Arquivos do Blog

Suas séries favoritas em pôsteres modernistas

O designer austríaco Albert Exergian criou uma série de imagens modernistas inspiradas nas séries de TV (americanas). Convertendo algumas linhas e formatos simples em ilustrações bem características, o artista conseguiu capturar a essência de alguns seriados populares. Confira:

poster prison break two and a half men

Leia o resto deste post

House: do princípio ao fim da 6ª temporada

Este post pode conter spoilers.

Em clima de final de temporadas, é válido lembrar de House. Quando comecei a assistir à série, ela já estava em sua 3ª temporada, uma das melhores, por isso foi muito fácil gostar do jeito estranho e estúpido do médico Gregory House. Bem, mas logo voltei ao início da série para conhecer toda a história por trás de Cuddy, Wilson, Cameron, Chase e Foreman.

É um choque voltar à 1ª temporada depois de conhecer um House já bem lapidado da 3ª temporada. As mudanças são visíveis, fica evidente a maneira como os criadores pegaram o jeito do personagem, como ele cresceu nesse tempo. Aliás, não só o House, mas todas as relações entre os 6 protagonistas evoluíram, refletindo diálogos cada vez mais afiados.

É por isso que, ao chegarmos ao final da 3ª temporada – a primeira muito boa da série -, nos sentimos meio perdidos diante de uma mudança radical na história. Como é que vai ser daqui pra frente sem Chase, Cameron e Foreman? Foi um final de temporada de alto nível, surpreendente. Foi com surpresa, também, que assistimos ao ápice da série durante a 4ª temporada.

Os novos personagens conseguiram dar origem aos episódios mais criativos, hilários, irônicos e sarcásticos de toda a série. Não tenho medo de dizer que os melhores episódios de House são os da 4ª temporada, inclusive o season finale, em que vemos a morte de uma personagem numa trama tão emblemática que fica difícil imaginar as consequências que seriam sofridas na temporada seguinte.

E então, a série voltou e nos deixou preocupados. Porque a relação entre House e Wilson estava abalada, e os episódios não davam nenhuma perspectiva de quando essa grave situação se resolveria. Sim, porque grande parte do sucesso da série é devido à amizade entre esses personagens, coisa que estava em falta nesse início de temporada. Com o tempo, ela melhorou, os episódios tinham boas tramas, a velha ironia estava de volta. Tudo isso culminou num season finale altamente surpreendente: House larga o Vicodin e se interna, voluntariamente, em uma clínica psiquiátrica.

E esse foi o começo de uma nova mudança no personagem principal. Uma mudança que para nós, fãs, significou uma decadência do personagem. Onde estava aquele sarcasmo afiado? Aquela ironia ultrajante? Onde estava a estupidez e a grosseria de House? No fundo, sabemos que essa teria sido uma mudança positiva para qualquer ser humano real. Mas o humor da série foi seriamente prejudicado.

Episódio vai, episódio vem, até que conseguiram resgatar uma parte do sarcasmo e da má-educação de House. Mas longe de ser o auge, longe de ter episódios memoráveis e extraordinários. Talvez o melhor episódio desta temporada tenha sido Lockdown (ep. 17), dirigido pelo próprio Hugh Laurie. Não pela direção, mas pelo quê de drama e comédia que faltava à série.

Na 6ª temporada, vimos também o conflito do relacionamento entre House, Cuddy e Lucas, que deu a deixa para a grande surpresa do season finale. Wilson também tomou um rumo interessante, mas toda essa independência entre os antigos personagens provocou alguma mudança. Ora, se grande parte do sucesso da série se deve à relação infantil e perturbadora que há entre os três, o que acontece quando eles ficam independentes ou quando eles assumem essa condição?

Foi nesses termos que a 6ª temporada de House chegou ao fim. Um episódio que há muito não víamos, de grande produção e com uma história de qualidade. O que vai acontecer daqui pra frente é possível, a série tem a chance da fazer uma temporada extraordinária, como nos velhos tempos, mas é também o prenúncio do fim. Mais mudanças num personagem que já esteve tão bem lapidado seriam conduzir a série ao caminho do fracasso. É melhor chegar ao fim com dignidade.

Isso serve também para Grey’s Anatomy. E Lost, será que terá um final digno?

Posts relacionados:
A morte e seus amiguinhos: 6×23 e 6×24 Grey’s Anatomy

Publicado por Lu

100º

Não é todo mundo que tem o prazer – e a competência – de chegar aos 100. Mas quando isso acontece, costuma ser uma ocasião marcante. E marcada. Leva, na média, 5 temporadas para se alcançar o centésimo episódio. 5 temporadas de mais ou menos 20 episódios cada uma, o que não é algo tão comum (ou fácil) quanto possa parecer.

Algumas séries que podem se gabar do feito são:

FRIENDS, com o episódio The One Hundredth (The One with the Triplets). Siiim, o episódio em que a Phoebe finalmente tem seus trigêmeos;

Grey’s Anatomy, com What a Difference a Day Makes, ep em que acontece o tão esperado (e emocionante) “McWedding” – com uma ligeira mudança de planos que deixou tudo ainda mais inesquecível;

House, que destoa um pouquinho ao apresentar The Greater Good. Apesar de ser um ótimo episódio, não é possível perceber uma diferença nítida entre o padrão da série. O caso? A pesquisadora de câncer que resolve se dedicar à culinária. Vale destaque para a guerra a todo vapor: House x Cuddy;

Smallville é mais que especial em seu 100º ep. Reckoning é um dos episódios mais emocionantes da série que eu tive a oportunidade de ver (e é, junto com o episódio do Casamento Lana&Lex, provavelmente um dos mais lindos). Quando Clark volta no tempo para salvar a vida de Lana acaba sendo obrigado a ver a morte de seu pai;

Buffy é um caso a parte! Provavelmente o episódio número 100 mais original da TV. Uma caçada musical. Isso mesmo. O episódio inteiro é desenvolvido em músicas, contando com performances (reais) de todos os atores do elenco. Até por isso, Once More With Feeling foi um dos episódios mais aclamados pela crítica, concorrendo em diversas premiações e alcançando de vez o status de cult da série.

Paramos, depois desse pequeno histórico, em Bones: o mais recente “centenário”. A série sobre resolução de crimes mais divertida da TV finalmente chegou ao esperadíssimo episódio 100. Escrito pelo criador da série, Hart Hanson, e dirigido por um dos protagonistas, David Boreanaz, o centésimo episódio de Bones (assistido por 10 milhões de pessoas nos EUA) – The Parts in the Sum of the Whole - é, antes de qualquer coisa, uma homenagem aos fãs.

(Este post contém alguns potenciais spoilers)

De modo divertido e saudoso, trouxe de volta personagens importantes para o seriado, como o primeiro (e mais duradouro) assistente de Brennan, Zack, e a promotora mais “cherié” da TV, Caroline. Mas mais do que isso, mostrou o início das relações entre o núcleo dos personagens da série.

Foi nesse episódio que descobrimos como Brennan e Booth se conheceram. E é tudo divertidíssimo. Tudo que vimos a antropóloga forense evoluir em matéria de relacionamentos durante esses 5 anos é completamente anulado, quando voltamos ao primeiro caso da dupla. Tem até o primeiro “Bones!”.

O caso em questão é mais pano de fundo para conhecermos as origens e aparições dos personagens, no entanto, é um caso interessante e que cumpre sua função na trama. A ciência de Brennan e o instinto de Booth são levados ao extremo e é bem legal ver como isso foi usado ali, demonstrando a essência (eterna) dos personagens.

Bones S05E16, ou Bones 100, tem alguns dos melhores quotes de toda a série. E, acredite, grande parte deles fica a cargo da Angela, que os cumpre com extremo sucesso. Sabe tudo que os fãs esperaram durante 5 temporadas? Está tudo ali.

Amarrado de ótima forma, o roteiro é um “apanhado” dos sentimentos de Bones. De tudo que a série passou esses 5 anos. Cada personagem aparece de forma caricaturada, no entanto, fiel. Uma recompensa aos fãs que acompanharam o dia-a-dia no Jeffersonian Institute durante todo esse tempo.

Não pretendo dar mais spoilers… mas acredito que o episódio vá agradar a todos os fãs de Bones. E com méritos. Um exemplo de como a série soube reconhecer seus pontos fortes e valorizar seus fãs fieis. Aliás, sabe a evolução da Brennan quanto ao mundo sentimental a que nos referimos há pouco? Não foi tanto assim. Você que já viu, entende o porquê.

Diversão, ótimos diálogos, brigas, risadas, ciência e drama no episódio 100 de Bones. Merece nota 10.

(Vídeo promocional de Bones, Brennan e Booth, feito pela FOX para o episódio 100)

***

A cantora que aparece nesse episódio de Bones é Laura Ibizor, e a música (bem boa) é “Mmm“. Eu tinha esquecido disso, portanto, os agradecimentos dessa “errata” (por falta de palavra melhor ;P) vão pra Ruti. Quer ouvir? Clique aqui.

Links relacionados:

Bones, na FOX
Sobre o episódio 100 (entrevista casal)

Posts relacionados:

Bye Bones

Publicado (conforme prometido) por: Lê Scalia

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.403 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: