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Está faltando criatividade em “Glee”

Eu sou uma dessas pessoas que assistem Glee. A história pode não ser um atrativo para a maioria das pessoas, mas já ouvi muita gente admitindo que o elenco da série manda muito bem nos vocais. Eu, particularmente, gosto da história e das músicas (às vezes de um mais que do outro…), mas confesso que, ultimamente, meu julgamento a respeito das performances musicais tem sido de decepção. Falta de criatividade, talvez?

Porque, veja bem… qual foi a última vez que vimos, em Glee, uma performance diferente da música original? No 20º episódio da 2ª temporada (S02E20 – Prom Queen), por exemplo, dá pra ver que os produtores estão aderindo à lei do menor esforço. A versão de Jar of Hearts, interpretada por Lea Michele não tem absolutamente nada de diferente da canção original, de Christina Perri - e me atrevo a dizer que prefiro esta última. Nem a interpretação de Friday, modinha da web de Rebecca Black, surpreende.

Das últimas duas vezes em que eu me surpreendi, fui enganada.

Episódio 20, 1ª temporada (S01E20 – Theatricality): Lea Michele e a convidada Idina Menzel cantam uma versão completamente diferente de Poker Face (Lady Gaga). Diferente, mas copiada da própria Gaga.

Episódio 20, 2ª temporada (S02E20 – Prom Queen): Lea Michele e o convidado Jonathan Groff cantam uma versão um tanto quanto “broadway” de Rolling in the Deep (Adele). Mas, de novo, não é original. John Legend já havia cantado a mesma versão a cappella.

Bem, e agora, os produtores de Glee já estão com um reality show a lá American Idol - The Glee Project – para escolher o novo integrante dos losers de McKinley High. E em alguns momentos, os participantes tem de se virar sozinhos e surpreender os produtores para não serem os escolhidos a sair. E alguns desses participantes tem surpreendido muito mais do que o verdadeiro Glee. Abaixo, deixo com vocês 3 performances que eu posso chamar de criativas.

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Porque amamos Glee

Este post contém spoilers.

Glee chegou ao fim. Mas só da 1ª temporada. Quando começou, em 19 de maio de 2009, Glee era uma série com personagens estranhos, pouco simpáticos e muito bregas. Além de uma trilha sonora inteiramente a capela e planos de câmera que incomodavam porque não paravam de mexer.

Bem, pouca coisa mudou desde a season premiere, mas nós aprendemos a amar os não-populares alunos do McKinley High e integrantes do coral chamado New Directions.

A verdade é que a série me ganhou de cara no primeiro episódio quando o grupo, com apenas 6 alunos, cantou uma versão moderna e apaixonante de Don’t Stop Believing, uma música que já está na cultura folclórica dos Estados Unidos.

Outra verdade é que a paixão é a principal característica de Glee. A season finale falou disso, da paixão que os alunos têm pela música, pelo coral, por seus amigos e pelo professor Will Schuester. Mas estou falando da paixão do elenco, da equipe técnica e dos fãs. Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan conseguiram reunir um grupo de atores que mostraram realmente ter uma amizade que vai além das câmeras. – Mark Salling, que interpreta Puck, fez até uma música e um vídeo para homenagear a família Glee.

Ao longo dessa primeira temporada, foram muitas risadas e também alguns momentos de emoção. A relação entre os personagens, apesar de ser tratada com um viés cômico, tem também uma certa profundidade, principalmente quando cuidou de assuntos polêmicos e importantes para jovens adolescentes: gravidez, homossexualidade, deficiência física e preconceito.

Com uma boa historinha e personagens bem construídos de pano de fundo, a série se ocupou daquilo que a fez ter tanto sucesso, a música. Confesso que nem sempre a escolha das músicas me agradava, mas aí a história compensou. No primeiro episódio, nos surpreendemos com a performance de “Rehab”, feita pelo concorrente do New Directions, o Vocal Adrenaline. E termina com um toque de esperança com “Don’t Stop Believing”.

No segundo episódio, Showmance, a gargalhada ficou por conta de “Push It”, quando Rachel tem a ideia de conquistar novos integrantes (e consequente popularidade ao grupo) com uma performance que faz apologia ao sexo. Além de Push It, outros números ficaram marcados pelo humor: “Bust Your Windows” (episódio 3 “Acafellas”), os mesh-up It’s “My Life/Confessions Part II” e “Halo/Walking on Sunshine” (episódio 6, Vitamin D), “Hair/Crazy in Love” (episódio 11, Hairography), “Gives You Hell” (episódio 14, Hell-O), “Physical” e “Run Joey Run” (episódio 17, Bad Reputation). Vale destaque também a cena em que jogadores de futebol Americano dançam “Single Ladies” no meio do jogo (episódio 4, Preggers).

Antes de falarmos do grande ápice no episódio Sectionals, último antes do hiatus, vale lembrar também de “Somebody to Love”, “No Air”, “Keep Holding On”, “Sweet Caroline”, “Endless Love”, “I’ll Stand By You”, “Lean on Me” e “True Colors”. E claro, as memoráveis “Defying Gravity”, “Imagine” e “Smile”.

Sectionals. Considero este episódio o ápice da primeira temporada de Glee. As performances são inesquecíveis e sensacionais. Amber Riley (aka Mercedes Jones) tira o nosso fôlego com “And I Am Telling You I’m Not Going”; Lea Michele e sua superioridade praticamente divina ganham toda a simpatia do público com a versão impressionante de “Don’t Rain On My Parade”; depois, não tem como não gostarmos de “You Can’t Always Get What You Want” e “My Like Would Suck Without You” em performances significativamente emocionantes para os personagens.

Na verdade, era para a primeira temporada ter terminado aí, com apenas 13 episódios. Mas o sucesso foi tanto (incluindo visitas à Casa Branca) que a FOX encomendou uma temporada inteira, de 22 episódios.

E então Glee voltou às terças-feiras com o episódio Hell-O e com as participações especiais de Jonathan Groff (companheiro de elenco de Lea Michele no musical Spring Awakening, da Broadway) e Idina Menzel (também da Broadway), que entrou para a série a pedido de fãs, devido à sua semelhança com Lea Michele, para interpretar a mãe biológica de Rachel. Neste episódio, destacam-se “Hello”, de Lionel Richie e “Hello, Goodbye”, a única música dos Beatles na série.

The Power of Madonna. Aqui, um novo êxtase. Um episódio especial com músicas da Madonna. Este episódio tem tudo e o melhor de Glee: performances e música, drama e comédia. A melhor homenagem à Madonna é certamente com “Borderline/Open Your Heart”, em que Rachel e Finn cantam pelos corredores da escola enquanto as cheerleaders aparecem ao fundo customizadas com as diferentes personagens já encarnadas pela cantora pop. “Like a Prayer” faz uma grande apoteose.

O episódio seguinte, Home, foi, na minha opinião, o mais fraco de toda a temporada. De todas as músicas escolhidas, somente “Beautiful” conquistou a minha simpatia. Mas a série retomou o ritmo de humor com “Physical” (e a participação especial de Olivia Newton-John), “Run Joey Run” e “Total Eclipse of the Heart” no episódio Bad Reputation.

Em seguida, tivemos “Jessie’s Girl”, “Rose’s Turn”, “One”, “Dream On”, “Bad Romance” e a sensacional versão de “Poker Face”. Depois, Funk e a esperada season finale.

Journey to Regionals foi um episódio lindo. Particularmente, acho que as músicas não tiveram a mesma superioridade de Sectionals, porque considero inesquecível a versão de “Don’t Rain on My Parade”. Mas a história do episódio foi linda. Num clima de fim e de despedida, os alunos do McKinley High se emocionam com o fim do coral. Eles se lembram de tudo o que passaram juntos no ano que se foi, todas as amizades e todos os momentos de desentendimentos; eles se lembram de como eram suas vidas antes de se juntarem ao coral. E o momento mais bonito de todos: a homenagem que fazem ao mestre William Schuester.

Numa cena que me lembrou Sociedade dos Poetas Mortos (“Oh Captain, my Captain!”), os alunos agradecem a seu professor por todos os bons momentos, por toda a jornada com uma bela performance de “To Sir, With Love”, que, aliás, é nome de um filme britânico de 1967 (Ao Mestre Com Carinho).

A jornada é, afinal, a principal mensagem do episódio, musicalizada na apresentação do grupo na competição, um mesh-up de músicas da banda Journey, a mesma que gravou pela primeira vez o grande sucesso “Don’t Stop Believing”.

Foi também sensacional a cena do nascimento do bebê de Quinn. As imagens intercaladas do parto e da apresentação do Vocal Adrenaline, com “Bohemian Rhapsody” criaram uma grande cena, um grande momento na série. Inesquecível e muito bem executado. Foi bem emocionante, pra falar a verdade. Bem como o destino da bebezinha, adotada por Shelby Corcoran, mãe biológica de Rachel.

Se pudéssemos tirar alguma moral de Glee é que todas as pessoas podem ter uma segunda chance, é só não parar de acreditar.

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Uma breve análise de Glee na mídia
A Era do(s) Loser(s)

Uma breve análise de Glee na mídia

Glee tem todos os clichês das história de high school por aí. A cheerleader burra, a cheerleader má, o jogador de futebol, a menina grávida, o gay, a negra, o deficiente físico, a japa e claro, a super nerd que acha que é uma estrela. Mas ainda assim, foi eleita a melhor série de comédia no Globo de Ouro deste ano, tem uma das maiores audiências da TV americana, é vista por aproximadamente 8 milhões de pessoas por semana só nos Estados Unidos, e suas músicas estão entre as mais baixadas no iTunes.

É, Glee pegou carona na onda Pop americana, de High School Musical, American Idol e So You Think You Can Dance. A cultura norte-americana, de maneira geral, é assim, musical e pop. As escolas são exatamente como vemos nos filmes. Os ‘clubes do coral’ – como ficou a tradução em português de glee club – existem realmente em quase todas as escolas americanas. Mas é claro que nem todos são tão bem dotados de talento como o da ficção, que buscou seus alunos prodígios na própria Broadway.

É tanto sucesso que eles estão fazendo uma turnê pelos Estados Unidos; tanto sucesso que o presidente Obama convidou o elenco (e pedido de suas filhas…) para participar da celebração de Páscoa da Casa Branca; tanto sucesso que o Coldplay, que antes havia vetado suas músicas para o seriado, voltou atrás e liberou todo o seu repertório; tanto sucesso que tem artista, como a Jeniffer Lopez, pedindo pra participar da série. Pois é.

A repercussão na mídia norte-americana não para por aí. A FOX promoveu uma semana inteira de episódios musicais, em homenagem a Glee e a seus fãs, os gleeks. Family Guy, Simpsons, Fringe, The Cleveland Show e até House tiveram alguma referência musical em seus episódios durante a semana do dia 29 de abril a 5 de maio.

Mas se você acha que as “interpretações [são] entusiásticas mas antissépticas, gravações [são] pesadamente editadas e [não há] nenhuma distinção clara entre os momentos verdadeiramente emotivos e aqueles que basicamente causam incômodo”, eu digo: essa é exatamente a proposta da série, de fazer uma sátira, de exagerar nas atuações, de ser impiedosamente brega. Se você acha que os raps são horríveis, eu digo: vai mudar a cultura norte-americana, então!

Acima de tudo. Se você vai escrever uma crítica sobre Glee, ao menos pesquise no Google suas informações e não escreva New Dimensions no lugar de New Directions.

Referências e excertos:
‘Glee’: os nerds também amam e cantam
O coração puro do seriado ‘Glee’
‘Glee’ ocupa posição de ícone da cultura pop com fim de ‘Ugly Betty’
Em ‘Glee’, a escolha da música nem sempre é feliz

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A Era do(s) Loser(s)

Publicado por Lu

A Era do(s) Loser(s)

Eu me lembro como se fosse ontem a minha desconfiança ao assistir o primeiro episódio de gLee.

Tudo no seriado me passava a impressão de um High School Musicalloser. Ainda desconhecida, tive que fazer uma forcinha.

Mas encarei. Animei. Vi o primeiro ep. “É legal”, pensei um pouco mais entusiasmada. Embora ainda precisasse ser conquistada e não entendesse exatamente o porquê daquele “quê” alternativo, aquela câmera que não parava quieta ou a trilha sonora (bem feita) exclusivamente “a capella”.

