Arquivo mensal: setembro 2010

Os efeitos colaterais do reggaeton

Mescla de reggae, dancehall e hip-hop, o reggaeton é uma praga que surgiu nos anos 70. Quando cheguei na Costa Rica, pensei que esta forma de arte tinha nascido em Porto Rico e que Betty a Feia era mexicana. Ignorante, errei nos dois: esta é colombiana e aquele é panamenho. Indiferente de quem pariu o filhote, hoje se você resolver visitar qualquer país latino, não vai conseguir fugir deste estilo musical.

Não é exagero, é extremamente difícil encontrar um ambiente reggaeton free na América Hispânica. E claro que este excesso de exposição tem suas consequências. Analisando o comportamento de nativos, podemos concluir que o reggaeton tem alguns efeitos colaterais:

Pode causar atrito, esfregamento, frotação, ou como queira chamar você, entres as pessoas.

É incrível como as pessoas esquecem que estão em público quando dançam reggaeton. Mulher na frente, homem atrás e começou o movimiento. Mas não se anime muito, é um ritmo microondas: esquenta, esquenta, mas quando quando acabar a música todo mundo volta para sua gélida realidade e finge que é alguém de família.


Escutar reggaeton muitos anos faz você esquecer que existem outros ritmos musicais neste mundo.

Não existem rock, pop, reggae ou black quando existe reggaeton em uma playlist. Se o reggaeton está rolando, trocar de ritmo pode ocasionar lesão. Para os que gostam de arriscar sua vida, estratégia interessante é programar a próxima música com algo totalmente não reggaetoneiro (detaque para a palavra próxima). Assim, o aparelho de som mudou de ritmo sozinho, não existem culpados.


O fato que todas as músicas são iguais com torna-se imperceptível.

Daddy Yanke, Wisin y Yandel, Tito el Bambino, Calle 13 e Don Omar são artistas altamente criativos e inovadores, todo reggaetoneiro sabe disso. Para os não acostumados, tudo é a mesma vara.


Você pode escutar a mesma música por anos e também não perceber.

Somente nos anos 90 este estilo foi batizado com o nome reggaeton. Antes, o cujo era chamado de reggae em espanhol. Ou seja, é um ritmo razoavelmente novo, o que nos faz pensar que não exitem tantos reggaetoneiros bons para atender esta demanda/necessidade latina de dançar apretadito. Resultado:  o ciclo de vida de um reggaeton é extremamente extendido. Um exemplo claro: Lo que pasó, pasó, uma música de 2004 que sempre marca presença por aqui.

Com ou sem efeito colateral, não importa. Quem não viveu reggaeton, não viveu aqui.

Publicado por Tiago Pizzolo

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Ah, essa época de eleições…

É, essa época é meio trash. Trash porque você tem que aturar jingles como esses aí embaixo. Nem o pessoal Casseta & Planeta conseguiria criar paródias tão, digamos, únicas. Ah, nada como o tempo de eleições!

Essa também é a época em que corremos o risco de ter a chance de exercer nossa cidadania. Não, não estou falando de votar. Estou falando de ser convocado para ser mesário.

Imagine, acordar 6 horas da manhã, em um domingo, para estar em um colégio as 7, para esperar até as 8 para começar a receber aqueles velhinhos que nem precisam votar, mas que fazem questão de aparecer logo de manhazinha. Dá vontade de perguntar para eles por que eles não se voluntariaram para trabalhar.

Ou imagine receber um vale refeição que mal paga um x-salada, mas que deve te alimentar por todo o dia. Isso quando não dão um kit com mini cookies, um todinho quente, um chocolate derretido, e algumas coisas mais que não alimentavam nem uma criança de 3 anos.

Tá bom, ser mesário também tem sua parte boa. É, talvez não “muito boa”, mas no mínimo engraçada. É engraçado ver como as pessoas se portam na fila, como alguns são simpáticos com você, como outros mal olham na sua cara, como alguns realmente não sabem o que estão fazendo ali, ou como outros que sabem exatamente o que estão fazendo, e tem até certo orgulho disso.

É engraçado ver como certas pessoas fazem assinaturas pirotécnicas (sim, você quase ouve fogos de artifício) e outras são simplesmente simples, sem inventar. Só não é tão legal quando a gente faz um “x” de “assine aqui, por favor” e os espertos fazem pirotecnia no lugar errado.

