Arquivos do Blog

OSCAR²

And the winner is…

O trem danou bem aqui. Algo já me dizia que o Oscar seria com cara de Academia. (Novidade, não é?!) Mas é sério. Eu tenho a impressão de que se ganham os favoritos, ninguém fica satisfeito. Por isso, todo ano sempre vai ter aquele que corre por fora. Acredite, é nele que você deve chutar.

Eu acho que a Academia quer deixar todo mundo de cara e causar falatório. Porque, convenhamos, se Avatar ganha os prêmios de melhor filme e melhor direção, todo o bafafá em torno da premiação seria reduzido à metade. Então, as manchetes seriam “Dá o esperado” ou ainda “Vence o Favorito”. Mas não.

Não digo que a Academia premia por isso, pura pirraça. Não. Mas também não a considero tão inocente que não saiba da repercussão capaz de causar. Tem horas que eu acho que todo ano são fabricados os “fake favoritos”, como se eles mesmos lançassem um boato do favorito só pra contrariar, haha. Coisa de crítico de Cinema, sabe? Adora dá o contra.

Mas vamos lá…

Começando com a apresentação: achei melhor, embora mais discreta, do que normalmente. Apesar disso, depois de Hugh Jackman no Oscar de 2009, todo mundo parece meio medíocre. Pra mim, que havia assistido a “Simplesmente Complicado”, longa com Alec Baldwin e Steve Martin, somente algumas horas antes, ficou mais divertido que o usual.

Alguns prêmios comentados:

 

Melhor filme: Guerra ao terror

Não. Eu ainda não vi “Guerra ao Terror”. Apesar disso, assisti a vários concorrentes a melhor filme. E sinceramente, acho que ali tem, no mínimo, uns 3 filmes que merecem mais. Não quero entrar no tópico Avatar x Hurt Locker porque isso não vem ao caso. Mas sério, como longa, você que já assistiu Guerra ao Terror realmente o considera melhor do que “Bastardos Inglórios”? Ou mesmo “Preciosa”? E “Amor Sem Escalas”?

Eu não sei. Não sou a maior fã de “Avatar” no mundo. Não nem mesmo se o considero o melhor filme do ano (acho que sim), mas reconheço sua inestimável contribuição à história do Cinema. Apesar disso, encaro o conjunto de “Avatar” como algo espetacular. E embora veja falhas, principalmente em algumas situações que encaro como rasas no roteiro (o que não é fácil consertar, considerando que o filme já é bem longo), eu provavelmente votaria em “Avatar”.

Isso sem esquecer a obra-prima (ao meu ver) do Tarantino. E, pelo jeito, ele vai continuar sendo esquecido pela Academia. Esquecido não. Ignorado. Se “Inglorious Basterds” tivesse um pouquinho menos de sangue talvez tivesse mais chances? Mas aí, não seria o Tarantino.

Não achei justa a premiação de “Guerra ao Terror”. Até porque toda essa atenção ao redor do filme vem dos elogios da crítica. Mas se a população considerada “leiga” tivesse gostado tanto do filme, como hoje afirma gostar, “Guerra ao Terror” teria feito mais sucesso. Eu gostaria de conhecer alguém que assistiu ao filme que logo que ele foi lançado. Que teve a chance de ver sem preconceitos ou análises, que o viu assim, de forma natural.

Porque eu acho que se essas pessoas tivessem visto ali algo tão sensacional, o boca a boca teria feito o resto. Mas não. O filme não se pagou nos EUA. E me parece agora que todo mundo vê buscando entender o que a Crítica viu.

Não digo que seja um filme ruim, longe disso, só não é meu tipo de filme. Mas às vezes acho que a Academia não gosta mesmo de blockbusters (salvo exceções, como Titanic (S2 haha) e Senhor dos Anéis e o Retorno do Rei, que levou pelos 3). Pensando nisso, eu lembrei de “Matrix”. Veja alguns dos concorrentes a melhor filme em 1999: “À Espera de um Milagre”, “O Sexto Sentido” e o vencedor, “Beleza Americana”. “Matrix” nem indicado foi. Não bastasse isso, quem ganhou foi “American Beauty”. Coisas que só o Oscar faz por você.


Melhor direção:
Kathryn Bigelow, Guerra ao terror

 

Aqui é complicado. Eu entendo os méritos da Bigelow. Apesar disso, o fenômeno que é “Avatar” só foi possível graças ao James Cameron. TUDO. E por isso daria o prêmio para ele. E ainda tem o Tarantino, né. Acho ótimo que uma mulher ganhe, mas não sei se esse era o ano merecido. E também não acho que seja preconceito. Só acho que menos mulheres competem, e, logicamente, menos (no caso, nenhuma até ontem) vencem.

Melhor atriz:
Sandra Bullock, Um sonho possível

 

Ganhei minha noite. A Sandra é, provavelmente, a minha atriz favorita. Eu gosto de TODOS os filmes que ela faz. Por isso, valeu ter ficado acordada até às 2 da manhã. Mereceu muito, e concorreu com divas como a Diva-das-Divas Meryl Streep e Royal Helen Mirren. Foi lindo ela se emocionando ao final do discurso, e, como eu disse antes do Oscar, nada mais me importava tanto quanto o Oscar da Sandra. Prêmio que veio das mãos do excepcional Sean Penn. #TeamSandra. Aplaudida de pé. E se mostrando a verdadeira Miss Congeniality.

Melhor ator:
Jeff Bridges, Coração louco

Eu confesso: até me deu vontade de ver “Crazy Heart”. Apesar de achar que o Morgan Freeman foi bem como Mandela, acho que até eu votaria no Jeff Bridges. E, assim, a disputa feminina me pareceu mais acirrada esse ano.

 

Melhor filme estrangeiro: O segredo dos seus olhos (Argentina)

#AíSimFomosSupreendidosNovamente. Todo mundo esperava que ganhasse o alemão, “A Fita Branca”. Argentina 1 x 0 Brasil.

Melhor edição (montagem):
Guerra ao terror

Melhor documentário:
The cove

 

Melhores efeitos visuais: Avatar

Hm. Acho que era até paia concorrer com Avatar nessa categoria.

 

Melhor trilha sonora: Up – Altas aventuras

 

Mais do que merecido. A trilha sonora de “UP” é maravilhosa! Embora os críticos ou aspirantes a críticos, digam que ela era a “menos ruim”.


Melhor cinematografia (fotografia):
Avatar

Injusto. A melhor fotografia era para “Bastardos Inglórios”. Impecável. (Paia… nem ouvi anunciando Harry Potter!)

Melhor mixagem de som:
Guerra ao terror

 

Melhor edição de som: Guerra ao terror

(não entendo exatamente a diferença entre essas duas categorias)

 

Melhor figurino: The young Victoria

De novo, leva um filme de época. Normal, e não que não seja merecido.

 

Melhor direção de arte: Avatar

 

Achei legal. Embora todos os concorrentes fossem bons, acho que Avatar foi melhor.

Melhor atriz coadjuvante:
Mo’Nique, Preciosa

Mara. Foi muito bem.

Melhor roteiro adaptado:
Preciosa

Fiquei feliz com essa escolha. Bem feliz.

 

Melhor maquiagem: Star trek

 

Melhor curta-metragem: The new tenants

Melhor documentário em curta-metragem:
Music by Prudence

Melhor curta-metragem de animação:
Logorama

Fiquei curiosa com esse.

Melhor roteiro original:
Guerra ao terror

Tenho minhas dúvidas. “Guerra ao Terror” me convence mais como documentário.

Melhor canção:
The weary kind, de Coração louco

Preferia alguma das músicas de “A Princesa e o Sapo”. Mas talvez seja porque eu não goste de country.

Melhor animação:
Up – Altas aventuras

 

Incontestável.


Melhor ator coadjuvante:
Christoph Waltz, Bastardos inglórios

 

Incontestável².

Bom, essas foram minhas impressões. Li hoje um cara (acho que da Folha) dizendo que não vai ser um Oscar que vai diminuir a contribuição que “Avatar” teve na história do Cinema. E concordo. Mas achei que sobrou um gostinho amargo por não concordar com a escolha. E se a crítica considerou “Hurt Locker” o melhor filme do ano, a espantosa bilheteria de “Avatar” mostra que o povo discorda.

MUITO BOM:

  • Kate Winslet, super diva, acostumada a apresentar e ganhar o Oscar, deixou de lado o “And the winner is” e voltou ao bom e velho “And the Oscar goes to…”.
  • Homenagem a John Hughes, que talvez não seja conhecido pelos adolescentes de hoje, mas que fez miséria na nossa geração. Responsável por filmes como “Curtindo a Vida Adoidado” e “Esqueceram de Mim”. Merecida. KEEEEEEEEEEEEEEEEEEVIN.Oi Ferris.
  • Sandra Bullock e seu primeiro Oscar. S2. O que valeu pra mim na noite. #TeamSandra

NEM TÃO BOM ASSIM:

  • Apresentação, no mínimo, bizarra do Tom Hanks pra Melhor Filme. Pegou todo mundo de surpresa hahaha. Ou ele é fã de “Avatar” e ficou griladenho, ou ele já queria ir embora, ou esqueceu o discurso… vai saber. Só sei que quando todo mundo se deu conta, a Bigelow já tava voltando ao palco sem saber o que tava acontecendo.
  • Esquecerem a Farrah Fawcett (ex-pantera) na lista dos artistas que morreram em 2009. Os organizadores disseram que não foi esquecimento. É que é muita gente e não dá pra colocar todo mundo… #AhamCláudiaSentáLá.
  • O lobby do produtor de “Hurt Locker” acabou funcionando hahaha.
  • A expectativa em torno de “Avatar” foi proporcional ao filme. E o tombo também. #EpicFail haha.

(Confesso: eu ri do Ben Stiller caracterizado de “Avatar”, aliás, de nativo Na’Vi)

(Acho que a temática de “Hurt Locker” sensibiliza mais os americanos do que o resto do mundo. Afinal, eu ainda tenho raiva dessa Guerra, mas é raiva dos EUA que vão atrás do petróleo alheio cheios de desculpinhas)

Sandra, brilhando muito no Oscar.

Posts relacionados:

OSCAR

Publicado por: Lê Scalia

O Oscar do ano passado

No Oscar do ano passado eu estava nos EUA. E estava achando ótimo que eu ia poder assistir à premiação às 8 horas da noite, e não dormir no final. Mas eu dormi. Bem na hora do Melhor Filme. Acontece…

Mas acredito que assisti ao melhor da noite. O tema, uma homenagem aos musicais, foi muito bem executado, muito bem apresentado por Hugh Jackman, o homem (australiano) mais sexy da América. Foi, assim, lindo. Mas acho que nem foi transmitido aqui no Brasil, porque tinha desfile de Carnaval no mesmo dia. Nice.

Acho difícil os apresentadores deste ano – Steve Martin e Alec Baldwin - inovarem como Hugh Jackman inovou. Aquela coisa de humor americano que só os americanos dão risada não é novidade. Os americanos podem até gostar, mas não é novidade. É clichê.

me-lhor parte da apresentação do ano passado foi, lóóógico, a participação da nossa querida e amada diva Beyoncè. Eis o espetáculo:

E amanhã à noite, rola o Oscar 2010. O Oscar de Avatar… será?

Posts relacionados:

OSCAR
Golden Globe²
Golden Globe

Publicado por Lu

Avatar em 4D

E o que seria a quarta dimensão?

Seriam os efeitos especiais do filme acontecendo de verdade, ali na sala do cinema.

Pois um cinema na Coreia do Sul já tem essa tecnologia. Você senta na poltrona, põe seus óculos 3D e se prepara para uma aventura: o assento se move conforme a ação que se passa na tela, assim, você acompanha, por exemplo, o vôo mágico de Jake e Neytiri; enquanto isso, muito vento na sua cara, e se tiver no filme, você ganha também alguns pingos de água.

Sente o vento

A sessão 4D de Avatar tem mais de 30 efeitos durante todo o filme: poltronas que se movem, água, laser, vento e cheiro de explosivos. Embora um ingresso comum custe $6,90, os sul-coreanos estão lotando as salas do cinema 4D que custa $15,80.

Esse tipo de atração já é muito comum nos parques da Disney, em Orlando. Aliás, não só nos cinemas, mas também em anfiteatros, onde há apresentações de musicais, circos, etc. Aliás², não só em cinema e anfiteatros, mas também em brinquedos, enquanto você está dentro da história de Lilo & Stich, por exemplo. Em uma palavra: excepcional.

Bem, depois de Avatar, o cinema sul-coreano se prepara para salas lotadas com Percy Jackson e o Ladrão de Raios, versão 4D. E a gente aqui espera que essa mania pegue, né? Quero dizer, não há a necessidade de sentirmos dor enquanto alguém na tela leva uma flechada de Neytiri, mas se temos a possibilidade de expandirmos a experiência dentro do Cinema para além dos nossos sentidos, eu quero saber como isso é.

Fonte

Posts relacionados:
Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Podcast nº01: Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Percy Jackson e o ladrão de ideias
Em defesa de Avatar
Como funciona o cinema 3D
Os índios de 2154
Até que enfim, Avatar!
Aquela história da realidade de Avatar
Cinema 2D, 3D e Avatar

Publicado por Lu

OSCAR

And the Oscar goes to…

O cobiçado.

