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A raiva da direita americana sobre o futebol

Aproveitando que a Copa do Mundo ainda não acabou, mas acabará certamente nesse domingo com a Holanda campeã (queimarei a língua?), vamos falar mais um pouco sobre futebol, mais especificamente nos Estados Unidos.

Nunca tive o prazer de visitar a estimada América do Norte, mas quero muito crer que as opiniões que eu vou demonstrar aqui NÃO se apliquem ao povo americano, mas sim apenas àquela parcela extremamente conservadora dele.

Nós amamos isso, não amamos?

No último dia 16, o Estado de S. Paulo publicou uma notícia com o seguinte título: “Copa é alvo da extrema direita dos Estados Unidos“. Nela se fala que o futebol, ou o soccer, está sendo constantemente atacado pela mídia conservadora do país. A maioria dos comentários ataca o esporte como algo “de pobre”, “hispânico”, e que é ligado às “políticas socialistas do governo Obama”.

Os comentaristas conservadores ainda falam que o futebol é o esporte mais chato já inventado na história, que os americanos “não queremos gostar disso”, que o gosto pelo esporte no país é “enfiado goela abaixo”, e que a mídia liberal nunca se sentiu confortável com o “American exceptionalism”. Sim, existe um termo que eles cunharam através da história para se denominarem, digamos, especiais.

Teimoso que sou, fui atrás dos sites e blogs desses caras e infelizmente vi que a realidade é talvez pior do que o jornal brasileiro contou.

O analista Glenn Beck, da FoxNews, disse em um dos seus vídeos que o futebol é o pior esporte do mundo. Pior até que o “curling”. E que o futebol promove uma coisa que os outros esportes não promovem: stampedes. Em uma tradução livre, debandadas. Clique aqui para ver o próprio Glenn Beck falando isso no seu programa (vale a pena, apesar de ser extremamente irritante. O cara parece o Peter Griffin, do Family Guy).

Matthew Philbin, do centro de pesquisas de direita Culture and Media Institute, compartilha da opinião de Beck. Ele fala do tal do “American exceptionalism” como a “crença de que os Estados Unidos é um país único entre as nações, um líder e uma força do bem”. E compara a rejeição ao futebol com a rejeição ao socialismo.

O que os dois senhores, e aqueles que acompanham esse raciocínio, não lembraram, é que a partida entre Gana e Estados Unidos pelas oitavas-de-final da Copa 2010 foi assistida por 19,6 milhões de pessoas. Mais do que as cinco primeiras partidas das finais da NBA, mais do que a média da World Series da MLB de 2009, mais do que a Daytona 500, principal evento da Nascar. What the hell is wrong? Nada, ué.

Creio que os dois senhores que se propuseram a dedicar tamanho espaço do seu valioso tempo apreciam o nobre esporte do beisebol. Desculpa, mas alguém aqui já conseguiu aguentar ver um jogo inteiro de beisebol? É, sem dúvida alguma, a coisa mais chata do universo.

Mas tudo bem. O que eu queria mostrar é que dentro da “Free Land”, da América livre e tudo mais que eles pregam, há posicionamentos ridiculamente reacionários, ultrapassados e preconceituosos. E alguns deles, como esse, pegam no nosso “ponto de raiva”, não pegam?

Leia mais sobre a relação da direita americana com o futebol:

Esporte Fino – Sucesso do futebol nos EUA revolta a direita americana

The New Yorker – The Name Of The Game (artigo, em inglês, naturalmente, que dá um excelente ponto de vista diferente do reacionário apresentado no post)

O Estado de S. Paulo – A Copa dos Americanos

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Copa do Mundo e jornalismo esportivo: jornalismo?

Sentimento Afrobrasileiro

Como invejamos a Copa do Mundo

Copa do Mundo e jornalismo esportivo: jornalismo?

