Arquivo mensal: abril 2010

1983 em 2010

O que você faria para chamar a atenção d ex-crianças que, há 15 anos, assistiram e se apaixonaram por uma história de brinquedos?! Bom, você pensa, se o público cresceu, nosso personagem também pode crescer.

Foi exatamente isso que os produtores de Toy Story 3 fizeram a fim de desenvolver a história do terceiro filme sobre Woody, Buzz Lightyear e (o agora crescido) Andy. O ser humano é naturalmente nostálgico (ao menos em sua grande maioria). E o filme, devido a sua proposta, carrega também esse tom de nostalgia, de fim da infância, de crescimento.

Eu não fui a maior fã de Toy Story, mas acho legal. E confesso que estou bem ansiosa pelo terceiro filme, até porque agora teremos uma Barbie e um Ken… de echarpe e polainas. E tudo promete ser bem divertido.

A impressão que fica é que é um filme feito para crianças, seus pais e o “meio termo”. Afinal, piadinhas com o “namorado perfeito” da Barbie ficam ainda mais divertidas quando já se brincou com ele e aquele seu cabelo bizarro.

Pensando nisso, a Pixar/Disney lançou um viral. Um comercial sobre um dos personagens do filme, o ursinho que toma conta dos brinquedos da creche (onde os brinquedos já conhecidos vão parar).

O vídeo é feito com tanto cuidado, desde a fonte utilizada ao “chuvisco” na parte inferior da tela, que se passa (muito) fácil por verdadeiro. O que prova que o investimento em marketing anda sempre alto em Hollywood.

A propaganda é, teoricamente, de 1983. Ótima data, certo?! Infância dos anos 80. Nós somos o público alvo. Eu nasci em 88, assisti ao filme ainda criança, e achei que mandara muito bem na escolha. E se você não é dessa época, ou não lembra das propagandas, aqui tem uma (real) de 1981, do Burger King.

Aliás, sabe quem é essa garotinha?! Sarah Michelle Gellar, nossa eterna caça-vampiros Buffy, no auge de seus 4 aninhos. Detalhe: ela ficou impedida de entrar no Mc Donalds durante muitooo tempo depois disso aí, haha.

Sinceramente, deram um tiro no pé. Também, né, nunca imaginaram que um dia ela fosse ser tão famosa. Se eu fosse do BK, contratava ela pra outra propaganda, adulta, haha. E, na real, se eu fosse do Mc também contrataria. Seria  muito divertido.

Parando minha divagação uns instantes, é incrível como ficou bem feito o vídeo vintage do fooofo do “Lots-o’-Huggin“. E aí, ficou com vontade de ter um desses? Não se preocupe. Ao que tudo indica, você pode(rá). Quando a coleção de brinquedos de Toy Story 3 for lançada, você poderá ter um montão de abraços só pra você.

Lots-o'-Huggin

Eles até se parecem, ó!

Por enquanto, apenas alguns privilegiados recebem esses abraços. Ned Beatty, a “voz” do ursinho, já ganhou o dele. E fala sério, olha como ele parece gostoso de apertar, ohn..! Eu quero um! Dizem por aí que vai custar uns 40 dólares. Que bom que vontade é uma coisa que dá e passa, né?! Haha :]

Espero que exemplos como esse sejam seguidos sempre. É (quase) tão divertido quanto o próprio filme.

Links relacionados:

Brainstorm 9, o viral da Pixar
Garanta o seu “Lots-o’-Huggin”

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Buffy, a Caça-Vampiros

Publicado por: Lê Scalia

Um LOST perdido

Quando eu vi essa notícia, pensei: “Perder o roteiro é mais velho do que esquecer a carteira!”. E sério, é. Afinal, como é que alguém, “sem querer”, simplesmente esquece por aí o roteiro dos últimos episódios da série mais polêmica da atualidade? E essa publicidade cai muito bem após a pior audiência da temporada final de Lost ter sido marcada nessa semana.