Essa é, provavelmente, a frase mais tensa do cinema.
(É, eu me atrevo a dizer que é ainda mais tenso que “Hello, Sidney”.)

Imagino qual a sensação dos concorrentes, pensando em tudo que passaram para chegar até ali, ao ouvirem a tal sentença. Tantos meses de gravação, problemas, pós-produção, diversão, tantos meses de dedicação absoluta a um projeto. Tudo isso a um passo da consagração maior oferecida pelo Cinema.

Eu, particularmente, acho que um filme que agrada só a crítica tem sua importância, mas acredito que ter fãs, ter bilheteria, além de encher os bolsos, dá também um sentimento de alegria e trabalho cumprido. Nem sempre, os vencedores do Oscar têm esses dois atributos. E quando tem um só, é óbvio que é a aclamação crítica.

Exemplo do ano? Guerra ao Terror. Filme da ex-mulher do James Cameron sobre o terrorismo. Acho que eles discutiam técnicas de filmagem durante o casamento. Uma diquinha aqui, outra ali, e indicação dupla para o Oscar.

É isso aí! Chegou a hora dos Academy Awards, Oscar pra nós, íntimos. A maior honra que pode ser concedida a alguém que trabalha com Cinema. Algumas indicações justas, outras menos, mas a Academia já começou inovando escolhendo 10 filmes para concorrerem ao maior prêmio da noite – Melhor Filme.

Steve Martin, após 9 anos, volta a ser o anfitrião da noite, dessa vez, acompanhado do astro de 30 Rock, Alec Baldwin. Aposto em uma grande audiência, em parte pela expectativa em torno de Avatar. Apesar disso, nada que chegue perto dos 57.25 milhões de telespectadores que assistiram à 70ª premiação, em 1998, quando Titanic passou o rodo. (Titanic, Avatar, James Cameron: a história se repete…?)

Indicados e breves comentários sobre ao 82º Oscar, escolhidos e premiados, no dia 7 de março de 2010, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas:

 

 

 

Melhor filme
“Avatar”
“Um sonho possível”
“Distrito 9″
“Educação”
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios”
“Preciosa”
“Um homem sério”
“Up – Altas aventuras”
“Amor sem escalas”

 

Achei meio estranho a indicação de 10 filmes. Até porque não sei se realmente tivemos 10 filmes tão bons durante o ano. Ou talvez seja bem isso, será que ficou tudo mais ou menos no mesmo nível? Eu acho que não. Apesar de amar UP, não esperava ver uma animação concorrendo aqui. Achei interessante.
Meu palpite fica com Avatar. Pelo conjunto da obra. O filme já passou da arrecadação de 2 bilhões de dólares se tornando a maior bilheteria da história. E como a Lú disse, eu não iria querer ser a pessoa que não deu o Oscar de melhor filme ao longa que mais arrecadou no Cinema. E que trouxe tantas mudanças. Por isso, vou de Avatar. Embora ficaria feliz se The Blind Side ganhasse.

 

 

***

 

Melhor direção
James Cameron, “Avatar”
Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror”
Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios”
Lee Daniels, “Preciosa”
Jason Reitman, “Amor sem escalas”

 

A opção pelo James Cameron é simples. Ele tornou Avatar possível. Desenvolveu a tecnologia, escreveu, dirigiu, criou a língua dos Na’vi… enfim, fez tudo. Acho que leva. Embora o Tarantino também tenha seus – muitos – méritos na direção de Bastardos Inglórios, que, diga-se de passagem, também é fantástico. Mas acharia estranho um filme assim ganhar o Oscar.

 

 

***

 

Melhor ator
Jeff Bridges, “Coração louco”
George Clooney, “Amor sem escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Renner, “Guerra ao terror”

 

Não, eu não vi Crazy Heart, mas acredito no Jeff Bridges por uma única razão: ele foi aplaudido de pé quando foi receber seu Golden Globe. (Que, aliás, tá a um passinho do Oscar, né…)

 

***

 

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The messenger”
Christopher Plummer, “The last station”
Stanley Tucci, “Um olhar do paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”

 

Franco favorito, e, aqui, não tenho dúvidas. Seria merecidíssimo.

 

 

***

 

Melhor atriz
Sandra Bullock, “Um sonho possível”
Helen Mirren, “The last station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”
Meryl Streep, “Julie & Julia”

 

Aqui é o seguinte: torço de todo o meu coração pra Sandra, uma das minhas atrizes favoritas. Acho que ela ganha. Mas se ela perder, que seja pra Meryl Streep, diva (só aceito ela). A Meryl, aliás, é a recordista de indicações ao Oscar: são 16, tendo ganhado 2. Acho que funciona assim, todo ano, é ela e mais 4. Não importa que filme ela fez, tá figurando lá entre as indicadas. Aliás, rolou até um duelo de divas nessas premiações:Bullock e Streep trocando gentilezas. Tudo brincadeira, claro, mas até assim elas apavoram.

 

 

***

 


Melhor atriz coadjuvante
Penélope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor sem escalas”
Maggie Gyllenhaal, “Coração louco”
Anna Kendrick, “Amor sem escalas”
Mo’Nique, “Preciosa”

 

Chute simples. Ela levou o Golden Globe, e pelo jeito, foi mesmo muito bem em Preciosa. Ainda dizem que ela é fofa. Torço por ela.

 

 

***

 


Melhor animação
“Coraline”
“O fantástico Sr. Raposo”
“A princesa e o sapo”
“O segredo de Kells”
Up – Altas aventuras

 

Pra mim, esse prêmio nem precisava de outros indicados. Se UP está concorrendo como melhor filme, alguma dúvida que leva melhor animação? Muito bem entregue.

 

 

***

 


Melhor filme estrangeiro
“Ajami”
“El secreto de sus ojos”
“The milk of sorrow”
“Un prophète”
A fita branca

 

Só resta a vergonha de ter um filme israelense concorrendo e nada do Brasil. Acho que o Oscar fica com o alemão, A Fita Branca.

 

 

***

 


Melhor direção de arte
Avatar
“O mundo imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“Sherlock Holmes”
“The young Victoria”

 

O conjunto técnico de Avatar é incontestável.

 

 

***

 


Melhor cinematografia (fotografia)
“Avatar”
Harry Potter e o enigma do príncipe
“Guerra ao terror”
Bastardos inglórios
“A fita branca”

 

De novo, torço de todo o meu coração pra Harry Potter and the Half Blood Prince. Apesar disso, não acredito que levaremos essa… deixa pro HP 7. De qualquer forma, seria mais do que merecido pra Inglorious Basterds. Vou com o Tarantino. Mais do que Avatar, porque, ao meu ver, a fotografia de Bastardos é mais interessante por não ser computador.

