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O Rei Leão 3D
“The Lion King“. Esse é o primeiro filme que eu me lembro de ter visto no cinema. E, talvez, essa seja a principal explicação para o carinho que eu tenho por ele (que, arrisco dizer, é um dos meus favoritos ever).
Oscar 2001: Toy Story 3
Indicações:
Melhor Filme
Melhor Longa Animado
Melhor Canção Original – We Belong Together
Melhor Edição de Som
Melhor Roteiro Adaptado
Andy é o dono dos brinquedos mais legais que existem. Mas agora ele está indo para a faculdade e precisa encaixotar a mudança. Os brinquedos ficam e a aventura começa.
Disney: A Mágica Acontece
Gente, esse comercial da Disney é velho, você já pode ter visto. Mas é também inesquecível.
Acabei lembrando dele e me dei conta de que não temos nada sobre ele publicado no blog. Nem poderia. O filme é de 2002 (premiado com um Leão de Prata em Cannes) e o blog é de 2009.
Assista e veja que, sim, a mágica acontece em pequenos (ou grandes) momentos da nossa vida.
Época de Contos
Em 2010, após muito bafafá, “Alice in Wonderland” De Tim Burton chegou aos cinemas trazendo a continuação da história original de Lewis Carroll. Ambientado em um Submundo mais dark do que ao que estamos acostumados e com um exagero às vezes agradável, às vezes exagerado, o filme dividiu opiniões.
Eu gostei de alguns aspectos, mas, no geral, não achei o filme grande coisa. Principalmente se levar em conta todo o alarde feito em torno da produção. Apesar dos descontentes, a marca de US$1 bilhão foi batida e ainda discutiremos o longa por um tempo. Além do quê, Johnny Depp é sempre um ponto positivo.
Esse ano teremos as estréias de “Beastly” e “Red Riding Hood”. O que você pode ler como “A Bela e a Fera” e “Chapeuzinho Vermelho” com pessoas. Ok. Não exatamente. Ambas as versões são apenas “livremente inspiradas”. No caso de “Beastly” (A Fera, com Vanessa Hudgens), a manutenção do tom e da mensagem original se faz mais presente. Já “Red Riding Hood” (A Garota da Capa Vermelha, com Amanda Seyfried), produção de Leonardo DiCaprio, a versão é gótica mesmo.
(Eee o (meu?) problema com o gótico é que se escorrega acaba emo. Ainda mais nas mãos da excelente diretora de Crepúsculo, Catherine Hardwicke.)
Pois é. Estamos mesmo em tempos de princesas. Princesas de carne e osso, livremente adaptadas, modernas, originais. A Disney mesmo se arriscou ao criar “Enchanted” (Encantada, com Amy Adams), conto no qual uma princesa sai do desenho colorido perfeito e musical e cai em NY. Fora as fadas madrinhas, olá cartão de crédito.
Fato é que de um jeito ou de outro, esses contos se fortalecem. Seja através da adaptação, do relançamento über remasterizado (Blu-Ray de “A Bela e a Fera” ainda a venda e projeto de “O Rei Leão” para outubro) ou de nós, geração Disney, que continua a consumir e passar isso pra frente.
E já que estamos na ‘vibe’ PRINCESAS (S2), esse final de semana marca a estréia de “Enrolados” (Tangled, 2010). O filme conta a história da nova “princesa” Disney (a primeira inteiramente feita por computador), a velha Rapunzel. Fugindo um pouco aos contos mais “piegas”, o príncipe aqui é tão nobre quanto um ladrão pode ser (Flynn; dublado por Zachary Levi [CHUCK!]) e a Rapunzel (dublada por Mandy Moore) não é nem de longe uma donzela em perigo.
A Disney continua se renovando, atendendo ao que o público pede e aceita, modernizando suas princesas e, principalmente, nos divertindo. Em 2008, o estúdio lançou, todo em animação tradicional (para minha extrema satisfação), “A Princesa e o Sapo”. O conto, também diferente da velha lenda de que ao se beijar um sapo ele vira um príncipe, mostra-se divertido quando a mocinha acaba como sapa também. (O vagalume que acompanha o desenrolar da história é genial.) É a primeira princesa negra.
