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Conversando sobre Comunicação, Política e algo mais

Este post surgiu de uma conversa sobre Comunicação com meu amigo Jacob Said Netto. O texto é parte de um e-mail enviado por ele. Pensamentos aleatórios de uma mente ativa ;)

Esse assunto [da manipulação da mídia] é muito interessante e de discussão pertinente – ainda mais agora, em época de eleição. Aliás, esse seria um tema legal pra ser discutido: O papel da mídia nas eleições. Especialmente nessa eleição, como nunca antes, uma crescente posição político-partidária está sendo assumida por alguns meios de comunicação – sempre houve parcialidade, na minha opinião, mas isso nunca esteve tão claro e assumido quanto hoje. Não é mais velado o posicionamento desses meios de comunicação – que têm controle e interesse centralizados nas mãos de poucos.

Mas o leitor para e pergunta a si mesmo: mas e daí que tal jornal veicula (ou canaliza as informações) o que lhe interessa? Ninguém disse que eles tem que ser neutros – aliás, neutralidade é um conceito que fica suspenso no ar.

Penso que o problema reside não em tomar partido (isso é uma outra questão que merece discussão também), mas vestir o véu da imparcialidade. Isso sim é que incomoda.

E é especificamente isso que me parece peculiar nessa eleição, ou melhor, é justamente o desmantelamento dessa estrutura que me chama atenção. É cada vez mais escancarado o apoio de alguns meios de comunicação a alguns candidatos.

Chega a ser hilário a forma como alguns deles divulgam as pesquisas eleitorais – instrumentos estatísticos que carregam, por natureza, o reflexo das campanhas e dos interesses da população (claro, quando realizados com seriedade e comprometimento com a democracia acima de tudo). Mesmo quando não há mais o que negar, os veículos encontram meios de convergir a atenção de quem recebe a mensagem para outro lugar.

A informação está lá. Um óbvio ululante. Como os ramos do coqueiro “lambendo” a testa do leitor, como prefere Nelson Rodrigues. Mas há um esforço monumental por parte de quem veicula a informação para esconder o coqueiro, ou melhor, vesti-lo de outra coisa, pintar os cocos de preto e dizer que aquilo, na verdade, é uma jabuticabeira super-fertilizada.

Não falo de manipulação, o que é muito discutível, mas sim do inegável poder de influência dos meios de comunicação sobre a formação de opinião – e isso em nível mundial. Há um autor que eu estudo pro meu TCC chamado Edward Said, e um de seus conceitos fundamentais é o Orientalismo (outro tema de conversa hehehe).

[…] o Orientalismo pode ser discutido e analisado como a instituição organizada para negociar com o Oriente – negociar com ele fazendo declarações a seu respeito, autorizando opiniões sobre ele, descrevendo-o, colonizando-o, governando-o: em resumo, o Orientalismo como um sentido Ocidental para dominar, reestruturar e ter autoridade sobre o Oriente (SAID, 1979, p. 15)

O orientalismo é produzido e reproduzido pela literatura, pela indústria cinematográfica, pela mídia, por todos nós no dia-a-dia. Nas piadas, nas generalizações, nos clichês, enfim. Enfim, já estou falando muita coisa aqui! hehehe

Aliás, queria te falar também que eu fui numa reunião dos organizadores da Flotilha da Liberdade II, que deve sair em outubro provavelmente da Itália. O objetivo dos organizadores é, dessa vez, ter 20 navios. A primeira flotilha tinha 7 – atualmente eles já tem 9, precisam de mais 11 pra cumprir o objetivo.

A reunião foi no Congresso e teve a participação de uma jornalista italiana que estava em uma das flotilhas atacadas por Israel – ela deu um depoimento emocionado.

Foi muito interessante, muito mesmo. Eles vieram ao Brasil pedir apoio de autoridades, políticos, jornalistas e interessados em colaborar. Já há mais de 9 mil voluntários inscritos no site deles para essa próxima viagem! Legal, né?!

Jacob Said Netto é estudante de Relações Internacionais da Unesp (Franca-SP). Atualmente, ele trabalha no International Policy Centre for Inclusive Growth, órgão da ONU ligado ao Pnud.

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O impacto da Internet e das ‘novas tecnologias’

Este post é um complemento de “Comunicação: Ciência ou Teoria da Conspiração?” e é uma adaptação de uma avaliação da disciplina Comunicação e Tecnologia, do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná.

Hal, o computador de "2001: Uma Odisseia no Espaço"

Desde a difusão do computador pessoal e a popularização da Internet, as pessoas costumam conferir ao novo meio, a cibercultura em geral, poderes capazes de uma transformação social inigualável na História, virou senso comum dizer que a Internet está revolucionando o mundo, que possui um grande impacto na sociedade. Mas raramente nos perguntamos que tipo de revolução e que tipo de impacto são esses. 

Este tipo de afirmação é, portanto, precipitada e talvez até ingênua, no sentido em que é feita sem antes estudar e conhecer de fato as tais novas tecnologias. A metáfora que coloca a cibercultura como um “impacto” é inadequada, pois o termo pressupõe algo que é exterior à sociedade e não lembra – ou não considera – que as novas tecnologias são, na verdade, pensadas, concebidas e utilizadas dentro da sociedade, por indivíduos e atores sociais. A relação entre essas, digamos, “entidades” (pessoas, máquinas e ideias) é, na verdade, o que constitui as atividades humanas. O uso que se faz da técnica parte dessa relação, ou nas palavras de Pierre Lévy, “por trás das técnicas agem e reagem ideias, projetos sociais, utopias, interesses econômicos, estratégias de poder, toda a gama dos jogos dos homens em sociedade”. A máquina por si só não tem interesses, mas atende a interesses de alguém.

Dessa maneira, não se pode dizer que a técnica determina certos acontecimentos na sociedade, causando o tal impacto. A sociedade pode se encontrar condicionada pela técnica, mas nunca determinada. Isso significa dizer que a tecnologia permite certas mudanças na sociedade, mas não as determina, ideia contrária, por exemplo, de Marshall McLuhan, que concedeu poderes a todos os meios de comunicação com a máxima “o meio é a mensagem”. Um outro autor, Dominique Wolton é muito claro quanto a isso: as “revoluções” que aparentemente foram causadas exclusivamente por causa de uma tecnologia – por exemplo, a imprensa de Gutemberg e a Reforma Protestante – foram, na verdade, a conseqüência de um momento catalisador da História, quando houve a articulação de três aspectos fundamentais da comunicação: o técnico, o cultural e o social. Em concordância com esta ideia, Lévy aponta que essas três entidades – tecnologia, sociedade e cultura – não podem ser analisadas separadamente, pois estão confundidas na cibercultura. Quanto à ideia de impacto e revolução, o autor acrescenta que nenhuma das novas tecnologias foi deliberadamente planejada por Estado ou setor privado, foram, na verdade, resultado de pesquisa e paixão de visionários.

É importante lembrar também que a técnica não poderia fazer nada sozinha. O que frequentemente criticamos ou elogiamos é o uso que se faz dela, pois ela não é boa, nem má, essa classificação depende do contexto e, novamente, do uso. Mas a técnica também não é neutra, justamente pelo seu papel condicionante da sociedade.

Essa sensação de impacto e de exterioridade das novas tecnologias tem uma explicação muito simples. Os novos meios estão constantemente se modificando, deixando ultrapassado, por exemplo, um aparelho celular que acabou de chegar às lojas. Como não podemos acompanhar todas essas mudanças, parece-nos, cada vez mais, que essas atividades são exteriores à sociedade, como se viessem do Espaço causando o impacto de um meteorito.

Bem, não se pode negar que as últimas transformações tecnológicas no campo da cibercultura mudaram, em alguns casos profundamente, a rotina as pessoas, embora nada disso pudesse ser previsto ou planejado. Alguns campos apropriaram-se do conhecimento que estava sendo desenvolvido no campo da Informática e transformaram seu modo de produção, como nos casos das telecomunicações, cinema e televisão, por exemplo.

O que vemos hoje é uma crescente popularização de uma tecnologia que antes era exclusivamente da Informática e que atendia a interesses bélicos e estatais. Ainda, a tecnologia não está somente na vida profissional dos indivíduos, a cibercultura está em todos os lugares, inclusive na vida pessoal. Essa onipresença causa não apenas a comodidade para as pessoas, mas também uma grande mudança naquilo que fazíamos com o nosso tempo, porque, na medida em que as novas tecnologias ganham tempo, nós arranjamos mais coisas para fazer, e temos a impressão de que estamos ganhando tempo (Síndrome do Coelho Branco).

Acredito, no entanto, que o impacto causado pela cibercultura não é tão grande quanto pensamos ser. Certamente, as alterações provocadas na rotina dos indivíduos, nas relações do dia-a-dia são muito grandes e ainda não cessaram. Como aponta Lévy, a cibercultura está em constante mudança, que se dá cada vez mais rapidamente, ideia também defendida por Wolton, quando este diz que as novas tecnologias se desenvolvem num tempo muito mais curto do que o tempo em que a sociedade leva para se adaptar e entender os processos. Essa diferença de tempo tem um papel importante no impacto da cibercultura, pois a sociedade é seduzida por tecnologias desconhecidas, uma mágica capaz de aproximar duas pessoas que se encontram geograficamente distantes. São os programas, aqueles seres estranhos que nos permitem fazer parte do mundo virtual. E justamente essa sedução, causada então por uma diferença de tempo entre sociedade e tecnologia, é o que confere à cibercultura a metáfora do impacto. É o novo bezerro de ouro.

Surge então, o conceito de realidade virtual, causada pela interação entre a máquina e o indivíduo. Nas palavras de Lévy, “o explorador tem a sensação física de estar imerso na situação definida por um banco de dados”, ou seja, a realidade experimentada na cibercultura é material, é palpável. Essa ideia nos leva ao conceito de virtualidade real defendido por Manuel Castells: vivemos hoje uma mistura de duas realidades, a real e a virtual; assim, a vida offline é cada vez mais influenciada pela vida online, que passa a configurar então parte integrante da realidade; é virtual porque se dá por meios eletrônicos, mas é real na medida em que é parte integrante e fundamental de nossa realidade, essa realidade palpável.

Sabemos que não é possível viver sem os avanços tecnológicos que modificaram não somente a Comunicação, mas, principalmente, as relações entre os indivíduos e a sociedade, que fizeram dos meios extensões dos homens, pois as novas tecnologias não são simples ferramentas de trabalho. Os usuários assumem o controle da máquina, a mente humana é uma força direta de produção (Castells). Assim, como já afirmado por McLuhan, computadores são extensões da mente humana e, portanto, quem estaria causando um possível impacto não é a cibercultura, mas os próprios indivíduos da sociedade.

Essa é uma constatação que devemos sempre ter em mente. Quando criticamos a “mídia”, a “tecnologia”, ou a “cibercultura”, parece até que estamos falando de um monstro invisível, e sempre externo, que corrompe a sociedade e o dia-a-dia das pessoas. Não, a mídia, a tecnologia e a cibercultura foram todas concebidas por indivíduos, por atores sociais; e são constantemente alimentadas pelas próprias pessoas da sociedade. Bom ou mau é o uso que se faz delas.

Referências:
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede.
LÉVY, Pierre – Cibercultura, São Paulo. Editora 34.
WOLTON, Dominique. Pensar a comunicação.
WOLTON, Dominique. Internet, e depois? Uma teoria crítica das novas mídias.

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Comunicação: Ciência ou Teoria da Conspiração?

A Comunicação é algo que está constantemente na vida das pessoas. Talvez isso faça com que as pessoas, todas as pessoas, sintam-se no direito e com autoridade para criticá-la, mesmo que essas críticas sejam meras reproduções do senso comum. Quando alguém diz que a “mídia manipula”, “a mídia aliena”, “a mídia..” blá-blá-blá, eu me pergunto: O que você quer dizer com “mídia”? Porque, veja bem, a “mídia” não é um monstro invisível que corrompe a sociedade, a mídia é feita e alimentada por pessoas da própria sociedade.

Por isso, resolvi colocar no blog algumas das coisas que acho mais importantes sobre a Comunicação, ou pelo menos alguns dos assuntos que estão em pauta na tal da mídia. São apenas as minhas opiniões baseadas em algumas leituras que fiz durante esses três anos e meio estudando Comunicação Social. O objetivo é parar um pouco e pensar. A Comunicação é uma Ciência, e não uma Teoria da Conspiração.

As primeiras teorias que se propuseram a estudar os meios de comunicação surgiram, em geral, no momento em que meios como o rádio e a televisão alcançaram grandes abrangências. Eles ficaram conhecidos como meios de comunicação de massa, por terem essa característica de tornar acessível qualquer tipo de informação.

Até então, tínhamos os jornais e revistas. Mas jornais e revistas não são meios de comunicação de massa porque (1) não possuem uma cobertura nacional e (2) se utilizam da linguagem escrita, que limita o poder de abrangência, principalmente numa época em que os índices de analfabetismo eram muito mais altos do que hoje.

Mas enfim. Os meios de comunicação de massa foram sempre, absurdamente, criticados porque se considerava que o indivíduo era completamente influenciado pelos meios – tipo aquela imagem clássica de alienação em frente à TV. Além disso, condenavam o fato de a mensagem transmitida pela TV ser homogeneizada, ou seja, a mesma para todas as pessoas.

E as primeiras teorias da comunicação realmente legitimavam esse senso comum. As pesquisas eram feitas em laboratórios, onde o indivíduo ficava isolado de tudo e de todos. Logo, os resultados confirmavam a alienação total do coitado.

Mas, ainda bem, as teorias de comunicação não são feitas apenas por bacharéis em Comunicação Social. Nem poderia. Quando se estuda o efeito que os meios podem ter sobre uma sociedade, chame um sociólogo; quando se estuda os efeitos que os meios podem ter no indivíduo, chame um psicólogo; quando se estuda os efeitos que os meios podem ter nas pessoas e entre elas, chame um antropólogo. E por aí vai. A Comunicação é uma ciência interdisciplinar, o que não significa que todo mundo entende do assunto, mas sim que devemos trabalhar com outras ciências.

Então, juntas, a Comunicação, a Sociologia e a Psicologia descobriram que não é possível um indivíduo ser completamente influenciado pelos meios. Mais importante do que a opinião de alguém na TV é a opinião de seus amigos, conhecidos, familiares, etc. Além disso, suas crenças, seu conhecimento prévio, sua cultura, seus costumes… tudo isso influencia muito mais na formação de opinião de alguém.

Sabe-se também que o receptor exerce uma influência muito grande sobre o conteúdo veiculado pelos meios. Ou seja, o receptor não é passivo, ele é ativo e influencia sim a agenda dos meios de comunicação. Ou seja, coitadinho uma ova! Essa história de colocar o espectador na condição de vítima é, no mínimo, ingênua.

E contradiz com o que se pensa da Internet. Ora, a Internet e as novas tecnologias são hoje aclamadas e consideradas uma revolução na Comunicação e na sociedade. A Internet possibilita a democratização da informação, pois as pessoas podem acessar todo tipo de jornal e então construir sua própria opinião. Certo? Não é isso que você pensa também? É isso que você faz? Quantos jornais você lê por dia na Internet?

Pois é, isso é mais uma afirmação do senso comum. A Internet não democratiza a informação; o conteúdo da rede é muito maior que a demanda, e por isso encontramos de tudo – notícia, jogos, sexo, cultura, esporte, etc. A verdade é que a Internet restringiu ainda mais a informação, pois você precisa saber o que procurar, e querer procurá-la, a notícia não vem até você.

E como ficam então os meios de comunicação de massa? Bem, a verdade é que foram eles que possibilitaram a democracia, justamente por levarem a mesma informação para todo mundo, fazendo com que qualquer pessoa tivesse acesso às notícias do país e do mundo. Democratizar a informação é transmiti-la através de um meio de massa, coisa que a Internet não faz.

Aguarde o próximo post sobre os impactos da Internet e das ‘novas tecnologias’.

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I gotta feeling..!

Para muitos – eu no meio! – I gotta feeling, do Black Eyed Peas, foi a música de 2009.

É uma música que, por alguma razão, passa uma vibe legal e te faz querer festejar todo dia, o dia todo [party everyday, pa-pa-pa-party everyday]. E no meio disso tudo, uma Universidade canadense de comunicação fez um clipe com seus alunos.

Até aí tudo bem, mas o interessante do vídeo é que ele foi feito sem cortes. Hm, você pensa… “legal”. Mas é muito mais que legal, haha, é dificílimo fazer isso (se você já teve a oportunidade de mexer com câmera sabe disso, se não, acredite!). Acho que até o mestre Hitchcock estaria orgulhoso. A câmera está no local exato em que ela deve estar e as pessoas parecem se divertir muito enquanto gravam.

Como fizeram? Simples, a única regra era: diversão. Não importava o que cada aluno fizesse em frente à câmera, ele deveria estar se divertindo. E enquanto o câmera seguia o trajeto ensaiado, uma pessoa levava um rádio que ia tocando a música; assim, não dava pra errar ou esquecer (e estragar toda a sequência).

A turma de alunos, que já havia feito uma versão própria de Mamma Mia – ABBA -, mandou muito bem.

Por que postar isso só agora?

Porque eu acho, eu espero, que 2010 seja um bom ano. :]

E porque, convenhamos, é muito legal!

Fica, a seguir, não só o clipe feito pelos alunos de Quebec, mas também o making of.

CLIPE

MAKING OF

E não foi só essa versão extraoficial de “I gotta feeling” que saiu não… o College Humor também tem a sua, vale (muito) conferir (com letra, aqui). (<- É muito bom, haha)

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Publicado por: Lê Scalia

A nossa ínfima parte

Outro dia, fui a uma palestra do Caco Barcellos, na faculdade. Era o Diálogos Universitários, realizado pela Souza Cruz em universidades por todo o Brasil. É. “Souza Cruz” e “universidade” não são palavras que deveriam vir juntas na mesma frase. Mas, tirando então toda essa questão de moral, ética, e paradoxo, o Diálogos Universitários, ainda que seja uma excelente iniciativa, blá blá blá, não deixa de ser uma competente jogada de marketing da Souza Cruz. Que, aliás, como o Dan fez questão de notar, não usou uma vez sequer a palavra “cigarro” em seu vídeo de apresentação.

Mas tá, não é disso que vou falar. A iniciativa é realmente ótima, de apoiar as empresas juniores. E se ninguém mais faz isso, vai a Souza Cruz mesmo. Daí cada empresa junior que trabalhe com sua consciência.

E a palestra foi realmente ótima. Caco Barcellos é realmente um excelente jornalista. Ele falou sobre violência, dois tipos especificamente: a violência no trânsito (álcool + direção + alta velocidade) e a violência que todos conhecemos como homicídio.

A gente vê todo dia na televisão, no jornal, no rádio, na Internet… notícias sobre tragédias. Assassinatos, epidemias, guerras, tsunamis, fome… mas não ocupamos muito do nosso tempo nos preocupando com isso. Afinal, o que podemos fazer como indivíduos?

Então, uma palestra como essa me faz pensar outras coisas. Assim como o filme “Uma verdade inconveniente”, do Al Gore. São todas verdades inconvenientes. Que o mundo está aquecendo e isso vai trazer conseqüências drásticas para a vida na Terra; que há crianças na África e em todo o mundo passando fome, doentes, que nunca vão conhecer seus pais e que podem nem chegar a ser adultos; as mortes nas grandes cidades brasileiras… Richthofen, Isabella Nardoni, João Hélio, Eloá… e muitas outras que a gente não lembra e nunca fica sabendo. As mortes sem nome.

Mas o que isso tudo me faz pensar é em uma coisa que estudei em Teoria da Comunicação. Uma das teorias fala sobre algumas funções que os meios de comunicação de massa supostamente têm. E que uma dessas funções, seria, na verdade, uma disfunção narcotizante. A grosso modo: recebemos tanta informação que somos narcotizados pelos meios de comunicação, e não estimulados. É tanta tragédia que “o que é que eu posso fazer?”. Daí a gente se sente impotente, paralisado. E não fazemos nada.

Quando essa sensação tomar conta, sugiro que pensamos diferente: se cada um fizer a sua ínfima parte, não, ainda assim não veremos resultado algum. Não em curto prazo, pelo menos. Nós temos que fazer a nossa ínfima parte pensando no futuro, o nosso próprio futuro. Sabe aquela coisa das formigas? Cada uma faz uma coisinha e de repente… elas ganham a guerra contra os gafanhotos!

Enfim, não vou prosseguir a metáfora, mas terminar este post deixando aqui uma campanha convidando as pessoas a se tornarem voluntárias. Esse é só um jeito de ajudar, mas que tem muitos jeitos! A campanha foi feita por nós mesmos, para a disciplina de Produção Publicitária em Áudio. Só para rádio.

Tive que juntar os áudios e por no you tube, então é o seguinte:

no primeiro vídeo: Teaser, Spots, Texto-foguete, Programete e Jingle;

no segundo vídeo: a rádio-novela.

Você pode fazer download desses áudios na minha página no Gafanhoto.

Até logo!

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