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Foto ou ilustração?

Eu sempre me impressiono com desenhos super-realistas como estes, do artista Rick Forston, de Chicago. Todos desenhados a lápis. Você vai achar ainda mais interessante porque todos os desenhos são copiados de imagens já bem conhecidas de algumas celebridades, como Will Smith, Robert Downey Jr. e Johnny Depp.

Como diriam uns amigos meus, sensacionable!

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O Turista

Antes de qualquer coisa: eu gostei do filme. Mas não posso deixar de falar que esperava muito mais. Então, talvez por isso, vou me ater em falar sobre as coisas que eu achei que poderiam ser diferentes.

Veja bem, essa é só a minha opinião, ok? Não sou especialista em cinema nem nada, sou só alguém que vai ao cinema toda semana.

A primeira impressão depois do filme: faltou romance e ação.

Angelina Jolie interpreta uma (ex?)-espiã da Scotland Yard, mas não, não a vemos em nenhuma cena de ação. Nem uma arminha ela segura.

O maior esforço da personagem, Elise, é escolher um estranho coitado para seduzir e fazer com que ele se passe por outro alguém, que é procurado pela polícia e pelos bandidos.

O coitado escolhido é Frank, um americano interpretado pelo nosso eterno querido Johnny Depp. E em momento X do filme, eles deveriam se apaixonar. Mas a sensação foi a de que eu perdi algum pedaço da história…

Esquecendo um pouco o fato de que o longa é uma releitura dos filmes noirs (o cenário, o figurino, a música, os diálogos e o próprio fato de ser um remake de um filme francês), Angelina Jolie tem apenas uma expressão durante quase todo o filme: um sorrisinho monalisa sem vergonha!

Ok, eu estou mesmo exagerando, por isso devo lembrá-los: eu gostei do filme!

Mas vamos lá. Continuando.

O final é super legal, surpreendente e tal, mas não é nada que não passe pela sua cabeça durante a sessão.

Pra mim, a melhor sacada do filme não foi o final, mas o fato de terem escalado Rufus Sewell, um ator conhecido, para o papel de… bem, assista e depois entenda!

Enfim, tendo em vista tudo isso, podemos concluir que O TURISTA é um clichê cinematográfico. E é por isso que eu gostei do filme, oras! Clichês podem ser clichês, mas há uma razão para serem clichês: eles funcionam.

Alice no mundo fantástico de Tim Burton

É difícil falar de um filme que foi tão esperado, tanto pela crítica quanto pelo público. Uns o ansiavam por serem fãs da história original e misteriosa de Lewis Carroll e da adaptação de 1951 da Disney. Outros porque não perdem um filme do Tim Burton, ainda mais se tiver o Johnny Depp – a saber: fazem parte da “turminha do bizarro” também: Helena Boham-Carter e Danny Elfman (trilha sonora).

Um filme da Disney nas mãos de Tim Burton. O quanto de bizarro e fantástico poderia sair daí? Muito para os padrões Disney e menos para o que estamos acostumados a ver de Burton. Vamos dizer que o “padrão Disney de qualidade” amenizou os efeitos obscuros do diretor, o que, na minha opinião, foi um fator positivo.

A Alice que o Tim Burton gostaria de ter feito...

A direção de arte é linda, de um surrealismo que fascina. Os efeitos especiais são bons, mas não surpreendentes. A qualidade do 3D (dizem) é muito abaixo do nível. Cheguei a ouvir o cúmulo de que os óculos não faziam diferença de tão ruim… Preferi assistir à versão 2D.

O elenco é muito bom, mas é também um deja-vu. Nessas horas em que não aguentamos mais ver o Johnny Depp interpretando personagens bizarros (Jack Sparrow, Willy Wonka e o Chapeleiro Maluco…) precisamos parar e assistir novamente a Em Busca da Terra do Nunca.

Mas já que tem o Johnny Depp, vamos falar um pouco dele. Sem dúvida um dos melhores atores da nossa época, versátil, bom em qualquer papel. Particularmente, prefiro ele sem a influência do Tim Burton, apesar de gostar muito do estilo do diretor.

Em Alice, Depp ocupa muito espaço. Se você assistiu ao trailer, deve ter percebido que parece mais um filme sobre o Chapeleiro Maluco do que sobre a Alice, propriamente. Para quem esperava o filme por causa do ator, é um prato cheio. Mas dá pra entender. Depp é um nome de peso que atraiu boa parte da bilheteria do filme, e por isso, a campanha de divulgação foi baseada nele e em seu personagem. Apesar de tudo isso, o personagem está bem construído. Johnny Depp não parece “Johnny Depp e mais um personagem bizarro”, parece, genuinamente, um chapeleiro maluco.

As mudanças na história já eram previstas, mas muita gente foi ao cinema achando que veria a história original de Lewis Carroll, o que causou boa parte da decepção por parte do público. Além de se passar 13 anos depois da primeira viagem de Alice ao País das Maravilhas, a roteirista Linda Woolverton acrescentou elementos de outros livros de Carroll, especialmente Alice Através do Espelho. Mas de uma coisa eu não gostei: a ‘revelação’ de que a personagem, quando criança, confundiu Underland – agora o nome original do lugar fantástico onde se passa toda a história – com Wonderland, que teria dado origem ao nome País das Maravilhas. Desnecessário, né?

Desnecessário também é Avril Lavigne cantando a música tema do filme. Destoa de tudo, especialmente da trilha bem trabalhada pelo gênio que é Danny Elfman. Destoa da própria música na medida em que nossos tímpanos quase estouram com a gritaria da cantora. Ponto fraco.

O único problema de Alice é que ele foi superestimado pelo público e supervalorizado pela crítica. É um filme Disney, o que significa que não deixa de ser infantil e agradar  a adultos ao mesmo tempo (às vezes, especialmente os adultos). É, apesar das controvérsias, a obra-prima do diretor Tim Burton. Vem aí a era do bizarro… aguarde!

Capa falsa do LA Times para divulgação do filme.

Veja também:
Versão dark das princesas da Disney

Publicado por Lu

O Mundo Imaginário de dr. Parnassus

Terry Gilliam é um diretor americano que usa (e abusa…) do surrealismo em seus filmes. Ele ficou conhecido por fazer parte da série inglesa Monty Python e, curiosamente, tem um filme chamado Brazil, que retrata uma sociedade distópica do futuro.

Seu último trabalho foi O Mundo Imaginário de dr. Parnassus (The Imaginarium of dr. Parnassus), um projeto conturbado, que começou em 2007 e terminou dois anos depois. Digo conturbado porque Heath Ledger, um dos personagens principais da trama, faleceu antes que terminassem as gravações. Gilliam deu o trabalho por acabado. O orçamento de 30 milhões de dólares (muita coisa para um filme independente) era devido, em grande parte, à influência de Heath Ledger, mas a solução encontrada acabou sendo uma das melhores sacadas do filme.

“Um filme de Heath Ledger e seus amigos”, assim é a assinatura do longa, uma homenagem ao ator falecido e uma forma de agradecimento aos atores que substituíram Ledger no papel de Tony Shepherd: Johnny Depp, Jude Law e Collin Farell. Os três, amigos de Ledger, aceitaram terminar o filme e doaram seus cachês para a filhinha do ator.

A substituição do ator não prejudicou em nada o longa. Pelo contrário. Num universo surrealista e imaginário tudo é possível: a aparência do personagem muda conforme as pessoas o imaginam. Depp, Law e Farell trabalharam incrivelmente bem, sabendo conservar o tom que Ledger deu ao personagem. É como se não percebêssemos a mudança.

E o dr. Parnassus? Interpretado por Christopher Plummer, Parnassus é um ancião de mais de mil anos. Ele dirige uma companhia teatral de rua em plena Londres atual, onde tenta inserir uma certa magia de séculos passados. Segundo o diretor, é uma história “autobiográfica”: “Estou tentando trazer um pouco de fantasia a Londres, um antídoto às vidas modernas. Amei a ideia de um espetáculo itinerante antigo que contasse histórias e maravilhas da maneira que costumava ser, para as pessoas que só conhecem filmes de ação repletos de tiros”.

É um filme de contrastes. Do velho e do novo, do real e do imaginário. O cenário contém, ao mesmo tempo, elementos do teatro – quase tosco, no sentido original da palavra –  e do surrealismo, constituindo um universo imaginário bastante convincente. Destaque para a cena quase no final da dança entre Lily Cole e Tom Waits, que interpreta o diabo.

Uma viagem surreal e engraçada. Principalmente surreal…

Publicado por Lu

Quebra-cabeça da Disney

15613Dia 9 foi também o dia que a Disney divulgou mais um poster do mega esperado Alice in Wonderland. Mas este é diferente, faz parte de um quebra-cabeça, com três pôsteres no total, que juntos formarão um super poster. Certo? Hahaha, pelo menos é para ser.

A ação está acontecendo no Facebook, com a divulgação das “peças”. Mas alguém no mundo já divulgou o quebra-cabeça finalizado, ou talvez, a provável imagem.

Ah, legal né? Particularmente, sempre gostei dos filmes do Tim Burton, mesmo eles sendo todos “iguais” e mesmo que tenham me causado um certo desgaste do modelo Burton/Depp/Bonham-Carter. Eles têm um estilo inconfundível, sombrio e ao mesmo fantástico. Parece inevitável que essa combinação nos traga uma excelente produção em Alice.

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Para constar: A Alice de Burton não é a única versão da obra de Lewis Carroll depois do desenho da Disney, de 1951. A primeira adaptação é de 1903, cinema ainda mudo, filme de Cecil Hepwoth. 1910 e 1915 trouxeram mais duas versões, também mudas. Depois vieram as versões faladas: 1933, 1949 (adaptação francesa), 1951 (Disney), 1966, 1972, 1985, 1988 (República Tcheca), 1999 (para TV), e 2006 (Índia).

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