Arquivo da categoria: Notícias

porque a gente precisa saber o que está acontecendo por aí né.

A Iniciativa Nova York: super-heróis da vida real

E eu não estou falando em nenhum nível conotativo. Super-heróis de verdade existem mesmo, do tipo que usa fantasia e tudo mais (acredito que eles ainda não voem como o Superman, no entanto). Enfim, estou falando do tipo de super-herói que você viu em Kickass.

Eles saem pelas ruas ajudando mendigos, salvando cachorrinhos e, talvez, até evitando um pequeno-médio crime. Cada um tem a sua história, o seu porquê. E por mais bizarros* e doentes que eles possam parecer, são apenas voluntários que andam pelas ruas para fazer o bem.

 “Sou apenas um homem vestindo um traje. Mas estou tentando fazer o que nós todos deveríamos tentar, tornar a vida de todos um pouco melhor” (Samaritan Prime, super-herói da vida real)

Hoje, eles são tantos, que um grupo se organizou nos Estados Unidos, há 10 anos, para reunir essa “Liga da Justiça“. Com vocês, o heróis da The New York Initiative (Iniciativa Nova York).

Foto: Folha.com

Foto: Folha.com

Leia o resto deste post

Apple abre programa de trainee para selecionar novo CEO que substituirá Steve Jobs


Uma semana após a morte de Steve Jobs, a Apple surpreende a todos e abre processo seletivo para encontrar seu novo trainee. No entanto, este não será um novo funcionário qualquer. O concurso selecionará, exatamente, o jovem que subistituirá o gênio Steve Jobs.

Qualquer pessoa, de qualquer nacionalidade, pode se inscrever. Ao ser questionada sobre o perfil ideal do candidato, a empresa explica que, embora o novo Steve tenha que morar na Califórnia – local dos headquarters da Apple Inc. – possuir inglês fluente não é um pré-requisito.

Tim Cook e Steve Jobs

Conforme comenta Tim Cook, atual CEO da empresa, “características como pró-atividade, liderança e espírito inovativo são muito mais difíceis de construir em um homem que fazê-lo aprender inglês”. Ou seja, para ser o grande selecionado, o importante é possuir uma personalidade completamente alinhada com a marca Apple.

Cook ainda diz que o novo CEO estará ao seu lado nos momentos de decisão da empresa desde o primeiro dia. Obviamente, o novo trainee Apple não decidirá quais rumos a empresa tomará a partir do momento de sua seleção. Ele precisará primeiro passar pelo chamado “processo de aprendizagem e imersão Apple”, durante cinco anos. Após este período, ele já participará do conselho diretor, podendo assim, influenciar nos passos da empresa.

Claro que ser o novo Steve compensa financeiramente. Além do salário que um trainee Apple deste nível merece, uma pequena bagatela de ações da empresa – que estão entre as mais valiosas do mundo – serão “doadas” ao grande selecionado.

Veja todos os detalhes e inscreva-se para ser o novo CEO da Apple aqui.

Garotos raspam a cabeça em solidariedade a amigo doente

Quando eu vi essa reportagem hoje, eu me lembrei de uma das propagandas que eu acho mais lindas ever.

O caso:

Amigo de infância de Arthur, diagnosticado com sarcoma (um tipo raro de câncer) poucos meses atrás, Lucas prometeu que caso o colega ficasse muito triste quando o cabelo começasse a cair devido à quimioterapia, ele iria também raspar a cabeça.

Sua ideia se espalhou pelos garotos da sala e todos eles também ficaram carecas em solidariedade a Arthur. Achei isso fantástico. A gente às vezes vê isso em filme ou até em propaganda, mas na vida real é um pouco mais raro.

E, por isso, é ainda mais lindo (e impressionante). Veja aqui:

Leia o resto deste post

Em Curitiba: Bar do Carioca recebe doações para as vítimas das enchentes no Rio de Janeiro

Um peso, duas medidas

Enquanto vemos por todos os lados os defensores da “liberdade de imprensa”, reclamando pra quem quiser ouvir da política que ameça a volta do AI-5, um fato estranho acontece.

