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Super-heróis patrocinados por marcas famosas
Ao olhar para a personalidade e características de alguns heróis, a associação com certas marcas pode seguir um caminho natural.
É claro que isso aconteceria a partir do momento que estaríamos nos predispondo a realmente associar uma marca a algo que, a princípio, teria um quê de universalismo. Basicamente, vendendo o altruísmo ao capitalismo.
Deixando de lado todo essa argumentação filósofo-socialista, foi exatamente isso que o designer brasileiro Roberto Vergati Santos criou ao redesenhar, ao lado de vários artistas, grandes heróis dos quadrinhos estampando logos de marcas nos tão conhecidos uniformes.
As escolhidas variam desde a cor, à personalidade de cada um deles e abrangem segmentos que vão de trajes esportivos a fast food.
Em um bate-papo rápido vale pensar rapidamente sobre alguns desses heróis e as marcas designadas a cada um deles.
BATMAN
Atributos: Um dos heróis mais populares dos Estados Unidos. Foda, ryco e influente. Tem um aura de poder.
Combina com quem: Nike
Nike “I would run to you”
É aquela história né. “Amor, eu atravessaria esse país inteiro por você!”. Só que, convenhamos, se você não tiver condicionamento físico e, principalmente, se você não tiver o par de tênis mais indicado, é muito improvável que você não consiga cumprir essa promessa ao amor da sua vida. Assim sendo, a Wieden+Kennedy Portland se aproveitou desse jargão despretensioso dos apaixonados, e fez um vídeo meio clipe musical meio Forrest Gump para a Nike: I would run to you.
#VivemosDeCorinthians
Quando o marketing do Corinthians anunciou que as camisas do time não teriam mais as tradicionais estrelas, mantendo apenas o escudo (e os vários e vários patrocínios), eu estranhei.
Gostava do contraste do amarelo com o vermelho da âncora e dos remos, o preto e o branco. Dava um ar mais “alegre”, talvez. Pensei “sobrevivo”, mas fiquei curiosa pra entender como é que eles explicariam essa ausência.
E, aí, a Nike, uma vez mais, me surpreende. Qual a razão pra se tirar do peito os símbolos que estampavam algumas das maiores glórias do clube?
#prasemprefenomeno
Ontem à noite, no “Bem Amigos” do SporTV, o Galvão Bueno quis dar o furo e estreou ao vivo a homenagenzinha da Nike destinada ao nosso Ronaldo.
a.R. (antes de Ronaldo)
d.R. (depois de Ronaldo)
Novo comercial da Nike é 100% reciclado
A Nike fez um comercial juntando trechos de outros comerciais já produzidos. Não curti muito a trilha sonora, mas resultado final é bem legal e o conceito continua sendo “um mundo melhor“.
Tó:
QVI EST UN BANDO DI LOCVS
No exato instante em que este post entra no ar, o topo dos TTBr mostra essa hashtag. Quarta, dia 1º de setembro de 2010, o Corinthians completa – oficialmente – um século. Mas hoje vamos nos focar não nas glórias, na paixão ou nas polêmicas que rondam o Corinthians. Falaremos, uma vez mais, sobre o brilhantismo que vem se tornando frequente nas ações de marketing do time.
Já faz um tempo que a nike tem pegado expressões corintianas e as transformado em “verdades alvinegras”, e em consequente sucesso de vendas. Começou logo com o rebaixamento para a segunda divisão. A torcida, como sempre, abraçou o time. As vendas de camisas oficiais subiram e logo o clube lançou o grito-mais-lindo-de-todos em forma de camiseta, para que todo corintiano pudesse estampá-lo no peito.
“Eu nunca vou te abandonar/Porque eu te amo. Eu sou Corinthians…” foi só a pontinha do iceberg.
Logo, veio a camisa roxa. De onde surgiu a ideia? Do famoso “corintiano roxo”, que, com certeza, você já ouviu alguém se declarar. Não é que não existam “são-paulinos roxos” ou mesmo “palmeirenses roxos”, mas é inegável: o corintiano é um tanto quanto fanático. E ao lançar essa estratégia, acabou tomando para si um termo anteriormente genérico. Nada mais justo, até porque, “corintiano roxo” é pleonasmo.
Não nego que havia aí uma jogada do mkt a fim de vender, de lançar novas tendências e mudar um pouco o ambiente. Mas, com a explicação, a maior parte da poeira baixou (menos aquela levantada pela Gaviões, que não aceita o roxo manchando o preto e branco tradicionais).
Depois, no fim do ano, a camisa com a foto de alguns torcedores privilegiados (e com dinheiro sobrando). Uma bagatela de R$ 1000,00 colocava o seu rosto (e o de mais uma centena de torcedores) na camiseta que o Corinthians usaria nos últimos jogos da Série B. “O Timão tem a sua cara”. Achei um absurdo cobrarem isso e me irritei na ocasião, mas rendeu aí mais um bom dinheiro.
No ano de 2009, as vitórias do Campeonato Paulista (invicto!) sobre o Santos e da Copa do Brasil sobre o Internacional geraram mais peças (o peixe no jornal era genial, vai). A campanha da nike convocava o torcedor a entrar de cabeça, lotar, chegar junto. “Vamo invadir“. Além disso, Ronaldo havia chegado e todo o mkt era voltado para o “fenômeno” e para o filme que seria lançado: “Fiel“. O ano (ou semestre, sendo mais justa) fenomenal veio e logo o Corinthians já começou a traçar planos para seu Centenário e fez um campeonato brasileiro, no mínimo, discreto.
Chegou 2010 e milhões de ações foram programadas para esse ano. Camisa nova, shows, navio do Centenário, homenagens e mídia. Sábado, dia 28/08, o novo uniforme corintiano foi lançado. Uma comemoração, o uniforme do Centenário. Sem entrar em méritos de beleza (eu achei lindo!), palmas para a ação que acompanhou o lançamento. A República Popular do Corinthians.
Se você tem algum contato com o futebol já deve ter ouvido alguém se referir às torcidas como “nações”. Em especial grandes torcidas, como a do Corinthians. Nação corintiana. São 30 milhões de torcedores, número bem superior ao total de habitantes de vários países (fato explorado no vídeo disponibilizado pela nike).
O vídeo, inclusive, mostra o corintiano como um povo típico, tal qual uma real nação, com costumes e hábitos. Além disso, é possível conseguir o seu RG corintiano, tirar a certidão de nascimento (testemunhada por ídolos da história alvinegra), conhecer a Carta Magna e anistiar aqueles amigos menos espertos felizes que não torcem para o Timão. A República tem também cédula própria e embaixadores.
Claro, não poderia faltar o passaporte. Esse, no entanto, só pode ser retirado no Parque São Jorge ou nas outras lojas Poderoso Timão. Inclusive, se você levá-lo aos jogos, ele será carimbado a cada viagem feita. Não é funcional, mas é divertido. Textos interessantes, engraçados, apaixonados. Não tem como não curtir.
Por enquanto é tudo de graça, no site.
Por isso, corintiano, corra e oficialize-se como parte da nação.
Não é querendo desmerecer os outros times e marcas, mas no que se refere ao marketing esportivo brasileiro, a nike (e a F/Nazca) dá show nos concorrentes. Até porque, é praticamente a única que o realiza. A adidas tentou e foi bem no Palmeiras, mas tem se mantido na sua. Sorte a nossa que a empresa norte-americana patrocina somente o Corinthians e temos toda a sua atenção e dedicação. E, convenhamos, ela tem um excelente produto nas mãos.
“O Corinthians é um fenômeno mercadológico.”
Realmente não lembro quem disse isso, mas era, com certeza, uma pessoa muito esperta.
(E como se tudo isso não bastasse, parece que o estádio do Timão vai mesmo sair. E, pelo jeito, para a abertura da Copa em São Paulo. Se isso não é uma boa forma de explorar o mkt e o potencial de um clube como o Corinthians, eu não sei o que é.)
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Publicado por: Lê Scalia
REescreva o futuro
Era uma vez, uma grande marca de materiais esportivos. Com a Copa do Mundo se aproximando, ela contratou um diretor famoso (Alexandre Iñarritu) pra gastar uma fortuna ao fazer um comercial – fantástico – com cara de filme. Daqueles que passam no Cinema e têm toda a pompa de longametragem.
Até aí, tudo bem. Qual seria o elenco? Seus maiores craques, é claro. Atores-atletas de peso: Drogba (o jogador africano com mais moral no momento); Cannavaro (último capitão a erguer a taça de campeão mundial); Rooney (eterna esperança/frustração inglesa); Ribery (eu, particularmente, o acho um pouco supervalorizado); Ronaldinho Gaúcho (pra mim, o jogador que eu mais gostei de ver jogar); Cristiano Ronaldo (não sabe se é galã ou boleiro, mas atua bem… faz uma cena em campo).
Com participação especial de outros astros patrocinados: Roger Federer (tênis) e Kobe Bryant (basquete), além de Homer Simpson. No entanto, vamos nos focar na Copa do Mundo.
Um timaço. Antes da Copa, qualquer um apostaria no sucesso desses jogadores. Mas não é que o lema da Nike, de que cada momento é escrito ali, de que nós próprios fazemos nosso futuro, de que “cada decisão tomada, cada ação pode levar para a glória ou o fracasso”, o tal just do it, estava mais do que certo?!
Antes mesmo da convocação a maldição da Nike caiu sobre Ronaldinho. Nosso pobre malabarista ficou de fora da maravilhosa seleção dunguiana. Prenúncio de tragédia para a marca. Hoje, enquanto escrevo esse post, nenhum – repito, nenhum – jogador do comercial continua na disputa pelo campeonato mundial.
E além disso, a onda de azar segue cada um desses jogadores particularmente. Drogba quebrou o braço a duas semanas da Copa (recuperou-se magicamente e saiu na primeira fase). Cannavaro simplesmente se RETIROU da seleção depois da pior campanha da Azurra nas Copas. Rooney tá numa situação parecida com a do seu personagem na primeira parte do filme, por isso, não estranhe se ele aparecer por aí com aquela barba de indigente. Ribery fracassou no mesmo nível da seleção francesa, que parece que não foi nem a passeio para a África. Cristiano Ronaldo dispensa comentários… a única coisa em que ele caprichou foi no topete.
Isso que é zica, hein?! Fala sério! E como o Brasil estava sem representante na Copa (graças ao olé que o Dunga deu na Nike [e na Panini]), deram um jeito de enfiar o Robinho na propaganda. Deram 30 segundos só pra ele. Quem sabe se ficando separado ele não fica blindado da maldição, né?!
Sou uma fã das propagandas da Nike. Acho que têm uma abordagem muito legal, mas dessa vez deu azar. Acho que vai ter que reescrever esse futuro, colega.
E, ah, ainda bem que o Kaká é patrocinado pela adidas! #umavelaparaKaká
E eu?!?
(Fica aqui a versão não-zicada [até o momento] do Robinho)
Publicado por: Lê Scalia




