Os episódios foram passando, as músicas conhecidas foram entrando e ali pelo meio da primeira parte da primeira temporada (isso mesmo, haha, antes do recesso) eu já estava a-pai-xo-na-da por aqueles perdedores. gLee diverte e pode emocionar e talvez isso, somado às grandes performances, seja o que público deseja. Pelo menos, parece ser.

Precisamente hoje, gLee ocupa o topo do mundo. Mais à noite, será exibido o episódio especial somente com músicas da maior diva POP. Episódio que a própria Madonna classificou como “brilhante“.

No dia 7 de abril onde o elenco estava? No topo do mundo real, também conhecido como o programa da Oprah. Cantaram, riram, foram simpáticos, a Oprah deu presente pra todo mundo, pirou (acho que ela assiste adora gLee…) e, uma vez mais, eles tomam conta.

E em meio a todo esse furor quem se dá bem?! Adidas. Além dos diretamente envolvidos, obviamente. Para quem já teve a oportunidade de assistir ao menos um episódio de gLee, sabe que existe uma personagem – a melhor personagem, por sinal – que só veste Adidas.

Sue

E quando eu digo veste, dou ênfase no . É possível contar nos dedos (de uma mão) as vezes em que Sue Sylvester (a treinadora das cheerleaders) não aparece com um agasalho com as famosas 3 tirinhas.

Todos os personagens de gLee são estranhos. Ninguém é super legal (só o professor, Mr. Shue, mas ele é tão bonzinho que é chato haha), todos têm muitos defeitos, estão à margem (são excluídos por alguma razão). E mesmo sem adorar ninguém, gosto de todo mundo.

Porém… Sue, nossa vilã, é a mais querida. Seus comentários são os melhores e tudo que ela faz é sempre mais divertido.

De novo, bom pra Adidas.

O talento de todo o elenco de gLee é inegável (embora a Rachel até destoe, de tão boa que ela é), e só isso é motivo mais do que suficiente para manter a série em tamanho sucesso e me fazer esperar ansiosa pela próxima música. Mas coisas como o merchan genial da Adidas só me deixam mais fã. É… definitivamente vivemos na Era do(s) Loser(s) (a vingança dos nerds, ou, no caso, gleeks).

Sue e sua guarda-roupas by adidas.

Promo do episódio de hoje, “The Power of Madonna“.

“]

É show :

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Glee na Oprah (Pt 1, 2 e 3)

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Golden Globe
Golden Globe²

Publicado por: Lê Scalia

Golden Globe²

Eles são azuis, têm 3m de altura, se comunicam por um idioma desconhecido e moram em uma lua. Esses são os protagonistas de Avatar, sensação de James Cameron que já arrecadou mais de 1 bilhão de dólares e já é a segunda maior bilheteria mundial.

Seu último feito? O Globo de Ouro de melhor filme de 2009.

Aqui vem a lista de todos os vencedores:

Melhor filme – drama
Avatar

Melhor atriz em filme – drama
Sandra BullockO Lado Cego

Melhor ator em filme – drama
Jeff BridgesCrazy Heart

Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber, Não Case

Melhor atriz em filme de comédia ou musical
Meryl Streep - Julie & Julia

Melhor ator em filme de comédia ou musical
Robert Downey Jr. – Sherlock Holmes

Melhor filme em animação
Up – Altas Aventuras

Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

Melhor atriz coadjuvante
Mo’nique - Preciosa – Uma História de Esperança

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios

Melhor diretor
James CameronAvatar

Melhor roteiro
Jason Reitman - Amor sem Escalas

Melhor trilha sonora
Michael GiacchinoUp – Altas Aventuras

Melhor canção original
The Weary Kind - Crazy Heart

Melhor série de TV – drama
Mad Men

Melhor atriz em série de TV – drama
Julianna MarguliesThe Good Wife

Melhor ator em série de TV – drama
Michael C HallDexter

Melhor série de TV, comédia ou musical
Glee

Melhor atriz em série de TV, comédia ou musical
Toni Collette - United States of Tara

Melhor ator em série de TV, comédia ou musical
Alec Baldwin - 30 Rock

Melhor minissérie ou filme para TV
Grey Gardens

Melhor atriz em série, minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore - Grey Gardens

Melhor ator em série, minissérie ou filme para TV
Kevin BaconTaking Chance

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Chloë SevignyAmor Imenso

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
John LithgowDexter

E, claro, alguns comentários.