 

 

***

 


Melhor figurino
“Bright star”
Coco antes de Chanel
“O mundo imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“The young Victoria”

 

Bom, se for pela elegância, tá garantido.

 

 

***

 


Melhor edição
Avatar
“Distrito 9”
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios”
“Preciosa”

 

Aqui tenho dúvidas. A edição de Distrito 9 é interessante, com todo aquele ar de documentário, e fico em dúvida. Bem em dúvida. A edição de Bastardos também é legal, mas… vou de Avatar de novo (apesar de não ter razões significativas pra isso).

 

 

***

 


Melhor maquiagem
“Il Divo”
Star trek
“The young Victoria”

 

Chute: Star Trek. Porque, apesar de não ter visto e também não me interessar, acho que é bem feito.

 

 

***

 


Melhor trilha sonora
“Avatar”
“O fantástico Sr. Raposo”
“Guerra ao terror”
“Sherlock Holmes”
Up – Altas aventuras
Merece demais! A trilha de UP é apaixonante. Tem um pouquinho de tudo e é muito bem adequada.

 


 

***

 

Melhor canção
“Almost there”, “A princesa e o sapo
“Down in New Orleans”, “A princesa e o sapo
“Loin de Paname”, “Paris 36”
“Take it all”, “Nine”
“The weary kind”, “Crazy heart”

 

As músicas de A Princesa e o Sapo são muito legais. Muito mesmo. O toque de jazz durante o filme, que se passa no berço desse estilo de música, New Orleans, é muito bem colocado. Fora A Princesa e o Sapo talvez dê Crazy Heart, o vencedor do Globo de Ouro. Mas torço muito pelo filme da Disney, e acho que qualquer uma das duas estaria bem entregue.

 

 

***

 


Melhor roteiro original
Guerra ao terror
“Bastardos inglórios”
“The messenger”
“Um homem sério”
“Up – Altas aventuras”

 

Apesar de não conhecer a história de Guerra ao Terror, acho que leva. Embora torça pra UP.

 

 

***

 


Melhor roteiro adaptado
“Distrito 9”
“Educação”
“In the loop”
“Preciosa”
Amor sem escalas

 

Chute pro tipo de filme que a crítica acha o máximo.

 

 

***

 


Melhores efeitos visuais
Avatar
“Distrito 9”
“Star trek”

 

Direto e reto: James Cameron CRIOU a tecnologia de de Avatar. Desenvolveu uma câmera pro filme. Merece.

 

 

***

 


Melhor som
“Avatar”
Guerra ao terror
“Bastardos inglórios”
“Star trek”
“Transformers: A vingança dos derrotados”

 

Não sei porquê.

 

 

***

 


Melhor edição de som
Avatar
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios”
“Star trek”
“Up – Altas aventuras”

 

Avatar ou Guerra ao Terror. Não mesmo. Acho algumas categorias do Oscar confusas.

 

Daqui pra frente, não faço ideia.

 

 

***

 


Melhor documentário
“Burma VJ”
“The cove”
“Food, Inc.”
“The most dangerous man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon papers”
“Which way home”

 

 

***

 


Melhor documentário em curta-metragem
“China’s unnatural disaster: The tears of Sichuan province”
“The last campaign of governor Booth Gardner”
“The last truck: Closing of a GM Plant”
“Music by Prudence”
“Rabbit à la Berlin”

 

 

***

 


Melhor curta-metragem
“The door”
“Instead of Abracadabra”
“Kavi”
“Miracle fish”
“The new tenants”

 

 

***

 


Melhor curta-metragem de animação
“French roast”
“Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty”
“The lady and reaper”
“Logorama”
“A matter of loaf and death”

 

 

 


Agora é só esperar. E torcer. :]

 

Publicado por: Lê Scalia

Em defesa de Avatar

Porque é só alguma coisa fazer um mega sucesso que as pessoas procuram críticas. A propósito, este não é o caso da saga Crepúsculo, toda e qualquer crítica dirigida a este esboço de literatura e de cinema é completamente válida. Estou falando de Cinema de verdade.

Domingo, dia 17, assistimos ao Globo de Ouro, premiação entregue pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood à indústria cinematográfica norte-americana. Muitos consideram o Globo de Ouro uma prévia do Oscar.

Bem, devo dizer que fiquei muito satisfeita com os vencedores. E estou aqui para defender Avatar, de James Cameron. Minha premissa é a seguinte: nós temos que entender que Avatar é muito mais do que um filme feito com a última tecnologia, do que uma história de ficção científica e do que personagens azuis.

Não acho que o filme será recorde de indicações ao Oscar, ele não compete no que se refere a Melhor Ator/Atriz; ele não se aplica à categoria de Maquiagem, porque é tudo efeito especial. E por que o filme é muito bom?

Avatar tem um conjunto excepcional. Algumas coisas não são questionáveis: a direção de James Cameron, a grandiosidade dos efeitos visuais, a escolha perfeita da trilha sonora e uma direção de arte de cair o queixo. Os outros aspectos podem até não se sobressair, mas são muito bons e formam o conjunto imbatível de Avatar: fotografia, montagem e sim, roteiro.

A maior crítica feita a Avatar é certamente quanto à originalidade da história. Quanto a isso, já vou avisando: é óbvio que a história não é original. Porque ela já aconteceu há aproximadamente 500 anos, quando os colonizadores europeus chegaram às Américas. Ou ainda, durante os muitos anos em que africanos e orientais foram explorados. Sim, Avatar é simplesmente uma releitura do Colonialismo, que realmente aconteceu neste planeta que se chama Terra.

Mais especificamente, aconteceu com uma índia que viveu entre 1595 e 1617 onde hoje encontra-se o estado da Virgínia, nos Estados Unidos. Ela se casou com um inglês que governava aquela região na época em que a Inglaterra colonizava o país. A história ficou muito famosa e seu nome deu origem ao filme da Disney, lançado em 1995, Pocahontas, e também ao filme O Novo Mundo, de 2005.

Francamente. Não sei porquê a surpresa ao ver as semelhanças entre Avatar e Pocahontas. São filmes que falam da mesma coisa, é óbvio que haverá semelhanças. E antes que os adeptos da teoria da conspiração acusem James Cameron de plágio, tomem nota: o diretor escreveu o roteiro de Avatar em 1994. Logo, a não ser que ele tenha tido um sonho premonitório com o roteiro da Disney, ele não poderia ter se inspirado na animação. Talvez ele tenha se inspirado na história real? Essa teoria parece mais plausível para você?

Depois, ele foi acusado de ter copiado algunas cositas de um romance soviético. Bem, apesar de os nomes serem realmente parecidos, a acusação de plágio já foi negada pelo próprio autor.

Mas afinal, o que importa? Avatar é um filme que será lembrado na história do Cinema. Será lembrado pela revolução da técnica, pelo recorde de bilheteria – porque é só uma questão de tempo até passar Titanic – e sim, pela história. Por quê? Porque os outros não serão. Avatar é o filme que as pessoas continuarão a assistir no futuro, e não Pocahontas. Até porque, a Disney tem obras muito mais primas do que Pocahontas.

Globo de Ouro, 17 de janeiro de 2010.

Links relacionados:
“Avatar” ou o elogio da liberdade

Posts relacionados
Golden Globe²
Como funciona o Cinema 3D
Os índios de 2154
Até que enfim, Avatar!
Aquela história da realidade de Avatar…
Cinema 2D, 3D e Avatar

Publicado por Lu

Golden Globe²

Eles são azuis, têm 3m de altura, se comunicam por um idioma desconhecido e moram em uma lua. Esses são os protagonistas de Avatar, sensação de James Cameron que já arrecadou mais de 1 bilhão de dólares e já é a segunda maior bilheteria mundial.

Seu último feito? O Globo de Ouro de melhor filme de 2009.

Aqui vem a lista de todos os vencedores:

Melhor filme – drama
Avatar

Melhor atriz em filme – drama
Sandra BullockO Lado Cego

Melhor ator em filme – drama
Jeff BridgesCrazy Heart

Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber, Não Case

Melhor atriz em filme de comédia ou musical
Meryl Streep - Julie & Julia

Melhor ator em filme de comédia ou musical
Robert Downey Jr. – Sherlock Holmes

Melhor filme em animação
Up – Altas Aventuras

Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

Melhor atriz coadjuvante
Mo’nique - Preciosa – Uma História de Esperança

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios

Melhor diretor
James CameronAvatar

Melhor roteiro
Jason Reitman - Amor sem Escalas

Melhor trilha sonora
Michael GiacchinoUp – Altas Aventuras

Melhor canção original
The Weary Kind - Crazy Heart

Melhor série de TV – drama
Mad Men

Melhor atriz em série de TV – drama
Julianna MarguliesThe Good Wife

Melhor ator em série de TV – drama
Michael C HallDexter

Melhor série de TV, comédia ou musical
Glee

Melhor atriz em série de TV, comédia ou musical
Toni Collette - United States of Tara

Melhor ator em série de TV, comédia ou musical
Alec Baldwin - 30 Rock

Melhor minissérie ou filme para TV
Grey Gardens

Melhor atriz em série, minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore - Grey Gardens

Melhor ator em série, minissérie ou filme para TV
Kevin BaconTaking Chance

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Chloë SevignyAmor Imenso

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
John LithgowDexter

E, claro, alguns comentários.

Esse Globo de Ouro me deixou dividida. Embora revoltadíssima com algumas escolhas, outras, muito merecidas, me deixaram satisfeita.

Primeiro, as revoltas:

  • Jane Lynch, a Sue Sylvester de Glee era a favorita para levar o Globo de melhor atriz coadjuvante em série e teve que ver uma loira sem sal (Chloë Sevigny, de Big Love) vencer. Ok, estou sendo injusta. Eu não assisto a Big Love e não conheço o trabalho dela, mas enquanto as concorrentes eram mostradas, ela estava com uma cara de tédio que, sério, é até uma ofensa ela ganhar.
  • E a segunda grande revolta da noite: Dexter, com sua 4ª temporada sensacional não vencer como melhor série dramática. Como assim? Michael C Hall é o melhor ator; John Lithgow o melhor coadjuvante; a temporada foi espetacular; e quem ganha o Globo de Ouro é Mad Men? Ah, por favor. Eu já disse isso ontem… já que a crítica gosta tanto da HBO, deveria parar de colocar outros concorrentes e entregar o prêmio de uma vez pra não irritar a nós,  criaturas de incrível bom gosto meros mortais.
  • Taylor Lautner, o “lobisomem” queridinho, apresentando. Tenho alguns pensamentos sobre ele. 1º Ele é um boneco de cera, sério. 2º Ele é tão ruim apresentando quanto é atuando.

Por fim, uma revolta que não tem nada a ver com o Globo de Ouro, mas com a transmissão da TNT. Aqueles dois são muito chatos, sem condição! E o metido a sabichão lá ainda chamou o Michael C Hall de Anthony C Hall. Aliás, falando nele, ontem nosso mais querido serial-killer apareceu de gorro. Estranhei, não sabia que ele estava doente. Agora, torço muito para que ele vença tudo isso. Ele e a Debra, sua esposa – Jennifer Carpenter.

As satisfações:

  • Zachary Levi apresentando! Ah, como eu amo #Chuck.
  • John Lightow e Michael C Hall, minha dupla sanguinária favorita (Trinity & Dexter), que apavorou (literalmente) em Dexter ficou com melhor ator coadjuvante e melhor ator. Mais do que merecido.
  • Fiquei muito, muito, mas muito feliz com a vitória inesperada de Glee. Isso mostra o quanto a série do momento da FOX está sendo reconhecida e não nega o “quê” de alternativa.
  • Eu quero um Robert Downey Jr. pra mim. Disse isso logo após ver Sherlock Holmes, e repito com mais certeza que antes. Ele é o meu Johnny Depp momentâneo. Esteve incrível no papel do detetive mais famoso da história, e, de quebra, fez o discurso mais divertido.
  • Sandra Bullock. Dizem por aí, que todo mundo a-dora ela. Mas sério, como não amar? Aos 45 anos, ela estava num esplendor de causar inveja. Linda! Absoluta. E não pude ver The Blind Side ainda, mas tenho a mais completa certeza de que ela mereceu. Gente.. sério, alguém que fez Miss Simpatia já tem créditos comigo pra vida toda.
  • Melhor atriz em comédia… grande dúvida pra mim. Adorei A Proposta, mas seria um absurdo não dar esse prêmio à intérprete da Julia Child. Meryl Streep estava em uma elegância impressionante. E ela não é mais questionável. Se quiserem dar, sei lá, o prêmio de mulher mais sexy do planeta pra ela, com mais de 60 anos, ótimo. Sério, ultimamente entendi que ela pode qualquer coisa.
  • A trilha sonora de UP é maravilhosa. Merece realmente muito destaque.
  • Lembra daquele nazista mala de Inglorious Basterds? Então, “that’s a bingo“! Christoph Waltz ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante. E foi um dos Globos mais merecidos.
  • Melhor diretor: e aí, James Cameron ou Tarantino? Se você pensar que James Cameron criou tudo em Avatar, incluindo a língua dos Na’vi, não resta dúvidas. Achei muito bem entregue.
  • Pelo conjunto da obra, Avatar.  E ponto final. Além disso, tem o que a falou ontem… ninguém vai querer ser a pessoa que não deu o prêmio a um dos filmes mais revolucionários da História.

Robert Downey Jr. e Sandra Bullock

(Além de todas as minhas alegrias, o Robert Downey Jr e a Sandra Bullock, dois dos meus atores favoritos, estavam sentados juntos! Buni ;])

De resto:

  • Jeff Bridges parece ter merecido o prêmio de melhor ator em drama, já que foi aplaudido de pé.
  • Eu não sei se concordo com Amor sem escalas ficar com o roteiro original, mas não assisti. De qualquer forma, acho que daria pra Distrito 9 ou It’s Complicated, que parece legal.
  • Em Melhor canção eu não vi nenhuma música espetacular. Daquelas que marcam a história do Cinema, sabe? Ah, se “My Heart Will Go On” estivesse concorrendo no lugar de “I See You”… haha.
  • Antes de ver A Princesa e o Sapo torcia pra ele ganhar de melhor animação. Mas depois de ver, sei que UP é que merecia.
  • Alec Baldwin ganhando como melhor ator de comédia por 3o Rock não é surpresa. Mas achei que a Tina Fey fosse fazer companhia a ele como melhor atriz.
  • A Drew Barrymore que atua desde que sabe falar ganhou seu 1º Globo de Ouro. Acho legal.
  • Sobre o prêmio de Se beber, não case, eu não assisti, mas acho que qualquer filme que tenha um nome desses não merece um Globo de Ouro. Fui mais com a cara de It’s Complicated.

É, gente. A temporada do tapete vermelho começou. E as divas – destaque pra Meryl Streep e seu ótimo discurso, e pra Helen Mirren (foda) – e divos que vimos ontem estão só se aquecendo. E os fofoqueiro de plantão também. Dá-lhe E!.

Posts relacionados:
Golden Globe
Até que enfim, Avatar!
A Proposta
Sobre Hitler e alguns filmes
Era uma vez…
Distrito 9: com ETs, sem fim do mundo
Elementar, meu caro Watson
Julie & Julia
UP
No more Mr. Nice Spy
Um Herói de all-star
Dexter, um outro nível de TV e de PP
Abso-fucking-lutely

Publicado por: Lê Scalia

Os índios de 2154

Avatar se passa em um futuro nem tão próximo e nem tão distante. E embora possamos ver algumas grandes invenções, não é nada que possa ferir nossas expectativas de evolução neste 1 século e meio.

Mas o legal da história é analisar a civilização indígena do século 22. As comparações são intermináveis, e é quase impossível não se lembrar da história dos países colonizados, em especial da América Latina e seus Astecas, Maias e Incas (além dos nossos brasileiros, claro).

Assim como os índios que uma vez ocuparam nosso continente, os habitantes de Pandora são puros, andam meio nus, têm uma profunda ligação com na Natureza e seus deuses – ligação que no filme se torna literal –, e vêem no planeta um aliado poderoso, que deve sempre ser respeitado e querido. Fato reconhecível quando Jake, o protagonista, aprende a realizar uma “morte limpa”.

A população é composta por vários clãs, mas focada em um: os Omaticaya. Eles falam uma língua própria e têm nomes claramente indígenas. Também se pintam para momentos especiais, como a guerra, e são também repleto de rituais, como o de se tornar um homem, ou os rituais religiosos (têm até xamãs!). E é interessante ver como James Cameron transferiu acontecimentos de um passado longínquo para um futuro não tão remoto.

Além disso, os Na’vi são guerreiros. Fortes guerreiros. E sabe o mais interessante? Em pleno ano de 2154, eles lutam com arcos e flechas. A história se repete, certo? Armas altamente desenvolvidas, apoiadas na tecnologia x uma sociedade primitiva e que luta com arcaicas armas feitas da terra. A busca pelo ouro trocada pela procura ao unobtanium, metal encontrado nessa lua e que vale 20 milhões (ou bilhões, como a legenda preferiu) de dólares.

O mundo de Pandora é exuberante e perigoso. Como será que, por exemplo, os colonizadores portugueses se sentiram quando chegaram às florestas brasileiras? Aliás, não precisamos ir tão longe… basta dar uma olhadinha na Amazônia.

E sim, a história se repete. A busca pelo dinheiro destruindo natureza e civilizações. Fica o alerta de James Cameron quando, em um discurso inflamado, Jake diz: “Eles acabaram com o verde de seu planeta, não se importaram”. É uma história com intenso fundo moral… e eu, pessoalmente, achei bem legal.

Com toda a confusão de Copenhagen 15, não é difícil imaginar um futuro que possibilite Avatar.

Avatar, Jake & Neytiri

Posts relacionados:

Até que enfim, Avatar!

Aquela história da realidade de Avatar…

Escrever e fazer Cinema: não é bem assim

Cinema 2D, 3D e Avatar

Link:

Clipe da música do filme, “I See You“, de Leona Lewis.

Mais sobre os Personagens de AVATAR  e o fantástico universo de Pandora aqui.

 

Publicado por: Lê Scalia

Até que enfim, Avatar!

Ok, só pra dar uma relembrada no que já dissemos sobre Avatar: uma produção de James Cameron, com a pretensão de revolucionar o Cinema, que daria início a uma nova era, assim como aconteceu com 2001: Uma Odisseia no Espaço e Star Wars. Bem, quanto a isso, prefiro deixar que o tempo decida se Avatar será mesmo um marco dessa geração, em vez de levantar a bandeira nerd e dizer aqui que é definitivamente o melhor filme já feito na história do Cinema. Até porque, essa afirmação geraria conflitos.

O universo é cuidadosamente detalhado e esplêndido. Pandora, a lua habitada pelos Na’vi, é uma grande floresta, com plantas e animais ao mesmo tempo exuberantes e perigosos. A civilização é primitiva: os nativos vivem em árvores, lutam de arco e flecha e estão completamente subordinados a um deus, que nada mais é do que a mãe natureza. Essa espiritualidade, no entanto, pode ser vista também como um conhecimento superior ao dos humanos, que fora isso – ou seja, a estupidez de sempre,- podem ser considerados superiores aos Na’vi, em tecnologia e armas.

A premissa da história não deixa de ser um clichê: um humano que se apaixona por uma Na’vi. A história em si é linda, não precisava ser 3D, apesar de ser um filme que precisa de muita técnica para se sustentar. A produção é realmente excitante, o universo de Pandora convence e surpreende. Real? Real. Até os azuis? Nem tanto. Se eu tivesse que escolher entre um filme e uma animação, acho que ficaria com filme, mas o fato de os Na’vi serem azuis atrapalha muito na hora de conceber a sensação como real. Além disso, acho que vale a pena assistir à versão 2D de Avatar, inclusive para se fazer comparações com produções semelhantes, como Matrix e Senhor dos Anéis.

As análises podem ser muitas. Este é mais um daqueles filmes sobre o qual vão fazer inúmeras teorias, escrever livros “Avatar e a Filosofia”, “Avatar e a Mitologia”, “Avatar e a Consciência Ambiental”, “Avatar e o Colonialismo”… são infinitas as referências, até onde a sua criatividade ir. Mas é assim que se produz uma história épica: com um pouco de mitologia (a consciência coletiva da humanidade), uma referência histórica (Colonialismo, países europeus exterminando os indígenas da América e explorando sua natureza), e uma referência atual (a exploração da natureza na Terra).

Bem, a trilha sonora: confesso que a trilha do trailer chamou muito mais a minha atenção. E apesar de a música tema do filme ser cantada pela cantora Leona Lewis, a trilha é toda instrumental, e só nos créditos finais podemos ouvir “I See You”.

Avatar é um filme que vale a pena ser visto pela história e pela técnica. Foi feito para agradar a um público amplo: tem romance, tem ação, tem ficção científica e tem uma produção de qualidade. Minha opinião é que você deve assistir. Porque, se vai marcar uma era no Cinema eu não sei, mas acho vai sim entrar para a história, ao lado de Star Wars, Matrix, Senhor dos Anéis e Harry Potter. Definitivamente vai ganhar algum Oscar.

Posts relacionados:
Cinema 2D, 3D e Avatar
Aquela história da realidade de Avatar…

Publicado por Lu

Golden Globe

Saiu hoje a lista dos indicados ao “Globo de Ouro“.

A premiação – Golden Globe Awards – é a segunda honra mais importante que alguém que trabalha no Cinema ou na TV pode receber. No caso do primeiro, perde para o OSCAR, e no caso do segundo, para o EMMY. Entregue desde 1944 (só Cinema, e a partir de 1956 TV também), o prêmio vem coroar algumas das boas produções que surgiram no ano.

É interessante ver como boa parte das séries concorrentes são transmitidas por TV a cabo nos EUA, produzidas por emissoras como a Showtime e a HBO. Séries assim têm, geralmente, um conteúdo mais adulto e uma produção excepcional, alguns casos são Dexter, Desperate Housewives, True Blood, Mad Man e outros.

Mas vamos ao que interessa! Fofocar sobre os indicados…

Meus destaques vão para: Sandra Bullock, Meryl Streep, Glee e Dexter.

No que diz respeito a melhor filme, acho que fica entre Avatar e Bastardos Inglórios. (Acho muito engraçado filmes que ainda não saíram no cinema concorrerem hahaha. Até onde eu sei, a crítica já viu Avatar e os jurados do GGA já viram ao filme… mas é no mínimo estranho isso. Me lembrou os prêmios da Capricho, haha, que colocaram “Lua Nova” pra concorrer sem ter saído no cinema…  e o pior é que ganha.).

Como ainda não vi – óbvio – Avatar, não sei dizer quem tem mais chances. Bastardos Inglórios, como obra cinematográfica, é incrível… mas os Navi’s pretendem revolucionar o cinema, portanto, não sei mesmo. Acho que, indo pra um dos dois, estará bem entregue.

Aliás, isso me parece uma bela prévia do Oscar. Acredito que, tanto um quanto outro, acumularão indicações (e conquistas) na maior premiação do Cinema.

Avatar x Bastardos Inglórios. A história se repete. James Cameron (e sua mania de grandeza) x Quentin Tarantino (e sua paixão pelo sangue). A direção de Inglorious Basterds é maravilhosa. De verdade. Tarantino fez um trabalho de mestre. Mas, então, o Cameron criou e escreveu toda a estória de Avatar – que promete ser incrível. De novo, ficando entre eles tá em casa.

A maioria dos filmes concorrentes ainda não estreou no Brasil, por isso fica mais difícil opinar. Mas torço pelo Robert Downey Jr (!!!) como melhor ator de comédia, por Sherlock Holmes (estou louca pra ver).

Outros comentários que valem ser feitos são as duplas indicações de Sandra Bullock e Mery Streep. A Sandra (íntima, haha) concorre por melhor atriz em drama – The Blind Side (louca pra ver)² – e comédia – A Proposta. Não sei bem como opinar, já que é uma das minhas atrizes favoritas. Merece pelo que eu vi no trailer de The Blind Side (acho que no Brasil foi traduzido como “O Lado Cego” mesmo).

Meryl Streep, outra das atrizes que eu mais admiro, concorre com ela mesma e com a própria Sandra Bullock, na categoria de melhor atriz em comédia/musical. Aliás, a disputa aqui é acirrada. Bullock, Roberts (Julia) e Streep². Acho que fica com a Meryl, merecidamente, por Julie & Julia. Mas não sei.

Melhor roteiro, pra mim, fica entre Distrito 9 e Bastardos Inglórios, e embora Tarantino mereça por ser muito bem pensado, por ter criado excelentes personagens – e ter feito o que todo filme sobre a 2ª GM teve vontade -, acho que Distrito 9 é mais original. Inglorious tem algumas “quebras”, os capítulos… E apesar de não gostar de ver os aliens como aqueles insetinhos estranhos, vou com Peter Jackson.

Melhor trilha sonora torço pra UP!, a trilha é muitooo legal… e falando em UP, o filme também está concorrendo como melhor animação, ao lado de A Princesa e o Sapo (louca pra ver)³. Achei um absurdo que Os Fantasmas de Scrooge também não estejam na lista. E, bem… não vi A Princesa e o Sapo ainda, mas espero que leve :]. Se não, UP faz as honras.

Agora quanto aos prêmios televisivos, breves comentários:

  • Espero que Dexter vença como melhor drama (4ª temporada incrível)
  • Gostaria de ver Glee levar o de melhor comédia.. mas é difícil a concorrência. The Office e 30 Rock? Não sei.
  • Melhor ator de drama: pra mim, com certeza Michael C. Hall. Embora, concorra com o querido Hugh Laurie e com o bom Simon Baker.
  • Por fim, como ator e atriz coadjuvante, torço muito para John Lithgow – Trinity!!! – e para Jane Lynch – Sue Sylvester. Personagens de Dexter e Glee, respectivamente. Excelentes personagens, aliás.

Fica a torcida :].

E fica também a lista de todas as indicações ao 67º Globo de Ouro.


MELHOR FILME – DRAMA:
- Avatar
- Guerra ao Terror
- Bastardos Inglórios
- Preciosa
- Amor sem Escalas


MELHOR FILME – COMÉDIA/MUSICAL:
- 500 Dias com Ela
- Nine
- Julie & Julia
- Se Beber, Não Case
- It’s Complicated


MELHOR DIRETOR:
- Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
- Clint Eastwood (Invictus)
- James Cameron (Avatar)
- Jason Reitman (Amor sem Escalas)
- Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)


MELHOR ATOR – DRAMA:
- Jeff Bridges (Crazy Heart)
- George Clooney (Amor sem Escalas)
- Tobey Maguire (Entre Irmãos)
- Morgan Freeman (Invictus)
- Colin Firth (A Single Man)


MELHOR ATOR – COMÉDIA/MUSICAL:
- Matt Damon (O Desinformante!)
- Daniel Day-Lewis (Nine)
- Joseph Gordon-Levitt (500 Dias com Ela)
- Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes)
- Michael Stuhlbarg (Um Homem Sério)


MELHOR ATRIZ – DRAMA:
- Emily Blunt (The Young Victoria)
- Sandra Bullock (The Blind Side)
- Helen Mirren (The Last Station)
- Gabourey Sidibe (Preciosa)
- Carey Mulligan (Educação)


MELHOR ATRIZ – COMÉDIA/MUSICAL:
- Julia Roberts (Duplicidade)
- Meryl Streep (Julie & Julia)
- Meryl Streep (It’s Complicated)
- Marion Cotillard (Nine)
- Sandra Bullock (A Proposta)


MELHOR ATOR COADJUVANTE:
- Matt Damon (Invictus)
- Woody Harrelson (The Messenger)
- Christopher Plummer (The Last Station)
- Christopher Waltz (Bastardos Inglórios)
- Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
- Penélope Cruz (Nine)
- Vera Farmiga (Amor sem Escalas)
- Anna Kendrick (Amor sem Escalas)
- Mo’nique (Preciosa)
- Julianne Moore (A Single Man)


MELHOR ROTEIRO:
- Distrito 9
- Guerra ao Terror
- It’s Complicated
- Amor sem Escalas
- Bastardos Inglórios


MELHOR TRILHA SONORA:
- Up – Altas Aventuras
- O Desinformante!
- Avatar
- A Single Man
- Onde os Monstros Vivem


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
- Nine (“Cinema Italiano”)
- Everybody’s Fine (“I Want to Come Home”)
- Avatar (“I Will See You”)
- Crazy Heart (“The Weird Kind (Theme from Crazy Heart)”)
- Entre Irmãos (“Brothers”)


MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
- Tá Chovendo Hambúrquer
- Up – Altas Aventuras
- A Princesa e o Sapo
- Coraline e o Mundo Secreto
- O Fantástico Sr. Raposo


MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
- Baaria (Itália)
- Abraços Partidos (Espanha)
- Un Prophète (França)
- A Fita Branca (Alemanha)
- La Nana (Chile)


MELHOR SÉRIE DE TV – DRAMA:
- Big Love
- Dexter
- House
- Mad Men
- True Blood


MELHOR SÉRIE DE TV – COMÉDIA/MUSICAL:
- 30 Rock
- Entourage
- Glee
- Modern Family
- The Office


MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV – DRAMA:
- Simon Baker (The Mentalist)
- Michael C. Hall (Dexter)
- Jon Hamm (Mad Men)
- Hugh Laurie (House)
- Bill Paxton (Big Love)


MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV – DRAMA:
- Glenn Close (Damages)
- January Jones (Mad Men)
- Julianne Margulies (The Good Wife)
- Anna Paquin (True Blood)
- Kyra Sedgwick (The Closer)


MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV – COMÉDIA/MUSICAL:
- Alec Baldwin (30 Rock)
- Steve Carell (The Office)
- David Duchovny (Californication)
- Thomas Jane (Hung)
- Matthew Morrison (Glee)


MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV – COMÉDIA/MUSICAL:
- Toni Collette (United States of Tara)
- Courteney Cox (Cougar Town)
- Edie Falco (Nurse Jack)
- Tina Fey (30 Rock)
- Lea Michele (Glee)


MELHOR MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Georgia O’Keeffe
- Grey Gardens
- Into the Storm
- Little Dorrit
- Taking Chance


MELHOR ATOR – MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Kevin Bacon (Taking Chance)
- Kenneth Branagh (Wallander: One Step Behind)
- Jeremy Irons (Georgia O’Keeffe)
- Chiwetel Ejiofor (Endgame)
- Brendan Gleeson (Into the Storm)


MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Joan Allen (Georgia O’Keeffe)
- Drew Barrymore (Grey Gardens)
- Jessica Lange (Grey Gardens)
- Anna Paquin (The Courageous Heart of Irena Sendler)
- Sigourney Weaver (Prayers for Bobby)


MELHOR ATOR COADJUVANTE – SÉRIE DE TV / MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Michael Emerson (Lost)
- Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother)
- William Hurt (Damages)
- John Lithgow (Dexter)
- Jeremy Piven (Entourage)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – SÉRIE DE TV / MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Jane Adams (Hung)
- Rose Byrne (Damages)
- Jane Lynch (Glee)
- Janet McTeer (Into the Storm)
- Chloë Sevigny (Big Love)



Publicado porLê Scalia

Aquela história da realidade de Avatar…

Certo. Lá vou eu de novo falar sobre Avatar e a “realidade” dos personagens do filme.

Bem, eu assisti ao trailer de Avatar, em um cinema 3D. Não estava muito entusiasmada, já que as críticas a respeito baixaram a bola da James Cameron e sua pretensão em revolucionar o Cinema.

E aqui vai a minha impressão (e as das pessoas que estavam comigo no cinema, pois eu “entrevistei” todo mundo hahaha): realmente, aquelas pessoas azuis não parecem reais. Talvez se elas fossem menos… azuis. O fato é que, quase seguido ao trailer de Avatar, passou o trailer de A Christmas Carol, uma animação da Disney, que será lançada ainda este ano nos Estados Unidos e também no Brasil.

A Christmas Carol foi produzido através do processo de captura de movimentos, a mesma técnica usada em O Expresso Polar e Beowulf. Pelo nome e pela referência de Beowulf, é também a mesma técnica usada em O Senhor dos Aneis, ou seja, a mesma de Avatar.

Mas o trailer da Disney impressiona muito mais que o de James Cameron. O personagem Ebenezer Scrooge, interpretado/dublado por Jim Carrey, é muito mais real do que os humanóides azuis de Cameron, e não tem a pretensão de ser a experiência cinematográfica mais real da história do Cinema. É só uma animação. Confiram o trailer.

Jim Carrey é Scrooge

Jim Carrey é Ebenezer Scrooge

E hoje, o @huckluciano me lembrou de uma propaganda da Evian. Nela, uns bebês rappers dançam pelas ruas e  fazem altas manobras em seus patins. E eles seriam muito reais, se não fossem bebês rappers. No making of abaixo, podemos ver como o filme foi feito. Muito interessante. Deve ser porque os bebês não são azuis…

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.403 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: