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McNally’s Army

Sabe quando você tem aquela sacada brilhante e pensa: “Nossa, fiz uma super descoberta! Sou um gênio!”..? Pois é, isso acontece de vez em quando comigo. Eu percebo relações entre as coisas e me acho, por 2 segundos inteiros, o máximo.

Então, sabe aquela sensação que você tem ao ver que aquilo que você “descobriu” não é tão surpreendente assim? Ou que todo mundo já fez a associação que você fez? Ou, pior, que é incrivelmente óbvia essa relação? Pois é, isso acontece sempre comigo.

A mais marcante foi quando eu percebi que o enredo de Harry Potter era uma releitura do Nazismo e Voldemort era Hitler com uma varinha. Ok, fiquei frustrada quando vi que eu não havia descoberto nada, mas, ainda assim, me apaixonei mais pela história.

Bom, estava eu assistindo o Universal Channel por esses dias e lá não parava de passar a propaganda dessa nova série policia, Rookie Blue. Decidi dar uma olhada, já que acho séries policiais interessantes e queria algo diferente de CSI ou que não tivesse a abertura da década de 30 de Law and Order.

Baixei a primeira temporada e lá fui eu, atrasando as minhas outras séries pra ver se essa valia – pelo menos um pouquinho – a pena. E qual não foi minha surpresa quando, 2 minutos depois, eu já ria muito do episódio. Por quê? Bom, porque Rookie Blue é nada mais nada menos que Grey’s Anatomy de uniforme policial! Troque os bisturis por armas e, voilá, tem-se a série canadense transmitida também (surpresa!) pela ABC.

Grey's Anatomy

A série é uma parceria entre a própria emissora americana e o Canwest Broadcasting e teve uma audiência média de 6.5 milhões de telespectadores. O que é muito bom se considerarmos que Chuck tem mais ou menos isso. Com apenas 3 episódios já foi renovada para uma segunda temporada e tornou-se a estréia de verão mais bem-sucedida na ABC em seis anos.

O que me intriga é que a série se passa em Toronto, mas ainda assim atrai a atenção dos americanos. O enredo não ambienta isso diretamente, mas é possível saber pelo nome das ruas (e, convenhamos, tem uns canadensezinhos com sotaque por ali).

Meredith Grey, Christina Yang, Alex Karev, George O’Malley e Izzie Stevens passam a ser Andy McNally, Traci Nash, Gail Peck, Dov Epstein e Chris Diaz. Cinco belos, atrapalhados e competentes (& tensos) novatos que serão avaliados dia após dia em uma famosa e competente divisão policial.

Grey-McNally-Peregrym

O elenco é composto basicamente por desconhecidos. Ganham destaque a Grey-McNally, que é interpretada por Missy Peregrym, a qual eu conhecia de um filme alternativo da Disney sobre ginástica olímpica, que, coincidentemente, passou na Sessão da Tarde ontem mesmo. Mas ela também fez Heroes (quando eu já tinha parado de ver) e Reaper. Também marca presença Ephram “Everwood”. Eu nunca gostei da atuação dele, mas pelo menos o personagem de agora é um pouco mais simpático.

O clima entre um atendente treinador e uma novata também está presente. E o bar do Joe é encontro certo no fim de quase todos os episódios. A mãe talentosa e problemática da protagonista é substituída por um pai, ex-detetive e alcoólatra. Até a locução em off aparece no piloto (cara-de-pau!); funciona, mas some nos próximos eps. Além disso, existem outras semelhanças que deixam as séries ainda mais parecidas. A trilha sonora marcante, os finais “profundos”, os diálogos e o modo como a vida pessoal de cada um se entrelaça com o emprego.

O nome: “Rookie” faz referência à situação de novatos, enquanto o “Blue” vem do uniforme dos policiais.

Rookie Blue não tem nada de genial. Em seus primeiros 13 episódios tem, mais ou menos, 2 bons e 2 legais episódios. De resto, é bem comum. Mas tem potencial pra melhorar.

Rookie Blue

Mais uma prova que, nessa vida, nada se cria. Tudo se copia. E não é algo ruim, é só a recombinação de alguns elementos. Mas é impossível evitar a sensação de dejà vu que te invade no início da temporada. (Depois melhora.)

E eu achando que tinha descoberto a América quando pensei… “Cara, isso é Grey’s com armas!”. É, alguém do G1 já tinha descoberto isso antes de mim…

Links Relacionados:

Série “Rookie Blue” combina “Grey’s Anatomy” com ritmo policial, G1

Publicado por: Lê Scalia

Grey’s Anatomy por fãs

Quando a volta das séries se aproxima já existe aquela expectativa no ar, spoilers por todo lado, novas promessas, retornos tensos e, finalmente, aquele episódio que promete resolver tudo que ficou no ar na season finale (e que, obviamente, não responde nada mas você ama mesmo assim).

No meio de tudo isso, parte importante na manutenção do carinho dos fãs é o pôster. Aqui no Brasil a gente nem chega a vê-los; quando muito, esbarramos com eles na internet. Nos EUA, porém, é diferente. Até porque não faz muito sentido uma emissora colocar um pôster por aí quando grande parte da audiência chega até as séries através dos downloads.

Bom, voltando aos EUA. Lá é relevante, então, eles têm vários. Um mais legal que o outro, confesso. E isso merece um post a parte. Mas aqui venho falar só do pôster da sétima temporada Grey’s Anatomy.

SPOILER (6ª temporada)

Pra quem não se lembra, o pôster que anunciava a 6ª temporada de Grey’s foi esse:

Mudou tudo.

Mas e aí?! Mudou muito mesmo.

Afinal, depois do tiroteio e do aborto da Meredith, como ficam as coisas no Seattle Grace?! Alguns caquinhos pra juntar, sejamos sinceros. Aí vem a questão… que imagem representa isso?

Buscando apoio na interatividade – o que anda movendo as coisas hoje em dia -, os produtores farão de um “fan art” seu pôster oficial. (E, de quebra, não precisam perder tempo, dedicação e/ou preocupação com isso.)

Está rolando no Facebook uma votação entre seis pôsteres feitos por fãs. O que receber mais votos será o vencedor. No entanto, comentários positivos também serão levados em conta.

A iniciativa é legal. Já pensou ver por aí aquele pôster que você fez, representando a sua série favorita? Vai pro portfólio! Haha.

A votação vai até o dia 16 de setembro. Basta entrar na página de Grey’s Anatomy no Facebook (ou seja, aqui) e escolher o que você gostou mais! Fica, então, uma prévia deles aqui no blog.

Deixando um pouco de lado a discussão sobre a qualidade dos pôsteres, é bem legal a forma de aproximação com os fãs. Ponto pra Grey’s! (Que deve entrar em uma de suas últimas temporadas. Talvez a última boa e com roteiro. A última original. Ok, parei.)

Sobre as artes, não sei de qual eu gostei mais… algumas tem mesmo cara de Grey’s. Mas o último, por exemplo, parece demasiadamente com as capas dos DVDs, por isso, eu não o escolheria.  E o coraçãozinho do McDreamy meio que entrega que é feito por fãs, haha, mas é buni. Gosto do da Mer, mas teria que ter vários. Então acho que fico com o mais inexpressivo e genérico, o de Seattle :P.

Links relacioandos:

Fonte - Minha Série

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A morte e seus amiguinhos: 6×23 e 6×24 Grey’s Anatomy

Publicado por: Lê Scalia

A morte e seus amiguinhos: 6×23 e 6×24 Grey’s Anatomy

No, I don’t want a battle from beginning to end
I don’t wanna cycle of recycle revenge
I don’t wanna to follow death and all of his friends

Coldplay

É tempo de finais de temporadas. Na televisão, isso equivale a julho dos cinemas norte-americanos. Ou seja, grandes acontecimentos.

Sabe aquele drama, aquele lenga-lenga que você aguentou durante 22 episódios? Grandes chances de as coisas se resolverem nesse último mês. Mas, claro, você vai ficar lamentando isso até outubro (quando as séries que têm um pouco mais de sorte voltam para mais uma temporada).

A sequência natural é que a série melhore durante a temporada. Geralmente um bom início, um meio razoável e um bom final. Grey’s Anatomy é uma série que controla bem isso. Bons começos, episódios excelentes distribuídos com inteligência pelo meio do caminho e grandes season finales.