Esse Globo de Ouro me deixou dividida. Embora revoltadíssima com algumas escolhas, outras, muito merecidas, me deixaram satisfeita.

Primeiro, as revoltas:

  • Jane Lynch, a Sue Sylvester de Glee era a favorita para levar o Globo de melhor atriz coadjuvante em série e teve que ver uma loira sem sal (Chloë Sevigny, de Big Love) vencer. Ok, estou sendo injusta. Eu não assisto a Big Love e não conheço o trabalho dela, mas enquanto as concorrentes eram mostradas, ela estava com uma cara de tédio que, sério, é até uma ofensa ela ganhar.
  • E a segunda grande revolta da noite: Dexter, com sua 4ª temporada sensacional não vencer como melhor série dramática. Como assim? Michael C Hall é o melhor ator; John Lithgow o melhor coadjuvante; a temporada foi espetacular; e quem ganha o Globo de Ouro é Mad Men? Ah, por favor. Eu já disse isso ontem… já que a crítica gosta tanto da HBO, deveria parar de colocar outros concorrentes e entregar o prêmio de uma vez pra não irritar a nós,  criaturas de incrível bom gosto meros mortais.
  • Taylor Lautner, o “lobisomem” queridinho, apresentando. Tenho alguns pensamentos sobre ele. 1º Ele é um boneco de cera, sério. 2º Ele é tão ruim apresentando quanto é atuando.

Por fim, uma revolta que não tem nada a ver com o Globo de Ouro, mas com a transmissão da TNT. Aqueles dois são muito chatos, sem condição! E o metido a sabichão lá ainda chamou o Michael C Hall de Anthony C Hall. Aliás, falando nele, ontem nosso mais querido serial-killer apareceu de gorro. Estranhei, não sabia que ele estava doente. Agora, torço muito para que ele vença tudo isso. Ele e a Debra, sua esposa – Jennifer Carpenter.

As satisfações:

  • Zachary Levi apresentando! Ah, como eu amo #Chuck.
  • John Lightow e Michael C Hall, minha dupla sanguinária favorita (Trinity & Dexter), que apavorou (literalmente) em Dexter ficou com melhor ator coadjuvante e melhor ator. Mais do que merecido.
  • Fiquei muito, muito, mas muito feliz com a vitória inesperada de Glee. Isso mostra o quanto a série do momento da FOX está sendo reconhecida e não nega o “quê” de alternativa.
  • Eu quero um Robert Downey Jr. pra mim. Disse isso logo após ver Sherlock Holmes, e repito com mais certeza que antes. Ele é o meu Johnny Depp momentâneo. Esteve incrível no papel do detetive mais famoso da história, e, de quebra, fez o discurso mais divertido.
  • Sandra Bullock. Dizem por aí, que todo mundo a-dora ela. Mas sério, como não amar? Aos 45 anos, ela estava num esplendor de causar inveja. Linda! Absoluta. E não pude ver The Blind Side ainda, mas tenho a mais completa certeza de que ela mereceu. Gente.. sério, alguém que fez Miss Simpatia já tem créditos comigo pra vida toda.
  • Melhor atriz em comédia… grande dúvida pra mim. Adorei A Proposta, mas seria um absurdo não dar esse prêmio à intérprete da Julia Child. Meryl Streep estava em uma elegância impressionante. E ela não é mais questionável. Se quiserem dar, sei lá, o prêmio de mulher mais sexy do planeta pra ela, com mais de 60 anos, ótimo. Sério, ultimamente entendi que ela pode qualquer coisa.
  • A trilha sonora de UP é maravilhosa. Merece realmente muito destaque.
  • Lembra daquele nazista mala de Inglorious Basterds? Então, “that’s a bingo“! Christoph Waltz ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante. E foi um dos Globos mais merecidos.
  • Melhor diretor: e aí, James Cameron ou Tarantino? Se você pensar que James Cameron criou tudo em Avatar, incluindo a língua dos Na’vi, não resta dúvidas. Achei muito bem entregue.
  • Pelo conjunto da obra, Avatar.  E ponto final. Além disso, tem o que a falou ontem… ninguém vai querer ser a pessoa que não deu o prêmio a um dos filmes mais revolucionários da História.

