Arquivo da categoria: Internet

Como surgiram os primeiros “GIFs” em 1800

Já que o blog deu uma respirada (que pode ou não ser seu último suspiro, nunca se sabe), resolvi sair da inatividade e fazer um post também. E pra isso, nada melhor do que um dos meus temas favoritos no fabuloso mundo virtual: GIFs.

Você realmente acha que a internet já produziu algo melhor que isso?

caio na buatchy

Ou isso?

dumbledore-party-hard

Ou, ainda, isso?

recalque

Pois bem, se você ainda está pensando, eu respondo:

av-brasil-nao

Então vamos ao que interessa.

O ponto principal aqui é justamente o começo equivocado desse post. Não, não existe nada mais divertido na internet do que os GIFs, isso continua sendo verdade.

Mas o fato é que os “Graphics Interchange Format”, famosos GIFs, não foram inventados com a internet. Nope. Eles nunca dependeram do modem, muito menos da internet discada. São, inclusive, até mais velhos que o próprio telefone.

Tábua de Cera da Roma Antiga (do tamanho de um, adivinhe, iPad)

Tábua de Cera da Roma Antiga (do tamanho de um, adivinhe, iPad)

Pois é, meus caros. Antes que pudéssemos perder horas, meses, dias, anos no Como Eu Me Sinto Quando, a galera já era fascinada por imagens em looping. E como desde a era Romana sempre as redes sociais já estavam por aí, os GIFs também deram lá o seu jeitinho de aparecer.

O GIF no formato que conhecemos (na telinha do computador, usando imagens gráficas repetidas) surgiu em 1987, quase junto com a popularização da internet. E, acredite, ele ganhou a galera por uma razão muito menos divertida que a atual: sua forma de compressão de dados possibilitava que imagens ~grandes~ fossem baixadas em ~menos~ tempo. Um GIF animado é formado por várias imagens GIF compactadas em uma só.

Mas voltando aos GIFs do século XIX, é claro que esses dependiam da habilidade de artistas. Eles, por sua vez, contavam com ferramentas ópticas, instrumentos como o fenacistocópio ou o traumatópio. Basicamente dispositivos como aquele bom e velho desenho sequencial que a gente faz no caderninho e depois passa as páginas rapidamente e vê a historinha acontecer (a.k.a. flip book).

É provável que esses avós dos GIFs tenham surgido de um velho desafio: como fazer imagens estáticas se moverem? Como fazê-las dançar? Pensando em fotografias que se mexem e imagens que se sucedem, não dá pra não cair no cinema.

A história é longa e rica, mas poderia acabar esquecida não fosse a paixão de alguns entusiastas da imagem em movimento, como Richard Balzer, um americano que coleciona todo tipo de dispositivo óptico desde novinho. Ele tem até um museu virtual, o The Richard Balzer Collection. Mas é aqui que entra um problema: na era dos GIFs, como fazer as pessoas se interessarem por algo estático e velho?

A ajuda de um jovem animador (Brian Duffy, provavelmente um amante dos GIFs) possibilitou que gente como a gente conhecesse o início do processo que culminou em um dos ícones da cultura pop.

buffy-referencia-pop

E esse é o resultado que eles tiveram e que nos mostram como eram esses tais old GIFs.

(Perceba que eles tinham um quedinha por imagens do DEMO)

dick-balzer-tumblr-old-gif-Zoetrope - France - 1870

dick-balzer-tumblr-gif-demo2

dick-balzer-tumblr-gif-demo

dick-balzer-tumblr-gif-capoeira

Zoetrope: "The Wheel of Life" (que eu carinhosamente apelidei de "Capoeira"

Um Zoetrope: “The Wheel of Life” (que eu carinhosamente apelidei de “Capoeira” por causa da GIF acima

 

dick-balzer-tumblr-gif-esqueleto

dick-balzer-tumblr-old-gif-Phenakistoscope - France - c. 1835

dick-balzer-tumblr-gif-bolinha

dick-balzer-tumblr-gif-círculos

 

 

Essas são imagens de GIFs dos idos de 1830. Isso talvez ajude a explicar a tal fixação com os demos, acima destacada.

Pra terminar, fica um vídeo legal que mostra mais ou menos como esses bagulhinhos pré-históricos funcionavam.

Só mais dois comentários visuais (porque é assim que eu penso nos GIFs):

1. Pra você que não sabe apreciar a arte escondida nos GIFs.

damon-WHAT

2. Pra você que adorou escrever um post sobre GIFs.

Tina-Fey-self-high-five

Como seria se os sites mais famosos da internet fossem pessoas (e fizessem uma festa)

Que a internet é uma ~festa~ todo mundo sabe. Você acha de tudo, e tudo ao mesmo tempo. Até por isso, às vezes (só às vezes) fica difícil se concentrar enquanto está trabalhando. Apesar disso, são as referências que você passa o dia vendo, os textos que você lê e as pesquisas que você faz que podem te ajudar a ter aquela ideia genial (ou nem tanto).

