Arquivo mensal: julho 2010

E se as músicas sertanejas tivessem arranjos do hardcore?

Imagine pegar as letras e as melodias das músicas sertanejas (aquelas que grudam na cabeça) e reproduzi-las com os arranjos do hardcore, tipo Nx Zero. É, como eu não gosto nem de sertanejo e muito menos Nx Zero, olhei esse sincretismo musical com um certo preconceito. Mas não posso negar que as melodias das músicas sertanejas são um tanto quanto “legais”, caso contrário não ficariam grudadas em nossas mentes. Além disso, vou arriscar e dizer que os caipiras fazem letras muuuito melhores do que os emos.

A banda gaúcha Hardneja Sertacore, fundada em 2004 por pura diversão, conseguiu – milagrosamente, eu diria – misturar esses dois ritmos tão diferentes. Até eu, chata seletiva que sou, achei legal o som.

Você deve estar no mínimo curioso, né? Não tenha medo, ouça. Depois me diga  que você achou.

Bem, não é à toa que a banda está fazendo sucesso no interior de São Paulo. Já viu lugar com mais festas do peão e festivais independentes de rock? Visite São José do Rio Preto :|

Lentes de contato para aumentar os olhos

Isso mesmo.  É uma lente de contato que aumenta a íris dos olhos em 1,5mm. Se dói ou faz mal, eu não sei. Só sei que está na moda no país dos olhos puxados, deixando todo mundo com cara de desenho japonês. É por isso que a lente se chama Anime Eye. E sabe o quê? É a lente que a Lady Gaga usou para ficar com aqueles olhos grandes e bizarros no clipe Bad Romance.

Você usaria?

UPDATE: Como a Eliz comentou neste post, é fato que esse tipo de lente de contato faz mal à saúde dos olhos sim. Elas podem causar danos à visão e ressecamento dos olhos. Além disso, são ilegais fora do Japão e da China. Se você gostou do assunto, pode continuar lendo aqui (inglês). Valeu, Eliz! ;)

Trailers muito bons de filmes que vêm por aí

Pode até ser que o filme não seja grande coisa. Mas o poder da edição do trailer pode convencer milhões de pessoas a comprarem seus ingressos e esperarem ansiosamente pela estréia de um filme. E a trilha sonora do trailer é responsável por grande parte desse sucesso.

Alguns filmes decepcionam porque colocam, no trailer, as melhores cenas, as melhores sacadas. Acho que todo mundo concorda que não deve ser assim. O trailer deve instigá-lo para assistir ao filme, e por isso, não pode entregar de cara as melhores cenas do longa.

Um trailer é a melhor propaganda de um filme. Preste atenção em como o trailer de A ORIGEM (Inception) cumpre esse papel brilhantemente. Destaque para a trilha sonora do trailer, mérito de Hans Zimmer.

Outro trailer de arrepiar é de A REDE SOCIAL (The Social Network). A trilha sonora ganha destaque aqui também, com uma versão que eu chamaria até de sinistra de Creep, do Radiohead. O trailer consegue transformar ‘a história do Facebook’ em uma história intrigante, cheia de trapaças e conquistas geniais. Será que o filme vai conseguir manter o nível do trailer?

Agora, só pra mostrar um exemplo contrário, aqui está um trailer que, particularmente, achei terrível: FÚRIA DE TITÃS (Clash of the Titans). A música não combina com a história que o filme se propõe a contar, elimina o tom épico que o longa deveria ter. Além disso, quando a trilha embala, e a gente acha que o trailer vai culminar em um belo corte de cena para o título do filme, não. As expectativas são completamente frustradas: a trilha abaixa, um personagem diz “Soltem o Kraken!”, e a música volta, mas não consegue o mesmo embalo. E o que era pra ser o clímax do trailer vira um que-saco-esse-trailer-não-acaba.

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O sound design realista de “A Origem”

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Trilha Contemporânea

Ele é “isso e aquilo”, mas eu gosto dele.

Essa é a conversa de todo mundo que tem um carro popular. O carro é feio, ou é 1.0, ou é isso, ou aquilo, mas ninguém abre mão deles, principalmente porque por pior que seja o seu carro, ele é bem melhor que um ônibus lotado, ou um ônibus vazio. Todo mundo que tem um popular tem isso bem claro. “Ah, ele me leva em todos os lugares e tal… Isso que importa. Ele anda.” – fala típica de um dono de popular.

