 km distante de nosso Brasil. Nos vemos em breve!

Postado por Tiago Pizzolo

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2009 Fenomenal

02 de dezembro de 2007. Data fatídica. O Corinthians caía pra Série B.Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo.

03 de dezembro de 2007. A Capa do L! (Lance) refletia o sentimento de todos os corintianos: luto.

Dizem que a torcida do Corinthians gosta de sofrer, e eu acredito. Acho que isso nos aproxima do time. Afinal, que outro time no mundo veria sua torcida aumentar enquanto passa por um jejum de 23 anos sem títulos? Ou tem sua venda de camisas aumentada após o rebaixamento?

É. O Corinthians é diferente. Antes de cairmos, uma psicóloga falava que temia uma “depressão em massa” caso fôssemos rebaixados. Talvez com outro time, não com o Timão. Estampávamos com orgulho no peito dolorido um grito que saiu, mesmo às lágrimas: “Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo”. E, se você não tem o privilégio de ser corintiano, acredite… era com a maior sinceridade que cantávamos isso.

Depois de um ano de 2008… interessante, com a chegada do incrível Mano (até o nome…!) e de alguns jogadores com a cara do Corinthians, fizemos um passeio pela Série B. E confesso que foi emocionante ouvir o Pacaembu gritar “Ô, o Coringão voltou…” (um de nossos gritos copiados à exaustão por torcidas sem criatividade hoje em dia).

Mas ainda assim... ficou aquele gostinho amargo. É fato que cair fez bem ao Coringão... me pergunto se não podíamos ter resolvido sem cair, mas isso já não me incomoda. Mas 2009 começou e o Corinthians atropelou. O ano ia “bem” até a semi-final do Paulista. Aí, ficou com cara de Corinthians.Passamos por cima do São Paulo, do jeitinho que a gente gosta! Lembro o quanto eu gritava em casa, e do meu irmão me ligar dizendo “Por que pra vocês tudo tem que ser tão difícil?”. Por quê? Bom, porque é Corinthians! E foi da melhor maneira possível. De virada. Aos 48 min do 2º tempo. Com Cristian. Maior campeão Paulista de todos os tempos.

 

E o que dizer das atuações do nosso gordinho? Nada mais a declarar. Campeões paulistas de 2009. Invicto. O campeonato regional mais difícil do país, sem perder jogo nenhum! (E que me desculpem os cariocas, mas se seu campeonato é charmoso, significa que não tem qualidade)

O orgulho de gritar para o mundo que se é corintiano havia voltado mais forte do que nunca. Aquele gostinho amargo que restara de 2007, enfim, desapareceu. E veio também a Copa do Brasil, com a tão sonhada vaga para a Libertadores. Uma única derrota, com gostinho de vitória (e eu estava presente, infiltrada na torcida advsersária). Depois disso, férias prolongadas.

 

 

 

 

 

 

Título da Copa do Brasil, e vaga da Libertadores.

 

Durante todo o 2º semestre desse ano, o Corinthians só jogava para analisar reforços. E depois de muito desinteresse, finalmente terminamos o Brasileirão (felizes, dadas as opções de campeão, hahaha). Foi, portanto, um excelente ano. Um ano resumido a um semestre, na verdade. 2010 vai ser mais que um ano. Mais que uma Libertadores. 2010, é Centenário.

Vai Curintiá! ;]

Publicado por: Lê Scalia

Guerrilha viral…

Geralmente, uma ação de guerrilha bem feita acaba se viralizando na internet. Essa aqui é mais literal. A ação consistia em literalmente espalhar um vírus entre as pessoas para divulgar uma marca de suplementos alimentares… hahaha. Bem, só posso dizer que é bem melhor do que alguém entregando panfletos.

Fonte: Buzzófias

Publicado por Lu

She’s a Lady!

Cinco indicações ao Grammy. Quatro vezes consecutivas entre o Top 10 de singles. Três canções consecutivas em primeiro lugar. Uma turnê mundial bem recebida. Um encontro com a rainha Elizabeth. Uma aparição no Saturday Night Live. Não se pode negar – Lady Gaga teve um ano incrível. Normalmente, estatísticas assim são restritas aos grandes nomes: Madonna, Britney, Beyonce. Mas parece que é hora de acrescentar mais um nome à lista: Gaga.

O fato é que muitos não achavam que ela ficaria no auge por muito tempo. Ela é esquisitona, anda de máscaras, de vestidos de bolhas de plástico… Gaga só apareceu no cenário pop no ano passado. E a maioria das pessoas estava esperando que ela saísse de cena logo após a estréia do hit “Just Dance”. Mas Lady Gaga surpreendeu a todos e lançou um outro sucesso. E depois outro. E depois mais um.

O surpreendente é que seu sucesso vai contra o normal. Ela não segue regras. Ela contraria a norma. Se você já viu isso antes, então Lady Gaga não está vestindo ou fazendo. Então, como ela conquistou o sucesso?

A jornalista Faith-Ann Young tem uma opinião: “Seu sucesso não se trata de meias ou perucas ou corpetes. É uma mistura de tempo, lugar, ocasião, talento, dinheiro e choque. Ela chegou num momento em que o principal cenário da música é banal e sério e as pessoas estão desesperadas para sentir algo. Não há uma Madonna, Prince ou David Bowie para rejuvenescer o pop já faz tempo. “Talvez estivesse na hora de alguém agitar a música pop um pouco. Que entre Lady Gaga.

O senso imprevisível de moda não a prejudicou. Ao mesmo tempo que sua música é cativante e que ela tem claramente talento de verdade, sua moda excêntrica é o que chega primeiro à mente das pessoas. Não dá pra simplesmente esquecer de alguém que anda num tapete vermelho com um vestido feito de bolhas. Ou de alguém que encontra a rainha da Inglaterra com um vestido de látex vermelho inspirado na própria rainha e uma máscara de glitter.


“É interessante ter um estilo de personalidade que vai além do arriscado. Ela está rompendo todos os limites e está desenvolvendo um estilo que não é comparável a muitas pessoas da cultura pop – e isso é um grande feito!” diz Susan Cernek, da Glamour Magazine.

Cernek continua: “O interessante sobre Lady Gaga é que ela é um ícone de estilo dos anos 2000. Enquanto os anos 90 foram sobre rótulos vistosos, e demonstrações de excesso sexual e financeiro, esta década é muito mais sobre a personalização e a individualidade — – e diga o que quiser sobre ela, você tem que admitir que Lady Gaga e seu estilo são únicos. “

A combinação de sucesso de uma voz estelar e os trajes de chamar a atenção foi sempre parte do plano. Lady Gaga começou com performances no Lower East Side de Manhattan, e essas raízes ainda influenciam fortemente seu desempenho e sua aparência. Young lembra de quando a viu pela primeira vez, “no Lollapalooza em 2007, Lady Gaga era uma menina morena e magra, com um sutiã de paetês prata, dançando com bravatas sob um globo de discoteca. Embora ela tivesse claramente o forte desejo de fama naquela época, o glamour e a mística pelos quais Gaga é conhecida, ainda não eram tão claros.

E apenas dois anos mais tarde, Lady Gaga está tomando o mundo com uma tempestade reluzente. Realizando todos os shows e passando por cada tapete vermelho, como se ela estivesse de volta ao clube burlesco do Lower East Side. E está funcionando. O melhor de tudo, ela não esconde sua intenção de chocar e entreter. Cernek concorda: “Ela é uma artista que está claramente se apresentando para uma audiência – e isso fica ainda mais claro em suas declarações à imprensa de que é isso mesmo que ela quer. Enquanto seus trajes podem ser descontroladamente ultrajantes, seus motivos para usá-los são bastante claros e simples”.

Mas, ornamentos e roupas estranhas à parte, a voz de Lady Gaga é sua carta na manga. Enquanto muitas de suas canções fazem uso de ferramentas eletrônicas que alteraram a sua voz, seu imenso talento inato é imediatamente aparente quando ela canta ao vivo. No início deste ano, ela foi convidada do programa Saturday Night Live e apresentou dois números. O segundo número foi Gaga tocando piano e cantando sem backing vocal ou instrumentos adicionais. Foi um momento de cair o queixo – e solidificou seu lugar como nova rainha da música pop.