Robert Downey Jr. e Sandra Bullock

(Além de todas as minhas alegrias, o Robert Downey Jr e a Sandra Bullock, dois dos meus atores favoritos, estavam sentados juntos! Buni ;])

De resto:

  • Jeff Bridges parece ter merecido o prêmio de melhor ator em drama, já que foi aplaudido de pé.
  • Eu não sei se concordo com Amor sem escalas ficar com o roteiro original, mas não assisti. De qualquer forma, acho que daria pra Distrito 9 ou It’s Complicated, que parece legal.
  • Em Melhor canção eu não vi nenhuma música espetacular. Daquelas que marcam a história do Cinema, sabe? Ah, se “My Heart Will Go On” estivesse concorrendo no lugar de “I See You”… haha.
  • Antes de ver A Princesa e o Sapo torcia pra ele ganhar de melhor animação. Mas depois de ver, sei que UP é que merecia.
  • Alec Baldwin ganhando como melhor ator de comédia por 3o Rock não é surpresa. Mas achei que a Tina Fey fosse fazer companhia a ele como melhor atriz.
  • A Drew Barrymore que atua desde que sabe falar ganhou seu 1º Globo de Ouro. Acho legal.
  • Sobre o prêmio de Se beber, não case, eu não assisti, mas acho que qualquer filme que tenha um nome desses não merece um Globo de Ouro. Fui mais com a cara de It’s Complicated.

É, gente. A temporada do tapete vermelho começou. E as divas – destaque pra Meryl Streep e seu ótimo discurso, e pra Helen Mirren (foda) – e divos que vimos ontem estão só se aquecendo. E os fofoqueiro de plantão também. Dá-lhe E!.

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Publicado por: Lê Scalia

Golden Globe

Saiu hoje a lista dos indicados ao “Globo de Ouro“.

A premiação – Golden Globe Awards – é a segunda honra mais importante que alguém que trabalha no Cinema ou na TV pode receber. No caso do primeiro, perde para o OSCAR, e no caso do segundo, para o EMMY. Entregue desde 1944 (só Cinema, e a partir de 1956 TV também), o prêmio vem coroar algumas das boas produções que surgiram no ano.

É interessante ver como boa parte das séries concorrentes são transmitidas por TV a cabo nos EUA, produzidas por emissoras como a Showtime e a HBO. Séries assim têm, geralmente, um conteúdo mais adulto e uma produção excepcional, alguns casos são Dexter, Desperate Housewives, True Blood, Mad Man e outros.

Mas vamos ao que interessa! Fofocar sobre os indicados…

Meus destaques vão para: Sandra Bullock, Meryl Streep, Glee e Dexter.

No que diz respeito a melhor filme, acho que fica entre Avatar e Bastardos Inglórios. (Acho muito engraçado filmes que ainda não saíram no cinema concorrerem hahaha. Até onde eu sei, a crítica já viu Avatar e os jurados do GGA já viram ao filme… mas é no mínimo estranho isso. Me lembrou os prêmios da Capricho, haha, que colocaram “Lua Nova” pra concorrer sem ter saído no cinema…  e o pior é que ganha.).

Como ainda não vi – óbvio – Avatar, não sei dizer quem tem mais chances. Bastardos Inglórios, como obra cinematográfica, é incrível… mas os Navi’s pretendem revolucionar o cinema, portanto, não sei mesmo. Acho que, indo pra um dos dois, estará bem entregue.

Aliás, isso me parece uma bela prévia do Oscar. Acredito que, tanto um quanto outro, acumularão indicações (e conquistas) na maior premiação do Cinema.