No fim do dia, você passou 10 horas ao lado de pessoas que você nunca viu, em um domingo, recebendo pessoas que você nunca viu, comendo pouco, mas, enfim, se divertindo. Ou tentando. Porque passar um dia inteiro de mal humor não vale a pena.

Por isso, se você foi convocado para ser mesário, secretário, presidente, suplente, ou whatever, pense que poderia ser pior. Tá bom, não pensei em nenhum exemplo pior, e perder o domingo realmente é ruim. Mas se a vida te dá limões, faça limonada. Então aproveite o dia, faça amizades, tenha paciência, porque no final do dia, você terá exercido sua cidadania e ainda vai ter algumas histórias pra contar, como a dos dois velhinhos que queriam brigar, ou da assinatura que falhou, etc.

E sim, já fui mesário. Três vezes. E dessa vez, eu escapei. Mas minha noiva não. É, tomara que ela aproveite…

Mesário, você realmente é importante.

Mesário, você realmente é importante.

Descoladíssimos

Você achou que o Claudir e o Lindolfo Pires tinham extravasado geral em seus respectivos jingles? Então é porque você ainda não viu esses aqui. De Lady Gaga a… Bom, ouça você mesmo, e veja como temos candidatos descoladíssimos concorrendo nestas eleições.

Já está na hora de repensarmos algumas coisas

Digo isso porque nessa nova era de tecnologia em que vivemos talvez estejamos abusando de alguns recursos. Tá certo que tudo é relativamente novidade, mas não é por isso que podemos abusar de alguns jovens recursos, ou, melhor/pior, usá-los em situações em que continuam desnecessários.

O que eu quero dizer é que, apesar de vivermos no reino da interatividade, da conectividade 24 horas por dia, marcados profunda e incisivamente pela presença da interação entre todos os meios de comunicação que temos disponíveis, a publicidade não precisa fazer uso deles o tempo inteiro. Aliás, a publicidade não precisa fazer o consumidor fazer uso deles o tempo inteiro. Oo

Isto é, a publicidade não precisa fazer campanhas que estimulem o consumidor estar presente nesses meios o tempo inteiro. Porque, de repente, o seu consumidor não quer ser um youtuber, ou uma personalidade relâmpago do twitter. De repente, o seu consumidor não quer gravar um vídeo interagindo com o seu produto e compartilhá-lo com outros consumidores do mesmo produto. Porque, por incrível que pareça, às vezes o seu consumidor quer apenas consumir o seu produto, em paz. Veja só o cansaso nas palavras deste consumidor:

Clique na carta para ampliar

A fonte e a autoria desta carta são desconhecidas. Mas, eu achei interessante justamente pelo fato desse tom de cansaço do consumidor. Ainda que esse lance de gravar um vídeo interangindo com o produto e jogar no youtube seja algo relativamente novo, já foi algo tão mal usado, que talvez tenha que ser repensado. Ou melhor, e principalmente, devemos – me incluo porque, apesar de não ser uma grande nome, eu sonho em fazer grande publicidade – levar em primeira consideração se esse tipo de recurso é adequado ou não com o público que você está trabalhando. Adequação. É tudo uma questão de adequação. Para mim, essa é uma das palavras mais importantes da publicidade.

Que tipo de bêbado você é?

Tem gente que fica com sono, tem gente que passa mal, que começa a chorar, que dança em cima da mesa, que arruma briga ou que sai metralhando geral. Mas todos eles têm uma coisa em comum: a ressaca do dia seguinte, uma espécie de castigo por você ter arruinado a sua noite e a dos seus amigos  (se você tiver a sorte de estar entre amigos…), que tiveram que aturar você bêbado.

Pois é. A Heineken lançou um hotsite (no ar desde o ano passado) para mostrar que o excesso de bebida nem sempre leva a boas risadas e pode acabar com a noite de muita gente. A ironia é que eles fizeram isso com muito humor. Não tem como não rir das caricaturas personalizadas – talvez seja porque todo mundo conhece um amigo que faz aquelas coisas… hahaha!

