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Neste sábado, não entre no Twitter | #TwitterBlackout contra a censura na rede social
Ah, a Internet! Desde que ela surgiu, há poucos anos, as mudanças na Comunicação ficaram cada vez mais rápidas, assim como na Tecnologia. As coisas avançam mais rápido do que o tempo que as pessoas levam para dominá-las. Por isso, nós estamos sempre atrasados em relação à tecnologia. E vamos ficar cada vez mais atrasados, porque as inovações acontecem de forma exponencial.
A Internet mudou rapidamente o processo de Comunicação. Primeiro o e-mail, depois o mIRC, ICQ, MSN… e hoje, as redes sociais. Twitter e Facebook já mostraram que podem ser excelentes ferramentas de Marketing, que geram engajamento das pessoas pelas marcas e fazem até com que elas se mobilizem, offline, para fazer dancinhas por você (flash mobs). Com isso, as pessoas viram nesses meios uma outra utilidade. Elas poderiam se organizar, ali, para qualquer finalidade: PROMOVER (marcas, políticas, celebridades, filosofias, comportamentos…) ou DERRUBAR (marcas, políticas, comportamentos, filosofias, governos…). Opa, você disse governos? Bora lá derrubar esse governo?
E foi assim que as redes sociais ajudaram alguns países a se livrar de longas ditaduras (Primavera Árabe). E foi assim que elas passaram a ser temidas. E foi assim que começaram os ataques.
Ok, os fatos que vamos discutir aqui não têm necessariamente uma ligação direta com os acontecimentos da Primavera Árabe, mas não podemos negar um provável desencadeamento de fatos. Uma coisa sempre leva à outra.
Esta semana mesmo vimos a Internet se mobilizar contra a SOPA, um projeto de lei antipirataria dos Estados Unidos que promete tirar da web todo conteúdo com direitos autorais que está sendo veiculado sem autorização e, com isso, ter o poder de mandar na Internet do mundo.
E agora, o Twitter decepciona e diz que vai implantar uma política de censura de tweets. CEN-SU-RA. “A partir desta sexta-feira, nos fornecemos da capacidade de bloquear de forma retroativa conteúdos em um determinado país”, é o que dizem. “O que se podia esperar de uma companhia que recebe investimentos de magnatas da Arábia Saudita?”, é o que diz a oposição, representada aqui pelo grupo Anonymous.
Ok, a Internet precisa ser regulamentada. Mas regulamentar não significa censurar, bloquear ou proibir. E censurar tweets pode ser apenas o começo. É por isso que precisamos nos revoltar e xingar muito no Twitter, enquanto pudermos.
É por isso que o grupo Anonymous está preparando para amanhã (sábado, 28 de janeiro), o #TwitterBlackout, um dia de boicote à rede social dos 140 caracteres. Um dia vazio, silencioso e parado para os passarinhos. Um dia sem Twitter.
NESTE SÁBADO, NÃO ENTRE NO TWITTER.
Links úteis:
Censura no Twitter decepciona usuários da rede social
O que é a SOPA?
Você achava que SOPA e PIPA eram ruins? Conheça o ACTA, acordo internacional que promete limitar a Internet
“Menos Luiza, que está no Canadá” e outros bordões da internet
Não raro, frases épicas (ou, na maioria dos casos, #epicfail) saem de vídeos no youtube e caem na boca da galera no dia a dia.
A última delas, conforme o título deste post adianta, é: “Menos Luiza, que está no Canadá“.
Vale uma explicação… quem é essa tal dessa Luiza que está no Canadá e o que diabos eu tenho a ver com isso?!
Luiza é filha de um colunista social da Paraíba que fez uma propaganda para um empreendimento imobiliário e levou toda a família, menos Luiza, que está no Canadá.
Sim, a propaganda fala justamente isso. Se você ainda não teve a oportunidade de ver, veja:
Por alguma razão que a vida inteligente na Terra desconhece, a tal da frase sobre a Luiza caiu no gosto troll/popular brasileiro. Ok, não é exatamente um mistério, né, gente?!
Google Plus abre espaço para páginas corporativas, mas função vem com problemas
O Google Plus – aquela rede social para a qual todos queriam um convite e onde hoje rolam bolas de feno -, finalmente lançou uma opção para empresas, marcas e bandas. São as páginas, nada muito diferente das fanpages do Facebook.
E já está todo mundo correndo para criar sua página por lá, só pra ver no que vai dar, né? É que, apesar de o Google+ tender para o segundo plano, esta é, certamente, a rede social preferida do Google, o que significa que ela provavelmente vai ter uma relevância muito grande nos buscadores (leia-se buscador Google).
Muito bem. Além disso, o próprio Google já criou páginas para suas marcas, mostrando o potencial de interatividade. Vamos ver:
Mas a verdade é que o lançamento parece um tanto ‘inacabado’. As páginas não têm a opção de multi-administrador, como no Facebook; não é possível transferir uma página para outro proprietário, como no Facebook; e não é possível personalizar a URL da página, como no Facebook. Fail?
Respondendo às preocupações constantes de alguns usuários, Google+ Community Manager Toby S. disse:
Primeiro, não há nenhuma funcionalidade de multi-admin ainda, mas é uma prioridade para nossa equipe e essa função chegará muito em breve!
Segundo, nossa equipe está trabalhando em uma maneira de transferir a propriedade de página de modo que, se um proprietário da página deixa a sua empresa, a página da marca pode ser mantida. Isso também acontecerá muito em breve.
Mas sobre a personalização das URLs, eis sua declaração:
Eu não posso falar em planos de longo prazo para variação das URLs, mas no momento não é uma prioridade para a nossa equipe e gostaria de continuar sob a suposição de que elas não estarão disponíveis.
Oi? Não ter a possibilidade de personalizar a URL muda muita coisa. Pra começar, já não dá pra divulgar o link fora da internet – por que quem vai querer escrever um link assim https://plus.google.com/b/111082208927639455123 ?? (by the way, esta é a página do Biscoitos Sortidos).
Muito alarde pra pouca novidade. Mas enfim, se você quiser criar uma página no Google+, vá para https://plus.google.com/pages/create.
Agora, só me resta perguntar: Google+, mais um #fail?