Mas imagine o seguinte cenário: uma festa estranha com gente esquisita de verdade, com aqueles sites que você visita diariamente transformados em pessoas (e expressando a personalidade que você imaginou que teriam). Foi justamente isso que o pessoal do Cracked fez.

Eles têm na realidade uma série chamada “Internet Party”, mas a parte 3, lançada recentemente é  sen-sa-cio-nal.

Tem todo mundo.  Instagram, o hipster. Facebook, a popular que conhece a geral. Google, o geek-moderninho-prestativo. WeKnowYorMeme que pega todas – absolutamente todas – as piadas. Kickstarter, o pidão. Pinterest, que fica espalhando pins por aí, e mais.

Vale muito ver.

A melhor parte: o autocomplete do Google, sem dúvidas. (Com menção honrosa pra troca de roupa do Facebook.)

E aí, se eles fossem pessoas quem você iria querer como amigo?

#FirstWorldProblems: do meme à realidade

Você já deve ter topado por aí com algum meme do segmento “Problemas do primeiro mundo” (o que pode ser uma releitura digital do bom e velho “pobre menino rico..“). Você pode até mesmo ter mandado algum desses para seus amigos. Ou usado a #hashtag no twitter.

Mas provavelmente não os viu sendo usados como a seguir.

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Como fazer um viral

“Faz um viralzinho aí”

Se você tem um pouco de noção de como funciona a Internet e as social medias, você tem também alguma noção do quanto essa frase está errada. Em todos os níveis possíveis. Ops, estava errada. a Buyral criou uma solução miraculosa para os problemas de todos os clientes: eles contratam estagiários, idosos e crianças para clicar no seu vídeo. Não, eles vão além. Eles aproveitam qualquer botão físico da vida real – elevador, celular, interruptor – para transformá-lo em uma ferramenta que leva cliques a você.

“Um dia, nós não precisaremos do usuário”

Toda essa brincadeira é, obviamente, uma crítica. Vale a pena forjar um viral se as pessoas não estão nem aí pra ele?

Por que você tem que ver o último capítulo de AVENIDA BRASIL

Avenida Brasil chegou ao fim. Uma parte de mim se entristece (principalmente pelas propagandas chatíssimas de #DormeJorge com a “Nada Consta” – valeu twitter, haha) e a outra fica feliz ao pensar que poderei voltar à vida a partir da semana que vem.

E diante de tanto alvoroço a respeito do fim de um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira, eu, noveleira que sou, resolvi listar alguns dos motivos que explicam um pouco tão bons resultados.

Você vê isso e já solta um “Oi, Oi, Oi”

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Por que você tem que ver o último capítulo de AVENIDA BRASIL, pt 2

Esse post deveria ser “uma parte” do post aí de cima. Lá estão listados 10 motivos (sérios) que explicam o sucesso da novela Avenida Brasil e a seguir estão 5 motivos ~cretinos~ desse sucesso.

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Know or Never, um blog-dicionário de novidades

know-or-never

Poucas coisas se comparam à felicidade de encontrar um bom blog. Ok, eu estou exagerando, mas topar-se com uma nova fonte de informação útil sempre é bom e agrega.

Know or Never é desses blogs que merecem ser repassados. Criado em 2006 por Bruno Altieri mas só descoberto este ano por mim, o blog é um verdadeiro dicionário de novidades. Ou seja, redes sociais inusitadas, aplicativos inúteis porém desejados, websites suicidas, produtos que reinventam hábitos de higiene, tendências esportivo-urbanas  e outras doideiras criadas pelo mundo estão compiladas no Know or Never.

Vale perder alguns minutos no blog. Confere .

know-or-never-2

Ps: mais uma indicação de nosso brother Eduardo Vieira, assim como este e este post.

O que você diria para o seu “EU” do futuro?

Veja bem. Há 20 anos, Jeremiah McDonald tinha 12 anos. Ele parecia ser uma criança hiperativa. E criativa. Um dia, resolveu que gostaria de bater um papo com o Jeremiah do futuro, já adulto e, quem sabe, bem-sucedido. Então ele gravou um vídeo. Um VHS. E para sua sorte, o Jeremiah do futuro, agora com 32 anos, ainda possui um videocassete para poder completar o diálogo do tempo.

É genial. Dá vontade de fazer um também. Mas o que você diria para o seu “EU” do futuro? Se quiser fazer uma tentativa, tente o e-mail do futuro.

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