O site Know the signs é um jogo: você está assistindo a uma cena interna de um bar e tem que encontrar 5 perfis de bêbados. Quando vir algum sinal, é só clicar nele!

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Uma Noite em 67, em 2010

Confesso que só fui me interessar em assistir o documentário “Uma Noite em 67″ por demanda de uma disciplina da faculdade. Não fosse por isso, talvez levasse anos para ouvir falar do primoroso filme dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil. Não sei se isso é só ignorância minha, mas a produção de filmes documentais por aqui não é lá muito divulgada – ou ainda, difundida.

Não é essa a questão. A questão é que, impelido pela faculdade, fui ao cinema assistir o documentário. E gostei muito! O Festival de Record de 1967, reconstruído pelos diretores, é um acontecimento histórico daqueles que marcam uma geração, e fica vivo na memória dos que viveram aquilo. Veja o trailer:

Sei lá, eu muito viveria os anos 60 pra ir num show do Caetano (feio pra burro, naquela época, inclusive), fazer parte de política esquerdista e sair na rua combater os milicos. Talvez também por isso tenha gostado tanto de “Uma Noite em 67″. De qualquer forma, a reconstrução do Festival criada pelos autores do filme é bastante interessante.

Por meio de um caminhão de imagens do Festival, inclusive a execução completa das cinco músicas melhor colocadas, e de depoimentos colhidos recentemente dos principais personagens que fizeram tudo aquilo, os criadores do filme conseguem estabelecer um diálogo muito divertido entre o passado e o presente.

Algumas coisas são impagáveis: a simpatia bem humorada de Chico Buarque, as ideias transcendentais do Gilberto Gil e a lamentação de Caetano Veloso de “Alegria, Alegria” ter marcado tanto a sua carreira.

Reprodução

Bem, o que eu quero dizer é que vale a pena sair de casa, ir no cinema e pagar um ingresso para ver um documentário brasileiro. “Uma Noite em 67″ foi bem recebido pelo público e pela crítica, e é recomendado por este humilde blogueiro.

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Links Relacionados:

O Estado de S. Paulo – “Uma Noite em 67″ revive festival de música da Record

Uma Noite em 67 – Site Oficial

A “melhor” opção

Um menino pobre, de uma região carente, tira forças do fundo de seu caráter sabe-se lá de onde e cresce na vida. Vira jogador de futebol? Bom, esse é o destino típico quando esse tipo de coisa acontece no Brasil. Mas não, dessa vez o menino virou presidente.

Pois é, falamos aqui do nosso atual líder destemido presidente, Luís Inácio “Lula” da Silva. Não quero mesmo falar de política, nem de eleições, nem de corrupção, nem de falsidade, nem de cara-de-pau, nem de nada de bom que envolve o assunto. Quero falar sobre cinema.

A polêmica começou quando alguém resolveu lançar a cinebiografia do presidente em ano de eleição. Uma propaganda eleitoral de duas horas, alguns disseram. Mas, olhe pelo lado positivo… você não foi obrigado a assistir. Quem quis ignorar o longa e fingir que nada acontecia – eu! – teve escolha.

Os 128 minutos de projeção abordam desde o nascimento do Lulinha, em Caetés-PE – subúrbio de Garanhuns (cidade da minha tia!) – até a ascensão política do jovem Lula, na década de 80. Bom, até aí tudo bem. Beleza.

A história, brasileira, é o maior retrato do sonho americano. A superação, a vitória, a volta por cima (na vida).

A recepção não foi lá essas coisas, não gerou recorde nenhum. Mas fez sucesso entre os petistas e uma parte da crítica considerou o filme bom tecnicamente. Eu, que só vi o trailer, achei “bonito”. As atuações, pelo que soube, “fazem seu papel” e os atores lembram em maior ou menor grau seus personagens.

Dá uma olhada!

Mas apesar de todos os possíveis contras o filme foi o escolhido, por unanimidade, para representar o Brasil no Oscar de 2011. Eu não concordo. A enquete do Ministério da Cultura não concorda. Meus amigos xingando muito no twitter não concordam. Bom, nada disso vai mudar o fato de que “Lula, o filho do Brasil” vai ser nosso representante.