Passada a decepção inicial após a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo da África do Sul, parece que paira entre os torcedores do país do futebol um sentimento de “eu já sabia”. Todos sabiam que Felipe Melo seria expulso, um dia. Todos sabiam que Kaká não aguentaria todos os jogos. Todos sabiam que se o time que Dunga montou – que ao contrário do que pensam muitos, não era ruim – não funcionasse em algum momento, tudo estaria perdido, pois não haveria opções. E como todos sabiam disso, não é isso que vou falar.

A proposta, a um jornalista, de escrever para um blog essencialmente sobre publicidade parece bastante interessante, não parece? Também acho. Dessa forma, vou dar meu pitaco sobre jornalismo aqui, no Biscoitos.

Já foi comentada aqui a “briga” entre Dunga e a imprensa durante a Copa. Antes de tudo, deixo claro algumas coisas. Sim, o Dunga foi mal educado e exagerou nas respostas. Sim, ele errou (durante toda sua estada como treinador da seleção) ao generalizar e colocar toda a imprensa brasileira e mundial no mesmo saco de lixo que colocou as Organizações Globo.

De qualquer forma, Dunga levou, com a sua má educação e tudo mais, a um questionamento de vários críticos ao jornalismo esportivo brasileiro. Compartilhando do brilhante ponto de vista do jornalista Leandro Fortes, o jornalismo esportivo no Brasil já não é mais jornalismo. Segundo Fortes, deixou de ser quando Fernando Vannuchi (aquele que em 2006 apresentou seu programa na RedeTV! completamente bêbado após a eliminação da seleção brasileira) iniciou seu trabalho na Rede Globo em 1986. Seu lema “Alô você!” se tornou a legenda do jornalismo esportivo – especialmente o televisionado – no Brasil. Desde então, tudo que envolve esportes para a emissora e aquelas que a seguiram é sinônimo de entretenimento. Os programas e reportagens esportivas passaram a uma linguagem de talk show tosco, com um bom humor extremamente forçado e com uma vontade enorme de ser engraçadinhos. Por curiosidade, a Central Globo de Jornalismo é uma coisa, e a Central Globo de Esportes é outra.

Especialmente desde 2002, quando a cúpula da Globo finalmente conseguiu convencer o Ricardo Teixeira a permitir a entrada de um jornalista no ônibus da seleção, a cobertura da emissora sobre a Copa se transformou num show. Como diz Fortes, num reality show. A escolhida foi Fátima Bernardes, e nós lembramos o resultado.

O programa mais chato da Tv Globo inverte um papel que os jornalistas de alma pura diziam fundamental. O jornalista não pode virar notícia. E virou.

Dunga, então, com seus carrancudos um metro e setenta e qualquer coisa, chegou na África do Sul e disse: “Sem essa palhaçada de exclusiva. Ou falo para a imprensa, ou não falo. Nem eu nem nenhum dos jogadores que trouxe, se não isso aqui vira a zona que aconteceu em 2006”. Renato Maurício Prado e todos os outros 250 profissionais das Organizações Globo enviados para a cobertura da Copa 2010, naturalmente, ficaram chateados, talvez pela primeira vez na história. Com seu estilo grosseiro, Dunga fez cair por terra o espetáculo forçado produzido em torno do esporte pela Globo e afiliadas. Elas teriam, de uma vez por todas, que praticar, simplesmente, jornalismo. Falharam.

*Manipulação é a palavra errada. O título do vídeo deveria ser: Editorial das Organizações Globo sobre o episódio com Dunga.

O que eu quero apontar é que Dunga, mesmo com toda as suas falhas, talvez tenha aberto um caminho na crônica televisiva que envolve o esporte. Porque este, principalmente o futebol, não é brincadeira no país. O futebol, aqui, representa muito mais do que qualquer jornalista da Globo pode resumir num sorriso forçado, num estúdio colorido. Vale ressaltar que há talentos no jornalismo esportivo da TV. Porém, muito menos do que gostaria.

Leia mais sobre a relação entre Mídia e Copa do Mundo:

Brasília, Eu Vi – A nova Era Dunga: o fim do besteirol esportivo

Observatório da Imprensa – Alberto Dines – O rancor da imprensa

Observatório da Imprensa – Luciano Martins Costa – Paraguai, grosseria e preconceito

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Ser grosso é a regra.