Aliás, fatos estranhos acontecem. Sim, enquanto todo mundo mete a boca pra falar que todo cidadão tem o direito de se expressar, os dois maiores jornais do país – só isso, os dois MAIORES impressos do PAÍS – cometem atos de censura clara e simples.

Comecemos pelo mais recente. O Estadão, (O Estado de São Paulo) quase (?) mandou embora a jornalista que ousou ter uma opinião contrária à do jornal, que declarou abertamente seu apoio ao candidato José Serra pouco tempo atrás. Maria Rita Kehl quase perdeu o emprego por defender os “absurdos assistencialismos” do governo. Duas versões correm na net: 1. que agora ela terá seus textos “analisados” antes da publicação; e 2. que ela foi, de fato, demitida. E tem uma por fora, mais provável: ela pode ter sido ‘só’ afastada.

Censura? Não, que isso. Censura é o que a Folha (Folha de São Paulo) fez com seu site-irmão, o Falha de São Paulo (que já é genial só pelo título). Acionou a justiça, alegando uso ilegal da marca, e impôs multa de 1000 reais por dia enquanto o site permanecesse no ar. A galera tirou, claro. Mas agora ainda têm um processo de 80 folhas pra analisar e descobrir como se livrar dessa.

O que tinha no site que pudesse incomodar tanto? Uma “releitura” do premiado comercial da Folha que falava ser possível contar uma mentira dizendo apenas verdades e, no fim, mostrava o Hitler. A nova versão mostra o Serra e diz: “Folha, não dá pra ler”. Ah, vai… é engraçado. É um site de humor, só isso. Não deveria gerar uma mobilização de um dos maiores veículos midiáticos do nosso Brasil.

Mas gerou.

 

Autoexplicativo.

 

E estão usando a mesma advogada que usaram em outros grandes casos, como para defender José Simão. Aliás, ele pode. Os outros não. Que fique bem claro: eu adoro o Macaco Simão, leio a Folha (online, é verdade) todos os dias, gosto de dar um pulinho no Estadão. Mas com os acontecimentos recentes me decepcionei profundamente com ambos. Principalmente com o episódio do Estado, que se voltou contra “um dos seus”.

E aí, onde vamos parar? Daqui a pouco tão fechando o Biscoitos também. Mentira, não somos tão importantes haha. Mas sério, é hipocrisia. Então é assim? Liberdade pra imprensa só vale quando eu quero falar. Quando é pra falarem de mim, não! Dois pesos e duas medidas. Ou, na expressão menos charmosa mais correta: um peso, duas medidas.

(Por ironia, o artigo da Maria Rita Kehl no Estadão se chamava “Dois pesos…” e você pode conferi-lo aqui.)

Atualização 1: Faltou uma hipótese, bem lembrada por amigas: é tudo uma jogada política ou de alguém sem muito o que fazer. Parece mais crível. Mais sensato do que uma atitude descabida dessas… portanto, assim que souber realmente o que se passou esse post será atualizado.

Atualização 2: O jornalista Xico Sá diz ter “fonte segura” e afirma que Maria Rita não foi ou será demitida, mas a partir de agora não deverá escrever mais sobre política, apenas psicanálise.

Atualização 3: De acordo com o Terra, Maria Rita Kehl foi “convidada a sair” por ter acabado seu ciclo no Estadão. A Entrevista com a psicanalista pode ser lida aqui.

Links relacionados:

Boteco Sujo (que conta o caso inteiro do Falha de São Paulo, muito bom)
O valor do pluralismo, excelente artigo de opinião no Estadão, por Eugênio Bucci

Publicado por: Lê Scalia

Está dada a largada…

As eleições presidenciais marcam o segundo semestre de 2010, aqui no Brasil. Passada a euforia da Copa do Mundo, o foco do noticiário (do sério, não do Goleiro Bruno) volta novamente ao país, e as eleições já são temas de páginas especiais dos principais jornais. O triângulo Dilma-Marina-Serra já está formado, e a campanha, que começou oficialmente no último dia 06, será crucial no sentido de definir o rumo eleitoral do país.