E apesar de tudo isso, eu acho que entendo. Acho. Visualmente bonito, bom tecnicamente e com uma história hollywoodiana. Depois de “Quem quer ser um milionário?” acho que o caminho pode ser esse (embora o Oscar de melhor filme estrangeiro costume ser um pouco mais alternativo).

A explicação foi bem essa: não é o melhor filme, nem o mais popular. Mas é o que tem mais chances. Pelo menos foi isso que disse Newton Cannito, secretário do Audiovisual. Eu não acho que é o que tem mais chances, mas tem chances.

Nos últimos anos, Lula se tornou um dos personagens mais populares da política internacional. Ele é o cara. Se aqui no Brasil ainda há certa resistência (quanto à pessoa, talvez menos quanto ao seu trabalho), pelo mundo afora ele é sucesso. Em especial nos Estados Unidos.

Assim sendo, não estamos exportando só um cara. Mas o cara. A história de alguém já ligeiramente conhecido pela comissão julgadora do Oscar.

Agora, diz aí… vai ser no mínimo engraçado se, depois de tudo que o Lula conquistou no cenário internacional, ele consiga também trazer pro país nosso primeiro Oscar.

(Não, eu não sou petista. Não, eu não gosto do PT. Não, eu não tenho nada contra o Lula. Não, eu não acho que seu filme deveria ter sido escolhido. Não, eu não vou torcer pra ele ganhar. Mas se ganhar… ganhou, haha. Esse post foi feito também para me convencer de que essa decisão não foi (só?) política)

Links relacionados:

Filme do Lula representa o Brasil no Oscar, Folha de São Paulo

Publicado por: Lê Scalia

O combo musical peruano

Cada país possui sua vergonha musical em Youtube. Russia é representada pelos cantantes Steklovata, Brasil por sua Surra de Bunda, e Peru por três pérolas que faz pouco conheci. São eles:

Delfin Hasta el Fin, também conhecido como Delfin Quishpe, cantor, ator, compositor e bailarino. Torres Gemelas pode ser considerada sua obra prima musical.

La Tigresa del Oriente, que tenta enganar pelo nome, mas também é peruana. Felina raivosa, anda sempre acompanhada de seu crew de 3 pessoas dançantes. Gravou Nuevo Amanecer, no seu melhor estilo gatinha.

Wendy Sulca, cantora que com 8 anos gravou o hit Cerveza, Cerveza (Cerveza, cerveza, quiero tomar cerveza) e Tetita (Cada vez que la veo, a mi mamita, me está provocando, con su tetita).

Alguns anos passaram desde que viraram febre em Youtube: Wendy Sulca já tem 14 e virou mocinha, Delfin Hasta el Fin já quase chegou lá e La Tigresa del Oriente continua com cara de Tigre de Bengala. Uma grande idéia, no entanto, tirou o pó de nossos amigos de Peru: sim, a alcoólatra precoce, o mamífero golfinho e a felina oriental gravaram um novo sucesso, juntos. Deu no que deu: En Tus Tierras Bailaré, o combo peruano.

Publicado por Tiago Pizzolo

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Estou desaprendendo a escrever!

Sério! Eu estou desaprendendo a escrever! Pelo menos quando é para escrever algo manuscrito. Minha letra sai, simplesmente, horrível. Pareço um garoto da pré-escola que está aprendendo a desenhar as letras. E eu ainda consigo fazer mais feio.

Mas por que isso seria assunto para um post? Acho que isso pode ser um gancho para falar sobre tecnologia. Tanto é que, para escrever em um computador, como agora, não tenho problema algum. Inclusive você consegue me entender.

Então, voltando para o que eu ia falar. A revista Wired deste mês fez uma reportagem de capa sobre a tecnologia. Só que falou sobre a tecnologia que as pessoas de 3 ou 4 décadas atrás imaginaram que teríamos hoje.

O futuro que nunca aconteceu

O futuro que nunca acontece


Alguns exemplos:
- Uma refeição completa em uma pílula (Imagina como seria a pílula de feijoada)
- Um jetpack, ou seja, um mochila a jato, para você sair voando por aí (yeah right, imaginou o caos?)
- Tradutor universal, mesmo (“au, au”-> quero comida)
- Criador de órgãos para transplante (“quer dar um update no seu rim? fale com a gente”)

E mais outras tantas tecnologias divertidas, mas que não lembro agora de cabeça. Enfim, essas mirabolantes invenções viraram utopias que provavelmente jamais existirão, ou existirão daqui algumas décadas (tomara que os órgãos por encomenda cheguem logo).

Bom, voltando ao fato de eu estar desaprendendo a escrever. Eu estava imaginando, sabendo o quanto a tecnologia evoluiu, como será o mundo daqui uns 20, 30, 50 anos. Será que as crianças vão aprender a escrever, ou vão chegar na escola e suas carteiras se transformarão em grandes iPad, com tudo ali, a um toque de distância? Será que serão criados combustíveis alternativos, ou que poderemos abastecer nossos carros voadores com lixo, como no filme “De voltar para o futuro”? O que você acha que vai acontecer?
Eu tenho certeza de uma coisa: escrever com as mãos se tornará uma arte! Talvez seja a mesma certeza de alguém que pensou que em 2010 estaríamos comendo pílulas de feijoada. Ou talvez seja a mesma certeza de alguém que pensou que em 2010 nós poderíamos usar uma maquininha com uma tela para telefonar, tirar fotos, mandar mensagens, ver filmes, e tantas outras coisas. E que essa máquina tivesse apenas um botão.

Tá, ele tem mais de um botão, mas são redundantes com os da tela...

Tá, ele tem mais de um botão, mas são redundantes com os da tela...

Pois é. O que você imagina que vai ser daqui a, digamos, 30 anos? Se tiver coragem, comenta aí.

Isso é que é vampiro.

Eu vou falar bem a verdade: nunca fui, nem um pouco, ortodoxa em relação à lenda dos vampiros. Afinal de contas, é uma lenda e cada um conta ela do jeito que quiser. Por isso, eu não fiquei nem um pouco incomodada de ver, por exemplo, o Edward brilhar no sol e não ter prezas. Quem disse que vampiros TEM que ter prezas, ou TEM que apodrecer no sol, ou TEM que queimar com alho, prata e madeira. A lenda tá aí pra ser mudada, né? Se não, qual é a graça de falar sobre uma coisa que não existe? Deixa ser o que é para aquilo que já é. O resto todo a gente pode reinventar. O que é, na minha opinião, mais interessante. Bom, na minha opinião.

Só que, apesar dessa minha visão toda liberal, eu tive que dar o meu braço a torcer. E isso foi, mais precisamente, do meio para o fim da segunda temporada de True Blood. E eu não pude deixar de exclamar algumas vezes: “Isso é que é vampiro!”. Porque, gente, vamos falar sério… Isso é que é vampiro:

Tudo bem, tudo bem. O Edward é o ser não humano mais romântico de toda a história desde o Big Bang. Ponto para ele. Mas, ele é apaixonado pela Bella. Tira o ponto dele. E que ainda fica em dúvida entre ele e um… Lobisomen? Saldo negativo pro Edward. O Bill – veja se isso é nome de um vampiro descente –, True Blood também, me conquistou no começo, confesso. Todo cheio de querer respeitar a natureza humana, e isso e aquilo, “i Love you, sookie”para cá, “I Love you, sookie” para lá, mas tem alguma coisa nele que faz dele um vampiro sem sal ou açúcar. Aaaaah, isso mesmo. Ele contracena com o Eric. E a diferença é bem óbvia, olha:

Agora olha o Edward:

ahahahahaha

Edward< Bill <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<< Eric

Eric, o vampiro mais vampiro do showbizz se chama Alexander Skarsgård. O Sueco, que além de ator é também diretor, quase quase desistiu da carreira. Na verdade, ele desistiu, mas foi por um tempo. Nesse intervalo, ele fez faculdade de ciências políticas -uau!- e também entrou para o serviço militar sueco como fuzileiro naval. Depois dessas experiência de 15 meses, ele decidiu que voltaria a atuar. OBRIGADA, SERVIÇO MILITAR DA SUÉCIA.

Podem fazer o que quiserem com os vampiros. Não fui eu quem inventei a lenda, eu não ligo. Façam quantas alterações quiserem. Deixem eles purpuridados ou com alergia a tomate. Eu não ligo, e provavelmente gostaria. Mas, uma coisa é certa… Isso sim é que vampiro.

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