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querido diário…

O boêmio que falava Anauê

Noventa anos parece muita coisa, mas, apesar de alguns problemas de saúde, não se pode dizer que ele estava cansado. “Vô, 90 anos passam rápido?”, perguntei uma vez. “Muito rápido”, ele disse.

Noventa anos e uma vida de “várias facetas agradáveis e inegáveis”, podendo-se acrescentar aí um pouco de improváveis. É assim que este rio-pretense de sangue espanhol falava sobre o pouco que lembrava de sua vida, assumindo as loucuras da juventude sem renegar os episódios que as torna tão curiosas.

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O que você vai ser quando crescer?

Essa talvez seja a pergunta que a gente mais ouve quando é criança. É tia, tio, avó, mãe, pai, cachorro, irmão e, se cachorro falasse, ele perguntaria também, com toda certeza. O negócio é que chega um determinado momento da vida que essa pergunta começa vir de outra pessoa: da gente.

Eu mesma tenho me perguntado isso faz bem alguns anos. Bem antes de ter que preencher minha inscrição no vestibular. Só que naquela época, eu costumava ter muita certeza das coisas. Eu queria ser publicitária. E ponto.

Só que ninguém tinha me dito que “ser publicitária” era uma espécie de verbo transitivo, que precisava de um complemento. Mas, tudo bem.

Eu sabia queria ser redatora. Mas redatora de quê?

Como eu não sabia essa fucking resposta, comecei a colocar em dúvida uma série de escolhas que eu já tinha feito, e considerava caso encerrado. Questionei a escolha do meu curso. E cheguei a ter certeza de que não era para eu ser redatora. Chegava no trabalho todo dia pensando que raios eu estava fazendo ali.

o-mundo-da-publicidade

Quem nunca?

Bem que eu queria umas férias no Caribe com sol e vodka fresca, para repensar a vida, mas ficar sem salário foda. Então eu fui levando. E buscando a minha resposta. O mais difícil, que era a pergunta, eu já tinha.

Só que hoje, aconteceu alguma coisa. Alguma coisa sinistra, que me fez despertar da cama com uma certeza céu de brigadeiro. Ou melhor, várias.

Eu quero muito ser uma boa filha. Uma boa amiga.  E mais ainda ser uma boa namorada, até porque eu não estou nem um pouco a fim de medir esforços para que essa verdadeira aventura que eu conheci em um final de semana qualquer dê certo.

Quero fazer apadrinhamento efetivo de uma criança carente e muito trabalho social. Eu quero voltar para o boxe. Quero fazer curso de corte e costura, e quem sabe fazer as minhas próprias roupas. Terminar o livro que eu comecei e procurar alguém que queira publicá-lo.

E ser dona de uma agência especializada em produção de conteúdos para marcar.

É tudo isso que eu quero ser quando crescer, com o pequeno detalhe de que eu já sou grande.

O mais difícil já passou. Já tenho as respostas.

Agora é só fazer.

E “só” mesmo.

Pega essa: Biscoitos Sortidos está em Cannes!

Os Biscoitos Sortidos tem o orgulho de dizer que ESTAMOS NO FESTIVAL DE CANNES!

“Pera, respira e explica: como assim, cara? Vocês vão pra França, é isso?”

Ano passado a Pepsi lançou um projeto intitulado The Sound of Football, que você pode conhecer melhor aqui. Na mesma época, o Biscoitos Sortidos compartilhou essa história no blog.  Meses depois, vemos o videocase da ação inscrito no maior festival de publicidade do mundo – Cannes – e adivinha quem é citado no final como mídia espontânea gerada? Sim, o Biscoitos Sortidos!

É meio segundo e significa muito para a gente. Afinal, we are in Cannes, yeah, we do!

Dê o play no vídeo abaixo e compartilhe essa com a gente! ;)

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3ª Campanha de Cobertores (ou Sem Cobertura III)

Convenhamos, o III ali, em algarismos romanos dá bem mais respeito, né não?! Então deixemos assim, “terceira” mesmo, que nem título de realeza. Afinal, aquela que deve ser nossa última edição da campanha para a arrecadação de verba para comprar cobertores para a doação aqui em Curitiba, deve ser especial.

Esse ano não temos objetivos a cumprir, metas a alcançar. É como foram nos outros dois, quem puder colaborar, ajuda. Em 2010, conseguimos somar em R$ 400, o que deu pra comprar 20 cobertores. Ano passado foi o dobro: R$ 800 e 40 novas cobertas.