Eu mesma tenho um Uno 1996 Prata – O Mizzuno. Morro de orgulho dele. Ganhei de presente de natal dos meus pais logo depois que eu tirei minha carteira de motorista. É claro que eu sei que ele não é bonito, que ele é 1.0, lerdo e “isso e aquilo”, mas eu sempre falo coisas como… “Ah, ele me leva em todos os lugares e tal… Isso que importa. Ele anda.”. ahahaha É inevitável. O carro é meu, pô. E isso é o que mais importa. Mas nada, absolutamente nada, me impede, e nem qualquer outro dono de carro popular, de sonhar pelos nossos carros. Um motor Flex e uma direçãozinha hidráulica, por exemplo, sem pedir muito.

Ou seja: eu amo meu carro, mas eu queria que ele fosse mais. (Mizzuno, eu te amo.). E foi pensando nisso que a Renault fez o Clio 2011, “O popular que todo popular gostaria de ser.”, o que todo dono de popular gostaria de ter.

Esse é o filme, criado pela NeogamaBBH e que está no ar desde o dia 15 de julho:

E desde a semana passada, algumas lojas de conveniência AM/PM dos postos Ipiranga das cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo hospedaram essa ação:

Um Volkswagen vesido de Clio

A campanha também tem o hot site Paguei a Língua, que é bem legal, feito pela  ID/TBWA. Vale a pena ver.

Ontem mesmo eu tive o privilégio de dar uma voltinha, no banco do passageiro, em um desses. Não sei dizer se o carro é tudo o que ele é, mas eu sei, com certeza, que o meu carro gostaria muito de ser ele. Muito.

Post dedicado ao mais novo dono de um Clio 2011, Gui Sobota. E, olha… Que motorista. ahahaha

A natureza sempre encontra um meio, mas também podemos ajudar


Por Renata Macan, leitora e colaboradora especial.

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Desde que eu me conheço por gente, meu tio, Hélio Lunardi, sempre foi um apaixonado por animais. Você dever estar pensando “claro, quem não gosta de cães, gatos e aves”? Sim, meu tio gosta desses animais, mas também se dedicou a outras espécies da fauna brasileira. Seus “bichinhos” eram leões, onças (pintadas, negras e suçuaranas – ou parda), diversas espécies de macacos, aves, peixes e cobras. Manteve por vários anos, na cidade de Jundiaí/SP (a 56 km de São Paulo), o mini zoológico Vale dos Guaribas, onde eu, com 9 anos, segurei um filhote de leão em meus braços.

Agora meu tio é presidente da ONG ADIPAS (Associação Direcionada na Preservação de Animais Silvestres), e foi para lá que, no início de julho, um soldado da Polícia Ambiental levou um filhote de macaco Bugio (Alouatta fusca), que não chega a dois meses de vida. Ele ficou sozinho depois da mãe ter sido vítima fatal de uma briga com um cachorro.

Depois de ser examinado, começou a ser alimentado com suco de maçã e mamadeira a base de leite em pó e farinha láctea.

O futuro deste filhote é viver livre na mata que cerca a ADIPAS e, claro, ser mimado pela sua família adotiva. Ele já é registrado pelo IBAMA, mas ainda não tem nome. Se tiver alguma sugestão envie para lunadipas@hotmail.com, com seu nome e número de telefone.

Para ver mais fotos acesse meu Orkut: http://migre.me/ZkFf

Afinal, que macaco é esse?

O Bugio, também conhecido como Guariba, Macaco Ruivo e Gritador Barbado, pode ser encontrado desde o sul do México até a Argentina, mas a espécie Alouatta fusca ocorre na Mata Atlântica, da Bahia ao Rio Grande do Sul.

Quando adulto pesa cerca de 7kg e mede de 44 a 57cm e sua cauda musculosa, que pode atingir até 61cm de comprimento, enrola-se nos galhos e funciona como um quinto membro, assim ele é capaz de ficar pendurado no galho de uma árvore por longos períodos, deixando as mãos e pernas livres para apanhar e descascar frutas.

Uma de suas características mais marcantes é a vocalização, produzida pelo osso hióide situado na base da língua que se transforma numa caixa de ressonância, emitindo um som que pode ser ouvido a uma grande distância, principalmente no entardecer e nas chegadas de chuvas.