E já que falamos de Princesas, fica um resuminho que eu encomendei do UOL com as 10 principais princesas da Disney (Bela = a mais legal
)
(Ok, ok, ok. Alice, Chapeuzinho Vermelho e muitas outras não são realmente princesas. Mas para efeito de post, ignore isso haha. Afinal, muitas delas têm título honorário [como a Mulan, por exemplo].)
Links relacionados:
10 Principais Princesas Disney (UOL)
Publicado por: Lê Scalia
Alice no mundo fantástico de Tim Burton
É difícil falar de um filme que foi tão esperado, tanto pela crítica quanto pelo público. Uns o ansiavam por serem fãs da história original e misteriosa de Lewis Carroll e da adaptação de 1951 da Disney. Outros porque não perdem um filme do Tim Burton, ainda mais se tiver o Johnny Depp – a saber: fazem parte da “turminha do bizarro” também: Helena Boham-Carter e Danny Elfman (trilha sonora).
Um filme da Disney nas mãos de Tim Burton. O quanto de bizarro e fantástico poderia sair daí? Muito para os padrões Disney e menos para o que estamos acostumados a ver de Burton. Vamos dizer que o “padrão Disney de qualidade” amenizou os efeitos obscuros do diretor, o que, na minha opinião, foi um fator positivo.
A direção de arte é linda, de um surrealismo que fascina. Os efeitos especiais são bons, mas não surpreendentes. A qualidade do 3D (dizem) é muito abaixo do nível. Cheguei a ouvir o cúmulo de que os óculos não faziam diferença de tão ruim… Preferi assistir à versão 2D.
O elenco é muito bom, mas é também um deja-vu. Nessas horas em que não aguentamos mais ver o Johnny Depp interpretando personagens bizarros (Jack Sparrow, Willy Wonka e o Chapeleiro Maluco…) precisamos parar e assistir novamente a Em Busca da Terra do Nunca.
Mas já que tem o Johnny Depp, vamos falar um pouco dele. Sem dúvida um dos melhores atores da nossa época, versátil, bom em qualquer papel. Particularmente, prefiro ele sem a influência do Tim Burton, apesar de gostar muito do estilo do diretor.
Em Alice, Depp ocupa muito espaço. Se você assistiu ao trailer, deve ter percebido que parece mais um filme sobre o Chapeleiro Maluco do que sobre a Alice, propriamente. Para quem esperava o filme por causa do ator, é um prato cheio. Mas dá pra entender. Depp é um nome de peso que atraiu boa parte da bilheteria do filme, e por isso, a campanha de divulgação foi baseada nele e em seu personagem. Apesar de tudo isso, o personagem está bem construído. Johnny Depp não parece “Johnny Depp e mais um personagem bizarro”, parece, genuinamente, um chapeleiro maluco.
As mudanças na história já eram previstas, mas muita gente foi ao cinema achando que veria a história original de Lewis Carroll, o que causou boa parte da decepção por parte do público. Além de se passar 13 anos depois da primeira viagem de Alice ao País das Maravilhas, a roteirista Linda Woolverton acrescentou elementos de outros livros de Carroll, especialmente Alice Através do Espelho. Mas de uma coisa eu não gostei: a ‘revelação’ de que a personagem, quando criança, confundiu Underland – agora o nome original do lugar fantástico onde se passa toda a história – com Wonderland, que teria dado origem ao nome País das Maravilhas. Desnecessário, né?
Desnecessário também é Avril Lavigne cantando a música tema do filme. Destoa de tudo, especialmente da trilha bem trabalhada pelo gênio que é Danny Elfman. Destoa da própria música na medida em que nossos tímpanos quase estouram com a gritaria da cantora. Ponto fraco.
O único problema de Alice é que ele foi superestimado pelo público e supervalorizado pela crítica. É um filme Disney, o que significa que não deixa de ser infantil e agradar a adultos ao mesmo tempo (às vezes, especialmente os adultos). É, apesar das controvérsias, a obra-prima do diretor Tim Burton. Vem aí a era do bizarro… aguarde!