Young resume o sucesso de Gaga. “Os músicos que sobrevivem a esta indústria tem que ter talento e visão de negócios para cercar-se de pessoas certas para se desenvolver. Gaga é talentosa, ela toca piano, canta e dança. Mas muitas pessoas fazem isso. A menina tem fogo dentro dela. Ela chegou a Lollapalooza com uma coragem indomável. Além disso, ela teve uma grande gravadora, Interscope, fazendo sua divulgaão por dois anos. E, por último, ela tem grandes amigos no meio artístico. Madonna tinha Maripol como sua estilista nos anos 80 para criar seu visual inovador. Gaga tem Nicola Formichetti, Matt Williams e outros. E, para publicidade, paga para que Perez Hilton seja seu melhor amigo”.

Se o visual atrapalha sua concentração no talento de Lady Gaga, apenas dê play e ouça a música.

Traduzido e adaptado de Pop Eater

Publicado por Lu

Como funciona o cinema 3D

Você já deve ter assistido a algum filme através de um par de óculos que fazem as criaturas, as pessoas e as explosões saírem da tela. E se você entrou onda, você provavelmente estava na fila este fim de semana para assistir a Avatar, de James Cameron, que é projetado em 3D.

Então, você deve se perguntar: por que mais filmes não são exibidos em 3D? É só um trabalho de pós-produção e um par de óculos estereoscópicos, não é?

Na verdade, a projeção em 3D é muito mais complicada. E cara. Você deve se lembrar de uns óculos 3D antigos, que uma lente era azul e a outra vermelha. Essa tecnologia vem desde 1950. Nesse sistema, as imagens eram projetadas na tela com duas camadas de cores, sobrepostas uma à outra. Quando colocamos esses óculos, cada olho vê uma coisa: a imagem da projeção em vermelho em um olho, e a imagem da projeção em azul no outro olho. O córtex visual combina os pontos de vista para criar a representação de objetos 3D.

Essa técnica pode ter sido impressionante, mas tinha alguns problemas. A separação de cores do filme era muito limitada, e por isso ficava difícil perceber detalhes da cena. Outro problema freqüente eram os fantasmas, que aconteciam quando a imagem que deveria ser exibida em seu olho esquerdo se arrastava para a direita.

Além disso, tem a tela. Para projetar filmes 3D que tenham uma visualização ideal, as salas de cinema precisam ter telas de prata, que, por refletir mais luz, ajuda a manter separados os dois sinais de luzes diferentes. Mas é claro que a maioria das salas não tinha telas de prata, o que prejudicava mais ainda a visualização.

Desde então, a tecnologia 3D percorreu um longo caminho. Os óculos de hoje são geralmente vermelho e ciano, que, quando combinados, podem fazer uso de todas as três cores primárias, resultando na percepção de cores mais realistas.

A projeção mais usada hoje nos cinemas 3D é a RealD, que usa de uma polarização circular – produzida por um filtro na frente do projetor – para projetar o filme em uma tela de prata. Não exige dois projetores que projetem a imagem em cores diferentes. A vantagem da polarização é que você pode se mover mais naturalmente sem perder a percepção 3D da imagem.

O sistema 3D da Dolby, usado em algumas sessões de Avatar, é um pouco diferente. Ele faz uso de uma roda de filtros especiais instalada dentro do projetor na frente de uma lâmpada de 6,5 quilowatts. A roda é dividida em duas partes, cada uma filtra a luz do projetor por diferentes comprimentos de onda para vermelho, verde e azul. A roda gira rapidamente – cerca de três vezes por frame – para não correr o risco de causar convulsões no público… Os óculos que usamos também contêm filtros que separam os comprimentos de onda vermelho, verde e azul para cada olho.

As vantagens desse sistema? Não há necessidade de uma tela de prata, graças à roda que filtra as cores separadamente a à poderosa lâmpada de 6,5 kw bem na frente dela, assegurando uma imagem suficientemente brilhante para uma visualização 3D. Além disso, um mecanismo pode ser ajustado dentro do projetor para mudar o método de projeção da reflexão à refração – cinemas grandes podem alternar o tipo de projeção para filmes 2D ou 3D.

Os contras? Os óculos são caros: 27 dólares cada um, por isso eles são pensados para serem lavados e reutilizados (em vez de reciclados). No total, o sistema 3D da Dolby custa aos cinemas, não incluindo os óculos, aproximadamente 26 mil e 500 dólares.

Traduzido e adaptado de Wired.com

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Publicado por Lu

Então é Natal!

E aí, o que é o Natal pra você?

Presentes? Muita comida? Calor absurdo com enfeites de inverno? Cantoria desafinada? Mais comida?
Todas as opções e mais um pouco?

O Natal é um monte de coisas. E, de pessoa pra pessoa, pode adquirir mais ou menos significado.

Pra mim, especialmente, é o feriado mais esperado.

Não por causa da ceia – e, logo, por causa da Salada Francesa que minha mãe só faz nessa época e que eu a-doro! – ou pelos presentes e festas. Mas por causa do espírito natalino.

É no Natal que as pessoas estão mais emotivas, com mais boa-vontade, mais carinhosas, bondosas… enfim, são pessoas melhores. E, embora seja de cortar o coração pensar que grande parte das pessoas não têm condições de festejar o Natal como nós, já é válido que, pelo menos no Natal, sejamos mais solidários.

Natal é família… é amor.

Bom, pra mim é. E é por isso que é o meu dia favorito do ano.

E é do fundo do coração que desejo a todos vocês, vários Natais no ano. Com ou sem papai noel… com ou sem festas… mas que a alegria do Natal possa nos acompanhar.
Aliás, não só eu como todos os “biscoitos”.

Que tenham todos um Natal maravilhoso e um 2010 excelente. Melhor, muito melhor do que 2009 (mesmo que o seu 2009 já tenha sido bom).

Feliz Natal!

*Se você prevê um dia 25 entediado, e com azia – de tanto comer na meia noite – indico o clássico dos clássicos de Natal: “Esqueceram de Mim”, haha. Meu filme favorito de Natal.. e pô, a musiquinha que toca no fim é linda.

Publicado por: Lê Scalia

Havaianas aplaudindo o Verão

No último dia 21 de dezembro, na praia mais famosa do mundo, a Havaianas realizou o maior flash mob do Brasil. Pra falar a verdade, é o único de que eu me lembro. Centenas de pessoas se reuniram em Copacabana para celebrar a chegada do Verão, a estação mais esperada do ano. O vídeo é editado, claro, mas dá pra ver aquelas pessoas que simplesmente entraram na onda. Minha opinião? A-D-O-R-E-I! ;)

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Publicado por Lu

Depois de dois anos, vaza na internet making of de “Lei da Atração”

Mentira. Fui veementemente vetada por duas integrantes do grupo que, como eu, foram alvo do nosso querido editor, Ti. Eu já consigo achar graça, muita. Mas elas ainda não se renderam pelo fato de só aparecermos nós três, e de um jeito bizarro.  Quem sabe daqui mais algum tempo, quando elas esquecerem… Por enquanto, como não temos novidades visuais, vou falar aqui um pouco do que aconteceu até o nosso PUTZ ficar pronto.

Para quem não faz Comunicação Social na UFPR: o PUTZ é um festival de cinema universitário. O que a gente participa, e é tradição entre os alunos do primeiro ano, é o PUTZinho: uma versão reduzida, como o nome sugere, em que participam apenas os filmes produzidos para a disciplina Técnicas Básicas de TV – obrigatória do segundo períododo curso.

Começa o segundo semestre, e todo mundo só pensa nisso. O trabalho da disciplina é o que menos importa, na verdade. O que a gente quer mesmo é fazer alguma coisa legal para o PUTZ. Felizmente – para mim, pelo menos -, a nota é uma conseqüência.

Então, fazer um roteiro. Legal, mas qual é a idéia?

A nossa apareceu assim: eu estava na academia, andando na esteira. Aí me deram uma revista “Nova” para ler. Fui folheando, e comecei a ler uma matéria sobre “Dicas para se dar bem na balada.”. Eu, que ainda não era muito de balada, muito menos habilidosa o suficiente para “se dar bem”, comecei a ler. Com muito boa vontade, confesso. Quem sabe, né..? – Aqui já dá para ir vendo que eu tenho muito de Bebel.

Bom, li. Ri demais, porque até eu sabia que aquelas coisas eram furadas. Mas, tão furadas, tão, tão, tão, que eu tive que dividir com alguém. Na aula de Filosofia eles começaram a ler: Dan, Lê, Lu e Ti. Eu estava na frente deles, como de costume, e só ouvia as risadas. Até que me passam um bilhete, falando que dali deveria sair o nosso PUTZ. Achei o máááximo, claro! Ia ser super engraçado, imagina. Só que quem seria a atriz??? Eu pensei “NÃO, NÃO, NÃO, NÃO E NÃO”, e falei “Ah, tudo bem.”

Sentamos nós 5 e começamos a fazer o roteiro. A primeira dúvida era quanto ao nome da personagem. A Lê sugeriu Bebel. Só que na época estava passando Paraíso Tropical na Globo, que tinha uma personagem chamada Bebel. Concordamos, depois de muito, que ninguém lembraria porque o filme era para o começo do ano seguinte. Ainda bem, supomos certo.

Levamos uma tarde inteira cheia de discussões, risadas e lamentos por não ter uma câmera para filmar o Ti desafinando a voz, involuntariamente (desculpas, gente, mas eu preciso… HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA não posso lembrar disso).

Esse roteiro foi de longe o trabalho mais em grupo que a gente já fez. Foi lindo de ver. Não fosse o fato de  eu não estar muito… Enfim, prosseguindo. Ou melhor, gravando.

O primeiro dia foi um saco. Sério mesmo. Apesar de eu ter ensaiado algumas horas de frente pro espelho, na minha casa, demoramos muito. Foram umas 10 horas para gravar as cenas do quarto e do banheiro, e ninguém gostou. Por mais que a gente soubesse que com a música ficaria bem diferente, e que era só um pedaço do filme, foi bem difícil de imaginar o resultado. De imaginar um bom resultado.

Mas, continuamos.

Fomos gravar a cena externa em um posto de gasolina que estava em reforma. Próximo a casa do Ti, nos reunimos lá de manhã. Eu ia gravar no meio da rua E embagulhada. Claro que eu não estava gostando. Enquanto eu me desarrumava no banheiro do Ti, ouço ele falar “ela não está se dedicando ao papel dela.”. Eu quase urrei de raiva. Sério mesmo. Soltei um “como é que é?” pras meninas e continuei, para provar que ele estava errado. Foi mais teimosia nervosa do que qualquer outra coisa. Eu tinha que sair com uma cara estranha nas cenas, mesmo. Então, gravamos.

A próxima cena a ser gravada era a da dança.

Depois de ouvir aquele insulto a minha pessoa, pensei muito em casa. Muito mesmo. Aí cheguei a uma conclusão: já que é para fazer, vamos fazer bem feito. Quem sabe a gente tira um dez. Fui para a casa das meninas, onde seria a gravação, já muito animada. Quando eu chego, vejo todo mundo com cara de enterro. E o ti com uma versão masculina do roteiro. Eu não quis nem ver.

Bom, dançar It’s Raining Men não é uma coisa que exija lá muita encenação. Obrigada por isso, mãe. Foi, para mim, o melhor dia de gravação – aqui já se vê que eu tenho MUITO de Bebel. A Lê tentou me ensinar uns passos e caiu. A Lu estragou uma tomada tentando levantar de um puf, e o Dan às vezes arriscava uns passinhos, mas na maior parte do tempo só ria. E o Ti? Estava bravo em um canto achando que não ia dar nada certo.

Daí em diante, muitas conversas aconteceram e tudo foi se encaixando.O Ti voltou a acreditar no trabalho, eu definitivamente aceitei a crítica dele e me dei um jeito, e foi fluindo melhor. Muito melhor. Tanto, que esse foi disparado o melhor trabalho em grupo que a gente já fez. Não só por ter o envolvimento constante de todos, mas também pelo resultado. Eu lembro que quando o Ti chegou com o filme pronto, a gente foi assistir junto, na casa das meninas. Ficou aquele suspense… será que ficou bom? E foram só risadas. Gargalhadas.

Quem não viu ainda, espero que goste!

Essa última cena deu “certo” na primeira tomada. Não, aquele tombo não estava previsto.

Foram muitas tardes, noites e madrugadas gastas. Mas, valeu a pena. Acho que posso dizer por todos que ficamos realmente satisfeitos com o filme. E você, gostou?

Postado por: Gabi Mateos.

Aprenda a fazer um hambúrguer de propaganda em casa

Depois da receita de como virar um fake rapper, por que não uma receita de como fazer um fake hambúrguer?

Nem Ana Maria faz algo parecer tão gostoso. Aliás, Ana Maria cozinha? Até hoje só vi ela misturar ingredientes já picados/em cubos/preparados/no ponto certo e retirar um prato já pronto do forno, mas isso não é cozinhar, certo?  Bom, não vem ao caso, nem misturar ingredientes eu sei direito (o que também não vem ao caso).

O vídeo não é novo, mas só agora esbarrei com ele. Ela não mostra nada que a gente não saiba, também. Se nada é novo, para quê postar então? Haha, é divertido ver ela colando gergilins.

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Publicado por Tiago Pizzolo

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Avatar se passa em um futuro nem tão próximo e nem tão distante. E embora possamos ver algumas grandes invenções, não é nada que possa ferir nossas expectativas de evolução neste 1 século e meio.

Mas o legal da história é analisar a civilização indígena do século 22. As comparações são intermináveis, e é quase impossível não se lembrar da história dos países colonizados, em especial da América Latina e seus Astecas, Maias e Incas (além dos nossos brasileiros, claro).

Assim como os índios que uma vez ocuparam nosso continente, os habitantes de Pandora são puros, andam meio nus, têm uma profunda ligação com na Natureza e seus deuses – ligação que no filme se torna literal –, e vêem no planeta um aliado poderoso, que deve sempre ser respeitado e querido. Fato reconhecível quando Jake, o protagonista, aprende a realizar uma “morte limpa”.

A população é composta por vários clãs, mas focada em um: os Omaticaya. Eles falam uma língua própria e têm nomes claramente indígenas. Também se pintam para momentos especiais, como a guerra, e são também repleto de rituais, como o de se tornar um homem, ou os rituais religiosos (têm até xamãs!). E é interessante ver como James Cameron transferiu acontecimentos de um passado longínquo para um futuro não tão remoto.

Além disso, os Na’vi são guerreiros. Fortes guerreiros. E sabe o mais interessante? Em pleno ano de 2154, eles lutam com arcos e flechas. A história se repete, certo? Armas altamente desenvolvidas, apoiadas na tecnologia x uma sociedade primitiva e que luta com arcaicas armas feitas da terra. A busca pelo ouro trocada pela procura ao unobtanium, metal encontrado nessa lua e que vale 20 milhões (ou bilhões, como a legenda preferiu) de dólares.

O mundo de Pandora é exuberante e perigoso. Como será que, por exemplo, os colonizadores portugueses se sentiram quando chegaram às florestas brasileiras? Aliás, não precisamos ir tão longe… basta dar uma olhadinha na Amazônia.

E sim, a história se repete. A busca pelo dinheiro destruindo natureza e civilizações. Fica o alerta de James Cameron quando, em um discurso inflamado, Jake diz: “Eles acabaram com o verde de seu planeta, não se importaram”. É uma história com intenso fundo moral… e eu, pessoalmente, achei bem legal.

Com toda a confusão de Copenhagen 15, não é difícil imaginar um futuro que possibilite Avatar.

Avatar, Jake & Neytiri

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Link:

Clipe da música do filme, “I See You“, de Leona Lewis.

Mais sobre os Personagens de AVATAR  e o fantástico universo de Pandora aqui.

 

Publicado por: Lê Scalia

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