Já escolheu o seu?

A grande novidade este ano é a utilização liberada da Internet por candidatos e partidos políticos. Com certeza, um amplo espectro de opções de análise se abre para os eleitores com esse fato.

De qualquer forma, não é bem disso que eu quero tratar hoje. A campanha que eu quero fazer não é para nenhum candidato: é em relação à imprensa.

Nos últimos posts se discutiu muito por aqui o poder da mídia, o controle que ela exerce ou não, a capacidade de divulgação de inverdades em seus meios. O fato é que em época de eleição presidencial a mídia tradicional assume um papel político na disputa – como qualquer empresa particular, interesses, afinidades políticas e acordos sustentados pelos seus proprietários são levados em conta na produção do sua mercadoria, no caso, notícias, reportagens, textos e imagens. E pro inferno o compromisso jornalístico – tá, talvez ele ainda se mantenha nas redações, mas absolutamente há preferências por candidato A ou B na mídia tradicional, e isso se reflete no noticiário.

É notado que os últimos 8 anos transformaram o Brasil, e não por acaso. O presidente Lula – talvez os leitores não concordem – foi o melhor presidente da história do país, e não sou eu que digo isso, são os fatos, os números, os dados, o Obama. E também é notado que nos últimos 8 anos a mídia tradicional – aqui, incluo os três maiores jornais do país, a maior rede de televisão, e a revista nacional de maior circulação - desrespeitou, e creio que essa seja uma palavra correta, o presidente e seus partidários.

Coberturas tendenciosas, afirmações falsas, articulistas desconhecidos que proferiram aos quatro ventos mentiras sobre a pessoa do presidente, assassinatos de reputações gratuitos. Essa é a rotina da cobertura política nos últimos anos. Talvez, a maior frustração do seleto grupo que comanda essa mídia tradicionalista seja o índice de aprovação de Lula.

Bem, falei que não faria campanha. O que eu quero reforçar, e que fica como uma dica para quem se interessar por esse assunto, é o seguinte: leia, ao mesmo tempo em que se informa por meio da mídia tradicional, a crítica dessa mídia. No final do post vou listar alguns sites de crítica muito legais.

Geralmente, ela é feita por jornalistas profissionais, que muitas vezes trabalham ou trabalharam na grande mídia, e que analisam matérias, coberturas e reportagens com olhos mais experientes, críticos, e principalmente independentes. Essa independência é muito importante, e a Internet desempenha papel fundamental nesse sentido. A relevância dessa leitura é adquirir outros pontos de vista que não sejam controlados, influenciados ou “editados” pelas grandes corporações, e consequentemente filtrar mentiras e exageros, para os dois lados.

Links relacionados:

A radicalização do discurso político, do Blog do Nassif.

O diploma, a liberdade e o “controle social da imprensa”, por Ricardo Kotscho.

A velha mídia finge que o país não mudou, no Observatório.

Conheça sites de crítica da mídia:

Observatório da Imprensa

Conversa Afiada – Paulo Henrique Amorim

Blog do Luis Nassif

Brasília, Eu Vi – Leandro Fortes

Viomundo – Luiz Carlos Azenha

Esses são os mais famosos. Navegando, facilmente você encontra outros links que podem ser úteis.

Posts relacionados:

Comunicação: Ciência ou Teoria da Conspiração?

Na toca do Coelho.

Conversando sobre Comunicação, Política e algo mais

A raiva da direita americana sobre o futebol

Aproveitando que a Copa do Mundo ainda não acabou, mas acabará certamente nesse domingo com a Holanda campeã (queimarei a língua?), vamos falar mais um pouco sobre futebol, mais especificamente nos Estados Unidos.

Nunca tive o prazer de visitar a estimada América do Norte, mas quero muito crer que as opiniões que eu vou demonstrar aqui NÃO se apliquem ao povo americano, mas sim apenas àquela parcela extremamente conservadora dele.

Nós amamos isso, não amamos?

No último dia 16, o Estado de S. Paulo publicou uma notícia com o seguinte título: “Copa é alvo da extrema direita dos Estados Unidos“. Nela se fala que o futebol, ou o soccer, está sendo constantemente atacado pela mídia conservadora do país. A maioria dos comentários ataca o esporte como algo “de pobre”, “hispânico”, e que é ligado às “políticas socialistas do governo Obama”.

Os comentaristas conservadores ainda falam que o futebol é o esporte mais chato já inventado na história, que os americanos “não queremos gostar disso”, que o gosto pelo esporte no país é “enfiado goela abaixo”, e que a mídia liberal nunca se sentiu confortável com o “American exceptionalism”. Sim, existe um termo que eles cunharam através da história para se denominarem, digamos, especiais.

Teimoso que sou, fui atrás dos sites e blogs desses caras e infelizmente vi que a realidade é talvez pior do que o jornal brasileiro contou.

O analista Glenn Beck, da FoxNews, disse em um dos seus vídeos que o futebol é o pior esporte do mundo. Pior até que o “curling”. E que o futebol promove uma coisa que os outros esportes não promovem: stampedes. Em uma tradução livre, debandadas. Clique aqui para ver o próprio Glenn Beck falando isso no seu programa (vale a pena, apesar de ser extremamente irritante. O cara parece o Peter Griffin, do Family Guy).

Matthew Philbin, do centro de pesquisas de direita Culture and Media Institute, compartilha da opinião de Beck. Ele fala do tal do “American exceptionalism” como a “crença de que os Estados Unidos é um país único entre as nações, um líder e uma força do bem”. E compara a rejeição ao futebol com a rejeição ao socialismo.

O que os dois senhores, e aqueles que acompanham esse raciocínio, não lembraram, é que a partida entre Gana e Estados Unidos pelas oitavas-de-final da Copa 2010 foi assistida por 19,6 milhões de pessoas. Mais do que as cinco primeiras partidas das finais da NBA, mais do que a média da World Series da MLB de 2009, mais do que a Daytona 500, principal evento da Nascar. What the hell is wrong? Nada, ué.

Creio que os dois senhores que se propuseram a dedicar tamanho espaço do seu valioso tempo apreciam o nobre esporte do beisebol. Desculpa, mas alguém aqui já conseguiu aguentar ver um jogo inteiro de beisebol? É, sem dúvida alguma, a coisa mais chata do universo.

Mas tudo bem. O que eu queria mostrar é que dentro da “Free Land”, da América livre e tudo mais que eles pregam, há posicionamentos ridiculamente reacionários, ultrapassados e preconceituosos. E alguns deles, como esse, pegam no nosso “ponto de raiva”, não pegam?

Leia mais sobre a relação da direita americana com o futebol:

Esporte Fino – Sucesso do futebol nos EUA revolta a direita americana

The New Yorker – The Name Of The Game (artigo, em inglês, naturalmente, que dá um excelente ponto de vista diferente do reacionário apresentado no post)

O Estado de S. Paulo – A Copa dos Americanos

Posts relacionados:

Copa do Mundo e jornalismo esportivo: jornalismo?

Sentimento Afrobrasileiro

Como invejamos a Copa do Mundo

Copa do Mundo e jornalismo esportivo: jornalismo?

Passada a decepção inicial após a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo da África do Sul, parece que paira entre os torcedores do país do futebol um sentimento de “eu já sabia”. Todos sabiam que Felipe Melo seria expulso, um dia. Todos sabiam que Kaká não aguentaria todos os jogos. Todos sabiam que se o time que Dunga montou – que ao contrário do que pensam muitos, não era ruim – não funcionasse em algum momento, tudo estaria perdido, pois não haveria opções. E como todos sabiam disso, não é isso que vou falar.