Veja também:
Versão dark das princesas da Disney
OSCAR
And the Oscar goes to…
Essa é, provavelmente, a frase mais tensa do cinema.
(É, eu me atrevo a dizer que é ainda mais tenso que “Hello, Sidney”.)
Imagino qual a sensação dos concorrentes, pensando em tudo que passaram para chegar até ali, ao ouvirem a tal sentença. Tantos meses de gravação, problemas, pós-produção, diversão, tantos meses de dedicação absoluta a um projeto. Tudo isso a um passo da consagração maior oferecida pelo Cinema.
Eu, particularmente, acho que um filme que agrada só a crítica tem sua importância, mas acredito que ter fãs, ter bilheteria, além de encher os bolsos, dá também um sentimento de alegria e trabalho cumprido. Nem sempre, os vencedores do Oscar têm esses dois atributos. E quando tem um só, é óbvio que é a aclamação crítica.
Exemplo do ano? Guerra ao Terror. Filme da ex-mulher do James Cameron sobre o terrorismo. Acho que eles discutiam técnicas de filmagem durante o casamento. Uma diquinha aqui, outra ali, e indicação dupla para o Oscar.
É isso aí! Chegou a hora dos Academy Awards, Oscar pra nós, íntimos. A maior honra que pode ser concedida a alguém que trabalha com Cinema. Algumas indicações justas, outras menos, mas a Academia já começou inovando escolhendo 10 filmes para concorrerem ao maior prêmio da noite – Melhor Filme.
Steve Martin, após 9 anos, volta a ser o anfitrião da noite, dessa vez, acompanhado do astro de 30 Rock, Alec Baldwin. Aposto em uma grande audiência, em parte pela expectativa em torno de Avatar. Apesar disso, nada que chegue perto dos 57.25 milhões de telespectadores que assistiram à 70ª premiação, em 1998, quando Titanic passou o rodo. (Titanic, Avatar, James Cameron: a história se repete…?)
Indicados e breves comentários sobre ao 82º Oscar, escolhidos e premiados, no dia 7 de março de 2010, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas:
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Agora é só esperar. E torcer. :]
Publicado por: Lê Scalia
Os Fantasmas de Scrooge
Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol)
Hoje foi a minha primeira vez no IMAX. E digo uma coisa… a junção Disney/IMAX me deixou boquiaberta! Minha única tristeza foi não ter assistido HP lá… :/
Pra quem não está muito familiarizado, IMAX (Imagem Maximum) é meio que um “supercinema“. Conta com uma tela padrão de 22m x 16m, enquanto uma tela normal tem, geralmente, 12m x 5m; seu formato côncavo, faz com que a imagem ocupe quase toda a visão do telespectador, incluindo a maior parte da nossa visão periférica, tornando a sensação 3D mais real.
Além disso, sua resolução é quase 5 vezes maior do que a dos cinemas comuns. É uma pena que, o cinema já consolidado no mercado norte-americano e canadense só esteja presente em duas cidades brasileiras: São Paulo (no Shopping Bourbon) e Curitiba (Shopping Palladium: o maior shopping da América Latina, tirando o de Campinas).
Bom, isso tudo unido à tecnologia Disney torna o filme fantástico. Eu nunca havia visto uma animação tão perfeita antes, tão real, e somando isso ao 3D humilhante da Disney, temos um filme maravilhoso. A história é a do clássico livro de Charles Dickens (também autor de Oliver Twist), “A Christimas Carol” (Um cântico de Natal).

Primeira edição do livro de Dickens; pra quem já viu o filme, fica perceptível a semelhança assustadora da ilustração!
Passado na Inglaterra das primeiras décadas de 1800, o filme fala um velho chato e avarento – e, por que não dizer, insuportável – que recebe, em uma noite de Natal, a visita de 3 fantasmas: um do passado, um do presente e um do futuro.
E algo que merece destaque, dessa vez, é que, diferentemente dos filmes Disney, o longa não agrada crianças e adultos. Não é um filme infantil. Tem até certo suspense! Acredito que agrade apenas as pessoas mais velhas, apesar de passar uma mensagem maravilhosa.
Digo isso porque, além das assombrações e dos eventuais sustos, o filme tem um clima mais sombrio. O que pode parecer estranho, visto que é um filme completamente natalino. Embora a estória possa parecer exagerada a fim de passar a mensagem, isso vem do próprio livro. E pra quem possa achar o filme “previsível” ou até “moralista”, não dá pra esquecer que é um conto de valores morais e é isso mesmo que a obra passa.
Entretando, deixando o enredo de lado, tudo no longa é impecável. Bom, pelo menos eu achei. E confesso que estava meio boba, já que via os floquinhos de neve caindo bem na minha frente; mas é impressionante. Até as marcas de passagem de tempo são incríveis. E em meio a tantos elogios, devo dizer que não me agradou muito a dublagem. Principalmente a do bizarrinho engraçado Fantasma do Natal Passado (ssse você viu, entende o que eu digo).
Apesar das mudanças, é possível reconhecer Jim Carrey, Gary Oldman e Colin Firth assim que aparecem. O filme foi feito com a mesma tecnologia de Expresso Polar e A Lenda de Beowulf, ambos também dirigidos por Robert Zemeckis. Mas a realidade aqui vai mais além… talvez seja o “quê” da Disney. Os 3 fantasmas, além de Scrooge, também foram interpretados por Jim Carrey.
O diretor digitalizou gestos e feições, interpretações, dos atores e o realismo e expressividade dos psersonagens é absurdo. É comovente. Aliás, o que dizer de um diretor que tem no currículo filmes como De volta para o Futuro, Forrest Gump, O Náufrago? Direção excelente, assim como tudo no filme.
A trilha sonora original de Alan Silvestri (parceiro de longa data do diretor e também do estúdio) conta com a participação bem especial de Andrea Bocelli, que há pouco tempo contou que tinha o sonho de trabalhar com a Disney. Bom, realizando esse sonho, o tenor interpreta a última música do longa, “God Bless Us Everyone” (créditos).
No geral, é isso. O filme é primoroso. Vale muito a ida ao cinema… de preferência em uma sessão 3D. E se você tem a oportunidade, em um IMAX. O longa te faz rir e chorar de um modo sutil que somente a Disney consegue fazer. E é essa uma das razões pela qual eu amo a Disney :].
Publicado por: Lê Scalia
Aquela história da realidade de Avatar…
Certo. Lá vou eu de novo falar sobre Avatar e a “realidade” dos personagens do filme.
Bem, eu assisti ao trailer de Avatar, em um cinema 3D. Não estava muito entusiasmada, já que as críticas a respeito baixaram a bola da James Cameron e sua pretensão em revolucionar o Cinema.
E aqui vai a minha impressão (e as das pessoas que estavam comigo no cinema, pois eu “entrevistei” todo mundo hahaha): realmente, aquelas pessoas azuis não parecem reais. Talvez se elas fossem menos… azuis. O fato é que, quase seguido ao trailer de Avatar, passou o trailer de A Christmas Carol, uma animação da Disney, que será lançada ainda este ano nos Estados Unidos e também no Brasil.
A Christmas Carol foi produzido através do processo de captura de movimentos, a mesma técnica usada em O Expresso Polar e Beowulf. Pelo nome e pela referência de Beowulf, é também a mesma técnica usada em O Senhor dos Aneis, ou seja, a mesma de Avatar.
Mas o trailer da Disney impressiona muito mais que o de James Cameron. O personagem Ebenezer Scrooge, interpretado/dublado por Jim Carrey, é muito mais real do que os humanóides azuis de Cameron, e não tem a pretensão de ser a experiência cinematográfica mais real da história do Cinema. É só uma animação. Confiram o trailer.

Jim Carrey é Ebenezer Scrooge
E hoje, o @huckluciano me lembrou de uma propaganda da Evian. Nela, uns bebês rappers dançam pelas ruas e fazem altas manobras em seus patins. E eles seriam muito reais, se não fossem bebês rappers. No making of abaixo, podemos ver como o filme foi feito. Muito interessante. Deve ser porque os bebês não são azuis…
















