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Perdidos…

Este post pode (e deve) conter spoilers.

Os Perdidos são eles, e nós...

Acabou! Se você tem bom humor também deve estar rindo. Se não tem, então deve estar pensando que os roteiristas de Lost estão rindo da sua cara. Por quê? Bom, basicamente porque Lost acabou, em um final a la Sopranos, com várias (muitas) perguntas deixadas em aberto.

E o que isso quer dizer? Bom, quer dizer que, se você não levava Lost tão a sério, foi um final tipo: “Acabou! Uau, que final legal. Ah, vou comer um sanduíche e pensar um pouco.”

Se você é um fan um pouco mais fiel, que não perdeu sequer um episódio de Lost, fica procurando referências em cada episódio, discute teorias mirabolantes sobre mundos alternativos e o escambau, bom, você deve ter ficado meio decepcionado. Tipo: “Acabou? Sério? Ahn? Não, não! E as minhas teorias mirabolantes sobre mundos alternativos e o escambau? O que eu faço com elas agora??”

É, acabou assim. Em um cálculo meio assim, por cima, acho que eles responderam uns 10% das perguntas dos fans. Numa perspectiva otimista.

Não quero mais ver essa logo por um bom tempo

Mas eu achei o episódio final muito bom. Me surpreendeu, teve momentos piegas, como todo final de temporada, momentos de suspense, e, no final, um certo alívio. Também, com duas horas e meia de duração, esse episódio tinha q ser bom.

Ainda está difícil tirar muitas conclusões sobre Lost. Enfim, foram seis temporadas moldando personagens, criando situações impossíveis, romances, mais situações impossíveis, e resolvendo algumas situações, as menos impossíveis. Foram seis temporadas no mínimo divertidas. Fiquei muito “de cara” com vários personagens, como o mala Lock, quando ainda estava vivo; ou com dó, como dos momentos Charlie e Claire; passei a gostar de outros personagens, como Sawyer e a Juliet, e até do Ben; e passei a duvidar que um dia fosse entender o que se passava na cabeça dos roteiristas.

Acho que Lost começou como um sci-fi de qualidade e acabou como um Friends sobrenatural. Sendo este último episódio um bom exemplo do sobrenatural. Agora, convenhamos, essa é uma saída um tanto mesquinha. Lidelof e Cuse tiveram seis temporadas para bolar respostas. Mas acho que preferiram bolar perguntas nesse meio tempo e no final botar a culpa no sobrenatural.

Finalmente, Lost foi uma boa série, com um elenco ótimo, tramas cativantes, uma idéia diferente, e muitas perguntas para ativar a curiosidade natural do ser humano pelo inexplicável. Mas duvido que Lost, agora morta, vá descansar em paz, como seus personagens.

A luz que ninguém viu até os últimos episódios

Um LOST perdido

Quando eu vi essa notícia, pensei: “Perder o roteiro é mais velho do que esquecer a carteira!”. E sério, é. Afinal, como é que alguém, “sem querer”, simplesmente esquece por aí o roteiro dos últimos episódios da série mais polêmica da atualidade? E essa publicidade cai muito bem após a pior audiência da temporada final de Lost ter sido marcada nessa semana.

A ABC, emissora responsável pelos perdidinhos, disse que o roteiro é verdadeiro e que o conteúdo da preciosa folha diz, sim, respeito ao fim da série. Particularmente, não gosto de Lost. Por uma simples razão: eu odiava aqueles mistérios mal resolvidos (ou simplesmente não resolvidos e acumulados) e me irritei, parando de ver a série, #prontofalei.

Ok, considere-me uma “herege”, eu não ligo. Meu outro ódio de Lost vem pelo Locke, logo, eu não tenho força de vontade suficiente para assistir. No entanto, ainda tenho planos de vencer minhas temporadas atrasadas e ver a resolução de todo o mistério. Dizem por aí que alguns pontos ficarão abertos. Se isso realmente acontecer, provavelmente não perderei o meu tempo porque isso me deixaria com ainda mais raiva.

Voltaaaaando ao tal roteiro! O que parece pra você? Jogada de marketing ou simples esquecimento de alguém distraído? Não importa. Isso atingirá os fãs da mesma maneira. E esse post a partir de agora contém SPOILERS.

***

Segue a transcrição do que diz o roteiro, traduzido pela Folha de São Paulo:
(passe o mouse)

“”(dia)

Jack encontra Desmond inconsciente; coloca a pedra sobre o buraco.

Jack no Inferno; luz retorna; água começa a tremer.

Jack no tanque/lagoa; nariz sangrando. Desmond emerge.

Jack é consumido pela luz e pela água.

Jack e Locke descem Desmond com uma corda; falam de John Locke; a corda fica frouxa

Jack e Locke reagem à luz que começa a se apagar.

A terra treme; hora de dizer adeus; Locke se afasta.

Jack olha da beirada e puxa uma corda vazia; não há Desmond.

Hurley e Ben baixam Jack enquanto a terra treme.