Em 2012, a situação é a mesma de dois anos atrás. Tudo que dissemos aqui continua valendo:

“Como é de conhecimento geral, Curitiba-PR é uma cidade bem fria. Nosso glorioso clima é incrivelmente instável, como pode ser visto na análise da Desciclopédia: “ Vai pra Curitiba??? Não esqueça de levar bota, chinelo, calça, bermuda, camiseta, sobretudo, luvas, guarda-chuva e um agasalho, pois você vai precisar de tudo isto em um dia… “.

Pois bem, é verdade. No entanto, no inverno, as variações climáticas do dia são só do nível de frio. Tipo, de manhã congelando, no almoço muito frio, à tarde bem fria e à noite doendo de frio. Sim, eu exagero, mas pra quem veio de uma cidade acostumada aos 40° e sol rachando, eu me sinto no Alasca.”

Tudo que conseguirmos será de bom tamanho. Dessa vez, entramos em contato com algumas ONGs que trabalham com moradores de rua e se tudo der certo (e vai dar!), passaremos todos os cobertores para eles.

Não é grande coisa pensar que alguém vai ter só uma cobertinha pra se proteger desse frio que promete gelar os ossos em Curitiba. Mas ainda é melhor que um montinho de jornais e papelão.

Quando está muiiito frio aqui, à tarde, você pode ver alguns moradores de rua dormindo ao sol nas praças. Aí você começa a pensar no porquê disso. E um belo dia eu entendi porque eles estão dormindo à tarde. Porque, com certeza, à noite, eles estão tentando se manter minimamente aquecidos somente para não entrar em estado de hipotermia. E, juro, não é exagero.

Em um cenário como esse, acho que um cobertorzinho a mais pode fazer toda a diferença.

E como nas outras edições, pedimos R$ 15 ou mesmo cobertores. Sim, tudo inflaciona, menos a nossa campanha. Eu nem vou listar “o que você faz com 15 reais” porque, sinceramente, hoje em dia você não faz mais nada. E quanto às dúvidas frequentes, mesmo esquema:

Previously on B.Sortidos²…

Por que 15 reais?!

Porque, de acordo com nossas estimativas, é mais ou menos esse o preço que pagaremos em cada cobertor.

Por que em dinheiro?

Aceitamos também cobertas, claro. Mas é pela razão que comentamos, às vezes, é mais difícil encontrar um cobertor para doar.

R$15,00 é muito, posso doar menos? (Super didático haha)

Como não somos o Criança Esperança, sim hahaha, aceitamos doações de menor ou maior (há) valor. Sabemos que vida de estudante (e ASSALARIADO) é foda (viu, pai?).

***

E estamos aqui, de novo, pra isso. Pra pedir mais 1x (a terceira) aqueles 15 reais que não vão mudar sua vida mas que podem fazer toda a diferença pra alguém.

As contas para a doação são:

BANCO DO BRASIL
Agência: 0422-7
C/C. 14308-1
Letícia Carísio  Scalia Azevêdo 

(Pode mandar direto pra Poupança no Banco do Brasil, se preferir. Os dados são os mesmos e a variação é 51. Boa ideia participar, hein? #infamelevelasian)

BRADESCO
Ag: 2559-3
Cc:15980-8
Luiza da Silva Rey
SANTANDER
Ag: 3114
Cc: 010791182
Luiza da Silva Rey 

Se você não puder ajudar a gente, ajude de outra forma. Participe de outras campanhas, colabore como puder. O importante é esquentar, do jeito que der, essa era glacial. :)

*Ainda não temos prazo para o fim das doações! 

(O inverno nem começou direito e meus dedos estão congelando, por isso não fui capaz de digitar e colei a maior parte desse post. AHAM, claro, por isso.)

Links relacionados:

Campanha 2010 (I)
Campanha 2011 (II) 

Enquanto a música ainda toca.

Chega um momento da vida que você começa a pensar várias coisas a respeito do futuro. Esse momento já chegou pra mim, e na verdade ele resolveu ficar por algum tempo. E o engraçado é que eu, insistentemente sempre passo pelas mesmas perguntas.
Será que algum dia eu vou ser realmente boa no que eu escolhi para fazer da vida? Será que eu vou conseguir comprar um carro com o meu próprio dinheiro? Será que a minha casa vai ser legal, tipo essas de revista de decoração? E… Será que um dia eu vou casar? Nessa onda de um final de semana de cada vez, essa perspectiva parece cada vez mais longe. Porque casar significa encontrar alguém e isso tem uma série de pré-requisitos praticamente impossíveis de serem preenchidos por uma outra pessoa. Mas e se a gente for pega desprevenida pelo tempo que demora para dar um “oi, tudo bem?” e é encontrada por alguém que faz os finais de semana passarem cada vez mais rápido? Aquela pessoa que faz você ignorar o futuro e esquecer dessas perguntas todas. Porque o que importa mesmo é ali, agora. O futuro que espere o tempo que for.
E se você foi encontrada por alguém que faz você inverter as prioridades: descanso durante a semana, trabalho pesado nos finais, fazendo tudo o que aparecer pela frente? E se você resolveu ir de encontro a essa pessoa, ignorando o fato de que o carnaval que já estava planejado há muito tempo, sem ele, vai chegando?
Eu ainda não tive coragem de arriscar respostas para todas as outras perguntas. Para elas, eu tenho só muitos desejos. Mas para essa última seqüência, eu me arrisco em um palpite: toda música acaba, mas isso é razão para não aproveitar enquanto ela ainda está tocando?

Não que seja fácil. Não é. Mas já diria Vinícius: “a vida é pra valer”. E é agora. Dá vontade de pegar leve e aceitar a resposta inevitável daquele “onde isso tudo vai me levar” que não cala a boca dentro da cabeça. Mas por quê? A música ainda está tocando.
E independente das escolhas feitas agora, amanhã, depois, daqui um mês ou daqui um ano, importante mesmo é viver uma vida sem arrependimentos. E a vida não é um filme de 2 horas. Ela acontece a cada segundo que não volta nunca mais.
Aquele medo do que pode acontecer, com a certeza absoluta de que tudo vai dar errado, vem. E vem forte. Ele faz o olho encher de lágrima, o corpo arrepiar inteiro e o estômago ficar gelado. Como se não bastasse, ainda traz com ele uma vontade gêmea de ficar e não pensar em nada. Dormir um sono profundo e só acordar quando a suposta pedra no caminho ficar para trás. Bem longe. Mas viver em função dessa angústia toda nada mais é do que desperdício de tempo. E isso sim leva a lugar nenhum.
Se por um acaso um carnaval for mesmo o fim dessa música, eventualmente outra vai começar. Afinal, alguma vez a nossa vida ficou sem trilha sonora?
Mas se esse for mesmo o fim, eu apostaria uma bola de cristal que em algum momento vai bater um arrependimento de não ter aproveitado mais enquanto ainda dava tempo e tudo parecia um clipe de novela das 9. Então… Enquanto a música ainda toca, aumenta o volume aí, e vai. Sem olhar pra trás. Sem olhar pra frente. Só vai, escutando o que está acontecendo agora.

Programa matutino

Ela abriu os olhos devagar, as coisas ainda pareciam meio embaçadas. Divagou se já era tarde o suficiente pra ir trabalhar. Ficou olhando o teto enquanto pensava na conta bancária. Da última vez que conferira o saldo, estava no vermelho.

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Agora com cobertura II!

Siiim, pessoal… nossa campanha (100 Cobertura II) chegou ao fim na última sexta-feira e cá estamos prestando algumas contas (postaremos algumas fotos em breve!).

Antes de qualquer coisa, gostaríamos de agradecer todo mundo que colaborou, que divulgou, que ajudou de qualquer maneira. Acho que podemos dizer que foi um sucesso, considerando que conseguimos praticamente o dobro da verba e dos cobertores do ano passado.

Então vamos lá…

Campanha em números:

Arrecadação total: R$ 780,00

Cobertores comprados (e doados): 39

Pessoas que participaram: cerca de 25

Curiosidade: o taxista ficou bravo comigo e me mandou alugar uma kombi. Sim. E cobrou R$ 1,60 por sacola/bagagem. No fim da corrida, um pouquinho mudado, ele nos deu um desconto de R$ 1,20. Fez por 10zão. Tá valendo, haha.

Bom, fica aqui o nosso muito obrigado a você que doou 15, 20, 30, 50, 60, 90, 100 reais, seja no primeiro dia ou no último. Para alguns, pode até parecer hipocrisia dizer que devemos fazer a nossa parte e isso já ajuda a mudar muita coisa, mas eu acredito nisso. Afinal, como diria Gandhi, “seja a mudança que você quer ver no mundo“. É isso aí, começa por nós.

“No more turning away from the weak and the weary
No more turning away from the coldness inside
Just a world that we all must share
It’s not enough just to stand and stare
Is it only a dream that there’ll be no more turning away?





A história de uma geração

Quando hoje, na última premiere mundial de Potter, o repórter perguntou se JK Rowling tinha uma mensagem para os fãs, os milhões de fãs espalhados pelo mundo, ela disse apenas: “Thank you”.

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100 cobertura II

Hoje a temperatura aqui em Curitiba chegou agradavelmente a . Um enigma pra mim é: como não neva? Aceito respostas pra minha ignorância. De vez em quando a gente vê NY e o hemisfério norte nevando com 5°, e aqui, com sensação térmica negativa, nadica de nada. Mas né, acho melhor não reclamar.

Amanhã, por incrível que pareça, vai ESFRIAR. Eu sei, eu sei… você não acreditava que isso era possível. Mas pelo jeito é.

Onde quer que você esteja hoje no Brasil, você passou frio (não tenho certeza quanto a Porto Velho…). E você tem casa, (muitas) roupas e diversas cobertas… então, não dá nem pra imaginar o que as pessoas que não têm nada disso sentiram, né?

Há aproximadamente 1 ano, fizemos uma pequena campanha aqui no nosso humilde blog. “100 cobertura“, lembra dele?! Se não, clique aqui. Pois bem, ela rendeu! E a gente até fez outro post, divulgando os bons resultados.

Explicando bem resumidamente, nós juntamos doações dos amigos e da família pra poder comprar uns cobertores que foram repassados para pessoas mais carentes (que, como dissemos, sofrem nesse frio de Curitiba).

Naquele post, discutimos sobre o que você poderia fazer com 15 reais. Hoje, com a inflação (…), você não vai nem ver “Piratas 4″ no UCI (18 reais no FDS). Se em 2010 você não conseguia fazer quase nada com 15 reais, as coisas não mudaram ainda.

***

Previously on B.Sortidos…

Por que 15 reais?!

Porque, de acordo com nossas estimativas, é mais ou menos esse o preço que pagaremos em cada cobertor.

Por que em dinheiro?

Aceitamos também cobertas, claro. Mas é pela razão que comentamos, às vezes, é mais difícil encontrar um cobertor para doar.

R$15,00 é muito, posso doar menos? (Super didático haha)

Como não somos o Criança Esperança, sim hahaha, aceitamos doações de menor ou maior (há) valor. Sabemos que vida de estudante é foda (viu, pai?).

***

E estamos aqui, de novo, pra isso. Pra pedir mais 1x aqueles 15 reais que não vão mudar sua vida mas que podem fazer toda a diferença pra alguém.

As contas para a doação são:

BANCO DO BRASIL
Agência: 0422-7
C/C. 14308-1
Letícia Scalia 

ITAÚ
Agência: 3701
C/C. 18293-7
Luiza da Silva Rey 

BRADESCO
Agência: 2886-0
C/C. 6254-5
Luiza da Silva Rey 

Se você não puder ajudar a gente, ajude de outra forma. Participe de outras campanhas, colabore como puder. O importante é esquentar, do jeito que der, essa era glacial. :)

UPDATE: Pessoal, fixamos uma data limite para receber as doações: dua 15 de julho. Assim, compramos logo os cobertores, né? Obrigada a todos que estão ajudando com as doações e com a divulgação da campanha!

:D

Hospital Pequeno Príncipe: Toda pessoa grande foi um dia criança

Campanha desenvolvida como Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Paraná para o Hospital Pequeno Príncipe.

O Hospital
O Hospital Pequeno Príncipe (HPP) é um hospital de crianças localizado em Curitiba. Foi inaugurado em 1971 e hoje atente crianças de quase todos os lugares do Brasil. O HPP é considerado uma instituição do 3° Setor, pois depende basicamente de doações.

A Campanha
A pergunta que deu início ao raciocínio criativo foi “Como falar com adultos sobre crianças?”. A partir daí, encontramos dois caminhos que poderiam ser seguidos: 1) usar a criança como moeda de troca – imagens de crianças doentes, apelo emocional
muito forte – ou 2) fazer referência a um universo ‘lúdico e feliz’. Optamos então, pela segunda opção. E o que seria um universo ‘lúdico e feliz’? O universo do Pequeno Príncipe!

Fomos, então, buscar referências na obra de Saint-Exupèry, que pudessem nos ajudar a encontrar uma ideia, um conceito. E encontramos duas referências que nos chamaram a atenção:

1) Toda pessoa grande foi um dia criança.
2) As pessoas grandes enxergam apenas números.

A primeira ideia contém um argumento emocional muito forte, pois pretende sensibilizar pelo lado afetivo, despertando na pessoa memórias felizes de sua infância. Já a segunda ideia contém um importante argumento racional, pois se utiliza dos números do Hospital para informar e persuadir.

Abaixo, você pode conferir algumas das peças da campanha, uma por uma. Basta clicar sobre a figura desejada para visualizá-la em uma nova página.

Se você quiser ver tudo, pode fazer o download do projeto inteiro aqui. Ou clique aqui para baixar todas as peças em JPG.

E se estiver empolgado, aproveite e deixe seu comentário! ;)

Letícia Scalia – redação
Luiza Rey – redação
Manoele L. F. Benachio – direção de arte

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