Arquivos do Blog

O que os gringos sabem sobre o Brasil?

Que eles pensam que a gente fala espanhol, que nossa capital federal é o Rio de Janeiro ou Buenos Aires, que as pessoas só assistem futebol e sambam o dia inteiro, isso nós já sabemos. Aliás, eu tive o desgosto de presenciar esta cena:

- No Brasil tem shopping?

- Claro… o Brasil é um país enorme…

- Ah… eu achava que o Brasil era uma cidade do Chile.

Pois é.

Pooooooooooois é.

Mas enfim. Vamos falar deste vídeos que dois brasileiros residentes no Canadá, Andressa Barbosa Gomes e Ramon Vieira, produziram para um projeto da Universidade Brock, na província de Ontario, para descobrir o que os estudantes de lá sabem sobre o nosso país.

O resultado é impressionante. Nas imagens, muitas pessoas aparecem falando que a língua falada no Brasil é o espanhol. As capitais mais respondidas são São Paulo e Rio de Janeiro. Um chegou a sugerir Montevidéu, capital do Uruguai, e outro, Argentina, que nem cidade é. Por outro lado, muitos acertam as respostas e falam sobre a beleza das mulheres brasileiras e sobre o futebol. Há um garoto, inclusive, que aparece aos 2 minutos e 44 segundos, que deve saber muito mais sobre o Brasil do que muitas pessoas que nasceram aqui. (Bombou na Web)

Agora… IMAGINA NA COPA. Na realidade, imagine depois da Copa. Espero que algumas dessas informações duvidosas a respeito do nosso Brasil (como o fato de sermos uma pequena cidade da América do Sul) se desfaçam.

(PS: Não dá pra culpar quem acha que falamos espanhol né? Afinal, todos os nossos vizinhos falam. E quem é que acreditaria que o minúsculo Portugal colonizara esse território gigantesco? Além disso, quem nos ouve conversando não consegue ligar o português brasileiro ao português de Portugal. É mais uma mistura de espanhol com italiano e um quê de mistério.)

Mas e você, o que você sabe sobre o Canadá? ;)

Contribuições do post: Lê Scalia

Quanto pagamos de impostos?

Semana passada o governo federal divulgou que o IOF – imposto sobre operações financeiras – subirá de 1,5 para 3%. A medida já entrou em vigor este sábado, dia 08. Isso significa que financiar no Brasil ficou mais caro. Logo, quem queria comprar um carro e parcelá-lo em 12-24-36 vezes, vai pagar mais.

Em 2008 este imposto já era de 3%, porém foi reduzido para combater os efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira. Pois é, todo imposto que reduz ou é extinto na terra brasilis sempre volta (alô CPMF!?).

E a gente? A gente simplesmente paga. Não sabemos quanto, onde, mal sabemos o porquê. Ano passado, tentando diminuir esta nossa ignorância/burrice, o site Dieta do Impostão divulgou uma lista com a porcentagem de cargas tributárias que pagamos em muitos produtos. Dê uma olhada e entenda porque, quando você compra, é melhor para o governo que o imposto imbutido no produto não saia discriminado.Simples assim, porque é um absurdo.

Uma lição americana

No lo sabía. Pero en Brasil se habla español. Isso mesmo. No Brasil, se fala espanhol, esse idioma tão característico dos países latino-americanos, colonizados por Colombo e seus conterrâneos. Se duvidar, podemos acrescentar também à lista de novidades o fato de a capital brasileira se chamar Buenos Aires e de que, na verdade, o Brasil não é mais do que uma cidade do Chile.

Aprendi essas coisas e muito mais durante um intercâmbio que fiz em uma pequena cidade americana, onde trabalhei por três longos meses em um restaurante que representa talvez o maior ícone do american way of life: McDonald’s.

Apesar de certa dificuldade para compreender o inglês de subúrbio da região, eu trabalhava no caixa, atendendo aos mais gordurosos pedidos e matando a curiosidade daqueles que faziam perguntas despretensiosas sobre a minha nacionalidade.