O “canto” do bugio:

Achou legal, bonitinho? Foram apenas 21 segundos, tente ouvir por 1min52s:

Nos dois vídeos havia apenas um Bugio, imagine um bando deles “cantando” juntos. Pode parecer irritante, mas quando estão na mata é uma delícia de ouvir!

Parte desse texto foi extraído do jornal Cajamar News.

Links relacionados:

Para saber um pouco mais sobre Hélio Lunardi e a ADIPAS
Fonte
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Licença poética para publicitários

A Publicidade se utiliza da norma padrão da língua portuguesa, isso é óbvio. Aliás, se um anúncio tiver xingamentos, palavrões ou erros de português, ele pode ser penalizado pelo Conselho de Auto Regulamentação Publicitária, o CONAR. Mas você mesmo já deve ter encontrado muitos anúncios por aí cheios de erros de português. É realmente lamentável.

Mas enfim, não quero falar daquela propaganda feita pelo sobrinho do dono da mercearia. Quero falar de propagandas feitas por agências, escritas por redatores publicitários, pessoas que precisam ter um grande domínio da língua portuguesa. Quero falar dos erros propositais.

De tão bem que você conhece a língua, você pode “errar”. Isso mesmo. Quando você sabe utilizar bem as regras do português, quando utilizar cada palavra e quando não utilizá-la, você pode, inclusive, escrever de maneira aparentemente “errada” – mas que, na verdade, é acertada, já que você quer chamar atenção ou brincar com as palavras. (Alfredina Nery, de UOL Educação).

Porque na Publicidade, tudo é minimamente planejado de acordo com o público-alvo. A linguagem normalmente é simples, acessível para o público, mas nunca de maneira a subestimar o poder de compreensão do consumidor. Isso quer dizer que nem tudo precisa ser explicado no anúncio. Já ouviu dizer que quando tentamos explicar uma piada ela perde a graça? É mais ou menos por aí.

Portanto, quando há um erro na propaganda, ele é proposital. – Ou pelo menos deveria ser, porque o anúncio deveria ter sido feito por alguém que tem conhecimento suficiente da língua portuguesa. É a famosa licença poética, a qual os publicitários também podem aproveitar, não só os poetas e romancistas. Afinal, a Publicidade não é uma arte, mas se utiliza da arte para persuadir, emocionar e sensibilizar o consumidor.

Na verdade, a licença poética está aí para todo mundo usar. A própria linguagem oral, do dia-a-dia, é diferente da escrita. Na propaganda, a linguagem deve ser apropriada para o consumidor. Já até caiu no Vestibular a ‘polêmica’ em torno do slogan da Caixa Econômica Federal – “Vem pra Caixa você também”. O slogan faz uma mistura de duas pessoas, o TU e o VOCÊ. Segundo a norma padrão, deveríamos ler “VEM pra Caixa TU também” ou “VENHA pra Caixa VOCÊ também”. Isso sem discutir a preposição sincopada pra. Alguém vai dizer que o antigo slogan da Coca-Cola – “Emoção pra valer” – está errado?

O importante é não abusarmos dos ‘erros’ e termos uma postura mais realista quanto à norma padrão. Elitismo pra quê?

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Logotipo ou Logomarca? Eis a questão…

Especial Cuba: o turismo sexual e a prostituição no país socialista

Conversa 1

Em um táxi, estavam dois espanhóis, Marcelinho, eu, além do taxista.
– Cuando estábamos en el aeropuerto de Madrid, viniendo a Cuba, vimos un grupo de chicas guapísimas. Eran todas de Brasil. Yo dije a Paco que deberíamos de haber ido a Brasil… – diz o espanhol 1.
– Si, es cierto, las brasileñas son muy guapas. – respondemos, no maior orgulho.
– No, pero aquí en Cuba las chicas también son muy guapas – diz o espanhol dois, talvez para não deixar o taxista, até este momento calado, sem graça.
– Si, y ¡no son tan caras! – fala, finalmente, o taxista cubano, na maior naturalidade.

Conversa 2

Três mulheres se aproximam de dois brasileiros – um amigo que conheci em Cuba e eu – em uma festa em Cuba. Uma loira – ou você pensou que em Cuba só existiam morenas? – começa a conversar comigo.
- Hola chico, ¿como estás?
– Muy bien, gracias, ¿vos?
– Todo bien. ¿Le gustaría una acompañante por la noche?
– Bueno… no sé, como funciona?
– Cien dólares.
– ¿¿¿Cien dólares??? Ah, no, no tengo plata, soy estudiante.
– Ochenta. Para salir con cubanas tiene que pagar, guapo. – disse a cubana, enquanto sua amiga seguia quase o mesmo roteiro com o outro brasileiro. A terceira cubana estava ali, no meio das duas, meio perdida, sem hombre e sem rumo.
– Hmm… pero ¿qué esta incluido?
– De todo. – responde, sem mistério, muito menos pudor.
- ¿¿¿De todo???
– Sip, de todo. Hagamos así: Ochenta dólares, ustedes dos y nosotras tres.¿Te parece?
– ¡!

Conversa 3

Nesta mesma festa, outra mulher da noite se aproxima.
- Hola, ¿te puedo acompañar?
– Sip, claro, ¿cuál es su nombre?
– Loren, mucho gusto. – ok, inventei um nome aqui, minha memória falhou.
– ¿Estás sola?
– Estoy contigo. ¿Adonde vas después de aquí?
– Hm, nó sé, ¿adonde vas vos?
– Voy contigo.
Nesse exato momento virei para um amigo brasileiro que estava próximo e lhe disse:
- Puta.
– ¿Qué dijo usted? – perguntou a dama.
– ¿Yo? No, nada… – e neste momento lembrei que puta é puta, seja em espanhol ou português (rei da mancada mode on).
– ¿Usted dijo puta?
– Hã… Humm… No, es que…
– Usted dijo puta – disse a própria, e sentindo-se no direito de ofender-se, foi embora.

Já que tenho um foto que ilustre bem este post, digamos, coloquemos algo random.

Estas foram algumas das conversas que ocorreram em Cuba. Limitadas a minha memória, já conseguem demonstrar a relevância do tema prostituição neste país.

Esqueça a prostituição convencional: você não vai encontrar muchachas paradas nas ruas de Havana esperando o próximo cliente. Para ver prostituta de verdade, você precisa ir para as festas em hotéis ou baladas caras. Nestes locais, não é difícil ver um gringo acompanhado de uma boa nativa com seu vestido curto. Dependendo da festa, é possível encontrar centenas delas desfilando, procurando a isca da noite, um verdadeiro menu ambulante. Elas chegam, conversam, enchem sua moral, oferecem seus serviços, finalizam e recebem sua bonificação.

Mas e na calle? Vem que também tem! Se na balada quem chegam são elas, na rua quem chegam são eles… mas calma! Chegam somente para oferecer o serviço de suas agenciadas. Se você tem cara de extrangeiro, batata!, seguramente será abordado pelo menos uma vez por dia por um cubano. 9h da manhã ou 9h da noite, o tradicional suvenir nacional esta sempre disponível. Acredito eu ser o único serviço 24h de Cuba. Qualidade, tá pensando o que?

É puta pra cá, é puta pra lá, que uma hora me perguntei se toda cubana precisou, um dia, sujeitar-se a isso. Afinal, não é difícil escutar histórias de chicas que trocam sua dignidade por um rolo de papel higiênico ou um par de sabonetes. Desconfie de quem já foi para Cuba mais de três vezes em sua vida, este tipo seguramente tem motivos mais fortes que o visitar o Capitólio para aterrizar no país. É a famosa lei de mercado aplicada à realidade socialista cubana: onde há muita oferta, há muita procura.

Publicado por Tiago Pizzolo

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Especial Cuba: Como funciona uma economia socialista?

Está dada a largada…

As eleições presidenciais marcam o segundo semestre de 2010, aqui no Brasil. Passada a euforia da Copa do Mundo, o foco do noticiário (do sério, não do Goleiro Bruno) volta novamente ao país, e as eleições já são temas de páginas especiais dos principais jornais. O triângulo Dilma-Marina-Serra já está formado, e a campanha, que começou oficialmente no último dia 06, será crucial no sentido de definir o rumo eleitoral do país.

Já escolheu o seu?

A grande novidade este ano é a utilização liberada da Internet por candidatos e partidos políticos. Com certeza, um amplo espectro de opções de análise se abre para os eleitores com esse fato.

De qualquer forma, não é bem disso que eu quero tratar hoje. A campanha que eu quero fazer não é para nenhum candidato: é em relação à imprensa.

Nos últimos posts se discutiu muito por aqui o poder da mídia, o controle que ela exerce ou não, a capacidade de divulgação de inverdades em seus meios. O fato é que em época de eleição presidencial a mídia tradicional assume um papel político na disputa – como qualquer empresa particular, interesses, afinidades políticas e acordos sustentados pelos seus proprietários são levados em conta na produção do sua mercadoria, no caso, notícias, reportagens, textos e imagens. E pro inferno o compromisso jornalístico – tá, talvez ele ainda se mantenha nas redações, mas absolutamente há preferências por candidato A ou B na mídia tradicional, e isso se reflete no noticiário.

É notado que os últimos 8 anos transformaram o Brasil, e não por acaso. O presidente Lula – talvez os leitores não concordem – foi o melhor presidente da história do país, e não sou eu que digo isso, são os fatos, os números, os dados, o Obama. E também é notado que nos últimos 8 anos a mídia tradicional – aqui, incluo os três maiores jornais do país, a maior rede de televisão, e a revista nacional de maior circulação - desrespeitou, e creio que essa seja uma palavra correta, o presidente e seus partidários.

Coberturas tendenciosas, afirmações falsas, articulistas desconhecidos que proferiram aos quatro ventos mentiras sobre a pessoa do presidente, assassinatos de reputações gratuitos. Essa é a rotina da cobertura política nos últimos anos. Talvez, a maior frustração do seleto grupo que comanda essa mídia tradicionalista seja o índice de aprovação de Lula.

Bem, falei que não faria campanha. O que eu quero reforçar, e que fica como uma dica para quem se interessar por esse assunto, é o seguinte: leia, ao mesmo tempo em que se informa por meio da mídia tradicional, a crítica dessa mídia. No final do post vou listar alguns sites de crítica muito legais.

Geralmente, ela é feita por jornalistas profissionais, que muitas vezes trabalham ou trabalharam na grande mídia, e que analisam matérias, coberturas e reportagens com olhos mais experientes, críticos, e principalmente independentes. Essa independência é muito importante, e a Internet desempenha papel fundamental nesse sentido. A relevância dessa leitura é adquirir outros pontos de vista que não sejam controlados, influenciados ou “editados” pelas grandes corporações, e consequentemente filtrar mentiras e exageros, para os dois lados.

Links relacionados:

A radicalização do discurso político, do Blog do Nassif.

O diploma, a liberdade e o “controle social da imprensa”, por Ricardo Kotscho.

A velha mídia finge que o país não mudou, no Observatório.

Conheça sites de crítica da mídia:

Observatório da Imprensa

Conversa Afiada – Paulo Henrique Amorim

Blog do Luis Nassif

Brasília, Eu Vi – Leandro Fortes

Viomundo – Luiz Carlos Azenha

Esses são os mais famosos. Navegando, facilmente você encontra outros links que podem ser úteis.

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Comunicação: Ciência ou Teoria da Conspiração?

Na toca do Coelho.

Conversando sobre Comunicação, Política e algo mais

Lá vou eu!

Nesse exato instante, 17:00 do dia 21/07/2010, meu avião está decolando rumo ao velho continente.

Siiiiim, realizarei um sonho de vida: mochilar pela Europa durante um mês.

Minha companhia?! A boa e velha Lailis, minha amiga de infância. Além de duas mochilas (o que promete me dar muito trabalho).

Por tal razão me ausentarei do blog por aproximadamente 30 dias. Mas quando voltar prometo postar sobre tudo que acontecer de interessante na viagem.

Minha felicidade não tá cabendo em mim… e já tenho saudades antecipadas de todos. :)

Meu roteiro (Roma, Florença, Veneza/Zagreb/Viena/Praga/Berlim/Amsterdã/Londres/Paris/Barcelona)

Até meados de agosto.

Att,

(e com muito carinho)

Letícia Scalia

Especial Cuba: Como funciona uma economia socialista?

Virei caçador de promoções aéreas. Graças a isso, fui parar em um país que não esperava conhecer este ano: Cuba. Fiquei sete dias no país de Fidel Castro e seu socialismo. Resultado: conversas bizarras com nativos, choque cultural e muito para escrever.

Como funciona Cuba e o socialismo

Seria o Capitólio a vontade cubana materializada de ser América?

Tentando entender Cuba: Como funciona uma economia socialista?

- Qual é a média salarial aqui em Cuba?
– Mais ou menos U$ 15,00.
- U$ 15,00?! Mas e vocês conseguem sobreviver com isso?
- É… não né.
- E como faz, então?
- Ah, a gente tem que dar o nosso jeito.

Existem duas moedas em Cuba: o Peso Cubano (MN) e o Peso Convertible (CUC). Peso Cubano é a moeda utilizada pelos nacionais. Ou seja, o super salário recebido por um cubano é pago em MN. Portanto, tudo que é relacionado ao kit básico de sobrevivência do cubano possui seu preço em MN: o ônibus público, a padaria, o mercadinho onde o nativo faz seu rancho (existe um limite de itens por pessoa nestes locais, algo como uma cesta básica), a feirinha de bairro no domingo.  O hotel, o restaurante, o ônibus para turistas, muitas lojas de roupas e livros ou qualquer outra atividade destinada para o não cubano são pagos em CUC.

Parênteses 1: 1 CUC = U$ 1,20 = 24 MN.

Não, nada se pode pagar em dólar. Desde 2004 não se aceita a moeda americana nas empresas estatais. Portanto, em Cuba, onde 99% das empresas são do Fidel Estado (da loja de calçados à empresa de turismo), o dólar não entra. Para trocá-lo por CUC, as casas de cambio penalizam a moeda em 10%. Ou seja, se você troca U$ 100,00, você recebe o equivalente a U$ 90,00 em CUC. O Euro não sofre esta penalidade, já que Cuba tem seu grande problema diplomático  com o super vilão capitalista Estados Unidos da América.

Parênteses 2: Fica a dica, leve Euro quando visitar Cuba.

Vale dizer que sim, um cubano pode comprar o que quiser com o CUC que conseguir pelas ruas. Mas como faz um cubano para ganhar umas moedas extras e sair da dieta de pão com manteiga?

A resposta é simples: quem trabalha em empresas estatais direcionadas ao turismo ganha seu troco extra e consegue ascender socialmente para a gloriosa classe média. Fato curioso é que podemos encontrar pessoas graduadas em Engenharia, Direito e muitas outras carreiras trabalhando como bellman, barman ou garçom. Afinal, trabalhando com turismo (e recebendo suas gojetas) conseguem ganhar muito mais que se exercessem sua profissão. Trabalhar com artesanato e música também é altamente rentável em Cuba.

Parênteses 3: Neste mundo socialista profissões diferentes recebem valores diferentes. Policiais ganham mais que dentistas e médicos, por exemplo.

Outra alternativa para ganhar seu extra money esta no 1% dos negócios não estatais. Por exemplo, um cubano pode hospedar legalmente extrangeiros em um quarto de sua casa.  Ainda, pode fazer de sua casa um restaurante, chamado popularmente de paladar. Por fim, pode tranformar seu carro em táxi e carregar gringos de uma ponta a outra da cidade. Mas, claro, para possuir estes negócios privados, é necessário registrar-se no governo e pagar uma taxa absurda mensalmente (300 CUC para virar um semi-hotel, por exemplo). Ou você achou que Fidel iria deixar barato?

Como funciona economia Cuba

Um Táxi Mercedes em Cuba.

Parênteses 4: Os restaurantes populares são chamados de paladares porque na novela brasuca Vale Tudo existia um restaurante popular com o mesmo nome. Sim, os cubanos são apaixonados por nossas novelas. Atualmente, A Favorita está nas telinhas do país revolução.

Se você aluga sua casa ou seu carro para ganhar dinheiro, por quê não alugaria seu corpo? Ir a Cuba e ninguém te oferecer una chica é simplesmente impossível. Sério, eu não estou exagerando aqui, este país é o paraíso sexual de muito gringo. Prostituição é um tema é tão presente neste país que merece um post exclusivo.

Embora socialista, Cuba prova que sem o dinheiro injetado pelo turismo “capitalista” não consegue sobreviver. Ainda, o país precisou implementar muitas reformas “capitalistas” (como algumas práticas citadas acima) para manter seu regime atual, o que nos faz perguntar se realmente possui ideologia socialista ou se, nada mais, apropriou-se das empresas privadas e limitou a liberdade pública .

Parênteses 5: Se o socialismo cubano funcionasse, por quê a classe baixa neste país chega próximo aos 80%, superando os números do nosso problemático e capitalista Brasil?

É, o socialismo, que em uma primeira visão mostra-se inimigo mortal do capitalismo, revela-se em Cuba condicionado a este regime. Adam Smith deve estar rindo por último e Karl Marx se batendo em seus caixões. Antes que Fidel e seu socialismo encontrem também seu ataúde, visite Cuba e tire suas próprias conclusões.

Publicado por Tiago Pizzolo

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