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Notícia falsa brasileira inspira campanha que ganha prêmio nos EUA

Tá lá você de buenas no brainstorm quando conceito definido é:  “Se a realidade é assim, imagine nossos vídeos”. O próximo passo seria sair do genérico e encontrar essas situações absurdas que exemplifiquem essa ideia.

~Fácil~, pensa você que vê esse tipo de notícia esdrúxula na TV todo dia. Aquelas sempre marcando presença no Planeta Bizarro do G1.

Até que você encontra uma mina de ouro: um ladrão que foi assaltado enquanto realizava um assalto. “Genial!”. Não precisaria de mais nada além disso para explicar o tal conceito.

Você olha de onde veio a notícia, não entende bulhufas de português, mas a fonte serifada te passa confiança.

Mostra pro diretor de criação todo faceiro o seu novo roteiro. Vocês produzem, fazem sucesso, riem do absurdo que aconteceu no Brasil, alguém grita ~IMAGINA NA COPA~, o comercial é inscrito em uma premiação eeeeee…….. ganha.

Pois bem. Só faltou perceber que a notícia era fake. E que a fonte era o Sensacionalista.

A agência? Latinworks. 

O prêmio? Bronze no Wave Festival.

Parabéns a todos os envolvidos!

(Tô no aguardo pra ficar sabendo que essa notícia é falsa também!)

Diário de uma Paixão “in real life”

Diariamente, ele lê o diário escrito anos atrás para a mulher da sua vida.

Ali, ele conta como a conheceu, num baile, e toda a história de amor que veio nos próximos 70 anos.

Ela, doente, já não se lembra.

Por isso, todos os dias, quando a visita, ele tenta lembrá-la do quanto se amaram. Do quanto ainda a ama.

***

the-notebookEu sei, estou descrevendo “The Notebook“, livro de Nicholas Sparks e filme estrelado por Rachel McAdams e Ryan Gosling. Sim, aquele mesmo do “I’ve waited for you for seven years!“.  Sim, aquele mesmo que que milhares de meninas adoram. Sim, aquele mesmo que elas fazem os namorados assistirem. (Sim, aquele mesmo que eu adoro.)

Mas tudo que eu falei aí em cima, embora seja a descrição perfeita de “O Diário de uma Paixão“, não é sobre o livro/filme.

Não falava sobre Noah e Allie, e sim sobre Jack Potter (91) e Phyllis (93), sua esposa.

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Ele, que a conheceu na década de 40 (época em que também se passa o filme), descreveu assim sua primeira impressão: Foi uma noite muito agradável. Dancei com uma garota muito legal. Espero encontrá-la novamente”.

Encontrou. E viveram uma vida juntos.

Mas agora ele precisa desse diário para lembrá-la disso.

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Não sei quanto a você, mas eu #morri.

É aquela história maravilhosa, que você tem certeza que só acontece nos grandes filmes de amor, acontecendo todos os dias em Rochester, na Inglaterra.

Acabei lembrando de uma campanha antiiiga da TNT, que não tem nada de linda mas é espetacular: “Acontece nos filmes, acontece na vida. Acontece na TNT.“. Especialmente esse de O Guarda-Costas.

E como uma coisa puxa outra e estamos falando de campanhas da TNT, vale também lembrar a ação do “Push to add Drama“. Um botão no meio de uma praça em uma pacata cidade belga (não são todas?!) que, se apertado, dava uma pouco de emoção pro cenário. “Your daily dose of drama“. Sensa.

É isso aí, amigos.

Acontece nos filmes, acontece na vida.

 

Candidato canta “Tchê Tchê Rere” no The Voice Ucrânia e anima os jurados

Você lembra de uma candidata do Greek Idol que chegou à final do programa cantando uma música em português? Pois é, agora temos mais um vídeo para essa coletânea. É de um ucraniano que cantou “Balada Boa”  “Tchê Tchê Rere” no The Voice da Ucrânia. Aliás, com o perdão do trocadilho, ele não só cantou, como encantou os jurados do programa, que estavam se divertindo sem fazer a menor ideia do que estavam ouvindo. É o nosso BRAZIU IU IU exportando cultura!

Agora, IMAGINA.

Imagina se fosse no The Voice Brasil.

Claudinha olha para Carlinhos Brown pra conferir se ele também está vendo aquilo.

Claudinha olha para Carlinhos Brown pra conferir se ele também está vendo aquilo.

Carlinhos não tem nada a dizer, mas diz mesmo assim só pra causar.

Carlinhos não tem nada a dizer, mas diz mesmo assim só pra causar.

Bom, e pra terminar o post em alto estilo, vamos relembrar um dos maiores ícones da série I Have No Idea What I’m Doing com o clássico Iarnuou da minha, da sua, da nossa Solaaaaaaange!

E aí, Claudinha?

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Philip por Felipe

O que dois escritores, um, americano, considerado um dos maiores da segunda metade do século XX, o outro, um iniciante brasileiro, nascido em em 1990, poderiam ter em comum?

Começa pelo nome. Philip é a inspiração para Felipe. O primeiro livro do jovem autor paulistano, “Mentiras“, será publicado ainda este ano.

Felipe Philip Roth livros

Felipe Franco Munhoz ganhou a Bolsa Funarte de Criação Literária (e um incentivo de R$ 30 mil), desbancando cerca de outros 2 mil autores, com a proposta de escrever um livro baseado na obra de Philip Roth.

O autor americano de origem judaica é referência para o brasileiro, que terá em 2013 uma das maiores honras de sua curta (mas promissora) carreira: participar das comemorações dos 80 anos de Philip Roth.

A convite da “The Philip Roth Society“, ele irá a Newark, New Jersey – cidade natal de Roth – nos dias 18 e 19 (data de nascimento do autor) de março. Felipe irá participar da mesa “Philip and the Fiction Writer“, onde ainda irá ler um trecho de seu livro ainda não publicado.

Além de tudo isso, Felipe irá mediar a mesa “Nemeses“, a respeito da última sequência de trabalhos de Roth, que anunciou aposentadoria em 2012.

Mas de onde vem essa ligação que faz duas mentes, a princípio tão distantes, parecerem funcionar de forma tão semelhante?

A resposta pode estar na infância. Felipe convive desde pequeno com um problema chamado Forame Oval Patente (FOP), um pequeno orifício no coração que pode provocar AVC e/ou intensas enxaquecas. Devido às restrições que a doença trouxe, desde garoto Munhoz dedicou-se à música e viveu em um mundo à parte na leitura. Dos gibis ele chegou aos romances policiais, dali passou para a política e enfim encontrou-se na ficção.

O incentivo veio dos pais, como ele mesmo diz:

Meus pais sempre incentivaram. Eu gostava. Há alguns dias, por exemplo, encontrei dois livros que ganhei em 1997: O último dia de um condenado à morte, de Victor Hugo; e O homem que sabia javanês e outros contos, de Lima Barreto. Fiquei surpreso com a data.

A delicada condição de saúde fez com que se acostumasse desde menino com a ideia da morte como uma companheira constante, embora indesejada.

É, talvez, esse um ponto importante que une Philip e Felipe. A ideia de finitude que permeia algumas obras do autor de “O Complexo de Portnoy” e “Pastoral Americana” esteve sempre presente na vida de Munhoz.

E mais uma vez nos nomes, Felipe e Philip se encontram frente a frente.

Mentiras” (FRANCO MUNHOZ, Felipe) é livro homônimo ao de Roth, escrito em 1990, e ambos os livros são inteiramente escritos em diálogos. As semelhanças nos traços literários continuam também no decorrer das páginas, onde a autorreflexão dos personagens, marca de Philip, também se faz presente na ficção de Felipe.

É uma grande honra que tenhamos um escritor tão jovem representando a literatura brasileira em um evento de tamanha importância. Em um universo literário com tantas obras um tanto quanto duvidosas, as Mentiras de Felipe Franco Munhoz são um alívio.

Links relacionados:

Felipe Franco Munhoz
A Honra de Homenagear o Ídolo Philip RothGazeta do Povo
Oitenta igual a vinte e doisO Globo

Invasão Corinthiana – 36 anos depois e do outro lado do mundo

A coisa era terrível. Nunca uma torcida invadiu outro estado país, com tamanha euforia.

Teve cartilha, reunião com torcedores e mais um enorme esforço de japoneses aterrorizados com a iminente (e eminente) invasão que aconteceria no país durante essa semana.

5, 10, 20 mil corinthianos (ou mais) seguiram o time. 15 mil até o aeroporto, e um tanto mais até o outro lado do mundo.

Mais uma invasão corinthiana. Não é a primeira da história, nem mesmo a segunda e não será a última. Mas considerando a distância percorrida – “o maior deslocamento humano entre continentes em tempos de paz!“, grita um corinthiano ao fundo -, é uma das mais relevantes.

É tudo novidade. Impulsionado não por um jejum de títulos que dura mais de 20 anos e sim pela conquista da inédita Libertadores, o corinthiano vendeu, leiloou, fez empréstimo e contraiu dívidas pra poder dizer “Banzai Corinthians“.

E, bom, eu também gostaria de estar lá. Mas como não me sobra dinheiro e/ou insanidade, acompanho e torço daqui. E como não podia deixar passar, relembro as palavras do grande Nelson Rodrigues sobre a primeira das invasões alvinegras.

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X Factor – Melhores momentos de Carly Rose Soneclair

Carly Rose Sonenclair tem apenas 13 anos e é um dos melhores competidores da segunda edição de X Factor. Por mais que saiba que Carly é realmente uma little diva, como diz Britney, cada vez que a vejo cantando, é uma surpresa. Por isso, resolvi os melhores momentos de Carly neste post, que poderia se chamar POR QUE AMAMOS CARLY ROSE SONENCLAIR?

1 – Porque ela deixou os jurados sem palavras em sua primeira audição. E porque ela tira do L.A. Reid os melhores comentários ever.

2 – Porque ela fica “possuída” quando canta e impressiona até artistas muito talentosos.

3 – Porque ela consegue ser incrível até quando a Britney faz tudo errado com ela.

4 – Porque ela consegue transformar uma música do Bruno Mars em diva worth.

5 – Porque, meu, ela canta My Heart Will Go On melhor que a própria Celine Dion. E porque she gives Britney chills. Hahaha.

6 – Porque ela dedicou Somewhere Over The Rainbow a seu irmão na semana de Ação de Graças do programa. Cute. E porque nos sensibilizamos com a história que ela contou.

O que os gringos sabem sobre o Brasil?

Que eles pensam que a gente fala espanhol, que nossa capital federal é o Rio de Janeiro ou Buenos Aires, que as pessoas só assistem futebol e sambam o dia inteiro, isso nós já sabemos. Aliás, eu tive o desgosto de presenciar esta cena:

- No Brasil tem shopping?

- Claro… o Brasil é um país enorme…

- Ah… eu achava que o Brasil era uma cidade do Chile.

Pois é.

Pooooooooooois é.

Mas enfim. Vamos falar deste vídeos que dois brasileiros residentes no Canadá, Andressa Barbosa Gomes e Ramon Vieira, produziram para um projeto da Universidade Brock, na província de Ontario, para descobrir o que os estudantes de lá sabem sobre o nosso país.

O resultado é impressionante. Nas imagens, muitas pessoas aparecem falando que a língua falada no Brasil é o espanhol. As capitais mais respondidas são São Paulo e Rio de Janeiro. Um chegou a sugerir Montevidéu, capital do Uruguai, e outro, Argentina, que nem cidade é. Por outro lado, muitos acertam as respostas e falam sobre a beleza das mulheres brasileiras e sobre o futebol. Há um garoto, inclusive, que aparece aos 2 minutos e 44 segundos, que deve saber muito mais sobre o Brasil do que muitas pessoas que nasceram aqui. (Bombou na Web)

Agora… IMAGINA NA COPA. Na realidade, imagine depois da Copa. Espero que algumas dessas informações duvidosas a respeito do nosso Brasil (como o fato de sermos uma pequena cidade da América do Sul) se desfaçam.

(PS: Não dá pra culpar quem acha que falamos espanhol né? Afinal, todos os nossos vizinhos falam. E quem é que acreditaria que o minúsculo Portugal colonizara esse território gigantesco? Além disso, quem nos ouve conversando não consegue ligar o português brasileiro ao português de Portugal. É mais uma mistura de espanhol com italiano e um quê de mistério.)

Mas e você, o que você sabe sobre o Canadá? ;)

Contribuições do post: Lê Scalia

Crianças com câncer cantam “Stronger”, Kelly Clarkson, em vídeo

Ao ler o título desse post você provavelmente pensou “Whaaat, isso é antigaço“. E sim, você tem certa razão.

O vídeo com as crianças doentes e seus enfermeiros cantando o sucesso (um hino!) de Kelly Clarkson pelos corredores do Hospital Infantil de Seattle (Seatlle’s Childrens Hospital) já tem alguns meses e é muito emocionante.

Lembra dele?

Pois é, o post não é sobre ele e sim sobre a versão brasileira, gravada aqui mesmo em Curitiba, no Hospital Nossa Senhora das Graças. Os vídeos são muito parecidos, embora os protagonistas brasileiros pareçam um pouquinho mais tímidos. Dê uma olhada!

Ultimamente tenho pensado muito em doar a medula óssea. Acho que esse foi o empurrãozinho que faltava.

“What doesn’t kill you makes you stronger.” 

O mendigo modelo do facebook e outros famosos que já foram sem-teto

Algo estranho acontece em Curitiba. Porque, ó, vou te contar… tá pra surgir cidade com mais casos bizarros de fama nacional do que aqui.

Temos o Oil Man (que agora anda por aí com um Oil Friend), o Inri, a Cagona de Curitiba, e uma série de outros cases de sucesso.

O mais novo exemplo dessa fama repentina é o “Mendigo modelo do Facebook“.

O Mendigo do Facebook

Ou, no caso, o mendigo da praça Tiradentes que pediu para que uma turista o fotografasse e divulgasse sua foto no rádio, assim, quem sabe, ele ficasse famoso. Não foi no rádio, mas objetivo alcançado. Até no O Globo o rapaz, que ninguém sabe o nome, já apareceu e a foto, postada há menos de 24 horas, já tem mais de 15 mil compartilhamentos na rede social.

Óbvio que já tem muita gente duvidando de que ele seja mesmo mendigo e aquela coisa toda. Moradores da capital paranaense (não conheço nenhum deles) afirmam que ele vive sim nas ruas, mas não exatamente na Praça Tiradentes e sim por ali no Largo da Ordem (ok, é a mesma região).

Mendigo fake ou não, fotos do rapaz já foram encaminhadas para agências de modelo. E fato é que se ele não é realmente famoso (ainda!), já é “suspeito” de protagonizar uma história de cinema. Ontem mesmo o site da Marie Claire publicou o depoimento de uma professora curitibana que tem a seguinte manchete: “Tive um filho com um mendigo“.

(Aliás, que timing, né? Divulgarem essa história no mesmo dia em que a foto do mendigo bonitão surge no FB…)

UPDATE: tá rolando o papo de que a irmã do rapaz disse que ele está na rua por opção. E que ele era assim 5 anos atrás. Quer saber mais? Clique aqui e confira o que a Gazeta diz.

Enfim, como eu dizia, Curitiba é lar de muitas peculiariades.

Fiquei pensando na história desse rapaz. Em como ele não é notado diariamente e como pode ter ganhado fama instantânea, parando até no 9gag. Pode, ainda, ter a chance de ir além. Acabei lembrando de um outro homem bonito, famoso, que já foi também sem-teto. Taylor Kitsch, o protagonista de John Carter. E ele não é o único… dá uma olhada na lista de famosos que, por uma ou outra razão, já viveram nas ruas (ou nos carros):

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RIO 2016: Vídeo oficial

“Aquele abraço!” (Gostei muito dessa logo…)

Desde a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, há pouco mais de duas semanas, pipocaram opiniões, previsões e suposições sobre como será nossa apresentação em 2016.

A calçada do clichê.

Os clichês estarão lá, não resta dúvida. O samba e a bateria, os índios e o futebol (e provavelmente a Ivete Sangalo também. Mas né, se Londres teve as Spice Girls, por que não? Haha). Isso é fato e pudemos ter um gostinho do que virá por aí logo na cerimônia de encerramento no último domingo (12/08), onde tivemos 8 minutos só nossos – com direito ao calçadão de Copacabana.

E quer saber? Não vejo problema nisso. Eu acho que isso faz parte da nossa cultura e é algo forte, algo com o qual estamos acostumados e que, apesar da miscelânea cultural que criou nosso país, acabou incorporando-se na identidade do país. Na união de negros, índios e brancos, criou-se o carnaval. São expressões que não vieram de uma só cultura e isso é muito legal!

É claro que eu fico irritada quando um gringo acha que no Brasil é carnaval o ano inteiro, que falamos espanhol e que somos colônia do Chile. Fico puta quando acham que acordamos sambando, batemos uma bolinha depois de almoçar feijoada e terminamos a tarde tomando uma caipirinha na beira da praia. É claro que isso é ridiculamente pouco perto de um país rico culturalmente como o nosso, sem falar em preconceituoso. Mas são aspectos da nossa cultura e o legal não é negar isso, e sim agregar mais coisas a esse estereótipo.

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