Sentimento Afrobrasileiro.

Como invejamos a Copa do Mundo.

Este post foi uma contribuição de: Guilherme Sobota.

Como invejamos a Copa do Mundo

A copa do mundo é um fenômeno. Todo mundo espera ansiosamente por ela. Olimpíadas são legais, jogos Panamericanos também, mas nem se comparam à Copa do Mundo. Gostar de futebol não é pré-requisito para acompanhar todos os jogos com uma febre de torcedor fanático, né, Lu? Porque a Copa é, para mim, um evento inexplicável, que desperta todo tipo de paixão, roubando a cena de qualquer outra coisa que acontece no mesmo período. E muito mais exressiva mundialmente do que qualquer outro evento, de qualquer outro caráter, com qualquer outro tema, jamais sonhou ser.

Há algum tempo eu li esse texto, e ele me deu o que pensar. Vê aí o que  você acha:

Como invejamos a Copa do Mundo

Você pode estar se perguntando por que o secretário-geral das Nações Unidas está escrevendo sobre futebol. Mas a Copa do Mundo faz com que nós, nas Nações Unidas, morramos de inveja. Como o único jogo realmente global, praticado em todos os países, por todas as raças e religiões, é um dos poucos fenômenos tão universais quanto as Nações Unidas. Podemos até dizer que é ainda mais universal. A Fifa tem 207 membros. Nós temos 191. Mas existem outros motivos de inveja. Primeiro, a Copa do Mundo é um evento no qual todos conhecem seus times e o que eles fizeram pra chegar até lá. Todo mundo sabe quem fez um gol e como e quando ele foi feito, conhece quem perdeu a oportunidade de fazê-lo e lembra quem conseguiu evitar um gol de pênalti. Gostaria que tivéssemos mais competições desse tipo na família das nações. Países competindo pela melhor posição na escala de respeito aos direitos humanos, um tentando superar o outro nas taxas de sobrevivência infantil ou de ingresso no ensino médio. Estados fazendo performances para o mundo todo assistir. Governos sendo parabenizados pelas ações que levaram àquele resultado. Segundo, a Copa do Mundo é um evento sobre o qual todo o planeta adora conversar. Discutir sobre o que seu time fez de certo e o que podia ter sido feito diferente, sem mencionar o que o time adversário fez ou deixou de fazer. Pessoas sentadas em cafés em qualquer lugar, de Buenos Aires a Pequim, debatem intensamente os melhores momentos dos jogos, revelam um profundo conhecimento não só dos seus times, mas dos de outros países e falam no assunto tanto com clareza quanto com paixão.Normalmente, adolescentes calados tornam-se, de repente, eloqüentes, confiantes e incríveis especialistas em análise. Eu gostaria que tivéssemos mais desse tipo de conversa mundo afora. Cidadãos engajados na discussão de como seu país poderia ter melhores desempenhos no Índice de Desenvolvimento Humano, na redução de emissões de carbono ou de novas infecções de HIV. Terceiro, a Copa do Mundo é um evento que acontece num campo igualitário, onde todos os países têm a chance de participar em termos equitativos. Somente duas qualidades importam nesse jogo: talento e trabalho em equipe. Eu gostaria que tivéssemos mais dessa homogeneidade na arena global. Negociações livres e justas, sem a interferência de subsídios, barreiras ou tarifas. Todos os países tendo chances reais de desenvolver seus pontos fortes no palco mundial. Quarto, a Copa do Mundo é um evento que ilustra bem os benefícios da interação entre pessoas e países. Cada vez mais seleções nacionais contratam técnicos de outros países, que trazem novas formas de se pensar e jogar. O mesmo vale para os jogadores das mais diversas nacionalidades que, entre as Copas do Mundo, representam clubes em países distantes dos seus. Eles trazem novos atributos para seus novos times, crescem com a experiência e são capazes de contribuir ainda mais para seu país quando a ele retornam. No processo, eles muitas vezes se tornam heróis nos países estrangeiros, ajudando a abrir corações e mentes fechadas. Eu gostaria que fosse igualmente simples para todos enxergarem que a migração humana em geral pode criar ganhos triplos para migrantes, para seus países de origem e para as sociedades que os recebem. Esses migrantes não só constroem uma vida melhor para si mesmos e para suas famílias, mas também são agentes de desenvolvimento econômico, social e cultural nos países em que vão trabalhar e em seus Estados nativos. Quando retornam, inspiram os que ficaram com suas novas idéias e seus novos conhecimentos. Para qualquer país, jogar na Copa do Mundo é uma questão de profundo orgulho nacional. Para países classificados pela primeira vez, como Gana, onde nasci, é uma questão de honra. Para aqueles que estão participando após anos de dificuldades, como Angola, promove uma renovação do espírito nacional. E para aqueles que estão divididos por conflitos, como a Costa do Marfim -cujo time na Copa é um único e poderoso símbolo de unidade nacional- inspira a esperança no renascimento nacional. Mas talvez o que nós mais invejamos na ONU é que a Copa do Mundo é um evento no qual vemos realmente os gols serem alcançados. E não estou falando somente dos gols que um país marca. Também estou me referindo ao gol mais importante de todos: estar representado lá, fazendo parte da família das nações e celebrando a humanidade comum a todos. Vou tentar lembrar disso quando Gana jogar contra a Itália no dia 12 de junho. Mas claro, não posso prometer que vou ter sucesso.