Avatar x Bastardos Inglórios. A história se repete. James Cameron (e sua mania de grandeza) x Quentin Tarantino (e sua paixão pelo sangue). A direção de Inglorious Basterds é maravilhosa. De verdade. Tarantino fez um trabalho de mestre. Mas, então, o Cameron criou e escreveu toda a estória de Avatar – que promete ser incrível. De novo, ficando entre eles tá em casa.

A maioria dos filmes concorrentes ainda não estreou no Brasil, por isso fica mais difícil opinar. Mas torço pelo Robert Downey Jr (!!!) como melhor ator de comédia, por Sherlock Holmes (estou louca pra ver).

Outros comentários que valem ser feitos são as duplas indicações de Sandra Bullock e Mery Streep. A Sandra (íntima, haha) concorre por melhor atriz em drama – The Blind Side (louca pra ver)² – e comédia – A Proposta. Não sei bem como opinar, já que é uma das minhas atrizes favoritas. Merece pelo que eu vi no trailer de The Blind Side (acho que no Brasil foi traduzido como “O Lado Cego” mesmo).

Meryl Streep, outra das atrizes que eu mais admiro, concorre com ela mesma e com a própria Sandra Bullock, na categoria de melhor atriz em comédia/musical. Aliás, a disputa aqui é acirrada. Bullock, Roberts (Julia) e Streep². Acho que fica com a Meryl, merecidamente, por Julie & Julia. Mas não sei.

Melhor roteiro, pra mim, fica entre Distrito 9 e Bastardos Inglórios, e embora Tarantino mereça por ser muito bem pensado, por ter criado excelentes personagens – e ter feito o que todo filme sobre a 2ª GM teve vontade -, acho que Distrito 9 é mais original. Inglorious tem algumas “quebras”, os capítulos… E apesar de não gostar de ver os aliens como aqueles insetinhos estranhos, vou com Peter Jackson.

Melhor trilha sonora torço pra UP!, a trilha é muitooo legal… e falando em UP, o filme também está concorrendo como melhor animação, ao lado de A Princesa e o Sapo (louca pra ver)³. Achei um absurdo que Os Fantasmas de Scrooge também não estejam na lista. E, bem… não vi A Princesa e o Sapo ainda, mas espero que leve :]. Se não, UP faz as honras.

Agora quanto aos prêmios televisivos, breves comentários:

  • Espero que Dexter vença como melhor drama (4ª temporada incrível)
  • Gostaria de ver Glee levar o de melhor comédia.. mas é difícil a concorrência. The Office e 30 Rock? Não sei.
  • Melhor ator de drama: pra mim, com certeza Michael C. Hall. Embora, concorra com o querido Hugh Laurie e com o bom Simon Baker.
  • Por fim, como ator e atriz coadjuvante, torço muito para John Lithgow – Trinity!!! – e para Jane Lynch – Sue Sylvester. Personagens de Dexter e Glee, respectivamente. Excelentes personagens, aliás.

Fica a torcida :].

E fica também a lista de todas as indicações ao 67º Globo de Ouro.


MELHOR FILME – DRAMA:
- Avatar
- Guerra ao Terror
- Bastardos Inglórios
- Preciosa
- Amor sem Escalas


MELHOR FILME – COMÉDIA/MUSICAL:
- 500 Dias com Ela
- Nine
- Julie & Julia
- Se Beber, Não Case
- It’s Complicated


MELHOR DIRETOR:
- Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
- Clint Eastwood (Invictus)
- James Cameron (Avatar)
- Jason Reitman (Amor sem Escalas)
- Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)


MELHOR ATOR – DRAMA:
- Jeff Bridges (Crazy Heart)
- George Clooney (Amor sem Escalas)
- Tobey Maguire (Entre Irmãos)
- Morgan Freeman (Invictus)
- Colin Firth (A Single Man)


MELHOR ATOR – COMÉDIA/MUSICAL:
- Matt Damon (O Desinformante!)
- Daniel Day-Lewis (Nine)
- Joseph Gordon-Levitt (500 Dias com Ela)
- Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes)
- Michael Stuhlbarg (Um Homem Sério)


MELHOR ATRIZ – DRAMA:
- Emily Blunt (The Young Victoria)
- Sandra Bullock (The Blind Side)
- Helen Mirren (The Last Station)
- Gabourey Sidibe (Preciosa)
- Carey Mulligan (Educação)


MELHOR ATRIZ – COMÉDIA/MUSICAL:
- Julia Roberts (Duplicidade)
- Meryl Streep (Julie & Julia)
- Meryl Streep (It’s Complicated)
- Marion Cotillard (Nine)
- Sandra Bullock (A Proposta)


MELHOR ATOR COADJUVANTE:
- Matt Damon (Invictus)
- Woody Harrelson (The Messenger)
- Christopher Plummer (The Last Station)
- Christopher Waltz (Bastardos Inglórios)
- Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
- Penélope Cruz (Nine)
- Vera Farmiga (Amor sem Escalas)
- Anna Kendrick (Amor sem Escalas)
- Mo’nique (Preciosa)
- Julianne Moore (A Single Man)


MELHOR ROTEIRO:
- Distrito 9
- Guerra ao Terror
- It’s Complicated
- Amor sem Escalas
- Bastardos Inglórios


MELHOR TRILHA SONORA:
- Up – Altas Aventuras
- O Desinformante!
- Avatar
- A Single Man
- Onde os Monstros Vivem


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
- Nine (“Cinema Italiano”)
- Everybody’s Fine (“I Want to Come Home”)
- Avatar (“I Will See You”)
- Crazy Heart (“The Weird Kind (Theme from Crazy Heart)”)
- Entre Irmãos (“Brothers”)


MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
- Tá Chovendo Hambúrquer
- Up – Altas Aventuras
- A Princesa e o Sapo
- Coraline e o Mundo Secreto
- O Fantástico Sr. Raposo


MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
- Baaria (Itália)
- Abraços Partidos (Espanha)
- Un Prophète (França)
- A Fita Branca (Alemanha)
- La Nana (Chile)


MELHOR SÉRIE DE TV – DRAMA:
- Big Love
- Dexter
- House
- Mad Men
- True Blood


MELHOR SÉRIE DE TV – COMÉDIA/MUSICAL:
- 30 Rock
- Entourage
- Glee
- Modern Family
- The Office


MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV – DRAMA:
- Simon Baker (The Mentalist)
- Michael C. Hall (Dexter)
- Jon Hamm (Mad Men)
- Hugh Laurie (House)
- Bill Paxton (Big Love)


MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV – DRAMA:
- Glenn Close (Damages)
- January Jones (Mad Men)
- Julianne Margulies (The Good Wife)
- Anna Paquin (True Blood)
- Kyra Sedgwick (The Closer)


MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV – COMÉDIA/MUSICAL:
- Alec Baldwin (30 Rock)
- Steve Carell (The Office)
- David Duchovny (Californication)
- Thomas Jane (Hung)
- Matthew Morrison (Glee)


MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV – COMÉDIA/MUSICAL:
- Toni Collette (United States of Tara)
- Courteney Cox (Cougar Town)
- Edie Falco (Nurse Jack)
- Tina Fey (30 Rock)
- Lea Michele (Glee)


MELHOR MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Georgia O’Keeffe
- Grey Gardens
- Into the Storm
- Little Dorrit
- Taking Chance


MELHOR ATOR – MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Kevin Bacon (Taking Chance)
- Kenneth Branagh (Wallander: One Step Behind)
- Jeremy Irons (Georgia O’Keeffe)
- Chiwetel Ejiofor (Endgame)
- Brendan Gleeson (Into the Storm)


MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Joan Allen (Georgia O’Keeffe)
- Drew Barrymore (Grey Gardens)
- Jessica Lange (Grey Gardens)
- Anna Paquin (The Courageous Heart of Irena Sendler)
- Sigourney Weaver (Prayers for Bobby)


MELHOR ATOR COADJUVANTE – SÉRIE DE TV / MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Michael Emerson (Lost)
- Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother)
- William Hurt (Damages)
- John Lithgow (Dexter)
- Jeremy Piven (Entourage)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – SÉRIE DE TV / MINISSÉRIE / FILME PARA TV:
- Jane Adams (Hung)
- Rose Byrne (Damages)
- Jane Lynch (Glee)
- Janet McTeer (Into the Storm)
- Chloë Sevigny (Big Love)



Publicado porLê Scalia

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