A ABC, emissora responsável pelos perdidinhos, disse que o roteiro é verdadeiro e que o conteúdo da preciosa folha diz, sim, respeito ao fim da série. Particularmente, não gosto de Lost. Por uma simples razão: eu odiava aqueles mistérios mal resolvidos (ou simplesmente não resolvidos e acumulados) e me irritei, parando de ver a série, #prontofalei.

Ok, considere-me uma “herege”, eu não ligo. Meu outro ódio de Lost vem pelo Locke, logo, eu não tenho força de vontade suficiente para assistir. No entanto, ainda tenho planos de vencer minhas temporadas atrasadas e ver a resolução de todo o mistério. Dizem por aí que alguns pontos ficarão abertos. Se isso realmente acontecer, provavelmente não perderei o meu tempo porque isso me deixaria com ainda mais raiva.

Voltaaaaando ao tal roteiro! O que parece pra você? Jogada de marketing ou simples esquecimento de alguém distraído? Não importa. Isso atingirá os fãs da mesma maneira. E esse post a partir de agora contém SPOILERS.

***

Segue a transcrição do que diz o roteiro, traduzido pela Folha de São Paulo:
(passe o mouse)

“”(dia)

Jack encontra Desmond inconsciente; coloca a pedra sobre o buraco.

Jack no Inferno; luz retorna; água começa a tremer.

Jack no tanque/lagoa; nariz sangrando. Desmond emerge.

Jack é consumido pela luz e pela água.

Jack e Locke descem Desmond com uma corda; falam de John Locke; a corda fica frouxa

Jack e Locke reagem à luz que começa a se apagar.

A terra treme; hora de dizer adeus; Locke se afasta.

Jack olha da beirada e puxa uma corda vazia; não há Desmond.

Hurley e Ben baixam Jack enquanto a terra treme.

Ben e Hurley puxam a corda.

Ben e Hurley puxam Desmond para cima; Hurley chama por Jack.

Hurley checa a altura da água.

(noite)

Jack e Locke descem Desmond com uma corda; falam de John Locke; a corda fica frouxa

De baixo, vemos Jack e Locke se inclinarem para a frente e olhar para baixo.

No fundo, Desmond molhado desamarra a corda; a queda d’água para.

no fundo

Jack e Locke reagem à luz que começa a se apagar.”

Um tanto quanto teorias da “Caverna do Dragão” pra mim, haha, mas eu não vejo, logo, minha opinião não conta.

Esse é um bom exemplo de marketing espontâneo. Embora armado, haha, o bafafá que esse “roteiro esquecido” irá gerar é difícil até de medir. E o que precisaram fazer? “Perder” o roteiro e deixar o trem pegar fogo! Resta esperar mais esse mês para, enfim, saber se o que diz o roteiro é verdade ou não. De qualquer forma, o objetivo proposto já foi alcançado.

Links relacionados:

Roteiro de LOST encontrado em restaurante, Folha de São Paulo
Sobre o roteiro encontrado, G1
O Roteiro. “Gawker”, a fonte.
Por que acreditar que o roteiro é real? “Gawker”

Publicado por: Lê Scalia

Lady Gaga vs. Bjork

Ninguém falou ainda, mas a verdade é que a Lady Gaga nada mais é do que a Bjork da música Pop! Isso mesmo, enquanto os adornianos e apocalípticos não suportam a ideia de que alguém como a Lady Gaga possa fazer sucesso, olhe para trás e pergunte-se: ela é a primeira artista bizarra do mundo?

Não, não é. E nem preciso falar aqui da Madonna, que começou assim, chocando as famílias da década de 1980 e hoje é uma lenda da música Pop, referência para qualquer pessoa que queira ser artista um dia. Então, diz aí, qual é o seu preconceito?