Ah, você é do Brasil?! ¿Como te llamas? Desculpe, eu não falo espanhol – respondia, destruindo, assim, crenças e valores profundamente arraigados na mente de muitos cidadãos. Tão arraigados que, em um caso especial saí convencida de que no Brasil se fala, na verdade, espanhol.

Não sei dizer o nome deste senhor que me chamou a atenção para o verdadeiro esclarecimento. Mas era já um senhor de idade, negro, cabelos grisalhos, que provavelmente fora um herói da Segunda Guerra Mundial no Japão, como muitos outros que frequentavam o meu caixa. Estes, particularmente, eram muito curiosos quanto ao modo de vida estrangeiro e mantínhamos, frequentemente, um nível interessante de diálogos.

Pois sim, o senhor de quem falava. Era uma tarde fria e ociosa, o que o fez pedir um descafeinado para ajudar a passar o tempo. O café, no entanto, havia acabado, precisei pedir ao senhor que esperasse alguns minutos enquanto passava-se o novo café, e foi aí então que protagonizei um dos melhores diálogos de minha vida.

O senhor perguntou de onde vinha aquele meu sotaque, e quando lhe disse que era do Brasil, ele logo presumiu que eu saberia falar espanhol. Portanto, foi com muito espanto e negação que ele recebeu a informação de que não, eu falava português. Acredito que a minha fala tenha soado a ele como uma blasfêmia, das piores que uma pobre criatura de terceiro mundo como eu poderia dizer. Mas ele, convicto de suas crenças, perguntou, educadamente, se eu tinha absoluta certeza de que no Brasil se fala português.

Ao confirmar a minha resposta anterior, aquele senhor só pode ter pensado que eu estava à beira da loucura. Sim, por que onde já se viu? O Brasil é um país de hispânicos, as pessoas lá falam espanhol! Você tem mesmo certeza do que está falando? Olha, eu acho que você está enganada! Os mais jovens podem até falar português, mas os mais velhos não! Seus pais, seus avós… eles não falam espanhol?

Bem, sim, afinal, eles cresceram ouvindo seus respectivos pais e avós falando espanhol. Uma de minhas bisavós, por exemplo, nunca aprendeu a falar português, essa língua moderna que se fala há tão pouco tempo no Brasil. Eu sou apenas a terceira geração de brasileiros de minha família, como poderia discutir com um velho senhor americano?

E foi então que eu aprendi que no Brasil se fala espanhol.

Posts relacionados:
Frases em espanhol que não se deve dizer a um brasileiro
Dejame enseñarte algo de Brasil
Brasil, uma cidade de espanhóis
Brasil, uma cidade de espanhóis II

Poker, esporte da mente

Quando se fala em poker, no Brasil, tradicionalmente o que se pensa é a modalidade “five-card-draw”, o poker fechado, que o jogador recebe cinco cartas e blablabla. Aquele mesmo que supostamente leva as pessoas à ruína e as fazem apostar a casa, a esposa e os filhos. Nunca ouvi falar de nada parecido, mas a lenda é essa.

Porém, nos últimos anos, essa impressão está mudando. Drasticamente, eu diria. Fundada em janeiro de 2009, a Confederação Brasileira de Texas Hold’em (a modalidade mais praticada atualmente, no país e no mundo) vem realizando um trabalho concreto na profissionalização do esporte no país. E é exatamente essa denominação que o poker recebe: esporte. Em abril de 2010 a IMSA (International Mind Sports Association) reconheceu o poker como “esporte da mente”, mesmo estatuto do xadrez, por exemplo. Dessa forma, ele será disputado nas Olímpiadas de esportes da mente, realizadas na mesma cidade sede da Olímpiada tradicional e tudo mais.

A grande questão envolve a legalidade do poker no país. Como todo mundo sabe, jogos de azar são proibidos constitucionalmente no Brasil. Você não vê cassinos ao lado dos shoppings em Curitiba. A resposta é que, comprovado por estudos e laudos técnico-jurídicos, o poker não é um “jogo de azar”.

A Revista Flop desse bimestre traz em sua reportagem de capa um detalhado relato sobre o avanço e análise do jogo de poker no Brasil. Com base em inúmeros estudos nacionais e internacionais, acompanhados da opinião de juristas do país – como o ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Junior, torna-se evidente que o poker, em todas as suas modalidades, é um esporte que tem como habilidade seu principal fator de sucesso. A habilidade no poker se estende por leitura dos oponentes, cálculos matemáticos, capacidade de blefar e realizar decisões corretas sob pressão, entre outros aspectos sublinhados na reportagem.

A Revista Flop disponibiliza toda a edição na Internet: clique aqui para acessá-la.

O Full Tilt Team reúne muitos dos melhores jogadores de poker do mundo. Ah, eu também jogo por lá hehe.

Sou um grande fã do esporte e torço para que o preconceito em relação a ele no país seja dissolvido pela informação e pelo reconhecimento. “Eu vou All in“.

Links relacionados:

Full Tilt Poker.net (acesse, inscreva-se e jogue – você vai gostar)

CardPlayerBrasil

SuperPoker

Brasil brasileiro?

Algo me intriga: faltam menos de duas semanas para o início da Copa. Obviamente não é isso que me intriga, e sim a impressão de que não estamos tão perto do maior evento futebolístico do mundo.

As promoções estão por toda a parte, vendendo até bolinho com a desculpa de que Brasil, Copa e bolinho têm “tudo a ver”. Isso sem falar das safadinhas que prometem mundos e fundos caso o Brasil seja campeão (isso não seria considerado “mexer” com a superstição do brasileiro?!).

As propagandas temáticas, tanto dos patrocinadores da Copa quanto dos “marginalizados”, também nos lembram, a todo intervalo comercial, de que estamos quase lá.

Vale destacar aqui a minha incompreensão quanto à utilização do Dunga como garoto propaganda de várias marcas. Brahma, Guaraná Antarctica e Vivo: por que raios usar alguém que é odiado por parcela considerável da população para atestar a qualidade de seu produto?

Usar o Dunga, hoje, como garoto propaganda é quase o equivalente a usar o vilão da novela pra dizer que o que você vende é bom. Ou seja: não tem credibilidade. Não tem carisma. Não tem simpatia. Não tem adesão. Não tem sentido.

Ok. Deixemos isso de lado. Voltemos às vésperas da Copa e o clima de não-patriotismo. Uma ou outra bandeira, tímida, na sacada; o calçadão de Curitiba com postes em verde e amarelo; alguns bolões: considerados extremamente otimistas para levar a seleção à final.

O que acontece? Por que nem parece que estamos praticamente em Copa?! Eu tenho uma teoria.

É tudo culpa do Dunga. Parece zoeira, mas é sério. Eu tenho a impressão de que o Dunga conseguiu desanimar os brasileiros. Não estou discutindo a qualidade da seleção convocada, estou discutindo o modo do treinador brasileiro tratar a imprensa e seu próprio  povo e no que isso resultou.

Parece até que o Brasil e a Seleção estão “de mal”. E de onde veio isso? É clichê, mas eu sinto que foi tirado um pouquinho da alegria do futebol e da seleção brasileira. E é justamente isso que nos diferencia do resto.

Ficamos com aquele futebolzinho burocrático, que dá lugar ao medíocre e regular e exclui as grandes estrelas. O Brasil não está acostumado a isso. Nossa seleção sempre esteve em evidência pelo futebol arte, pelas grandes jogadas e pelos grandes jogadores, e não porque nosso volante titular foi escolhido o pior jogador da temporada italiana. Ou porque nossos titulares são reservas em seus times. Ou porque são nervosinhos. Ou porque são imaturos. Ou porque são mascarados. Nunca foi isso.

(PVC detonou o Felipe Melo, hahaha. “Cri, cri, cri”.)

Ninguém consegue agradar todo mundo, mas Dunga e cia. têm conseguido desagradar muita gente.

Pode soar como bobagem, mas eu acho que o Dunga apagou um pouco o brilho do futebol brasileiro. Quem joga pelo conjunto é time pequeno! Quem joga retrancando são nossos adversários! Os números da “Seleção Brasileira de Dunga” (e ele acha que é só dele mesmo) são incontestáveis: Copa América, Copa das Confederações, Classificação em 1º lugar nas eliminatórias.

(Só pra constar, o Brasil fez campanhas semelhantes em 1982 e 1998. Pelo menos, em 1982 jogava bonito. Será que a história vai se repetir?)

Como ainda discutir isso? Como não ter vontade de assistir um time desses? Como não querer torcer por um time desses? Pois é. Como? De uma maneira ou de outra, a CBF conseguiu tornar ‘fosca’ a relação do brasileiro com a seleção. Não bastasse isso, a grosseria/antipatia/arrogância(e)teimosia do Dunga só pioram a situação.

Não estou dizendo aqui que o Brasil não vai ganhar a Copa. Muito menos que vai. Eu particularmente não acho que temos um bom time. Apesar disso, mesmo com essa “seleção meia boca” ainda temos a melhor seleção ou um dos melhores times da Copa. Perderíamos, no entanto, para a Seleção dos Renegados. Mas como ela não estará na África do Sul podemos ficar mais tranquilos.

Fato é que a Copa está aí! E é o Brasil, no fim das contas. Não temos muitos ídolos por lá, mas é Copa! E Brasil! De novo, é indissociável. Assim como o amor do brasileiro pela Seleção. Pode até ficar meio fosquinho, gerar piadinhas e bolões “inversos”, mas continua lá. Não tão firme, mas forte.

Além do quê, é o evento esportivo mais divertido ever. E o que realmente importa é sermos desclassificados depois da Argentina! Contamos com a ‘desconcentração’ (bebida+sexo+churrasco) deles nessa nossa meta sul-africana.

Publicado por: Lê Scalia

WArTER

O Império Romano guerreava em busca de um domínio mais amplo, com aumento de seu poderio e de seus territórios.

A Guerra do Peloponeso, na Grécia, a disputa entre as “irmãs” Atenas e Esparta foi uma disputa de poder, considerando que Atenas ganhava ‘carisma’ e influência, deixando os espartanos com medinho.

A Guerra das Duas Rosas foi uma luta pelo trono inglês.

A Guerra da Secessão foi travada entre os estados do Sul, conservadores e escravocratas, e os do Norte, moderninho e “igualitário”, dos EUA.

A Guerra de Canudos representou uma luta do povo nordestino, sofrido e religioso, contra o exército defensor dos latifundiários e coronéis.

A Guerra da Independência do Brasil foi… bom, deixa pra lá.

A 1ª Guerra Mundial eclodiu, teoricamente, pelo assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro, Franz Ferdinand. Mas tem base no Imperialismo e na rivalidade das nações.

A 2ª Guerra Mundial teve grande incentivo de um alemão louco, que achava ser superior ao resto. E de pessoas mais loucas que ele, que concordavam.

E dizem que a 3ª Guerra Mundial será por causa da água.

Não, eu não acredito nisso. Até porque um conflito armado a essa altura acaba com o planeta antes de sequer piscarmos. (O que vai acontecer é todo mundo obedecer quem tem o poder hahaha #teoriadaconspiração)

Mas falo sobre isso para ilustrar a importância da nossa companheira H2O, já que nessa segunda, dia 22 de março, foi comemorado o “Dia Mundial da Água”. O Brasil é o país que tem em seu território a maior quantidade de água doce no planeta, sendo que concentramos aproximadamente 12% de toda a água doce superficial da Terra.

Temos por aqui, o maior rio em volume e extensão do mundo: sim, sim, nosso famoso Rio Amazonas. E além dele, temos outros ilustres coadjuvantes, como o Rio São Francisco e o Rio Paraná, isso sem contar a chuva susse que cai em mais de 90% do território brasileiro.

E se não bastasse tudo isso, temos o maior aqüífero do mundo: o Guarani. Pois é, como megalomaníacos que somos, esse que temos aqui é o maior manancial de água doce subterrânea adivinhem de onde? do mundo. Dois terços de sua área total fica aqui, bem debaixo de nossos pés (inclusive de nossa querida Frutal-MG).

Isso aí, pensamos. Reservinha mara!

Mas não é bem assim que funciona. Continuamos, como qualquer outro povo, poluindo, aproveitando e desperdiçando. Parece que a gente só dá mesmo valor quando perde, certo? Nesse caso, tenho a impressão de que só iremos realmente valorizar a água e as bênçãos naturais de nosso país quando as coisas atingirem níveis críticos.

Quando a água bater na bunda. Ou, quando não tiver água pra bater na bunda (#infame). Quando passarmos por situações de escassez como a vivida no Oriente Médio ou na África. E me incluo nessa… acho que por mais que tenhamos consciência da necessidade de preservação e de cuidado, nós ignoramos. Fechamos nossos olhos e deixamos pra depois.

Até que chega uma hora que não dá mais pra ignorar: vide Aquecimento Global. Só espero que percebamos logo o quanto é importante o que temos em mãos, o quanto é valioso o que temos em abundância. E para que, assim, mostremos um pouquinho da gratidão que deveríamos ter por um país tão naturalmente abençoado.

(Sério… a gente é ENORME, não estamos em cima de placas tectônicas se encontrando, não temos furacões e nem vulcões, tremor aqui é só reflexo do terremoto do vizinho, rola sol o ano inteiro (Curitiba não entra) e além da diversidade da flora e fauna, temos uma quantidade de água doce, digamos, considerável. Só precisamos nos lembrar de que isso é um privilégio.)

Vale destaque: na 2ª foi comemorado também o “Dia Sem Carne”. Com menos sucesso, eu acredito. #fail ? Haha, não sei dizer.

Sei que a data comemorativa já passou, mas é válido que tenhamos um pouquinho do Dia Mundial da Água todos os dias. Não pretendo pagar de falsa moralista aqui, mas acho que o que pudermos fazer, mesmo que pouco, já vale. Já é a nossa parte.

(Peço desculpas sinceras pelo trocadilho mega infame do título. Eu não resisti.)

Posts relacionados:

International Day of Climate Action

Publicado por: Lê Scalia

Brasil, uma cidade de espanhóis II

 

Toda viagem de intercâmbio possui suas pérolas americanas. Com o meu Work&Travel não foi diferente. Lá vão elas:

  

Rexona Teens

 Era uma vez duas brasileiras que conheceram uma americana. Conversa daqui, conversa dali, resolveram sair para uma festa. Só que para isso, antes, é claro, a americana as apresentou um objeto desconhecido aqui no Brasil: o desodorante. “Este aqui é o desodorante. Nós, meninas, precisamos utiliza-lo para cheirar igual flores…”. Bem, estas meninas nunca mais saíram juntas.

 

Grande praia de nudismo

 Essa pra mim é a melhor: fomos alertados que não, impreterivelmente, não poderíamos ir para praia pelados. Ainda bem que nos avisaram! Tem ainda os que acham que andamos por tudo pelado: vamos para a praia, escola, hospitais, shoppings… Bem, shoppings não porque isso não existe aqui no Brasil. Enfim, tenho amigos que foram recepcionados com uma muda de roupa no aeroporto. Quem mandou brasileiro comprar roupa adoidado quando vai para os EUA? Assim eles pensam que isso é novidade para a gente.

 

Caminho das Índias

 Sempre tem aquele que acha que o Brasil é um grande matagal. Agora que andamos sobre elefantes foi novidade para mim. Pensando bem, deve ser divertido dirigir um elefante. Será que precisa de habilitação ou será que é uma categoria especial? Tem placa?

 

“No final, quando a gente lembra, é engraçado e dá saudade”.

Pior que é verdade.

Brasil, uma cidade de espanhóis

Em dezembro do ano passado, peguei um vôo de Nova Iorque para Norfolk-VA, cidade próxima de onde eu faria o Work & Travel, trabalhando em um McDonald’s de Portsmouth-VA. O avião era, obviamente, bem menor do que aquele que fizera São Paulo-NY. Cabiam umas 80 pessoas, e era bem apertado. Do meu lado, sentou um senhor (nem tão senhor assim) que comentou comigo: “Esse avião é feito no Brasil. Espero que ele seja seguro!”. Não, ele ainda não sabia que estava falando com uma brasileira. Mas é claro que eu falei, e acho que ele ficou um pouquinho sem graça. Bem feito.

Uma das coisas mais legais (ou mais irritantes, depende do ponto de vista) de estar passeando ou morando no exterior é falar sobre o Brasil. Todo mundo já ouviu falar da ignorância quase generalizada dos americanos, e é realmente inacreditável estar lá respondendo “não, no Brasil não tem macacos andando na rua…”.

Buenos Aires, capital do Brasil.

Como consta na mente das pessoas e em seus celulares. Um dos gerentes do Mc começou a rir e disse “Bom, é bom eu não andar com esse celular se estiver viajando por aí”. É, é bom mesmo!

Nós falamos espanhol.

Eu, no avião, sentada entre dois amigos que estavam viajando juntos. Um deles, vendo aquelas revistas de avião. De repente, ele vê um anúncio de uma churrascaria muito boa de Washington DC e começa a falar com o amigo sobre ela. O nome da churrascaria é Fogo de Chão. Daí eu tive que intervir. Falei que era um restaurante brasileiro, blá blá blá… até que:

- Como te llamas?
- Luiza, mas eu não falo espanhol.
[Risadas, um de vergonha e outro rachando da mancada do amigo.]
- Sério? Que língua vocês falam?
- Português.
- SÉRIO?? Mas é, tipo, outra língua mesmo, ou um sotaque diferente, tipo inglês americano e britânico?
- Não, é outra língua, tipo alemão e holandês.

[Talvez o exemplo não tenha ajudado né... hahahaha]

Ou então, aquele cara que TEIMOU comigo que no Brasil se fala espanhol:

- Você fala português? Mas no Brasil se fala espanhol, né?
- Não, nós falamos português no Brasil.
- Não, é espanhol. Você quer dizer que os jovens falam português?
- Não, todo mundo fala português.
- Tá, mas só os jovens, né? Os mais velhos falam espanhol!
- Não, no Brasil se fala português.

E por aí vai…

Brasil, cidade do Chile, do tamanho do Texas.

É. Primeiro alguém pergunta “Mas, qual é o tamanho do Brasil, é mais ou menos do tamanho do Texas?”. Ao que eu respondo “Sabe o mapa da América do Sul? É quase tudo aquilo”. Será que ele conhecia mesmo o mapa da América do Sul? Porque essa mesma pessoa perguntou que língua se falava na Europa… e eu, que nem uma idiota “Depende… na Alemanha se fala alemão, na França se fala francês…”“Ah, é verdade, a França fica na Europa!”. Foi essa pessoa também que me perguntou dos macacos…

Em outra ocasião, uma menina nova no McDonald’s: “No Brasil tem shopping?” , “Ah, eu pensei que o Brasil fosse uma cidade do Chile!”.

Tá, pra não ser tão radical, admito que em cidades turísticas, como Orlando e Nova Iorque, percebi um pouco menos de ignorância por parte das pessoas. Até trocaram algumas palavras em português com a gente. Mas não eram quaisquer pessoas: eram funcionários dos parques de Orlando e das lojas de eletrônicos da Times Square. Porque, fala sério, você SÓ encontra brasileiros nesses lugares.

E eu me lembro também de um caso de ignorância com europeus. Há 4 anos, na Romênia, um alemão perguntou: “Como vocês vieram pra cá, de avião?”. Mas dessa vez, o próprio amigo tirou um sarro e disse “Não! Elas vieram de barco, remando!”. Bom, pelo menos este parecia saber onde fica o Brasil!

No final, quando a gente lembra, é engraçado e dá saudade.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.403 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: