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cultura útil… antes que alguém confunda…
Me dê um conselho: projeto que pede conselhos aleatórios no meio da rua vira exposição de arte em São Paulo
Há quem diga que “se conselho fosse bom, ninguém daria, e sim, venderia”. Mas, discussões à parte, um fato é certo: todo mundo tem um conselho para dar. E o designer Daniel Motta conseguiu comprovar esta tese com seu projeto “Me dê um conselho” pelas ruas movimentadas de São Paulo.

Uma urna foi colocada na rua e, de longe, ele observou o comportamento das pessoas. No total, 2 mil pessoas deixaram seus conselhos na urna. O projeto virou livro e está agora em exposição nas estações de metrô da cidade.




E você, que conselhos genéricos daria a pessoas estranhas?
Fonte: Hypeness
Calvin e Haroldo encarnando outras duplas famosas da história
As tirinhas criadas por Bill Waterson são fantásticas e, tal como a mente de Calvin, atemporais. Calvin e Haroldo são uma das duplas mais conhecidas – e queridas – da ficção. Uma dupla que não é lá bem uma dupla convencional, mas né, que dupla realmente é?
Dito isso, vale conferir alguns “mashups” de Calvin and Hobbes com alguns outros personagens famosos do cinema, da literatura e até história.
(Só faltou Pi e Richard Parker.)
(Não falta mais
.)
Aliás, #fikdica do dia: os nomes de Calvin e Haroldo (Hobbes) são homenagens a dois filósofos: John Calvin (da reforma protestante, calvinismo e tudo mais) e Thomas Hobbes (o do contrato social).
Philip por Felipe
O que dois escritores, um, americano, considerado um dos maiores da segunda metade do século XX, o outro, um iniciante brasileiro, nascido em em 1990, poderiam ter em comum?
Começa pelo nome. Philip é a inspiração para Felipe. O primeiro livro do jovem autor paulistano, “Mentiras“, será publicado ainda este ano.
Felipe Franco Munhoz ganhou a Bolsa Funarte de Criação Literária (e um incentivo de R$ 30 mil), desbancando cerca de outros 2 mil autores, com a proposta de escrever um livro baseado na obra de Philip Roth.
O autor americano de origem judaica é referência para o brasileiro, que terá em 2013 uma das maiores honras de sua curta (mas promissora) carreira: participar das comemorações dos 80 anos de Philip Roth.
A convite da “The Philip Roth Society“, ele irá a Newark, New Jersey – cidade natal de Roth – nos dias 18 e 19 (data de nascimento do autor) de março. Felipe irá participar da mesa “Philip and the Fiction Writer“, onde ainda irá ler um trecho de seu livro ainda não publicado.
Além de tudo isso, Felipe irá mediar a mesa “Nemeses“, a respeito da última sequência de trabalhos de Roth, que anunciou aposentadoria em 2012.
Mas de onde vem essa ligação que faz duas mentes, a princípio tão distantes, parecerem funcionar de forma tão semelhante?
A resposta pode estar na infância. Felipe convive desde pequeno com um problema chamado Forame Oval Patente (FOP), um pequeno orifício no coração que pode provocar AVC e/ou intensas enxaquecas. Devido às restrições que a doença trouxe, desde garoto Munhoz dedicou-se à música e viveu em um mundo à parte na leitura. Dos gibis ele chegou aos romances policiais, dali passou para a política e enfim encontrou-se na ficção.
O incentivo veio dos pais, como ele mesmo diz:
Meus pais sempre incentivaram. Eu gostava. Há alguns dias, por exemplo, encontrei dois livros que ganhei em 1997: O último dia de um condenado à morte, de Victor Hugo; e O homem que sabia javanês e outros contos, de Lima Barreto. Fiquei surpreso com a data.
A delicada condição de saúde fez com que se acostumasse desde menino com a ideia da morte como uma companheira constante, embora indesejada.
É, talvez, esse um ponto importante que une Philip e Felipe. A ideia de finitude que permeia algumas obras do autor de “O Complexo de Portnoy” e “Pastoral Americana” esteve sempre presente na vida de Munhoz.
E mais uma vez nos nomes, Felipe e Philip se encontram frente a frente.
“Mentiras” (FRANCO MUNHOZ, Felipe) é livro homônimo ao de Roth, escrito em 1990, e ambos os livros são inteiramente escritos em diálogos. As semelhanças nos traços literários continuam também no decorrer das páginas, onde a autorreflexão dos personagens, marca de Philip, também se faz presente na ficção de Felipe.
É uma grande honra que tenhamos um escritor tão jovem representando a literatura brasileira em um evento de tamanha importância. Em um universo literário com tantas obras um tanto quanto duvidosas, as “Mentiras“ de Felipe Franco Munhoz são um alívio.
Links relacionados:
Felipe Franco Munhoz
A Honra de Homenagear o Ídolo Philip Roth – Gazeta do Povo
Oitenta igual a vinte e dois – O Globo
O que os gringos sabem sobre o Brasil?
Que eles pensam que a gente fala espanhol, que nossa capital federal é o Rio de Janeiro ou Buenos Aires, que as pessoas só assistem futebol e sambam o dia inteiro, isso nós já sabemos. Aliás, eu tive o desgosto de presenciar esta cena:
- No Brasil tem shopping?
- Claro… o Brasil é um país enorme…
- Ah… eu achava que o Brasil era uma cidade do Chile.
Pooooooooooois é.
Mas enfim. Vamos falar deste vídeos que dois brasileiros residentes no Canadá, Andressa Barbosa Gomes e Ramon Vieira, produziram para um projeto da Universidade Brock, na província de Ontario, para descobrir o que os estudantes de lá sabem sobre o nosso país.
O resultado é impressionante. Nas imagens, muitas pessoas aparecem falando que a língua falada no Brasil é o espanhol. As capitais mais respondidas são São Paulo e Rio de Janeiro. Um chegou a sugerir Montevidéu, capital do Uruguai, e outro, Argentina, que nem cidade é. Por outro lado, muitos acertam as respostas e falam sobre a beleza das mulheres brasileiras e sobre o futebol. Há um garoto, inclusive, que aparece aos 2 minutos e 44 segundos, que deve saber muito mais sobre o Brasil do que muitas pessoas que nasceram aqui. (Bombou na Web)
Agora… IMAGINA NA COPA. Na realidade, imagine depois da Copa. Espero que algumas dessas informações duvidosas a respeito do nosso Brasil (como o fato de sermos uma pequena cidade da América do Sul) se desfaçam.
(PS: Não dá pra culpar quem acha que falamos espanhol né? Afinal, todos os nossos vizinhos falam. E quem é que acreditaria que o minúsculo Portugal colonizara esse território gigantesco? Além disso, quem nos ouve conversando não consegue ligar o português brasileiro ao português de Portugal. É mais uma mistura de espanhol com italiano e um quê de mistério.)
Mas e você, o que você sabe sobre o Canadá?
Contribuições do post: Lê Scalia
Halloween (ou Ré-lou-ím, porque “Dia das Bruxas” é muito mainstream)
Existem duas tradições americanas que eu particularmente acho muito divertidas e gostaria que o Brasil também comemorasse. Por razões completamente diferentes, eu ficaria feliz se tivéssemos um Halloween (de verdade) e uma Ação de Graças (Black Friday!).
Aliás, se tem uma coisa que eu admiro no “Dia das Bruxas” americano é o desprezo pela vaidade de algumas pessoas. Eu sempre fui do partido que prega: “fantasia legal deixa você (inevitavelmente) feio”. Então, pra festas à fantasia, você sempre tem que escolher entre ser cool e ousado ou ficar gato.
E acho genial como muita gente nos EUA opta pela ousadia. Inclusive atores.
Aí, eu tava pensando aqui com meus botões… se a gente, povo brasileiro (além das escolas de inglês) comemorasse de fato o Halloween, como seria?
Quem você levaria ao cinema pela primeira vez? Responda e concorra a 10 pares de ingressos no Cinemark
Se você pudesse levar alguém que nunca foi ao cinema a uma sessão, quem seria?
Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares da nova promoção do Projeto Cine Tela Brasil e do Cinemark que premia as melhores respostas com 10 pares de ingressos para sessões durante todo o ano de 2013.
Veja bem, se você vai ao cinema em média 1x por semana (como eu, nos tempos áureos), isso dá cerca de 2 meses e meio. É muita coisa! Se você paga inteira, então, isso quer dizer que vai economizar (junto com a pessoa que vai com você) em torno de 400 reais. E isso muito me anima.
Turismo Criativo em Curitiba
Olha aí, gente. Você acha que precisa atravessar o mundo para conhecer coisas novas? Bobagem. E a Aster Turismo está aí para provar que é justamente pelo contrário. Aliás, não precisa nem chegar perto de aeroporto, muito menos de rodoviária. Tem um mundo novo inteiro para conhecer aqui, bem pertinho, na nossa Curitiba.
Dá só uma olhada:
No próximo sábado, dia 28.04, os curitibanos tem uma opção diferente de passeio para curtir o feriado do Dia do Trabalho. É o roteiro Curitiba: Você Está Aqui, que percorre pontos inusitados da cidade e inclui visitas a lugares históricos não muito conhecidos, pessoas e experiências diferentes. Um exemplo de ponto visitado é o túmulo da santa popular e milagreira Maria Bueno, no Cemitério Municipal da cidade.
Com o lema “Curitiba é mais do que os parques, os jardins e memoriais. É uma cidade cheia de tesouros, cujo mapa está no coração de cada Curitibano”, o roteiro se atém a detalhes que vão muito além do que os pontos turísticos tradicionais podem mostrar.
Ele foi idealizado pela agência Aster Turismo de Experiência e criado a partir das sugestões de curitibanos sobre “qual era a Curitiba que conheciam”. O processo de co-criação foi realizado em fevereiro deste ano e, na primeira edição, o roteiro foi uma surpresa para os participantes – ninguém sabia quais pontos tinham sido escolhidos. O sucesso foi tão grande que o roteiro se tornou uma oferta regular da agência.
A próxima edição acontece no dia 28.04 e tem início previsto para as 13h30 e término às 18h00. O valor é R$80,00 e estão inclusos transporte, lanches e degustações, seguro, atrativos e o acompanhamento de guia facilitador. As inscrições podem ser feitas pelo site www.turismoaster.com.br!
Resumindo:
O que? Roteiro Curitiba: Você Está Aqui
Quando? 28.04
Custo: R$80,00
Incluso: Transporte, Lanches e degustações, Seguro, Atrativos e Acompanhamento de guia facilitador
Inscrições: Pelo site www.turismoaster.com.br/roteiros/curitiba
Mais informações: Pelo telefone 3079 7233 ou 3079 6233
Criatividade na ponta do lápis
O brasileiro Dalton Ghetti usa um material um tanto quanto inusitado em suas criações. Grafite.
Bom, na realidade o material usado não é exatamente inusitado, né? Pare e pense: você provavelmente conhece alguém que usa grafite para criar. Qualquer pessoa que desenhe com lápis faz isso, certo? Certo. Por isso acho que a forma correta de dizer isso é que a forma como ele usa o grafite é inusitada.
O cara não desenha, ele ESCULPE o grafite. Sim, caro amigo, segure o queixo. Dalton Ghetti é um gênio da mini escultura, digamos assim.
Nascido na década de 60, esse cinquentão faz obras como essa por hobby.

Pois é. O brasileiro, que hoje mora nos EUA, é carpinteiro há 25 anos e faz suas esculturas desde molequinho, quando ainda era estudante aqui no país tropical.Ghetti costuma usar basicamente três ferramentas para cada escultura – que leva cerca de alguns meses parar ficar pronta: lâmina de barbear, agulhas de costura e uma faca de modelagem.
Sua matéria-prima: lápis nº2.
Sobre sua arte, Dalton diz: “Eu uso a agulha de costura para fazer furos ou cavar o grafite. Eu crio linhas e transformo o grafite lentamente na minha mão“. Como todas as pessoas incrivelmente talentosas, ele faz uma coisa incrivelmente complexa parecer fácil, né?
Pra completar ele nem usa lupa. OK então.
Vale dar mais uma olhada no que ele faz de legal impressionante.

