Confesso que ela não me conquistou de primeira. Mas é preciso saber separar. A proposta de Gaga é fazer uma espetacularização do Pop, chocar com bizarro e o estranho, por mais que isso não faça sentido. Dentro dessa proposta, ela ainda consegue fazer músicas boas. E dizer um “oi” para a rainha da Inglaterra. É…

Mas eu não posso falar que não gosto da Bjork, se não é crítica atrás de crítica. E aí, tô errada?

Bem, na verdade, só queria desabafar. Eu também odeio sertanejo, Nx Zero, Cine, blá blá blá, mas e daí? Música, seja ela qual for, pop ou brega, também é cultura. Pode não ser a sua cultura, mas aceite o fato de que você não é ninguém para determinar o que é arte ou o que é cultura.

Nas palavras de Kurt Cobain,
Paz, Amor e Empatia.

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Publicado por Lu

Vai um O negativo?

Já falamos algumas vezes de campanhas de divulgação de um seriado. Bem, normalmente, esse tipo de campanha não tem nada além de um poster super legal, principalmente se a série já faz sucesso. Mas a gente se surpreende mais ainda quando vemos aquelas campanhas em que o seriado ou algum elemento seu é transformado em um produto como qualquer outro. Dá a impressão de um tratamento mais mercadológico pra campanha, o que, na minha opinião e na opinião de Philip Kotler (o Deus do marketing), faz com que a campanha obtenha maior sucesso.

Então, vamos recapitular. As campanhas de divulgação das novas temporadas de Dexter são absolutamente incríveis, com ações sensacionais, como a fonte que jorra sangue.

Lost também fez uma campanha interessante para a divulgação da 5ª temporada. Espalharam outdoors que faziam propaganda, supostamente, da Oceanic Airlines, a cia. aérea cujo avião cai e dá início à toda história.

E por fim, já falamos também de True Blood, que fez uma campanha cuja ideia era divulgar produtos reais para vampiros. E agora, perto de retornar à TV, a HBO lançou mais uma campanha sensacional para divulgar a 3ª temporada da série.

Vejam só, a HBO tem até um site da marca de bebida Tru Blood: www.trubeverage.com. É ou não é sensacional?

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Publicado por Lu

A Era do(s) Loser(s)

Eu me lembro como se fosse ontem a minha desconfiança ao assistir o primeiro episódio de gLee.

Tudo no seriado me passava a impressão de um High School Musicalloser. Ainda desconhecida, tive que fazer uma forcinha.

Mas encarei. Animei. Vi o primeiro ep. “É legal”, pensei um pouco mais entusiasmada. Embora ainda precisasse ser conquistada e não entendesse exatamente o porquê daquele “quê” alternativo, aquela câmera que não parava quieta ou a trilha sonora (bem feita) exclusivamente “a capella”.

Os episódios foram passando, as músicas conhecidas foram entrando e ali pelo meio da primeira parte da primeira temporada (isso mesmo, haha, antes do recesso) eu já estava a-pai-xo-na-da por aqueles perdedores. gLee diverte e pode emocionar e talvez isso, somado às grandes performances, seja o que público deseja. Pelo menos, parece ser.

Precisamente hoje, gLee ocupa o topo do mundo. Mais à noite, será exibido o episódio especial somente com músicas da maior diva POP. Episódio que a própria Madonna classificou como “brilhante“.

No dia 7 de abril onde o elenco estava? No topo do mundo real, também conhecido como o programa da Oprah. Cantaram, riram, foram simpáticos, a Oprah deu presente pra todo mundo, pirou (acho que ela assiste adora gLee…) e, uma vez mais, eles tomam conta.

E em meio a todo esse furor quem se dá bem?! Adidas. Além dos diretamente envolvidos, obviamente. Para quem já teve a oportunidade de assistir ao menos um episódio de gLee, sabe que existe uma personagem – a melhor personagem, por sinal – que só veste Adidas.

Sue

E quando eu digo veste, dou ênfase no . É possível contar nos dedos (de uma mão) as vezes em que Sue Sylvester (a treinadora das cheerleaders) não aparece com um agasalho com as famosas 3 tirinhas.