A proposta, a um jornalista, de escrever para um blog essencialmente sobre publicidade parece bastante interessante, não parece? Também acho. Dessa forma, vou dar meu pitaco sobre jornalismo aqui, no Biscoitos.

Já foi comentada aqui a “briga” entre Dunga e a imprensa durante a Copa. Antes de tudo, deixo claro algumas coisas. Sim, o Dunga foi mal educado e exagerou nas respostas. Sim, ele errou (durante toda sua estada como treinador da seleção) ao generalizar e colocar toda a imprensa brasileira e mundial no mesmo saco de lixo que colocou as Organizações Globo.

De qualquer forma, Dunga levou, com a sua má educação e tudo mais, a um questionamento de vários críticos ao jornalismo esportivo brasileiro. Compartilhando do brilhante ponto de vista do jornalista Leandro Fortes, o jornalismo esportivo no Brasil já não é mais jornalismo. Segundo Fortes, deixou de ser quando Fernando Vannuchi (aquele que em 2006 apresentou seu programa na RedeTV! completamente bêbado após a eliminação da seleção brasileira) iniciou seu trabalho na Rede Globo em 1986. Seu lema “Alô você!” se tornou a legenda do jornalismo esportivo – especialmente o televisionado – no Brasil. Desde então, tudo que envolve esportes para a emissora e aquelas que a seguiram é sinônimo de entretenimento. Os programas e reportagens esportivas passaram a uma linguagem de talk show tosco, com um bom humor extremamente forçado e com uma vontade enorme de ser engraçadinhos. Por curiosidade, a Central Globo de Jornalismo é uma coisa, e a Central Globo de Esportes é outra.

Especialmente desde 2002, quando a cúpula da Globo finalmente conseguiu convencer o Ricardo Teixeira a permitir a entrada de um jornalista no ônibus da seleção, a cobertura da emissora sobre a Copa se transformou num show. Como diz Fortes, num reality show. A escolhida foi Fátima Bernardes, e nós lembramos o resultado.

O programa mais chato da Tv Globo inverte um papel que os jornalistas de alma pura diziam fundamental. O jornalista não pode virar notícia. E virou.

Dunga, então, com seus carrancudos um metro e setenta e qualquer coisa, chegou na África do Sul e disse: “Sem essa palhaçada de exclusiva. Ou falo para a imprensa, ou não falo. Nem eu nem nenhum dos jogadores que trouxe, se não isso aqui vira a zona que aconteceu em 2006”. Renato Maurício Prado e todos os outros 250 profissionais das Organizações Globo enviados para a cobertura da Copa 2010, naturalmente, ficaram chateados, talvez pela primeira vez na história. Com seu estilo grosseiro, Dunga fez cair por terra o espetáculo forçado produzido em torno do esporte pela Globo e afiliadas. Elas teriam, de uma vez por todas, que praticar, simplesmente, jornalismo. Falharam.

*Manipulação é a palavra errada. O título do vídeo deveria ser: Editorial das Organizações Globo sobre o episódio com Dunga.

O que eu quero apontar é que Dunga, mesmo com toda as suas falhas, talvez tenha aberto um caminho na crônica televisiva que envolve o esporte. Porque este, principalmente o futebol, não é brincadeira no país. O futebol, aqui, representa muito mais do que qualquer jornalista da Globo pode resumir num sorriso forçado, num estúdio colorido. Vale ressaltar que há talentos no jornalismo esportivo da TV. Porém, muito menos do que gostaria.

Leia mais sobre a relação entre Mídia e Copa do Mundo:

Brasília, Eu Vi – A nova Era Dunga: o fim do besteirol esportivo

Observatório da Imprensa – Alberto Dines – O rancor da imprensa

Observatório da Imprensa – Luciano Martins Costa – Paraguai, grosseria e preconceito

Posts relacionados:

Ser grosso é a regra.

Sentimento Afrobrasileiro.

Como invejamos a Copa do Mundo.

Este post foi uma contribuição de: Guilherme Sobota.

Tempo ao Tempo

Essa é uma das expressões mais gastas da Língua Portuguesa. Todo mundo diz em algum momento da vida, mas, infelizmente, não é todo mundo que reconhece e a aplica de acordo com o seu verdadeiro valor.

Já algum tempo o SBT começou aquele programa Qual é o Seu Talento? com crianças. Funciona exatamente como com os adultos: elas se inscrevem e mostram o que sabem fazer. Ou o que acham que sabem fazer. Ou o que os pais acham que elas sabem fazer. Ou o que os pais delas querem que elas façam. E isso, em qualquer dessas possibilidades, gera uma série de… Consequências.

Eu, particularmente, me interesso muito por estudos a respeito do desenvolvimento de crianças, o desenvolvimento da criatividade e todos os métodos educacionais que são aplicados a elas durante esses primeiros anos que são os mais importantes. E dentre todas as coisas que eu li a respeito desse assunto, algumas me chamaram especial atenção porque eu vejo elas acontecerem o tempo todo. Algumas são clássicos: os pais projetam as suas frustrações nos filhos e pressionam eles para conseguirem coisas que eles não conseguiram. É normal e a psicologia não vê isso como maldade, mas sim como um processo inconsciente. Outra linha de raciocínio, e que serve para o que eu quero dizer com esse post, começa a ser explicada com o desenvolvimento da tecnologia e, principalmente, com o acesso facilitado que todos temos a ela. Os nossos pais nasceram em contato, no máximo, com a televisão. As crianças, hoje, nascem rodeadas de dispositivos. São celulares, televisores, aparelhos de DVD, vídeos games, palm tops, comandos de voz, babá eletrônica e por aí vai. Com isso, elas desenvolvem propriedades cognitivas diferentes das dos pais. Porque elas tiveram mais acesso, nasceram com isso. É natural elas serem “mais espertas” quanto ao uso de toda essa tecnologia. Elas não são melhores que as crianças que nasceram na década de 50. Não são mais inteligentes. As crianças não são “Super-Crianças”, como os pais delas querem que elas sejam.

Essa “vantagem” que elas mostram no manuseio de aparelhos faz o cérebro delas fazer uma série de conexões que as crianças que nasceram nos anos 50 não faziam, é verdade. Mas isso é normal, dada a circunstancia. Se fosse ao contrário – as crianças dos anos 50 nascendo hoje – o desenvolvimento seria semelhante. Isso quer dizer, mais uma vez, que não existem Super-Crianças. Existem condições de desenvolvimento diferenciadas.

Pior do que os pais acharem que têm Super-Filhos é pressioná-los para que eles sejam ditos, e vistos, assim. Mais uma vez, a psicologia não aponta esse tipo de comportamento como má fé. Muito pelo contrário. “Todos os erros que a gente comete é tentando acertar” – como dizem minha mãe e meu pai.

E não há de fato nada de errado nisso. O errado começa quando aquele primeiro “empurrãozinho” vira um “empurrãozão”, e a criança começa a ser pressionada por muitas outras coisas. Inclusive para ser coisas que ela não é. Como, por exemplo, adulta, que é o que a gente têm visto no Qual é o Seu Talento?, do SBT.

Olha só:

Ela tinha dado uma mine entrevista que está cortada nesse vídeo, mas já dá pra perceber.

Depois teve aja famosa Baby Gaga:

E, finalmente, a revelação de quem ia para a final:

Esse comportamento que a gente assistiu no SBT sábado dia dos namorados é um típico comportamento adulto, com o pequeno detalhe de que elas não são. Se elas fossem, já seria estranho. Mas, como elas são crianças, é ridículo, porque é forçado. A gente percebe uma vontade absurda delas de serem Mini-mulheres. Mas, por quê? A única certeza que eu tenho é que esse não é o comportamento natural de uma criança. Se elas estão preocupadas com esse tipo de coisa agora que elas deveriam estar sujas de lama, qual preocupação elas vão ter quando forem adultas?