Bom, Grey’s podia ser usada como exemplo. Podia. Não pode mais. Essa sexta temporada foi repleta de coisas estranhas, ausência de personagens e de atores (nem sempre culpa dos produtores) e roteiro no mínimo duvidoso. Mas eis que os últimos 10 episódios foram interessantes, aumentaram um pouco o nível da confusão que a série havia se tornado.

Grey’s Anatomy é uma das minhas séries favoritas, mas eu andava meio desanimada de ver. Por quê? Bom, porque anda cada dia ‘menos’ Grey’s. Mas chegou o fim do 6º ano e eu encarei. Matei correndo o meu atraso a fim de poder assistir aos esperadíssimos episódios 23 e 24. Essa é a razão do post.
SPOILERS

O pôster de início de temporada já previa: nada mais seria o mesmo em Grey's Anatomy.

***

A partir do presente momento, esse post contém muitos e grandes SPOILERS.

***

Tensão. Essa é a palavra-chave que marca esse fim de temporada de Grey’s.

Um tiroteio no Seattle Grace Hospital?! #AíSimFomosSurpreendidosNovamente! Juro que não achei que tanta gente fosse sair ferida desse ofurô alvoroço. Mas convenhamos, o que aconteceu de relevante com os nossos Greyzetes? Karev sendo baleado, antes mesmo da abertura do primeiro episódio (fiquei de cara), Meredith (descobrindo que estava grávida e perdendo o bebê), e o McDreamy levando um McTiro.

Bom, se você pensar bem, é muita coisa. Até que é… mas acho que faltou um pouco de… Grey’s. Como vem faltando durante toda a temporada. Foi um bom final. Mas, não sei, às vezes eu acho que falta Grey’s, e não sei como explicar isso. O episódio 21, que conta com a participação da fofa Demi Lovato foi excelente. Um dos melhores da season 6, pra mim. Não aconteceu nada demais, mas teve um quê de Grey’s. E a série precisa disso.

Mas pode-se tirar um ponto extremamente positivo desses episódios finais. Hoje mesmo, conversávamos sobre o que falta em Grey’s para um fim digno da série: a Grey se tornar uma grande médica. Assim, nível Ellis. O que vimos no 6×24 é a transformação da Yang em uma grande médica (de fato). E isso já vale.

No entanto, mais do que qualquer outra coisa, o que podemos tirar dos últimos episódios de Grey’s Antomy 2009/2010? O seguinte: se você fez uma tremenda besteira e não tem ideia de como consertar, mate todo mundo. Simples assim. E não, Shonda, não estou te criticando.

Sei que a situação estava difícil e que ninguém suportava aquele povinho do Mercy West… mas como desfazer a maldita fusão?! Dê uma de Scorsese e saia atirando na galera. Embora eu tenha sido um tanto quanto surpreendida, achei mara. E o melhor: ainda deixou o único personagem agradável que resultou dessa péssima ideia de povoar a série na tentativa de incluir novos núcleos e tirar o foco de Meredith Grey, Derek Shepherd, Izzie Stevens, George O’Malley, Alex Karev e Christina Yang.
(Só para esclarecer, eu estava falando do bonitinho, o Avery.)

Pelo modo como as coisas estavam, talvez essa tenha sido a atitude mais digna. E teve, sim, cara de Grey’s. Todo o drama e tal. Mas sinto falta daqueles episódios épicos, sabe? Aqueles que fazem sua cabeça rodar e mesclam medicina, romance, amizade, filosofia (nos diálogos profundos) e o impossível.

Mas anda difícil. Depois de 6 anos, as ideias ficam ralas, é verdade. Dica, Shonda?! Traga a Addison de volta para cuidar da gravidez complicada de Meredith Grey e termine Grey’s Anatomy em grande estilo. Não tente loucuras como transformar a Little Grey em protagonista e não ofenda os fãs com bobagens sem sentido e sem sentimento. Dê um toque de Grey’s para Grey’s e confie. Basta isso para uma última temporada inesquecível.

***

A prova.

Só pra constar: meninas, @GabiMateos e @LuizaRey, que dia iremos comer MEUS nachos?!
(Pois é, haha, eu ganhei o bolão sobre quem levaria o tiro. Mandei bem e indiquei o McDreamy. Há!)

Publicado por: Lê Scalia

100º

Não é todo mundo que tem o prazer – e a competência – de chegar aos 100. Mas quando isso acontece, costuma ser uma ocasião marcante. E marcada. Leva, na média, 5 temporadas para se alcançar o centésimo episódio. 5 temporadas de mais ou menos 20 episódios cada uma, o que não é algo tão comum (ou fácil) quanto possa parecer.

Algumas séries que podem se gabar do feito são:

FRIENDS, com o episódio The One Hundredth (The One with the Triplets). Siiim, o episódio em que a Phoebe finalmente tem seus trigêmeos;

Grey’s Anatomy, com What a Difference a Day Makes, ep em que acontece o tão esperado (e emocionante) “McWedding” – com uma ligeira mudança de planos que deixou tudo ainda mais inesquecível;

House, que destoa um pouquinho ao apresentar The Greater Good. Apesar de ser um ótimo episódio, não é possível perceber uma diferença nítida entre o padrão da série. O caso? A pesquisadora de câncer que resolve se dedicar à culinária. Vale destaque para a guerra a todo vapor: House x Cuddy;

Smallville é mais que especial em seu 100º ep. Reckoning é um dos episódios mais emocionantes da série que eu tive a oportunidade de ver (e é, junto com o episódio do Casamento Lana&Lex, provavelmente um dos mais lindos). Quando Clark volta no tempo para salvar a vida de Lana acaba sendo obrigado a ver a morte de seu pai;

Buffy é um caso a parte! Provavelmente o episódio número 100 mais original da TV. Uma caçada musical. Isso mesmo. O episódio inteiro é desenvolvido em músicas, contando com performances (reais) de todos os atores do elenco. Até por isso, Once More With Feeling foi um dos episódios mais aclamados pela crítica, concorrendo em diversas premiações e alcançando de vez o status de cult da série.

Paramos, depois desse pequeno histórico, em Bones: o mais recente “centenário”. A série sobre resolução de crimes mais divertida da TV finalmente chegou ao esperadíssimo episódio 100. Escrito pelo criador da série, Hart Hanson, e dirigido por um dos protagonistas, David Boreanaz, o centésimo episódio de Bones (assistido por 10 milhões de pessoas nos EUA) – The Parts in the Sum of the Whole - é, antes de qualquer coisa, uma homenagem aos fãs.

(Este post contém alguns potenciais spoilers)

De modo divertido e saudoso, trouxe de volta personagens importantes para o seriado, como o primeiro (e mais duradouro) assistente de Brennan, Zack, e a promotora mais “cherié” da TV, Caroline. Mas mais do que isso, mostrou o início das relações entre o núcleo dos personagens da série.

Foi nesse episódio que descobrimos como Brennan e Booth se conheceram. E é tudo divertidíssimo. Tudo que vimos a antropóloga forense evoluir em matéria de relacionamentos durante esses 5 anos é completamente anulado, quando voltamos ao primeiro caso da dupla. Tem até o primeiro “Bones!”.

O caso em questão é mais pano de fundo para conhecermos as origens e aparições dos personagens, no entanto, é um caso interessante e que cumpre sua função na trama. A ciência de Brennan e o instinto de Booth são levados ao extremo e é bem legal ver como isso foi usado ali, demonstrando a essência (eterna) dos personagens.

Bones S05E16, ou Bones 100, tem alguns dos melhores quotes de toda a série. E, acredite, grande parte deles fica a cargo da Angela, que os cumpre com extremo sucesso. Sabe tudo que os fãs esperaram durante 5 temporadas? Está tudo ali.

Amarrado de ótima forma, o roteiro é um “apanhado” dos sentimentos de Bones. De tudo que a série passou esses 5 anos. Cada personagem aparece de forma caricaturada, no entanto, fiel. Uma recompensa aos fãs que acompanharam o dia-a-dia no Jeffersonian Institute durante todo esse tempo.

Não pretendo dar mais spoilers… mas acredito que o episódio vá agradar a todos os fãs de Bones. E com méritos. Um exemplo de como a série soube reconhecer seus pontos fortes e valorizar seus fãs fieis. Aliás, sabe a evolução da Brennan quanto ao mundo sentimental a que nos referimos há pouco? Não foi tanto assim. Você que já viu, entende o porquê.

Diversão, ótimos diálogos, brigas, risadas, ciência e drama no episódio 100 de Bones. Merece nota 10.

(Vídeo promocional de Bones, Brennan e Booth, feito pela FOX para o episódio 100)

***

A cantora que aparece nesse episódio de Bones é Laura Ibizor, e a música (bem boa) é “Mmm“. Eu tinha esquecido disso, portanto, os agradecimentos dessa “errata” (por falta de palavra melhor ;P) vão pra Ruti. Quer ouvir? Clique aqui.

Links relacionados:

Bones, na FOX
Sobre o episódio 100 (entrevista casal)

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Bye Bones

Publicado (conforme prometido) por: Lê Scalia

Viva às séries.

“Viver a vida”, a novela que atualmente ocupa o horário nobre da Rede Globo, estreou no dia 14 de setembro com excelente audiência – indo de 42 a 45 pontos. Ao ver as propagandas, me animei, afinal eu não tinha paciência nenhuma com “Caminho das Índias”, e tudo me parecia entediante e distante demais.

Mas logo no primeiro capítulo da nova novela, eu já odiava a protagonista. Sim, a Helena (mais uma)… a que deveria ser a boazinha-amada-por-todos. Conforme o tempo foi passando perdi um pouco o interesse, mas esperava ansiosa pelo acidente da Luciana, personagem de Alinne Moraes, que iria melhorar um pouco as coisas.

Ainda persistia, tentando me integrar com a novela, quem sabe simpatizar com alguns personagens, quando de repente, não mais que de repente, eu percebi algo. O núcleo de “amigas da Helena” – Taís Araújo -, me lembrava alguém… mas quem? E, então, fez-se a luz! Sex and the City!

Analisando minha teoria, percebi que ela tinha fundamento… 1ª semelhança: os dois grupos são composto por 4 mulheres, cada uma com características distintas. E cada uma das amigas lembra em maior ou menor grau as 4 personagens que por anos nos conduziram por NY.

Helena x Carrie Bradshaw

A personagem de Sarah Jessica Parker era uma jornalista que tinha como maior paixão a moda. Fato inclusive, muito marcante na série pelos figurinos de Carrie (e também por seus sapatos – Manolo Blahnik…). Enquanto isso, no Brasil, Helena – também a principal do grupo – é nada mais, nada menos que modelo. Seu envolvimento com a moda, portanto, não precisa ser explicado ou questionado.

Alice x Samantha Jones

Samantha (Kim Cattrall) é a mais velha do grupo e evita envolvimento amoroso de qualquer forma, apesar disso é a mais sedutora e a que leva o  relacionamento com o sexo oposto de uma forma mais liberal. Na nossa versão, temos Alice, personagem de Maria Luisa Mendonça, que pode ser descrita como uma solteira convicta, que aproveita a vida e não pretende ter relacionamentos sérios.

Ariane x Charlotte York

Já Charlotte (Kristin Davis), dá mais valor ao lado emocional das relações e durante a série esteve em busca de seu parceiro ideal. É a mais “fofa”, mais delicada do grupo, assim como a própria Ariane, vivida por Christine Fernandes. É a mais doce do quarteto brasileiro e tem, inclusive, um filho (de seu falecido marido).

Ellen x Miranda Hobbes

Miranda (Cynthia Nixon) é a mais séria do grupo. Concentrada em sua carreira e chegando a ser cínica em alguns momentos, consegue seu final feliz. Seu reflexo brasileiro é Ellen, interpretada por Daniele Suzuki. Isso cria um dilema… a atriz já é chata, talvez isso deixe sua personagem ainda mais chatinha. Também muito focada, Ellen costuma ser sincera (até demais) e pode chegar a ser um pouco antipática (céus, como reclama!).

"Sex and the City" - Samantha, Miranda, Carrie e Charlotte

"Sex and the City" - Samantha, Miranda, Carrie e Charlotte

"Viver a Vida" - Alice, Ellen, Helena e Ariane

"Viver a Vida" - Alice, Ellen, Helena e Ariane

Com todas as semelhanças e diferenças, os dois grupos têm amizade sólida e interessante. Por mais que sejam diferentes ou tenham objetivos variados na vida, são boas amigas. Agora… Manoel Carlos, aqui entre nós, eu pago minha língua se não tiver um dedinho de “Sex and the City” nesse núcleo de “Viver a Vida”.

Aliááás, do mundo das séries não é só SatC que entra na nossa novela das 8 não! Agora vai começar o núcleo “LOST“. Para quem não sabe ou não lembra, Jack Shephard (Matthew Fox, o “protagonista” da série) é um neurocirurgião que salva sua esposa e casa com ela. Não viu a semelhança? É porque só metade dela aconteceu por enquanto, haha. Ou será que alguém tem alguma dúvida de que Miguel (Mateus Solano), nosso brilhante neuro, irá salvar a mimada, mas ainda assim querida, Luciana? Bom, eu não tenho.

Isso me lembra do núcleo “Grey’s Anatomy” da novela. Não me vem à memória uma outra novela que tenha explorado tão de perto o cotidiano dos médicos no hospital, e muito menos que tenha mostrado cenas de cirurgias, como as que eu vi em “Viver a Vida”. Não nos esqueçamos também de que Derek Shepherd (Patrick Dempsey) é o maior neuro dos EUA e faz par (eterno) com a Grey que dá nome a série.

É isso aí, “Viver a Vida” anda dando um “viva às séries”. Por mim, nada a reclamar.

*Sex and the City foi uma série da HBO, transmitida por 6 anos – de 1998 a 2004 – e que falava sobre a vida de 4 diferentes amigas na cidade de Nova York. O seriado foi baseado no livro de mesmo nome da autora Candace Bushnell. Na série, cada episódio girava em torno da coluna que Carrie estivesse escrevendo.

**Só pra constar que o elenco de “Viver a Vida” anda dando um show de interpretação. Ultimamente, juntaram-se ao Solano: Taís Araújo (não botava, fé hahaha), a sempre protagonista Alinne Moraes e a maravilhosa Lília Cabral. Merecem aplausos.

Publicado por: Lê Scalia

Seriados, a volta

 

Este post contém spoilers.

No que diz respeito à televisão, essa época do ano é, pra mim, quase tão divertida quanto o meio do ano no Cinema. Todas as séries – renovadas – voltam, resolvendo os mistérios, explicando fatos, desfazendo nós. Novos personagens, novas situações, novos dramas, novas piadas, mas com o conforto de ter aquele elenco fixo (ou quase todo ele) ali, esperando por você. Não importa qual gênero a série tenha, é muito bom tê-las de volta para mais uma temporada. Hoje vou falar um pouquinho sobre o meu TOP 5, que só não voltou completo porque Chuck retorna somente após o segundo recesso (o mid-season), em fevereiro.

House

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

House, season 6

House, season 6

Bom, acho que a palavra que melhor resume essa season premiere é diferente. O personagem de Hugh Laurie nunca havia aparecido desse jeito, tão vulnerável. No entanto, o episódio foi interessante. A minha dúvida era como ele iria se portar na continuidade da série, já que o seu lado frio e sarcástico foi meio deixado pra trás junto com o Vicodin. Então, no episódio de segunda, pude perceber que as coisas realmente mudaram. Acho que vai ser mais drama e menos humor negro… pelo menos nesse início. Mas devo adiantar, por mais que continue bom, sinto falta das piadinhas únicas do meu gênio do mal favorito, House.

Dexter

Dexter, season 4

Dexter, season 4

Foi a melhor season premiere que eu assisti esse ano. Superou minhas expectativas e se manteve no alto nível de sempre. A cara de cansaço do Michael C. Hall valeu o episódio, sério. E a brincadeira que fizeram com sua própria abertura foi mais engraçada que os episódios inteiros de House e Mentalist juntos! Está, inclusive, no youtube… e eu trouxe pra cá, claro. E pelo final do episódio… ah, a temporada promete! Ótimos personagens, excelentes situações e o humor mais negro da televisão… a 4ª temporada de Dexter tem tudo para manter o nível, e, quem sabe, até voltar à primeira temporada.

A melhor parte do episódio fica aqui:

Mentalist

The Mentalist, season 2

The Mentalist, season 2

The Mentalist foi a melhor surpresa que eu tive no ano passado. Em especial pelo Simon Baker. Excelente! O elenco de apoio também é ótimo, só a Veronica mesmo continua com uma cara meio de nada – é, Veronica… eu tenho o hábito (duvidoso) de me dirigir a personagens por outros papeis que o ator tenha feito, neste caso, a Teresa Lisbon, a atriz Robin Tunney, e a saudosa Veronica Donovan, de Prison Break.

Mas voltando à série, achei esse episódio mais sério, menos divertido. Talvez seja um prenúncio do que teremos a seguir nesta temporada… espero mesmo que não seja. As tiradas do Jane são excepcionais… espero que as piadinhas continuem lá. E espero que tenhamos mais sobre Red John, já que, particularmente, é o fio que eu acho mais interessante no seriado. Todos os episódios referentes ao Red John têm um nível mais alto e sempre dão mais possibilidades de criação. Dá uma melhor continuidade.. De qualquer forma, boto fé em Mentalist.

Grey’s Anatomy

Grey's Anatomy, season 6

Grey's Anatomy, season 6

*Falarei sobre Grey’s um pouco mais porque era a série que trazia mais expectativa quanto ao seu reinício, dado seu trágico (e surpreendente) final de temporada.

E eis que o paciente com a doença misteriosa que faltou em House apareceu em Grey’s Anatomy. Bom, comecemos pela música… faltou trilha sonora. Mas talvez seja proposital, pra combinar com o clima, né, Lú? De qualquer forma, Grey’s é uma série que sempre primou pela trilha sonora impecável… então, em um dos momentos mais importantes da série, optaram pelo silêncio (quase total). E embora isso combine com o clima de luto, não ajuda o telespectador a sentir. Eu apostaria em uma trilha mais foda, acho que seria mais adequado.

E foi diferente também como trataram o luto de cada personagem. Alex praticamente não sentiu muito a morte de George. Christina decidiu ofender todo mundo (e não de um jeito legal). Meredith focou toda a sua energia no McDreamy. Izzie… bom, a Izzie (fora o ataque de riso) foi a que mais se aproximou do luto “tradicional”, ainda assim, sem a intensidade que eu acho que deveria ter. Está certo que cada pessoa experimenta o luto de uma forma diferente, mas achei que o episódio foi focado mais nos personagens que dão apoio à série, como Bailey, Callie, Lexie , Chief e até mesmo Owen. Faltou mostrar um pouco melhor o modo como o quarteto principal de Grey’s começou a superar a morte de um amigo querido (o 5º elemento do ex-quinteto).

Mas a melhor parte ficou mesmo a cargo do Mercy West… hahaha, cúmulo da ironia o chief sofrer um acidente e ir parar lá, sob os cuidados da médica que ele havia rejeitado. Aliás, pessoalmente, achei que a Callie apavorou nesse episódio. Foi a melhor expressão de luto que eu vi no episódio… e claro, ela não precisava da Izzie para responder a pergunta da mãe do O’Malley… ele doaria tudo. É a cara dele. Mas achei fofo ela recorrer à melhor amiga dele. Enfim, até a Amanda lá parecia estar sofrendo mais do que os amigos do George.

Foi interessante vê-los tratar da morte de alguém próximo. Eles, que lidam tão profissionalmente com a morte, sentiram-na mais perto. E gostei do fato de todos os personagens narrarem um pouquinho no final. E acho que a união SGH – Mercy West será bem legal. Mas é como a gente conversou aqui… a criadora já se prepara para a ausência de personagens importantes, como a própria Grey (Meredith), Izzie e o Shepherd. Ela está pensando na possibilidade de colocar a Little Grey no comando da série… bom, a Lexie é legal e tudo o mais, mas por favor… termine Grey’s Anatomy antes que isso aconteça.

Enfim, essa temporada vai ser a hora da verdade pra Grey’s. A Shonda (Rhymes) não costuma decepcionar… mas, pelos boatos, está deixando a desejar. É outra série que precisa se cuidar com a debandada.

No fim das contas, é interessante que das minhas séries favoritas, 3 têm seu sucesso ligado diretamente aos protagonistas. Hugh Laurie (House), Simon Baker (Mentalist) e Michael C. Hall (Dexter) são responsáveis diretos pelo sucesso de suas respectivas séries. Não dá pra imaginar o House sem aquele tom irônico, o Patrick Jane sem seu charme, e o Dexter sem aquela cara… Não dá pra afirmar nada baseando em possibilidades… mas acredito, de verdade, que se esses seriados não tivessem esses atores específicos à sua frente perderiam grande parte de seus atrativos. E, não por acaso, as três séries têm no título o nome de seus protagonistas (ou, no caso de Mentalist, o que ele é).

E, bom, por motivos óbvios eu escolhi falar só do meu TOP 5 de séries… não daria pra comentar todas as séries que eu assisto aqui. Além disso, não estou completamente atualizada em todas elas, hehe.

Acréscimos:

 

 

 

 

 

 

 

Bones, season 5

Bones, season 5

Bones: essa temporada tem tudo pra ser a mais fofa da série.

 

True Blood esteve em fim de temporada e não em início. E, bom, essa é outra série que merece um post inteiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gossip Girl ainda é um enigma pra mim em certos aspectos,mas até aí, merecia um post inteiro sobre… Tudo bem que a série não prima por ‘ser real’, mas eu não ligo pra isso… mas algo que eu acho eternamente estranho é a relação que os personagens mantêm. Eles se adoram num dia, se odeiam no segundo seguinte e são BFFs no outro quadro… bom, quem sabe um dia. (Aliás, as propagandas de Gossip Girl tendem a ser, no mínimo, interessantes, haha. As da 2ª temporada continham, em cada cartaz, uma foto ‘chocante’ e uma crítica ‘negativa’, do tipo “O Pesadelos de todos os pais” ou “Muito ruim pra você”. Hm… e no meio da temporada, posters com o rosto dos personagens estavam “pichados” com delicadezas como liar, fake, cheater ou loser. Seguido de “você não é ninguém até que falem de você”.)

 

Samantha Who?, season finale (2)

Samantha Who?, season finale (2)

Samantha Who? Acabou na segunda temporada, e, devo dizer, era ótimo pra quando se está à toa… sem compromisso, boas tiradas e uma premissa original.

 

 

 

 

 

 

Private Practice ainda não começou. Na verdade, começa hoje à noite. Aliás, estamos pensando em legendar uma série susse e que tenha uma legenda que leva um tempo a mais pra sair, por isso, pensamos em PP.

Greek teve uma segunda temporada bem melhor do que a primeira. Esperamos uma terceira ainda mais divertida.

90210 não acrescenta nada… mas não se pode negar que rolam barracos haha, é praticamente uma novela mexicana!

OTH segue firme e forte, embora eu tenha certas dúvidas sobre certas coisas (nunca acho um bom sinal a retirada de protagonista(s)).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dollhouse, season 2

Dollhouse, season 2

 

 

 


Heroes ainda me faz lutar (han, han hahaha). Acho que pela consideração que eu tenho com a série – por causa primeira temporada.

Lie To Me, que estreou no Brasil essa semana, pelo jeito está subindo!

Dollhouse melhorou bastante no final da sua primeira temporada e acredito que tenha voltado reforçada.

O twitter é um lugar para medir tanto a espera quanto a reação das pessoas. Na quinta passada (25), Grey’s Anatomy passou o dia inteiro nos trending topics. E o dia seguinte também… bom, talvez alguns dos tweets tivessem um conteúdo um tanto quanto negativos, já que, ao meu ver, o episódio ficou abaixo das expectativas. E no domingo (27), Dexter esteve no topo dos tt, com a volta muito comentada.

 

 

 

Prison Break, season finale (4)

Prison Break, season finale (4)

Lamento da hora: primeira vez em 4 anos que meu segundo semestre começa sem Prison Break. Definitivamente uma das melhores séries já feitas. Disparadooooo!!!

Chuck :]

Chuck :)


Faltou mesmo só Chuck nesse post… :/. Infelizmente, só em fevereiro.

Bons episódios, no geral. E que venham os próximos… não dá pra ficar sem. :]

Publicado por: Lê Scalia

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