Todos os personagens de gLee são estranhos. Ninguém é super legal (só o professor, Mr. Shue, mas ele é tão bonzinho que é chato haha), todos têm muitos defeitos, estão à margem (são excluídos por alguma razão). E mesmo sem adorar ninguém, gosto de todo mundo.

Porém… Sue, nossa vilã, é a mais querida. Seus comentários são os melhores e tudo que ela faz é sempre mais divertido.

De novo, bom pra Adidas.

O talento de todo o elenco de gLee é inegável (embora a Rachel até destoe, de tão boa que ela é), e só isso é motivo mais do que suficiente para manter a série em tamanho sucesso e me fazer esperar ansiosa pela próxima música. Mas coisas como o merchan genial da Adidas só me deixam mais fã. É… definitivamente vivemos na Era do(s) Loser(s) (a vingança dos nerds, ou, no caso, gleeks).

Sue e sua guarda-roupas by adidas.

Promo do episódio de hoje, “The Power of Madonna“.

“]

É show :

Links relacionados:

Glee na Oprah (Pt 1, 2 e 3)

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Golden Globe
Golden Globe²

Publicado por: Lê Scalia

Stark Expo

“Better Living Through Technology”

Ao entrar no site da “Exposição Stark 2010″ é esse o slogan que você lê logo embaixo da data marcada para o evento. Um contador no canto direito da tela mostra que faltam 19 dias para o momento esperado. Mais para baixo é possível ver uma “planta 3D” dos estandes da Exposição.

Galeria de imagens, logos, layouts profissionais e interatividade. Um desavisado ao entrar no site pode muito bem se dirigir ao Local da Exposição acreditando que ela é real. Afinal, o cuidado com os mínimos detalhes consegue passar essa impressão.

Além disso, tem passado na TV alguns spots, tanto do filme como bastidores. Tudo com o objetivo de promover a grande estreia. Mas teve mais gente se entrando nessa onda. Conhece a marca de refrigerantes americana Dr. Pepper? Pois sim, é um dos patrocinadores da Stark Expo (e uma grande investidora do filme).

E por essa posição privilegiada, tem acesso aos pontos mais protegidos das Indústrias Stark. Aproveitando-se disso, a marca convocou ninguém menos que Stan Lee, criador do Homem de Ferro, para aparecer em um de seus comerciais (atuando como um faxineiro das Indústrias Stark, tirando o pó do traje).

Propaganda, aliás, muito legal. Um exemplo perfeito de propaganda para passar no Cinema. E as coisas não param por aqui. No site do filme é possível assistir a um trailer interativo, que, entre outros, fornece informações técnicas e sobre os personagens.

Por essas e outras, Iron Man 2 aparece como um dos grandes filmes do ano. Bom, pelo menos o marketing que envolve o longa vem se provando bem legal. E vendo o trailer final no Cinema tudo o que você quer é que o dia 7 de maio chegue logo! #RobertDowneyJr e seu perfeito, charmoso e narcisista Tony Stark prometem confirmar sua posição como o melhor Super Heroi contemporâneo. Bom, pelo menos o meu voto ele tem, haha.

Mensagem pra você.

Links relacionados:

Cinema em Cena, sobre Iron Man 2
Stark Expo
Sobre o trailer interativo, Pipoca Combo

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Trilha Contemporânea

Publicado por: Lê Scalia

Ilha do Medo

Ilha do Medo (Shutter Island)

“O Iluminado” de Scorsese. Essa foi uma das definições que eu vi do novo filme de Martin Scorsese. E até que gostei da comparação.

Assim como no filme de 1980, do Kubrick, a tensão e o suspense não são explícitos. Mas são reforçados cena após cena. A trilha sonora é forte e pode parecer exagerada, sem contar que lembra demais a trilha sonora do curta publicitário do diretor, Key to Reserva (aliás, protagonizado pelo Simon Baker, o Mentalist).

Na verdade, o filme, em especial o início, me lembrou muito os suspenses antigos, aqueles da década de 60. Fiquei com a impressão de que se trata de uma homenagem aos filmes antigos, feitos a essa maneira.

As atuações reforçaram essa minha impressão. Os olhares, o jeito de falar e a infinidade de cigarros. Aliás, falando de atuações, viva Jack Dawson. Leonardo DiCaprio vai se provando filme após filme. Que dupla, hein?!

Imagine ele e a Kate Winslet fazendo Titanic hoje em dia, haha. Acho que ganharia até elogios pela “profundidade psicológica” dos personagens. Mas a morte burra do Jack continuaria lá ¬¬… Tipo, sobe um de cada vez, ô amizade! Ou suba cada um em uma portinha flutuante.

Ok. Voltando à “Ilha do Medo” e suas atuações. Dispensável falar mais sobre o DiCaprio; todos os loucos têm cara de louco (então, ponto pra eles); Ben Kingsley vai bem (sem jeito de professor Xavier); Mark Ruffalo, pra mim, está sempre meio igual (o que não compromete); e, por fim, Michelle Williams, a ex-mulher de Heath Ledger, encaixou como uma luva no papel de Dolores.

(ei, você aí, fã de Dawson’s Creek… #nostalgia?!)

A direção é incontestável. O Leo, sim, o Leo, disse que esse é o melhor filme do Scorsese. Assim… pessoalmente, eu acho que discordo. Não é o filme dele que eu mais gosto. Mas até aí, né, quem sou eu pra contestar a palavra do Leo?!

Agora, um pequeno porém: ô Scorsese, que croma é aquele, hein, velho?! Pô, pega um pouco do orçamento de “The Pacific” emprestado… porque, minha nossa! Ficou bem tosquinho, hahaha. Aliás, primeira cena do filme: reconheceu o trauma de Titanic? (Jack?)

Enfim, até o cromakey “pouco lapidado” contribuiu para a minha impressão de não apenas um “filme de época”, mas mais do que isso, um “filme da época” (décadas de 50 e 60). Juro que se o filme fosse P&B eu muito acreditaria que ele andava perdido no tempo.

Por muitas vezes, você vai ficar confuso. Mas passa. Você vai passar por cenas e pensar “wtf..?”, mas não se preocupe, isso também faça. Diferentemente de LOST, as coisas são esclarecidas (#alfineta).

Por fim, Shutter Island é um filme com 2 visões. Não sei se os fãs de um bom blockbuster vão achar tão divertido. Afinal, é um suspense, mas não dá medo. Por outro lado, a crítica tem gostado e a maioria das pessoas também. Eu gostei. Talvez ainda veja de novo e ache ainda mais interessante.

De qualquer forma, vale ver. A crítica já aprovou, acho que a maior parte do público também. Mas fica a minha dúvida de qual será o papel do filme na História.

***Este post foi escrito no primeiro final de semana de exibição do filme, mas graças à minha desatenção, não havia sido postado ainda. Hoje eu já nem sei se no lugar onde você mora o filme ainda está passando. Mas se estiver, “Ilha do Medo” vale a ida ao Cinema. Passado esse tempo desde que assisti, já tenho certeza de que gostarei mais quando o vir pela segunda vez.

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Super Série
Publicidade em forma de Cinema (Key to Reserva)

Publicado por: Lê Scalia

Como treinar seu Dragão

Como Treinar Seu Dragão (How to Train Your Dragon)

Eu tenho uma queda por desenhos. Simples assim. Se for da Disney, então, já é meio caminho andado. E ultimamente descobri que também tenho uma queda por… dragões. Ok, essa não é uma conclusão muito recente, eu descobri isso quando assisti a “Coração de Dragão” e chorei, #prontofalei.

Mas imagine: Desenho + Dragão = “Ti buuuni”. Certo, pieguices à parte, “Como treinar seu Dragão” é genial (informação duvidosa, visto que tenho uma tendência a gostar demais dos filmes que eu vejo no IMAX). E o é por tantas razões que fica até difícil explicar.