Ben e Hurley puxam a corda.

Ben e Hurley puxam Desmond para cima; Hurley chama por Jack.

Hurley checa a altura da água.

(noite)

Jack e Locke descem Desmond com uma corda; falam de John Locke; a corda fica frouxa

De baixo, vemos Jack e Locke se inclinarem para a frente e olhar para baixo.

No fundo, Desmond molhado desamarra a corda; a queda d’água para.

no fundo

Jack e Locke reagem à luz que começa a se apagar.”

Um tanto quanto teorias da “Caverna do Dragão” pra mim, haha, mas eu não vejo, logo, minha opinião não conta.

Esse é um bom exemplo de marketing espontâneo. Embora armado, haha, o bafafá que esse “roteiro esquecido” irá gerar é difícil até de medir. E o que precisaram fazer? “Perder” o roteiro e deixar o trem pegar fogo! Resta esperar mais esse mês para, enfim, saber se o que diz o roteiro é verdade ou não. De qualquer forma, o objetivo proposto já foi alcançado.

Links relacionados:

Roteiro de LOST encontrado em restaurante, Folha de São Paulo
Sobre o roteiro encontrado, G1
O Roteiro. “Gawker”, a fonte.
Por que acreditar que o roteiro é real? “Gawker”

Publicado por: Lê Scalia

Vai um O negativo?

Já falamos algumas vezes de campanhas de divulgação de um seriado. Bem, normalmente, esse tipo de campanha não tem nada além de um poster super legal, principalmente se a série já faz sucesso. Mas a gente se surpreende mais ainda quando vemos aquelas campanhas em que o seriado ou algum elemento seu é transformado em um produto como qualquer outro. Dá a impressão de um tratamento mais mercadológico pra campanha, o que, na minha opinião e na opinião de Philip Kotler (o Deus do marketing), faz com que a campanha obtenha maior sucesso.

Então, vamos recapitular. As campanhas de divulgação das novas temporadas de Dexter são absolutamente incríveis, com ações sensacionais, como a fonte que jorra sangue.

Lost também fez uma campanha interessante para a divulgação da 5ª temporada. Espalharam outdoors que faziam propaganda, supostamente, da Oceanic Airlines, a cia. aérea cujo avião cai e dá início à toda história.

E por fim, já falamos também de True Blood, que fez uma campanha cuja ideia era divulgar produtos reais para vampiros. E agora, perto de retornar à TV, a HBO lançou mais uma campanha sensacional para divulgar a 3ª temporada da série.

Vejam só, a HBO tem até um site da marca de bebida Tru Blood: www.trubeverage.com. É ou não é sensacional?

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Publicado por Lu

We have to go back!

Se todos os “previously on Lost” das duas primeiras temporadas de Lost começavam com alguém gritando “Jack!“, a frase mais dita da última temporada foi “Nós temos que voltar!“. Assim terminou a 5ª e penúltima temporada de uma das séries mais vistas dos últimos anos.

É, não dá mais pra saber o que é sério e o que é viagem dos produtores; a série está longe, bem longe, de terminar com uma explicação plausível para todos os seus mistérios. Aliás, está longe de terminar sequer com alguma explicação.

Mas – finalmente – a última temporada começou e muitas pessoas só falam disso, pelo menos no Brasil. A campanha feita pela ABC foi, literalmente, surreal. Primeiro, outdoors espalhados pelos EUA faziam propaganda da Oceanic Air, a cia. aérea fictícia do seriado. Depois, esses mesmos outdoors aparecem pichados com a frase “Find 815“, enquanto o site fictício da cia. aérea foi hackeado com a mesma mensagem. Alguém descobriu a verdade sobre a farsa do vôo 815 da Oceanic Air e quer encontrar os verdadeiros destroços – ou sobreviventes – do vôo.

Bem, e enquanto Jack, Kate, Sawyer, Locke e trupe não fazem logo um desfecho, eu fico com essa propaganda da Budweiser parodiando a série. Dharma beer que nada.

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Publicado por Lu

Viva às séries.

“Viver a vida”, a novela que atualmente ocupa o horário nobre da Rede Globo, estreou no dia 14 de setembro com excelente audiência – indo de 42 a 45 pontos. Ao ver as propagandas, me animei, afinal eu não tinha paciência nenhuma com “Caminho das Índias”, e tudo me parecia entediante e distante demais.

Mas logo no primeiro capítulo da nova novela, eu já odiava a protagonista. Sim, a Helena (mais uma)… a que deveria ser a boazinha-amada-por-todos. Conforme o tempo foi passando perdi um pouco o interesse, mas esperava ansiosa pelo acidente da Luciana, personagem de Alinne Moraes, que iria melhorar um pouco as coisas.

Ainda persistia, tentando me integrar com a novela, quem sabe simpatizar com alguns personagens, quando de repente, não mais que de repente, eu percebi algo. O núcleo de “amigas da Helena” – Taís Araújo -, me lembrava alguém… mas quem? E, então, fez-se a luz! Sex and the City!

Analisando minha teoria, percebi que ela tinha fundamento… 1ª semelhança: os dois grupos são composto por 4 mulheres, cada uma com características distintas. E cada uma das amigas lembra em maior ou menor grau as 4 personagens que por anos nos conduziram por NY.

Helena x Carrie Bradshaw

A personagem de Sarah Jessica Parker era uma jornalista que tinha como maior paixão a moda. Fato inclusive, muito marcante na série pelos figurinos de Carrie (e também por seus sapatos – Manolo Blahnik…). Enquanto isso, no Brasil, Helena – também a principal do grupo – é nada mais, nada menos que modelo. Seu envolvimento com a moda, portanto, não precisa ser explicado ou questionado.

Alice x Samantha Jones

Samantha (Kim Cattrall) é a mais velha do grupo e evita envolvimento amoroso de qualquer forma, apesar disso é a mais sedutora e a que leva o  relacionamento com o sexo oposto de uma forma mais liberal. Na nossa versão, temos Alice, personagem de Maria Luisa Mendonça, que pode ser descrita como uma solteira convicta, que aproveita a vida e não pretende ter relacionamentos sérios.

Ariane x Charlotte York

Já Charlotte (Kristin Davis), dá mais valor ao lado emocional das relações e durante a série esteve em busca de seu parceiro ideal. É a mais “fofa”, mais delicada do grupo, assim como a própria Ariane, vivida por Christine Fernandes. É a mais doce do quarteto brasileiro e tem, inclusive, um filho (de seu falecido marido).

Ellen x Miranda Hobbes

Miranda (Cynthia Nixon) é a mais séria do grupo. Concentrada em sua carreira e chegando a ser cínica em alguns momentos, consegue seu final feliz. Seu reflexo brasileiro é Ellen, interpretada por Daniele Suzuki. Isso cria um dilema… a atriz já é chata, talvez isso deixe sua personagem ainda mais chatinha. Também muito focada, Ellen costuma ser sincera (até demais) e pode chegar a ser um pouco antipática (céus, como reclama!).

"Sex and the City" - Samantha, Miranda, Carrie e Charlotte

"Sex and the City" - Samantha, Miranda, Carrie e Charlotte

"Viver a Vida" - Alice, Ellen, Helena e Ariane

"Viver a Vida" - Alice, Ellen, Helena e Ariane

Com todas as semelhanças e diferenças, os dois grupos têm amizade sólida e interessante. Por mais que sejam diferentes ou tenham objetivos variados na vida, são boas amigas. Agora… Manoel Carlos, aqui entre nós, eu pago minha língua se não tiver um dedinho de “Sex and the City” nesse núcleo de “Viver a Vida”.

Aliááás, do mundo das séries não é só SatC que entra na nossa novela das 8 não! Agora vai começar o núcleo “LOST“. Para quem não sabe ou não lembra, Jack Shephard (Matthew Fox, o “protagonista” da série) é um neurocirurgião que salva sua esposa e casa com ela. Não viu a semelhança? É porque só metade dela aconteceu por enquanto, haha. Ou será que alguém tem alguma dúvida de que Miguel (Mateus Solano), nosso brilhante neuro, irá salvar a mimada, mas ainda assim querida, Luciana? Bom, eu não tenho.

Isso me lembra do núcleo “Grey’s Anatomy” da novela. Não me vem à memória uma outra novela que tenha explorado tão de perto o cotidiano dos médicos no hospital, e muito menos que tenha mostrado cenas de cirurgias, como as que eu vi em “Viver a Vida”. Não nos esqueçamos também de que Derek Shepherd (Patrick Dempsey) é o maior neuro dos EUA e faz par (eterno) com a Grey que dá nome a série.

É isso aí, “Viver a Vida” anda dando um “viva às séries”. Por mim, nada a reclamar.

*Sex and the City foi uma série da HBO, transmitida por 6 anos – de 1998 a 2004 – e que falava sobre a vida de 4 diferentes amigas na cidade de Nova York. O seriado foi baseado no livro de mesmo nome da autora Candace Bushnell. Na série, cada episódio girava em torno da coluna que Carrie estivesse escrevendo.

**Só pra constar que o elenco de “Viver a Vida” anda dando um show de interpretação. Ultimamente, juntaram-se ao Solano: Taís Araújo (não botava, fé hahaha), a sempre protagonista Alinne Moraes e a maravilhosa Lília Cabral. Merecem aplausos.

Publicado por: Lê Scalia

Oceanic 815 x Air France 447

Inacreditável.

Um jornal boliviano divulgou imagens que teriam sido resgatadas da memória de uma câmera pertencente a um passageiro do vôo da Air France. Blá blá blá.

Alguém de dentro do jornal fez uma sacanagem e acreditaram. Só pode ser.

O vídeo abaixo foi editado com imagens do seriado LOST, para mostrar de onde vêm as imagens da tv boliviana…

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