KOFI ANNAN , 68, economista ganês, é secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) Folha de São Paulo, sexta-feira, 09 de junho de 2006 TENDÊNCIAS/DEBATES.

 

A mim parece que este texto será para sempre atual.

 

Como estragar o bolão alheio

Tenha 4 títulos mundiais, caia em um grupo com Nova Zelândia (oi?), Eslováquia (…) e Paraguai, então, alcance a proeza de conseguir ficar em último lugar. Sim, eu falo da Itália!

Antes que me joguem pedras, eu só estou reclamando porque eu sempre torço pra Itália. É sempre meu segundo país, menos nessa Copa porque eu não queria que ninguém fosse penta além de nós (egoísta, eu sei).

Mas não importa quem ficou pra trás! Começa, em menos de uma hora, o mata-mata! E agora sim a coisa fica boa..! Dizem que na Copa do Mundo, até quando é ruim, é bom. Eu concordo. Mas nas oitavas é tudo melhor ainda! Vários jogos cheio de história, tipo Espanha x Portugal ou Inglaterra x Alemanha.

Vai ter clima de guerra! (Ok, eu não resisti, hahaha).

Mas não poderíamos deixar de postar a nossa previsão feita antes do início da competição. Perceba como não demos os devidos méritos às seleções asiáticas, haha. Também não tinha dado moral pro Uruguai, mas assim, gente… fazia 20 anos que eles não ganhavam na copa.

(E quando apostei na França eu ainda não sabia que o genial técnico francês tinha alguns problemas místicos… do tipo “não convocar jogadores do signo de escorpião”)

De agora pra frente é só chute! Mas vamos que vamos, Brasil.

#Fail, haha.

(E não é que o vidente sul africano que disse que a África do Sul chegaria às semi errou?! #AíSimFomosSurpreendidosNovamente. Eu torci de coração pelos Bafana Bafana, mas não foi suficiente.)

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Sentimento afrobrasileiro

Publicado porLê Scalia

Sentimento afrobrasileiro

Listen to your god
This is our motto
Your time to shine
Don’t wait in line
Y vamos por todo
People are raising
Their expectations
Go on and feel it
This is your moment
No hesitation

Today’s your day; I feel it
You paved the way, believe it

Shakira - Waka Waka

Zangado

De repente, não mais que de repente, começou a Copa do Mundo de 2010. Ok, sei que não foi tão de repente assim, mas que chegou meio quietinha chegou (acho que isso se relaciona com a falta de ânimo atual do brasileiro e a “Seleção é minha“, by Dunga).

Conversando esses dias com um amigo, a gente discutia que até quando o Brasil vence é chato. Que não dá ânimo nem quando é assim. Logo, já tenho meu segundo time escolhido: Holanda. Acho um time talentoso (mais do que os anteriores) e, mais do que isso, simpático (papel que um dia coube ao nosso Brasil). Mas, de coração, vou torcer mesmo para que a África do Sul faça uma boa campanha.

This time for Africa!

Eu enxergo  na África diversas semelhanças com o Brasil. Acho que nos identificamos com eles e a recíproca é válida. E não falo apenas da integração entre os povos, ou a evidente marca africana na cultura brasileira. Não. Somos alguns dos países com maior desigualdade social (lado a lado na lista, os africanos uma posição acima), desigualdade triste e evidente. Talvez ainda mais clara devido às consequências do apartheid; a divisão lá era principalmente pela cor. Aqui a predominância é pelo nível financeiro mesmo.

A África é ainda mais marginalizada que o Brasil. Hoje, com Lula, atingimos um status respeitável. Economia confiável (na medida do possível), grande potencial de crescimento, boa política com a grande maioria dos países e, de quebra, ainda temos “o cara”.

Talvez essa marginalização explique toda a alegria demonstrada por esse povo tão sofrido em seus “15 minutos de fama”. Não é fácil encontrar uma nação que passou e passa por tantas dificuldades como a África do Sul. Como a África em geral, já que o país está apenas representando o continente. Escravidão (levados como escravos por um país de Colonos. Pode isso?), apartheid, AIDS, pobreza…

Essa é a África. Terra que tem me encantado cada dia mais. E enquanto as outras seleções fazem amistosos com times de verdade enfrentamos países como o talentoso Zimbábue. Um país castigado pelo regime ditatorial e pela extrema pobreza, os zimbabuanos esqueceram tudo isso enquanto ovacionavam a seleção praticamente desconhecida do Brasil.

Thank you, Samba Boys“.

Esse era o cartaz mais visto espalhado pela arquibancada do estádio de Harare. Sim, ‘Obrigado, garotos do samba’. Pelo quê? Só por comparecer, certo (porque futebol bonito que é bom..)?! Isso me deixa com o coração absurdamente apertado. Algo que significa tanto para eles, serem vistos pelo mundo, mesmo que por apenas 90 minutos. A chance de realmente existir. Então, eu engulo todas as minhas críticas contra esse adversário fraco quando vejo esse agradecimento acompanhado de um sorriso.

Além do que, havia a chance de machucar o Josué. Nunca se sabe, né. O mesmo aconteceu com a Tanzânia. Jogo horroroso e futebolzinho medíocre contra uma seleção que havia jogado no dia anterior.  Nada disso realmente importa. Assim que a seleção volta para a confortável concentração na África do Sul, o povo (tanto do Zimbábue quanto da Tanzânia) volta para a realidade, que, provavelmente, não tem a Copa do Mundo como prioridade.

É esse o espírito africano. A alegria acima de todas as dificuldades, incertezas, desigualdades e superações. É rara uma

@#¨&%**#@

imagem em que não haja um africano sempre sorrindo. Bom, é fácil perceber… eu me apaixonei pela África. Sempre ouvi excelentes comentários sobre o continente africano, mas essa Copa e essa aproximação com os sul-africanos fez com que eu me encantasse cada vez mais. Tô adorando tudo. Mas ainda odeio as vuvuzelas. Apesar disso, gosto tanto dos africanos que vou guardar meu rancor pra mim.

No fim das contas, quero muito que o Brasil ganhe. Porque acho que isso fará os anfitriões da Copa felizes (lembra do papo da identificação?!). Mesmo com o futebol meia boca, mesmo com tudo isso. Continuo achando que o futebol brasileiro é visto como algo alegre e “do povo”. Então, que seja. Que joguemos essa Copa também por eles, não só por nós. Ganhar já é outra história, haha.

É basicamente isso. As divagações de alguém que, mesmo longe, se apaixonou pelos sons, cores e sorrisos da África.

***

Algumas razões para torcer por um final feliz (leia chegar às semi, como afirmou um vidente africano que vai acontecer) para a anfitriã da Copa:

  • O ex-técnico dos Bafana Bafana (o mestre do inglês, Joel Santana)
  • O atual técnico dos Bafana Bafana (o tetracampeão Parreira)
  • O verde e amarelo do uniforme (também valeria para a Austrália, mas deixa pra lá)
  • A história de vida (e superação) da África do Sul e do continente africano
  • O povo africano, simplesmente apaixonante

So many wars, settling scores
Bringing us promises, leaving us poor
I heard them say ‘love is the way’
‘Love is the answer,’ that’s what they say

K’naan – Wavin’ Flag

Mas falando da África, de sua história e de seu povo, acho impossível terminar de outro modo que não seja com ele, Mandela.

“It always seems impossible until its done.” / Sempre parece impossível até que seja feito.
Nelson Mandela
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‘Paz’ americana?

Publicado por: Lê Scalia

A Copa do Twitter

Na capa da Veja de 19 de junho de 2010

Já ouvi dizer que este será o ano das eleições do Twitter, porque, pela primeira vez, os políticos estão realmente preocupados com o que se diz na Internet, e consequentemente, muito interessados. Há dois anos, foi Barack Obama quem fez uma campanha genial utilizando as tais novas tecnologias. Agora vai ser o Brasil. E os brasileiros já mostraram que sabem se mobilizar pelo Twitter. Mas antes das eleições tem a Copa do Mundo. A primeira Copa do Twitter.

Ontem, durante o show de abertura da Copa na África do Sul, os trending topics mundiais estavam dominados pelos brasileiros. Em primeiríssimo lugar, figurava uma tag que demonstra um desejo profundo do povo brasileiro: CALA BOCA GALVAO.

A expressão está há mais de 24 horas em primeiro lugar dos TT mundiais. O que poderia ter acontecido? Bem, você se lembra de quando o Rio foi escolhida a cidade-sede das Olimpíadas de 2016? A expressão YES, WE CRÉU também foi para os TT mundiais e os gringos quiseram saber o que ela significava. Parece a coisa mais absurda do mundo, mas o termo créu ganhou uma página em inglês na Wikipédia, explicando sua origem e significado. Em tempo: fui procurar o link, mas ele não existe mais! Veja aqui um pouco mais sobre o caso.

Agora os gringos querem saber o que significa CALA BOCA GALVAO. Mas, como bons humoristas que somos, não poderíamos responder apenas que estamos xingando o principal comentarista de futebol do Brasil. Nós enganamos os gringos.

Aproveitando a semelhança entre GALVÃO e GAVIÃO (pássaro), os internautas contaram uma mentirinha que se espalhou por todo o Twitter: “GALVAO é um pássaro muito raro no Brasil. CALA BOCA significa SALVE, os brasileiros estão muitos tristes porque muitos GALVAOS morrem diariamente”.

Teve até uma campanha “Cada twit com CALA BOCA GALVAO gera uma doação de 10 centavos para a Fundação Pássaro Galvao”. E não é que teve gente que acreditou? Mas também, a galera se empenhou. Fizeram flyers para a suposta fundação e para a campanha de salvar os gaviões:

Orgulho de ser brasileiro é isso aí, nunca perder a piada. Fiquem agora com os melhores twitts CALA BOCA GALVAO:

UPDATE .::. Ok, a brincadeira está ficando muito séria. Pra falar a verdade, estou ficando com medo do Twitter e de que essa história atinja proporções ainda maiores. Um vídeo! Muito bem produzido e narrado em inglês! #medo

UPDATE 2 .::. CALA BOCA GALVAO virou notícia em jornal espanhol. Bem, não dava pra enganar quem fala uma língua tão parecida com o português, né? Hahahaha! Acho até que eles se divertiram com essa brincadeira!

Link para a notícia. Ou clique na imagem para ampliá-la.

UPDATE 3 .::. Galvão Bueno, nosso querido comentarista de futebol, tem uma página em inglês na Wikipédia. Mas o interessante para nós é que CALA BOCA GALVAO, esse fenômeno do Twitter, ganhou o lugar de um sub-ítem no artigo. Clique aqui para conferir ou clique na imagem para ampliá-la.

Veja também:
Hitler reage a CALA BOCA GALVAO. (You Tube).
CALA BOCA GALVAO no Advertising Age (inglês)
CALA BOCA GALVAO no New York Times (inglês)
Galvão Bueno se diverte com o movimento que ganhou a internet

Outras “pegadinhas”
A TV boliviana que divulgou imagens do seriado LOST dizendo serem fotos do acidente da Air France 447.

A cara da Copa

Em ritmo de Copa, hoje,  os trending topics do Brasil anunciavam a tragédia através do twitter(/drama): logomarca e Corel Draw. Pois é. #Tenso.

Fui, temerosa, saber do que se tratava. Nada mais, nada menos que o lançamento da logo da Copa 2014. Demorou um pouquinho até eu me tocar que a Copa 2014 também pode ser conhecida como a Copa do BRASIL!

Sim, já foi lançada a logomarca que irá representar a Copa no nosso país e ela é um tanto quanto discutível. Pra ser sincera, eu não sei o que eu achei. Abri a imagem esperando algo tão ruim que não defini a minha sensação.

Como um blog de estudantes de publicidade, vale destacar a importância de uma logo. É a primeira impressão, é o que vai “representar” a Copa durante esses 4 anos. Mas não nos enganemos, não é a logo que vai decidir o sucesso ou o fracasso da nossa Copa.

Antes de mais debates, a polêmica logomarca:

Embora eu ache que ela poderia ser diferente, não sei se desgostei. Achei que ela tem um “quê” de Brasil. E conta com o verde e amarelo, interessante. Mas não sei se é só impressão minha, mas se a Tarsila do Amaral fosse viva eu muito diria que foi ela quem desenhou. (Abaporu?!)

Ainda assim, acho que poderia ser diferente. Não sei como, mas poderia. Acho que as duas logos esportivas recentes do Brasil tiveram mais sucesso. Aos que têm memória curta:

Pan do Rio, 2007

E para os de memória mais curta ainda, haha:

Olimpíadas do Rio, 2016

Pessoalmente, gosto mais dessa última, a das Olimpíadas. Mas acho que como expressão artística, a logo da Copa tem seu valor. O problema foi o time escolhido para definir a logo campeã: o presidente da CBF, Ricardo Teixeira (um safado), o secretário-executivo da Fifa, Jérôme Valcke (ok), o arquiteto Oscar Niemeyer (muito ok), o “escritor” Paulo Coelho (oi?), a cantora Ivete Sangalo (se fosse símbolo pro Carnaval eu entendia), a modelo Gisele Bündchen (o mesmo vale pra símbolo do SPFW, mas pelo menos entende de moda..?) e o designer Hans Donner (ok!).

Assim, custa deixar o povo votar? Deixa o timão aí escolher algumas e o povo vota. Ou então, o povo escolhe algumas e os ‘experts’ escolhem a favorita deles. Pelo menos não haveria tanta razão pras reclamações. E o Corel Draw poderia descansar em paz.

E se você não tem ideia se a logo é pertinente ou não para uma Copa do Mundo, ficam aqui algumas das logos dos mundiais FIFA.

África do Sul, 2010

Alemanha, 2006

Japão/Coreia, 2002

França, 1998

EUA, 1994

Itália, 1990

(E já chega, porque nas Copas anteriores eu nem nascida era!)

Enfim, e aí, o que você achou?!

Eu achei essa pela internet e acho que me agradou mais, a princípio.

Logo "alternativa"

Links relacionados:

Evolução dos cartazes, mascotes e logos da Copa. (Muito legal)

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Brasil brasileiro?
Rio 2016

Publicado por: Lê Scalia

Oh, Africa!

O Brasil é, indiscutivelmente, a maior seleção de futebol dessa e de outras realidades paralelas. Campeã do mundo 5x, esperançosa pela 6ª (#Fa-il). Então, talvez seja uma visão particular, mas eu acho o combo FUTEBOL + COPA +BRASIL algo indissociável. Pelo jeito, só eu.

Ou alguém mais achou (muito) estranho a ausência da representação brasileira no clipe do Akon? É quase uma “trilha (un)oficial da Copa”, se espalhou pelo comercial da Pepsi e é, de fato, bem legal, mas sério? Sério??? Como desfizeram do Brasil assim, de boa?

O clipe mostra vários torcedores de cara pintada, alguns com uma super tradição no futebol, tais como Turquia ou Grécia. E o Brasil, cadê mesmo? Vê-se fácil que eu fiquei meio de cara.

Fora “isso” (que podemos chamar sem injustiça de #EPICfail), o clipe é muito bom. Achei bem a cara da Copa e também a cara da África (só não é a cara do Brasil). Agora, uma confissão: tudo que eu vejo/ouço da África do Sul me lembra O Rei Leão. #Prontofalei.

Isso não é pejorativo, é apenas a constatação de que a Disney fez um excelente trabalho de ambientação e de trilha sonora no filme, haha (que é eternamente um dos meus favoritos). Mas feche os olhos e ouça… dá pra imaginar fácil o Simba correndo pelos campos.

Agora parando de divagar, resta a dúvida: por que o Brasil foi deixado de fora? O Kaká aparece, bem no finalzinho, entre os jogadores que participaram da propaganda da PEPSI. A única falha, na minha opinião. Não só porque é o Brasil, mas porque realmente não fez sentido.

Fica o clipe :]

Se alguém souber a razão, fico grata por dividir!

Publicado por: Lê Scalia

O Futebol mais bonito da Copa

Pois bem… nós, meninas, nem sempre apreciamos o “melhor” do futebol.

Nem todo mundo sabe o que é impedimento ou porque o jogador “A” é melhor do que o “B” se os dois parecem fazer exatamente a mesma coisa.

Portanto, como um blog de utilidade pública que somos (e já provamos isso várias vezes hahaha), fizemos uma lista com o time da Copa.

Se você, garota, não tem a menor ideia do que tá acontecendo em campo mas vai assistir assim mesmo, te damos 11 boas razões para ver alguns jogos.

E como fazemos as coisas bem feitas, nosso time tem (quase) todas as posições ajeitadinhas! Aqui vai:
(Nosso time joga no 4-4-2. Ninguém mandou os mais bonitos jogarem no meio de campo. Se alguma coisa estiver errada é culpa do Google.)

Goleiro: Júlio César (BRASIL)

Lateral 1: Odonkor (ALEMANHA)

Lateral 2Van Persie (HOLANDA)  – Recuamos ele da ponta esquerda pra lateral por motivos de força maior.

Zagueiro 1: Cannavaro (ITÁLIA)

Zagueiro 2: Bocanegra (EUA)

Meio-campo 1: Marchisio (ITÁLIA)

Meio-campo 2: Yoann Gourcuff (FRANÇA)

Meio-campo 3: Kaká (BRASIL)

Meio-campo 4: Benny Feilhaber (EUA – brasileiro [carioca] naturalizado)

Atacante 1: Eren Derdiyok (SUÍÇA)

Atacante 2: Nikita Rukavytsya (AUSTRÁLIA)

Buscamos ser bem democráticas, tem pra todo gosto.

Além dos queridos lesionados Beckham, Ballack e os não-convocados (injustamente).

***Seleção feita por: Lê Scalia, Naiara Poiate e coma a colaboração inestimável de Marcela Lupoli, que nos indicou o carioca, muso do nosso time. #GratasPanini

***Atualização obrigatória por duas razões: 1. Nós nos enganamos. Del Piero (infelizemente) não foi para a Copa. / 2. O Yoann Gourcuff tem lugar cativo na nossa seleção, haha.

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Publicado por: Lê Scalia

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