Vikings, piadinhas divertidas, adolescência medieval (aqueles gêmeos são muito bons, a começar pelo nome: Cabeçaquente e Cabeçadura), cuidado com a História, relacionamento entre pais e filhos e a eterna sensação de “não se encaixar”…

Do estúdio de Steven Spielberg, a DreamWorks, responsável por animações como Shrek(s) e também Madagascar, “Como Treinar Seu Dragão” tem uma técnica primorosa, e, como bem disse o Cinema com Rapadura, a tecnologia 3D continua, evoluir permitindo ângulos e sensações digamos “difíceis” de serem alcançadas pelo cinema tradicional – vide o voo do dragão.

Qualquer semelhança é mera coincidência? Talvez.

E aí, já assistiu ao filme e teve um certo dejá-vu com o Fúria da Noite? Não foi o único, e não é de se espantar. A direção do filme está nas mãos da dupla Chris Sanders e Dean DeBlois, responsáveis por dirigirem “Lilo & Stitch” (e mantendo alguns créditos em outros filmes da Disney). Seria o Banguela um primo (distante ou não) do Stitch?! Ambos são estranhamente adoráveis.

Mas tirando tudo isso, o 3D (o super 3D), os gráficos, a técnica, o que sobra? O melhor do filme. Sobram os diálogos excepcionais. Divertidíssimos e inteligentes, e são eles que dão o tom do filme.

A dublagem americana conta com astros de Hollywood, como Gerard Butler como Stoico, o Imenso. Astrid, a mocinha revoltada, é vivida pela America Ferrara (Ugly Betty).

Em português, ninguém famoso (na frente das telas) mas todos bem e de bons currículos. Soluço, o protagonista, é dublado por Gustavo Pereira, responsável por alguns personagens da Disney (= Nemo!). Já o nosso Stoico trocou Gerard Butler pelo experiente Mauro Ramos (=Pumba!!!).

Bom, já não tem muito o que falar. Se você gosta de animação, dê uma chance aos vikings. Se você mora em Curitiba, corra: esse é o último fim de semana de exibição do filme no IMAX (que venha Alice!). Enfim, se você estiver disposto, assista. “Como treinar seu Dragão” é terrivelmente encantador.

***

Especial “Gabi & os Vikings”:

Gabi: “Como chama mesmo aquele povo… aquele, que usa aqueles “chapeus” com aquelas coisas…”
Lê: (abre a boca, desconfiada, para dizer “vikings..?”)
Gabi: (corta) “Ahhh, KAMIKAZE
Lê: “¬¬ isso, Gabi, Viking.”

Eu tenho uma foto pra provar, hahaha. #Sheridan's

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Dublagem de “Como Treinar seu Dragão”

Publicado por: Lê Scalia

Trilha Contemporânea

My Heart Will Go On.

Unchained Melody.

I Will Always Love You.

Pretty Woman.

(I’ve had) The Time of my Life .

É impossível ouvir qualquer uma dessas músicas sem pensar – imediatamente – em Titanic, Ghost, O Guarda-Costas, Uma Linda Mulher e Dirty Dancing respectivamente.

Por isso, se torna dispensável qualquer comentário sobre a importância de uma trilha sonora de impacto. Mas a questão aqui é: as grandes trilhas só se tornam “grandes” depois do filme, certo?

Certo. Até por isso, temos tantos trailers com músicas e não canções (basicamente: música cantada). Só a instrumentação mesmo, para dar  o tom da narrativa. Ou, às vezes, temos a tal trilha, a grande trilha, ali. Mas antes do filme ela não tem tanta moral assim.

Por isso eu tenho achado estranho algo que vem acontecendo. Começou – pra mim – com “Anjos da Vida – Mais Bravos que o Mar” (ou apenas The Guardian). Lançado em 2006, o trailer corria sob os acordes de Snow Patrol. Quase morri. Fui louca ver o filme e qual não foi minha surpresa ao ver que a música, Run, não tocava durante o longa!

Desfizeram dela assim, de boa! Largaram ela lá no trailer. #Decepção. Ok, eu superei. Até aparecer na minha vida “Te Amarei para Sempre” (The Time Traveler’s Wife). #MeSurpreendiNovamente quando vi Eric Bana e Rachel McAdams (super querida!) ao som de Lifehouse. Outro ataque. Outra decepção.

Não sei se é uma coisa pessoal, mas comigo funciona. Se o trailer tem alguma banda ou música que eu goste, a minha vontade de assistir ao filme é maior (muito maior). Mas minha tristeza pelas músicas tocarem só no trailer também é.

Eis que Broken me levou ao cinema. Sério. A música do trailer me levou ao cinema (e se tivesse tocado no filme eu gostaria ainda mais!). E acho isso interessante. Talvez faça com que interajamos com o filme de modo mais imediato, afinal, aquele ‘elo’ – possível através da música – já está ali. Basta um empurrãozinho.

Outros exemplos recentes?

  • “Idas e Vindas do Amor” (Valentine’s Day), Black Eyed Peas: I Gotta a Feeling.
  • “Entre Irmãos” (Brothers), The Fray: Never Say Never.  U2: Bad.*
  • E o ainda inédito, “Querido John (?)”, (Dear John), Snow PatrolSet the Fire to the Third Bar.

Não sei se é ou não uma tendência. Ou se é falta de tempo e colocam ali uma música legal, que encaixe. Mas o fato é que me lembrou bastante trilha de seriados. E acho que deu certo.

Não que possa entrar na minha cabeça que a trilha dos filmes agora seja composta por composições contemporâneas (Lady GaGaPoker Face, em “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”..?) e deixe de lados aquelas músicas que parecem ter sido feitas só para aquela cena.

Mas é interessante. E acaba trazendo alguns fãs pela música. Ou melhor, pelo conjunto. E convenhamos… tem momentos em que nem dá pra fugir disso, né? Black Sabbath: Iron Man, no trailer (e na trilha) de “Homem de Ferro 2″. De arrepiar.

*Merece destaque: “Entre Irmãos” tem 3 músicas do U2 em sua trilha sonora: Bad, Winter (indicada ao Globo de Ouro como Canção Original) e White as Snow (créditos).

Publicado por: Lê Scalia

Cigarros nos anos 60

Se você tem curiosidade de saber como era a Publicidade dos anos 60 nos EUA, a série MAD MEN é um bom começo. Aliás, se você tem curiosidade de saber como era a vida nova-iorquina dos anos 60 também. A série que mostra o dia-a-dia da agência de propaganda fictícia Sterling Cooper tem sido aclamada pela crítica, principalmente pela reprodução praticamente impecável dos anos 60: a cidade, as roupas, o comportamento.

Mas MAD MEN é legal principalmente se você se interessa por Publicidade e Propaganda. No episódio piloto, acompanhamos o diretor de Criação Don Draper bater a cabeça por um anúncio de cigarros. Havia rumores recentes de que o cigarro trazia malefícios à saúde, podendo até causar a morte. Mas a publicidade combateu esses rumores dizendo que não havia nada comprovado e usava até imagens de médicos fumando. Mas aí foi comprovado, e esse argumento não poderia mais ser usado em anúncios de cigarro, estava proibido por lei. E então o problema: o que vamos dizer para vender Lucky Strike? Foi quando surgiu o slogan It’s Toasted!

Estamos falando de uma época em que ninguém imaginava que a propaganda de cigarro fosse um dia proibida. Uma época em que não fumar era proibido, até para mulheres grávidas. Uma época que ainda não aceitava a independência feminina. Uma época moderna, mas com uma cabeça ainda no passado.

Veja agora alguns anúncios antigos de cigarro.

Publicado por Lu

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