Eu sinceramente não sei dizer se elas têm talento mesmo. Devem ter, afinal, os jurados entendem do que eles estão falando. Então, se elas são boas mesmo, porque não esperar? O talento delas não vai fugir. Porque não educá-las primeiro, para elas saberem o que realmente importa na vida? Porque não deixar elas brincarem de boneca, para um dia elas terem saudades disso? Porque não formar meninas que dêem valor para as coisas certas e, principalmente, na hora certa?

Todas as crianças têm um futuro brilhante pela frente. Pela frente. Por isso, tempo ao tempo.

Post Relacionados:

A Superfreak do Brasil

Como agir em um terremoto?

Para escutar enquanto se lê: canção especial.

A Terra anda um pouco revoltada. Estamos completando dois meses de 2010 e uma série de desastres naturais já aconteceram. Morrem mais de 200.000 em janeiro no Haitias águas despencaram no Brasilem Portugalum iceberg gigante se desprendeu da AntárticaRio de Janeiro está fritando ovo em calçadaa neve está castigando os vários cantos do Estados Unidos, e agora, nosso admirável vizinho Chile treme 8,8 graus richterianos.

Antes e depois: Palácio Nacional, Haiti.

Antes e depois: Palácio Nacional, Haiti.

Na América Central não está nada muito diferente.  Terça-feira, um 5,6 passou pela Guatemala. Quarta-feira, um 6,3apareceu por aqui. Como não estou no país em cima das placas tectônicas mais tranquilas do mundo e,  como qualquer brasileiro, não estou acostumados comum país epiléptico, a idéia de passar por uma labirintite me assusta um pouco.

Ok, felizmente nada grave aconteceu aqui na Costa Rica. O chão não tremeu aqui para mim ainda (um dia o sofá fez de conta que mexeu, mas não conta), mas com o Globo dançando o tchan eu fico pensando como reagiria, caso acontecesse.

É, preciso me preparar. Fui perguntar pro Google: Como agir em um terremoto? E se eu não estiver em casa? E se estiver dirigindo? E se estou andando na rua, tá susse? Ele me respondeu.

Regras básicas de conduta

Não se desespere, fique calmo. Não saia correndo. Proteja a cabeça. Não utilize elevadores, utilize escadas (problema detectado: descer e tentar sair do prédio ou subir e receber menos concreto sobre a cabeça?).

Em locais fechados

Esconda-se embaixo de objetos fortes, como mesas e escrivaninhas. Busque abrigo perto de pilares e vigas de sustentação do local. Afaste-se de aquecedores de água, botijão de gás, fonte de eletricidade, vidraças, estantes e objetos suspensos. Espere o tremor (do chão ou das pernas?) passar para sair. A estrutura do edifício pode ter sido danificado durante o rebolado, então sem dúvida, saia do imóvel após o tremor. Não queira sair do local de carro, as ruas devem estar um caos e você pode prejudicar as ações de resgate.

Dentro do carro

Se você está em perímetro urbano, próximo de muitas construções, abandone seu carro e procure um local mais seguro (até porque o carro limita sua visão). Mas não, não o deixe simplesmente jogado na rua, procure não bloquear passagem, viaturas podem precisar passar. Se está em um local sem edifícios muito altos, dirija até lugares abertos e ligue seu rádio no noticiário. Evite atravessar pontes e viadutos. Cuidado com fios de alta tensão.

Sob os escombros

Acalme-se, de verdade. Preserve o ar que existe ao seu redor. Mantenha o fôlego. Os salvamentos costuma começar uma hora  após o terremoto, então aguarde um pouco antes de gritar ou fazer barulho para chamar atenção. Exatamente, poupe suas energias.

Lembre-se que você precisa pensar em tudo isso em segundos, já que um terremoto não costuma durar mais que dois minutos. Já que o mundo entrou na onda do Rebolation, pregue seus móveis no chão e cole um post-it na geladeira com seu manual de sobrevivência.

Publicado por Tiago Pizzolo

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.403 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: