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OSCAR²
And the winner is…
O trem danou bem aqui. Algo já me dizia que o Oscar seria com cara de Academia. (Novidade, não é?!) Mas é sério. Eu tenho a impressão de que se ganham os favoritos, ninguém fica satisfeito. Por isso, todo ano sempre vai ter aquele que corre por fora. Acredite, é nele que você deve chutar.
Eu acho que a Academia quer deixar todo mundo de cara e causar falatório. Porque, convenhamos, se Avatar ganha os prêmios de melhor filme e melhor direção, todo o bafafá em torno da premiação seria reduzido à metade. Então, as manchetes seriam “Dá o esperado” ou ainda “Vence o Favorito”. Mas não.
Não digo que a Academia premia por isso, pura pirraça. Não. Mas também não a considero tão inocente que não saiba da repercussão capaz de causar. Tem horas que eu acho que todo ano são fabricados os “fake favoritos”, como se eles mesmos lançassem um boato do favorito só pra contrariar, haha. Coisa de crítico de Cinema, sabe? Adora dá o contra.
Mas vamos lá…
Começando com a apresentação: achei melhor, embora mais discreta, do que normalmente. Apesar disso, depois de Hugh Jackman no Oscar de 2009, todo mundo parece meio medíocre. Pra mim, que havia assistido a “Simplesmente Complicado”, longa com Alec Baldwin e Steve Martin, somente algumas horas antes, ficou mais divertido que o usual.
Alguns prêmios comentados:
Melhor filme: Guerra ao terror
Não. Eu ainda não vi “Guerra ao Terror”. Apesar disso, assisti a vários concorrentes a melhor filme. E sinceramente, acho que ali tem, no mínimo, uns 3 filmes que merecem mais. Não quero entrar no tópico Avatar x Hurt Locker porque isso não vem ao caso. Mas sério, como longa, você que já assistiu Guerra ao Terror realmente o considera melhor do que “Bastardos Inglórios”? Ou mesmo “Preciosa”? E “Amor Sem Escalas”?
Eu não sei. Não sou a maior fã de “Avatar” no mundo. Não nem mesmo se o considero o melhor filme do ano (acho que sim), mas reconheço sua inestimável contribuição à história do Cinema. Apesar disso, encaro o conjunto de “Avatar” como algo espetacular. E embora veja falhas, principalmente em algumas situações que encaro como rasas no roteiro (o que não é fácil consertar, considerando que o filme já é bem longo), eu provavelmente votaria em “Avatar”.
Isso sem esquecer a obra-prima (ao meu ver) do Tarantino. E, pelo jeito, ele vai continuar sendo esquecido pela Academia. Esquecido não. Ignorado. Se “Inglorious Basterds” tivesse um pouquinho menos de sangue talvez tivesse mais chances? Mas aí, não seria o Tarantino.
Não achei justa a premiação de “Guerra ao Terror”. Até porque toda essa atenção ao redor do filme vem dos elogios da crítica. Mas se a população considerada “leiga” tivesse gostado tanto do filme, como hoje afirma gostar, “Guerra ao Terror” teria feito mais sucesso. Eu gostaria de conhecer alguém que assistiu ao filme que logo que ele foi lançado. Que teve a chance de ver sem preconceitos ou análises, que o viu assim, de forma natural.
Porque eu acho que se essas pessoas tivessem visto ali algo tão sensacional, o boca a boca teria feito o resto. Mas não. O filme não se pagou nos EUA. E me parece agora que todo mundo vê buscando entender o que a Crítica viu.
Não digo que seja um filme ruim, longe disso, só não é meu tipo de filme. Mas às vezes acho que a Academia não gosta mesmo de blockbusters (salvo exceções, como Titanic (S2 haha) e Senhor dos Anéis e o Retorno do Rei, que levou pelos 3). Pensando nisso, eu lembrei de “Matrix”. Veja alguns dos concorrentes a melhor filme em 1999: “À Espera de um Milagre”, “O Sexto Sentido” e o vencedor, “Beleza Americana”. “Matrix” nem indicado foi. Não bastasse isso, quem ganhou foi “American Beauty”. Coisas que só o Oscar faz por você.
Melhor direção: Kathryn Bigelow, Guerra ao terror
Aqui é complicado. Eu entendo os méritos da Bigelow. Apesar disso, o fenômeno que é “Avatar” só foi possível graças ao James Cameron. TUDO. E por isso daria o prêmio para ele. E ainda tem o Tarantino, né. Acho ótimo que uma mulher ganhe, mas não sei se esse era o ano merecido. E também não acho que seja preconceito. Só acho que menos mulheres competem, e, logicamente, menos (no caso, nenhuma até ontem) vencem.
Melhor atriz: Sandra Bullock, Um sonho possível
Ganhei minha noite. A Sandra é, provavelmente, a minha atriz favorita. Eu gosto de TODOS os filmes que ela faz. Por isso, valeu ter ficado acordada até às 2 da manhã. Mereceu muito, e concorreu com divas como a Diva-das-Divas Meryl Streep e Royal Helen Mirren. Foi lindo ela se emocionando ao final do discurso, e, como eu disse antes do Oscar, nada mais me importava tanto quanto o Oscar da Sandra. Prêmio que veio das mãos do excepcional Sean Penn. #TeamSandra. Aplaudida de pé. E se mostrando a verdadeira Miss Congeniality.
Melhor ator: Jeff Bridges, Coração louco
Eu confesso: até me deu vontade de ver “Crazy Heart”. Apesar de achar que o Morgan Freeman foi bem como Mandela, acho que até eu votaria no Jeff Bridges. E, assim, a disputa feminina me pareceu mais acirrada esse ano.
Melhor filme estrangeiro: O segredo dos seus olhos (Argentina)
#AíSimFomosSupreendidosNovamente. Todo mundo esperava que ganhasse o alemão, “A Fita Branca”. Argentina 1 x 0 Brasil.
Melhor edição (montagem): Guerra ao terror
Melhor documentário: The cove
Melhores efeitos visuais: Avatar
Hm. Acho que era até paia concorrer com Avatar nessa categoria.
Melhor trilha sonora: Up – Altas aventuras
Mais do que merecido. A trilha sonora de “UP” é maravilhosa! Embora os críticos ou aspirantes a críticos, digam que ela era a “menos ruim”.
Melhor cinematografia (fotografia): Avatar
Injusto. A melhor fotografia era para “Bastardos Inglórios”. Impecável. (Paia… nem ouvi anunciando Harry Potter!)
Melhor mixagem de som: Guerra ao terror
Melhor edição de som: Guerra ao terror
(não entendo exatamente a diferença entre essas duas categorias)
Melhor figurino: The young Victoria
De novo, leva um filme de época. Normal, e não que não seja merecido.
Melhor direção de arte: Avatar
Achei legal. Embora todos os concorrentes fossem bons, acho que Avatar foi melhor.
Melhor atriz coadjuvante: Mo’Nique, Preciosa
Mara. Foi muito bem.
Melhor roteiro adaptado: Preciosa
Fiquei feliz com essa escolha. Bem feliz.
Melhor maquiagem: Star trek
Melhor curta-metragem: The new tenants
Melhor documentário em curta-metragem: Music by Prudence
Melhor curta-metragem de animação: Logorama
Fiquei curiosa com esse.
Melhor roteiro original: Guerra ao terror
Tenho minhas dúvidas. “Guerra ao Terror” me convence mais como documentário.
Melhor canção: The weary kind, de Coração louco
Preferia alguma das músicas de “A Princesa e o Sapo”. Mas talvez seja porque eu não goste de country.
Melhor animação: Up – Altas aventuras
Incontestável.
Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, Bastardos inglórios
Incontestável².
Bom, essas foram minhas impressões. Li hoje um cara (acho que da Folha) dizendo que não vai ser um Oscar que vai diminuir a contribuição que “Avatar” teve na história do Cinema. E concordo. Mas achei que sobrou um gostinho amargo por não concordar com a escolha. E se a crítica considerou “Hurt Locker” o melhor filme do ano, a espantosa bilheteria de “Avatar” mostra que o povo discorda.
MUITO BOM:
- Kate Winslet, super diva, acostumada a apresentar e ganhar o Oscar, deixou de lado o “And the winner is” e voltou ao bom e velho “And the Oscar goes to…”.
- Homenagem a John Hughes, que talvez não seja conhecido pelos adolescentes de hoje, mas que fez miséria na nossa geração. Responsável por filmes como “Curtindo a Vida Adoidado” e “Esqueceram de Mim”. Merecida. KEEEEEEEEEEEEEEEEEEVIN.Oi Ferris.
- Sandra Bullock e seu primeiro Oscar. S2. O que valeu pra mim na noite. #TeamSandra
NEM TÃO BOM ASSIM:
- Apresentação, no mínimo, bizarra do Tom Hanks pra Melhor Filme. Pegou todo mundo de surpresa hahaha. Ou ele é fã de “Avatar” e ficou griladenho, ou ele já queria ir embora, ou esqueceu o discurso… vai saber. Só sei que quando todo mundo se deu conta, a Bigelow já tava voltando ao palco sem saber o que tava acontecendo.
- Esquecerem a Farrah Fawcett (ex-pantera) na lista dos artistas que morreram em 2009. Os organizadores disseram que não foi esquecimento. É que é muita gente e não dá pra colocar todo mundo… #AhamCláudiaSentáLá.
- O lobby do produtor de “Hurt Locker” acabou funcionando hahaha.
- A expectativa em torno de “Avatar” foi proporcional ao filme. E o tombo também. #EpicFail haha.
(Confesso: eu ri do Ben Stiller caracterizado de “Avatar”, aliás, de nativo Na’Vi)
(Acho que a temática de “Hurt Locker” sensibiliza mais os americanos do que o resto do mundo. Afinal, eu ainda tenho raiva dessa Guerra, mas é raiva dos EUA que vão atrás do petróleo alheio cheios de desculpinhas)
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Publicado por: Lê Scalia
OSCAR
And the Oscar goes to…
Essa é, provavelmente, a frase mais tensa do cinema.
(É, eu me atrevo a dizer que é ainda mais tenso que “Hello, Sidney”.)
Imagino qual a sensação dos concorrentes, pensando em tudo que passaram para chegar até ali, ao ouvirem a tal sentença. Tantos meses de gravação, problemas, pós-produção, diversão, tantos meses de dedicação absoluta a um projeto. Tudo isso a um passo da consagração maior oferecida pelo Cinema.
Eu, particularmente, acho que um filme que agrada só a crítica tem sua importância, mas acredito que ter fãs, ter bilheteria, além de encher os bolsos, dá também um sentimento de alegria e trabalho cumprido. Nem sempre, os vencedores do Oscar têm esses dois atributos. E quando tem um só, é óbvio que é a aclamação crítica.
Exemplo do ano? Guerra ao Terror. Filme da ex-mulher do James Cameron sobre o terrorismo. Acho que eles discutiam técnicas de filmagem durante o casamento. Uma diquinha aqui, outra ali, e indicação dupla para o Oscar.
É isso aí! Chegou a hora dos Academy Awards, Oscar pra nós, íntimos. A maior honra que pode ser concedida a alguém que trabalha com Cinema. Algumas indicações justas, outras menos, mas a Academia já começou inovando escolhendo 10 filmes para concorrerem ao maior prêmio da noite – Melhor Filme.
Steve Martin, após 9 anos, volta a ser o anfitrião da noite, dessa vez, acompanhado do astro de 30 Rock, Alec Baldwin. Aposto em uma grande audiência, em parte pela expectativa em torno de Avatar. Apesar disso, nada que chegue perto dos 57.25 milhões de telespectadores que assistiram à 70ª premiação, em 1998, quando Titanic passou o rodo. (Titanic, Avatar, James Cameron: a história se repete…?)
Indicados e breves comentários sobre ao 82º Oscar, escolhidos e premiados, no dia 7 de março de 2010, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas:
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Agora é só esperar. E torcer. :]
Publicado por: Lê Scalia
Em defesa de Avatar
Porque é só alguma coisa fazer um mega sucesso que as pessoas procuram críticas. A propósito, este não é o caso da saga Crepúsculo, toda e qualquer crítica dirigida a este esboço de literatura e de cinema é completamente válida. Estou falando de Cinema de verdade.
Domingo, dia 17, assistimos ao Globo de Ouro, premiação entregue pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood à indústria cinematográfica norte-americana. Muitos consideram o Globo de Ouro uma prévia do Oscar.
Bem, devo dizer que fiquei muito satisfeita com os vencedores. E estou aqui para defender Avatar, de James Cameron. Minha premissa é a seguinte: nós temos que entender que Avatar é muito mais do que um filme feito com a última tecnologia, do que uma história de ficção científica e do que personagens azuis.
Não acho que o filme será recorde de indicações ao Oscar, ele não compete no que se refere a Melhor Ator/Atriz; ele não se aplica à categoria de Maquiagem, porque é tudo efeito especial. E por que o filme é muito bom?
Avatar tem um conjunto excepcional. Algumas coisas não são questionáveis: a direção de James Cameron, a grandiosidade dos efeitos visuais, a escolha perfeita da trilha sonora e uma direção de arte de cair o queixo. Os outros aspectos podem até não se sobressair, mas são muito bons e formam o conjunto imbatível de Avatar: fotografia, montagem e sim, roteiro.
A maior crítica feita a Avatar é certamente quanto à originalidade da história. Quanto a isso, já vou avisando: é óbvio que a história não é original. Porque ela já aconteceu há aproximadamente 500 anos, quando os colonizadores europeus chegaram às Américas. Ou ainda, durante os muitos anos em que africanos e orientais foram explorados. Sim, Avatar é simplesmente uma releitura do Colonialismo, que realmente aconteceu neste planeta que se chama Terra.
Mais especificamente, aconteceu com uma índia que viveu entre 1595 e 1617 onde hoje encontra-se o estado da Virgínia, nos Estados Unidos. Ela se casou com um inglês que governava aquela região na época em que a Inglaterra colonizava o país. A história ficou muito famosa e seu nome deu origem ao filme da Disney, lançado em 1995, Pocahontas, e também ao filme O Novo Mundo, de 2005.
Francamente. Não sei porquê a surpresa ao ver as semelhanças entre Avatar e Pocahontas. São filmes que falam da mesma coisa, é óbvio que haverá semelhanças. E antes que os adeptos da teoria da conspiração acusem James Cameron de plágio, tomem nota: o diretor escreveu o roteiro de Avatar em 1994. Logo, a não ser que ele tenha tido um sonho premonitório com o roteiro da Disney, ele não poderia ter se inspirado na animação. Talvez ele tenha se inspirado na história real? Essa teoria parece mais plausível para você?
Depois, ele foi acusado de ter copiado algunas cositas de um romance soviético. Bem, apesar de os nomes serem realmente parecidos, a acusação de plágio já foi negada pelo próprio autor.
Mas afinal, o que importa? Avatar é um filme que será lembrado na história do Cinema. Será lembrado pela revolução da técnica, pelo recorde de bilheteria – porque é só uma questão de tempo até passar Titanic – e sim, pela história. Por quê? Porque os outros não serão. Avatar é o filme que as pessoas continuarão a assistir no futuro, e não Pocahontas. Até porque, a Disney tem obras muito mais primas do que Pocahontas.
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Eles são azuis, têm 3m de altura, se comunicam por um idioma desconhecido e moram em uma lua. Esses são os protagonistas de Avatar, sensação de James Cameron que já arrecadou mais de 1 bilhão de dólares e já é a segunda maior bilheteria mundial.
Seu último feito? O Globo de Ouro de melhor filme de 2009.
Aqui vem a lista de todos os vencedores:
Melhor filme – drama
Avatar
Melhor atriz em filme – drama
Sandra Bullock – O Lado Cego
Melhor ator em filme – drama
Jeff Bridges – Crazy Heart
Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber, Não Case
Melhor atriz em filme de comédia ou musical
Meryl Streep - Julie & Julia
Melhor ator em filme de comédia ou musical
Robert Downey Jr. – Sherlock Holmes
Melhor filme em animação
Up – Altas Aventuras
Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)
Melhor atriz coadjuvante
Mo’nique - Preciosa – Uma História de Esperança
Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios
Melhor diretor
James Cameron – Avatar
Melhor roteiro
Jason Reitman - Amor sem Escalas
Melhor trilha sonora
Michael Giacchino – Up – Altas Aventuras
Melhor canção original
The Weary Kind - Crazy Heart
Melhor série de TV – drama
Mad Men
Melhor atriz em série de TV – drama
Julianna Margulies – The Good Wife
Melhor ator em série de TV – drama
Michael C Hall – Dexter
Melhor série de TV, comédia ou musical
Glee
Melhor atriz em série de TV, comédia ou musical
Toni Collette - United States of Tara
Melhor ator em série de TV, comédia ou musical
Alec Baldwin - 30 Rock
Melhor minissérie ou filme para TV
Grey Gardens
Melhor atriz em série, minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore - Grey Gardens
Melhor ator em série, minissérie ou filme para TV
Kevin Bacon – Taking Chance
Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Chloë Sevigny – Amor Imenso
Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
John Lithgow – Dexter
E, claro, alguns comentários.
Esse Globo de Ouro me deixou dividida. Embora revoltadíssima com algumas escolhas, outras, muito merecidas, me deixaram satisfeita.
Primeiro, as revoltas:
- Jane Lynch, a Sue Sylvester de Glee era a favorita para levar o Globo de melhor atriz coadjuvante em série e teve que ver uma loira sem sal (Chloë Sevigny, de Big Love) vencer. Ok, estou sendo injusta. Eu não assisto a Big Love e não conheço o trabalho dela, mas enquanto as concorrentes eram mostradas, ela estava com uma cara de tédio que, sério, é até uma ofensa ela ganhar.
- E a segunda grande revolta da noite: Dexter, com sua 4ª temporada sensacional não vencer como melhor série dramática. Como assim? Michael C Hall é o melhor ator; John Lithgow o melhor coadjuvante; a temporada foi espetacular; e quem ganha o Globo de Ouro é Mad Men? Ah, por favor. Eu já disse isso ontem… já que a crítica gosta tanto da HBO, deveria parar de colocar outros concorrentes e entregar o prêmio de uma vez pra não irritar a nós, criaturas de incrível bom gosto meros mortais.
- Taylor Lautner, o “lobisomem” queridinho, apresentando. Tenho alguns pensamentos sobre ele. 1º Ele é um boneco de cera, sério. 2º Ele é tão ruim apresentando quanto é atuando.
Por fim, uma revolta que não tem nada a ver com o Globo de Ouro, mas com a transmissão da TNT. Aqueles dois são muito chatos, sem condição! E o metido a sabichão lá ainda chamou o Michael C Hall de Anthony C Hall. Aliás, falando nele, ontem nosso mais querido serial-killer apareceu de gorro. Estranhei, não sabia que ele estava doente. Agora, torço muito para que ele vença tudo isso. Ele e a Debra, sua esposa – Jennifer Carpenter.
As satisfações:
- Zachary Levi apresentando! Ah, como eu amo #Chuck.
- John Lightow e Michael C Hall, minha dupla sanguinária favorita (Trinity & Dexter), que apavorou (literalmente) em Dexter ficou com melhor ator coadjuvante e melhor ator. Mais do que merecido.
- Fiquei muito, muito, mas muito feliz com a vitória inesperada de Glee. Isso mostra o quanto a série do momento da FOX está sendo reconhecida e não nega o “quê” de alternativa.
- Eu quero um Robert Downey Jr. pra mim. Disse isso logo após ver Sherlock Holmes, e repito com mais certeza que antes. Ele é o meu Johnny Depp momentâneo. Esteve incrível no papel do detetive mais famoso da história, e, de quebra, fez o discurso mais divertido.
- Sandra Bullock. Dizem por aí, que todo mundo a-dora ela. Mas sério, como não amar? Aos 45 anos, ela estava num esplendor de causar inveja. Linda! Absoluta. E não pude ver The Blind Side ainda, mas tenho a mais completa certeza de que ela mereceu. Gente.. sério, alguém que fez Miss Simpatia já tem créditos comigo pra vida toda.
- Melhor atriz em comédia… grande dúvida pra mim. Adorei A Proposta, mas seria um absurdo não dar esse prêmio à intérprete da Julia Child. Meryl Streep estava em uma elegância impressionante. E ela não é mais questionável. Se quiserem dar, sei lá, o prêmio de mulher mais sexy do planeta pra ela, com mais de 60 anos, ótimo. Sério, ultimamente entendi que ela pode qualquer coisa.
- A trilha sonora de UP é maravilhosa. Merece realmente muito destaque.
- Lembra daquele nazista mala de Inglorious Basterds? Então, “that’s a bingo“! Christoph Waltz ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante. E foi um dos Globos mais merecidos.
- Melhor diretor: e aí, James Cameron ou Tarantino? Se você pensar que James Cameron criou tudo em Avatar, incluindo a língua dos Na’vi, não resta dúvidas. Achei muito bem entregue.
- Pelo conjunto da obra, Avatar. E ponto final. Além disso, tem o que a Lú falou ontem… ninguém vai querer ser a pessoa que não deu o prêmio a um dos filmes mais revolucionários da História.
(Além de todas as minhas alegrias, o Robert Downey Jr e a Sandra Bullock, dois dos meus atores favoritos, estavam sentados juntos! Buni ;])
De resto:
- Jeff Bridges parece ter merecido o prêmio de melhor ator em drama, já que foi aplaudido de pé.
- Eu não sei se concordo com Amor sem escalas ficar com o roteiro original, mas não assisti. De qualquer forma, acho que daria pra Distrito 9 ou It’s Complicated, que parece legal.
- Em Melhor canção eu não vi nenhuma música espetacular. Daquelas que marcam a história do Cinema, sabe? Ah, se “My Heart Will Go On” estivesse concorrendo no lugar de “I See You”… haha.
- Antes de ver A Princesa e o Sapo torcia pra ele ganhar de melhor animação. Mas depois de ver, sei que UP é que merecia.
- Alec Baldwin ganhando como melhor ator de comédia por 3o Rock não é surpresa. Mas achei que a Tina Fey fosse fazer companhia a ele como melhor atriz.
- A Drew Barrymore que atua desde que sabe falar ganhou seu 1º Globo de Ouro. Acho legal.
- Sobre o prêmio de Se beber, não case, eu não assisti, mas acho que qualquer filme que tenha um nome desses não merece um Globo de Ouro. Fui mais com a cara de It’s Complicated.
É, gente. A temporada do tapete vermelho começou. E as divas – destaque pra Meryl Streep e seu ótimo discurso, e pra Helen Mirren (foda) – e divos que vimos ontem estão só se aquecendo. E os fofoqueiro de plantão também. Dá-lhe E!.
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Publicado por: Lê Scalia
Os índios de 2154
Avatar se passa em um futuro nem tão próximo e nem tão distante. E embora possamos ver algumas grandes invenções, não é nada que possa ferir nossas expectativas de evolução neste 1 século e meio.
Mas o legal da história é analisar a civilização indígena do século 22. As comparações são intermináveis, e é quase impossível não se lembrar da história dos países colonizados, em especial da América Latina e seus Astecas, Maias e Incas (além dos nossos brasileiros, claro).
Assim como os índios que uma vez ocuparam nosso continente, os habitantes de Pandora são puros, andam meio nus, têm uma profunda ligação com na Natureza e seus deuses – ligação que no filme se torna literal –, e vêem no planeta um aliado poderoso, que deve sempre ser respeitado e querido. Fato reconhecível quando Jake, o protagonista, aprende a realizar uma “morte limpa”.
A população é composta por vários clãs, mas focada em um: os Omaticaya. Eles falam uma língua própria e têm nomes claramente indígenas. Também se pintam para momentos especiais, como a guerra, e são também repleto de rituais, como o de se tornar um homem, ou os rituais religiosos (têm até xamãs!). E é interessante ver como James Cameron transferiu acontecimentos de um passado longínquo para um futuro não tão remoto.
Além disso, os Na’vi são guerreiros. Fortes guerreiros. E sabe o mais interessante? Em pleno ano de 2154, eles lutam com arcos e flechas. A história se repete, certo? Armas altamente desenvolvidas, apoiadas na tecnologia x uma sociedade primitiva e que luta com arcaicas armas feitas da terra. A busca pelo ouro trocada pela procura ao unobtanium, metal encontrado nessa lua e que vale 20 milhões (ou bilhões, como a legenda preferiu) de dólares.
O mundo de Pandora é exuberante e perigoso. Como será que, por exemplo, os colonizadores portugueses se sentiram quando chegaram às florestas brasileiras? Aliás, não precisamos ir tão longe… basta dar uma olhadinha na Amazônia.
E sim, a história se repete. A busca pelo dinheiro destruindo natureza e civilizações. Fica o alerta de James Cameron quando, em um discurso inflamado, Jake diz: “Eles acabaram com o verde de seu planeta, não se importaram”. É uma história com intenso fundo moral… e eu, pessoalmente, achei bem legal.
Com toda a confusão de Copenhagen 15, não é difícil imaginar um futuro que possibilite Avatar.
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Clipe da música do filme, “I See You“, de Leona Lewis.
Mais sobre os Personagens de AVATAR e o fantástico universo de Pandora aqui.
Publicado por: Lê Scalia
Até que enfim, Avatar!
Ok, só pra dar uma relembrada no que já dissemos sobre Avatar: uma produção de James Cameron, com a pretensão de revolucionar o Cinema, que daria início a uma nova era, assim como aconteceu com 2001: Uma Odisseia no Espaço e Star Wars. Bem, quanto a isso, prefiro deixar que o tempo decida se Avatar será mesmo um marco dessa geração, em vez de levantar a bandeira nerd e dizer aqui que é definitivamente o melhor filme já feito na história do Cinema. Até porque, essa afirmação geraria conflitos.
O universo é cuidadosamente detalhado e esplêndido. Pandora, a lua habitada pelos Na’vi, é uma grande floresta, com plantas e animais ao mesmo tempo exuberantes e perigosos. A civilização é primitiva: os nativos vivem em árvores, lutam de arco e flecha e estão completamente subordinados a um deus, que nada mais é do que a mãe natureza. Essa espiritualidade, no entanto, pode ser vista também como um conhecimento superior ao dos humanos, que fora isso – ou seja, a estupidez de sempre,- podem ser considerados superiores aos Na’vi, em tecnologia e armas.
A premissa da história não deixa de ser um clichê: um humano que se apaixona por uma Na’vi. A história em si é linda, não precisava ser 3D, apesar de ser um filme que precisa de muita técnica para se sustentar. A produção é realmente excitante, o universo de Pandora convence e surpreende. Real? Real. Até os azuis? Nem tanto. Se eu tivesse que escolher entre um filme e uma animação, acho que ficaria com filme, mas o fato de os Na’vi serem azuis atrapalha muito na hora de conceber a sensação como real. Além disso, acho que vale a pena assistir à versão 2D de Avatar, inclusive para se fazer comparações com produções semelhantes, como Matrix e Senhor dos Anéis.
As análises podem ser muitas. Este é mais um daqueles filmes sobre o qual vão fazer inúmeras teorias, escrever livros “Avatar e a Filosofia”, “Avatar e a Mitologia”, “Avatar e a Consciência Ambiental”, “Avatar e o Colonialismo”… são infinitas as referências, até onde a sua criatividade ir. Mas é assim que se produz uma história épica: com um pouco de mitologia (a consciência coletiva da humanidade), uma referência histórica (Colonialismo, países europeus exterminando os indígenas da América e explorando sua natureza), e uma referência atual (a exploração da natureza na Terra).
Bem, a trilha sonora: confesso que a trilha do trailer chamou muito mais a minha atenção. E apesar de a música tema do filme ser cantada pela cantora Leona Lewis, a trilha é toda instrumental, e só nos créditos finais podemos ouvir “I See You”.
Avatar é um filme que vale a pena ser visto pela história e pela técnica. Foi feito para agradar a um público amplo: tem romance, tem ação, tem ficção científica e tem uma produção de qualidade. Minha opinião é que você deve assistir. Porque, se vai marcar uma era no Cinema eu não sei, mas acho vai sim entrar para a história, ao lado de Star Wars, Matrix, Senhor dos Anéis e Harry Potter. Definitivamente vai ganhar algum Oscar.
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Certo. Lá vou eu de novo falar sobre Avatar e a “realidade” dos personagens do filme.
Bem, eu assisti ao trailer de Avatar, em um cinema 3D. Não estava muito entusiasmada, já que as críticas a respeito baixaram a bola da James Cameron e sua pretensão em revolucionar o Cinema.
E aqui vai a minha impressão (e as das pessoas que estavam comigo no cinema, pois eu “entrevistei” todo mundo hahaha): realmente, aquelas pessoas azuis não parecem reais. Talvez se elas fossem menos… azuis. O fato é que, quase seguido ao trailer de Avatar, passou o trailer de A Christmas Carol, uma animação da Disney, que será lançada ainda este ano nos Estados Unidos e também no Brasil.
A Christmas Carol foi produzido através do processo de captura de movimentos, a mesma técnica usada em O Expresso Polar e Beowulf. Pelo nome e pela referência de Beowulf, é também a mesma técnica usada em O Senhor dos Aneis, ou seja, a mesma de Avatar.
Mas o trailer da Disney impressiona muito mais que o de James Cameron. O personagem Ebenezer Scrooge, interpretado/dublado por Jim Carrey, é muito mais real do que os humanóides azuis de Cameron, e não tem a pretensão de ser a experiência cinematográfica mais real da história do Cinema. É só uma animação. Confiram o trailer.

Jim Carrey é Ebenezer Scrooge
E hoje, o @huckluciano me lembrou de uma propaganda da Evian. Nela, uns bebês rappers dançam pelas ruas e fazem altas manobras em seus patins. E eles seriam muito reais, se não fossem bebês rappers. No making of abaixo, podemos ver como o filme foi feito. Muito interessante. Deve ser porque os bebês não são azuis…
Escrever e fazer Cinema: não é bem assim
Vem aí uma série de reflexões motivadas apenas pela vontade de escrever. Então, não se assuste se você se sentir um pouco confuso com este post. São pensamentos aleatórios de uma mente cheia de opiniões.

José Saramago acha que os 140 caracteres do Twitter são o prelúdio do fim escrita no processo de Comunicação. Tudo bem, não foi exatamente isso que ele disse, estou apenas parafraseando, portanto é isso que eu acho que ele quis dizer. Enfim, o que ele disse mesmo foi que, daqui a pouco, nós vamos “grunhir” em vez de nos comunicar por meio de frases completas. Afinal, Saramago gosta mesmo é de frases longas e sem pontuação. E por isso ele é um dos maiores escritores contemporâneos.
É claro que eu não vou discordar de Saramago, mas pode haver um outro lado nessa história, menos radical. É, o texto muda de acordo com o meio. O meio aqui é a mídia, não a época. Há textos para livros, revistas, jornais, rádios, manuais, bulas, gibis, teatros… e agora há textos para a internet. Só que a Internet consiste praticamente de conteúdo feito sob demanda. O usuário procura o que lhe interessa somente. Por isso, a Internet tem todos os tipos de texto. E tem os 140 caracteres do Twitter.
Li em algum lugar um dia, que ninguém fica mais de cinco minutos sem clicar no mouse. Ou seja, se a pessoa só estiver passando por acaso na sua página, conquiste seu leitor logo no comecinho de seu texto, ou seja bem rápido e dê outra oportunidade para o leitor se aprofundar no assunto. Por isso, Saramago, os textos na Internet são menores. Não é necessariamente que as pessoas tenham preguiça de escrever. É o meio. Mas eu concordo que muitas pessoas têm preguiça mesmo. E outras têm preguiça de ler.
O Twitter é talvez o meio mais eficiente para ficar por dentro de notícias, se é isso que te interessa. É mais uma ferramenta da Internet totalmente sob demanda. Você segue somente o que lhe interessar. Os 140 caracteres tornam a mensagem objetiva, sem enrolação, direto ao ponto! Mas você pode postar links e levar seus leitores a outro lugar, onde eles poderão se aprofundar no assunto sugerido. Isto é, se eles quiserem.
Mas “grunhido”? Acho isso um pouco apocalíptico.
O outro assunto que se passa em minha mente é relativo ao futuro do Cinema. Tudo isso porque James Cameron alardeou o mundo inteiro com relação ao seu próximo filme, Avatar. Personagens 100% computadorizados, mas totalmente reais, ele disse. Bem, o que eu li por aí (afinal, não pude comparecer ao cinema no Avatar Day), é que James Cameron andou superestimando seu próprio filme. Segundo o blog de Cinema, Cinema Blend, o filme pode ser muito bom e muito bem feito, mas é um desenho, uma animação. E está aí uma coisa sobre a qual eu ainda não tinha pensado: é possível fazer um personagem completamente gerado em computador parecer uma pessoa de verdade? Não é como fazer o Nemo parecer um peixe de verdade. É criar uma pessoa real, com expressões e emoções reais. Por mais que o computador capte os movimentos, os mínimos movimentos do ator, como esse computador pode criar uma pessoa? Ainda mais uma pessoa azul!
É, as expectativas com relação a Avatar baixaram, e parece que não será o próximo Star Wars. Aliás, eu só estou repetindo essa comparação com Star Wars. O que é que esse filme tem de mais? É uma pergunta séria, eu não assisti ao filme.
Bem, parece que a “série de reflexões” se saiu menor do que eu esperava, com, na verdade, duas reflexões. Mas maior do que deveria. Mas tudo bem, estamos aqui sob demanda.












