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Oscar 2013 – A hora mais escura (Zero Dark Thirty)

Zero Dark Thirty - posterIndicações (#5):

Melhor Filme
Melhor Atriz (Jessica Chastain)
Roteiro Original
Edição
Edição de Som

Por: Amanda Previdelli,

colaborada especial

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Oscar 2013 – Os Miseráveis (Les Misérables)

Les-Miserables-PosterIndicações (#6):

Melhor Filme
Melhor Ator (Hugh Jackman)
Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway)
Canção Original
Mixagem de Som
Figurino
Design de Produção
Maquiagem e Cabelo

Todo mundo conhece, pelo menos por cima, a história de “Os Miseráveis“. Um fugitivo – Jean Valjean -, um inspetor obcecado – Javert -, uma mulher pobre e sem família – Fantine – a não ser a filha pequena - Cosette -, que mora com um casal de índole no mínimo duvidosa. O enredo gira em torno desses personagens mas tem como tem principal a miséria, a pobreza, as injustiças e a escuridão do século XIX na França.

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Oscar 2013 – Lincoln (Lincoln)

lincoln-posterIndicações (#12):

Melhor Filme
Melhor Diretor (Steven Spielberg)
Melhor Ator (Daniel Day-Lewis)
Melhor Ator Coadjuvante (Tommy Lee Jones)
Melhor Atriz Coadjuvante (Sally Field)
Roteiro Adaptado
Fotografia
Edição
Trilha Sonora Original
Mixagem de Som
Figurino
Design de Produção

O filme retrata um momento importante na história dos Estados Unidos: a emenda que aboliu a escravidão;  focando um dos mais importante presidentes da história dos Estados Unidos: Abraham Lincoln.

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Oscar 2013 – Django Livre (Django)

Django-posterIndicações (#5):

Melhor Filme
Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz)
Roteiro Original
Fotografia
Edição de Som

Django é um escravo liberto que se associa a um caçador de recompensas alemão em troca de (real) liberdade e ajuda para resgatar sua esposa, que continua na mão de senhores cruéis.

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Oscar 2013 – As aventuras de Pi (Life of Pi)

life-of-pi-posterIndicações (#11):

Melhor Filme
Melhor Diretor 
(Ang Lee)
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Fotografia
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora Original
Melhor Canção Original
Melhores Efeitos Visuais
Melhor Edição de Som
Melhor Mixagem de Som
Melhor Design de Produção
Melhor Maquiagem e Cabelo

Piscine Patel (Suraj Sharma) é um jovem indiano que vive uma vida comum (bom, até onde se pode ser comum tendo um nome desses e sendo dono de um zoo) até que acaba sendo o único sobrevivente de um naufrágio. Ele e Richard Parker, o tigre. E esse é o segundo filme com mais indicações ao Oscar desse ano: um garoto indiano e um tigre dividindo o mesmo bote por quase 3 horas.

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Um Erro Emocional – Cristovão Tezza

“Saboroso”. Foi essa a palavra que mais marcou os seis meses que convivi com Cristovão Tezza, na sala da aula da universidade. Tanto pelo adjetivo, que em si caracteriza esse tempo, como pela voz do professor que sempre dizia isso. “Saboroso”, e logo após a piada, dava gargalhadas características. Se algo levo da universidade, as duas aulas semanais, durante um semestre, com Cristovão Tezza com certeza estão lá.

 

Tezza, o próprio. (Foto: Guilherme Pupo/Divulgação)

Mas o que eu quero dizer é que a frase inicial do novo romance de Cristovão Tezza, catarinense de Lages radicado desde sempre em Curitiba, entra no rol de frases inesquecíveis da literatura brasileira: “Cometi um erro emocional”. Sua nova obra, “Um Erro Emocional” (Record, 2010, 192 páginas) é a primeira depois do aclamado “O Filho Eterno”, que lhe rendeu os prêmios mais importantes da literatura brasileira em 2008 e 2009 (Jabuti de melhor romance, São Paulo de Literatura, Portugal Telecom e outros). Depois de uma obra largamente premiada, espera-se de um autor outra pelo menos com a mesma qualidade.

Mas o que Tezza traz com sua nova obra é irrepreensível. Erigido por um autor que já alcançou sua maioridade literária, o livro reflete justamente isso: a maturidade. Uma única cena, um único diálogo, entre um homem de 42 anos, separado, e uma mulher nos seus 30, que o recebe em sua própria casa é o jugo que Tezza toma para si para compor a obra. O incrível é que o autor transforma essa cena comum, talvez corriqueira, em uma grande composição literária.

 

Edição da Record segue as "republicações" das obras anteriores do autor. (Divulgação)

Cento e noventa e duas páginas depois da primeira frase o que o leitor experimenta é uma sensação estranha, contrária àquela vontade comum de querer saber o desenlace de um livro. O que se sente, acompanhando o diálogo entre Paulo Donetti e Beatriz, é uma vontade de o livro não acabar, com a certeza de que o próximo a ser lido não será tão bom quanto esse. A sensação é que Tezza poderia continuar escrevendo esse romance para sempre.

O que se acompanha não é meramente o diálogo entre os dois personagens – ele caberia facilmente em dez páginas do livro, dando um palpite -, mas sim uma desconstrução da vida daquelas duas pessoas. Cada frase, cada entonação, e muitas vezes cada palavra que ambos utilizam nesse diálogo traz uma lembrança, um fato, uma marca do passado e da personalidade. E é exatamente aqui que Tezza ganha o leitor – por meio daquele diálogo comum, o autor molda dois personagens bastante profundos.

O que o autor faz é colocar os pensamentos dos personagens em primeiro plano, ocupando o lugar das descrições de cenário, da fala propriamente de um narrador. Para isso, o autor também adapta a linguagem ao fluxo de pensamentos de qualquer ser humano: frenético, lacônico e ao mesmo tempo frequentemente interrompido, e de maneira bastante precisa. O que ele faz é transformar esse ato corriqueiro – de nem sempre se dizer o que se pensa, às vezes até o contrário – em um romance denso e muito característico.

 

Tezza recebendo o Portugal Telecom, um dos prêmios que ele levou com "O Filho Eterno" (Divulgação)

– Que o escritor tem de descobrir tudo sozinho, e é assim mesmo que eu sempre quis – e ele se empertigou num segundo tenso, o que ela percebeu, recolhendo lenta a página amarela tentando descobrir o que estaria acontecendo, mas o próprio Donetti desfez a couraça com um suspiro: – Bem, agora, e ele parecia procurar a palavra – agora eu me entrego. Acho que você – e mais uma vez ele procurava a palavra – é a pessoa – e ele frisou – perfeita”. (trecho de “Um Erro Emocional”, página 61)

E eu não consigo achar outra palavra para resumir esse livro que não aquela: “Saboroso”.

Minda-Au – Marcio Renato dos Santos

Escrevi esse texto primeiro para o Jornal Comunicação, lá da UFPR. Ele saiu no mês passado, aqui, com o título “Histórias de um curitibano”. Dias depois, o próprio Marcio colocou o texto no blog que ele montou para o livro, com o mesmo nome. Segundo o autor, o texto que segue “é simpático, com muita bossa”. Me dei o direito de editar novamente, mas lá vai.

Lá no fundo, Marcio. Aqui no primeiro plano, de costas, equipe do BSortidos (Eu, Gabi, Lu, Le que não apareceu na foto). Foto do blog do autor.

“Quem disse que livros de contos não têm personagens principais, provavelmente errou. Marcio Renato dos Santos, 36, jornalista curitibano, desmente a afirmação duplamente: o recém-lançado “Minda-Au” (Record, 2010, 84 págs) é uma coletânea de contos notadamente autobiográficos. Além disso, outro personagem é central nos sete contos que compõe a obra: a cidade de Curitiba.

Minda-Au foi, conforme o autor explica na apresentação do livro, das primeiras palavras que proferiu – uma referência a um dromedário que habitava um quadro na casa de sua avó. “A partir de Minda-Au eu comecei a me tornar Marcio Renato dos Santos”, escreve o autor.

A partir daí, fica bastante clara a inspiração biográfica do livro. A segunda narrativa, “A Guitarra de Jerez”, por exemplo, conta a história de uma guitarra que é fatal a todos que a tocam e que jaz, agora, na sala do narrador. A dúvida de tocá-la ou não perpassa o conto – Marcio admitiu, na seção de lançamento do livro, na quarta-feira, 10 de novembro, nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação, em Curitiba, que deixou o hábito de tocar guitarras há algum tempo. O conto derradeiro do livro, “Ali, Agora”, também trata da relação do autor (ou do narrador?) com quem ele chama de “mestre”. Marcio teve uma relação de bastante afinidade com Jamil Snege, escritor curitibano que faleceu em 2003.

A melhor história do livro, entretanto, é “Pra quem busca uma nova vida (ou Cinco meses em Porto Alegre”, que traz a Curitiba para o plano central. No conto, o personagem narrador fala do tempo em que passou longe da cidade – e como isso afetou sua capacidade de escrever. Diz o autor, no livro: “Não consigo iniciar uma frase em Porto Alegre. Não tentei. Mas me sinto incapaz. Ao menos leio. Os jornais. E os autores gaúchos. Dos clássicos aos contemporâneos. [...] Estou em Porto Alegre mas parece que não”.

Também nesse pequeno trecho se percebe uma característica contínua na linguagem de Marcio: as frases curtas. Talvez herdadas do estilo direto do jornalismo, elas dão o ritmo que o autor deseja. A exceção é o conto “De Teletransporte Nº 2”, em que ele faz justamente o contrário: frases muito longas, sem nenhuma pontuação. Outro objetivo cumprido, outro ritmo.

Marcio Renato Dos Santos (foto do blog do autor).

Outra ferramenta utilizada pelo autor é o fluxo de linguagem que mescla, na história, a realidade com o sonho. Tanto em “De Teletransporte Nº 2” quanto em “O Espírito da Floresta” o autor confunde – da maneira saudável – o leitor nesse sentido. O que se narra é a realidade ou apenas o mundo onírico do personagem?

No encontro do dia 10, em Curitiba, Marcio também comentou que ainda não havia lido o livro depois de publicado. Para ele, o processo de publicação ainda não foi digerido. “Algo que eu guardava só pra mim, agora reunido e podendo estar por aí, em qualquer lugar do Brasil… é muito estranho”, revela. Isso sugere a relação entre um pai coruja e o filho que sai para as suas primeiras festas – e este, que ainda tem um futuro a trilhar, parece ser um retrato fiável da carreira literária do estreante Marcio Renato dos Santos”.

O menino do pijama listrado – John Boyne

No momento que escrevo esse texto, acabo de ler as últimas linhas do livro “O menino do pijama listrado”, de John Boyne. Não estou com lágrimas nos olhos por dois motivos: já sabia o que aconteceria (tinha visto o filme) e estou em um lugar público. Se estivesse em casa, sem saber o que o final daquele livro guardara, não poderia garantir nada.

Pois bem, o livro foi uma surpresa bastante agradável para mim. Sim, é um Best-seller. Vendeu tanto quanto “Marley e Eu”, por exemplo (dados não-oficiais). Mas, a dupla história-e-linguagem do livro de Boyne é demais.

 

O irlandês John Boyne

A história é de Bruno, um garoto alemão de 9 anos de idade, que vive em Berlim no auge da Segunda Guerra. Seu pai, oficial do exército alemão, é nomeado para uma missão “bastante especial”, que obriga a família toda a se mudar da cidade. Isso representa uma quebra enorme para qualquer garoto dessa idade – deixar para trás o resto da família (avós), os amigos, a casa da infância, o ambiente urbano.

Enfim, eles se mudam para o campo – que se descobre ser a Polônia. Isolado, sem amigos, Bruno começa a noiar. As aulas particulares junto com a irmã Gretel ajudam a aliviar um pouco, mas se imagine com nove anos, cercado de soldados nazistas (carrancudos e metidos, é a imagem que o autor passa), numa casa de campo sem nenhuma diversão aparente – o mais próximo que ele chega disso é um balanço de pneu que constrói no jardim, porém sem muito sucesso.

Para não se entregar ao tédio, Bruno decide praticar uma velha distração: explorar. Ele sai para andar pela floresta do lado da casa, encontra uma cerca gigante e do outro lado dela, um garoto, da mesma idade. Bruno não sabe bem disso, mas é a cerca de um campo de concentração de judeus – ele vê, e não entende, todas aquelas pessoas com as mesmas roupas, os mesmos pijamas listrados.

O garoto que ele encontra é Shmuel. Durante um ano, os dois convivem (em segredo), e formam uma amizade bastante significativa para ambos. E aí o resto se desenrola.

A linguagem do livro é simples, mas essa simplicidade me surpreendeu. Não há, nela, imagens diretas e cruas do nazismo, mas sim elementos que levam o leitor a entender as coisas. Imagens jogadas, cruas, estão nas histórias o tempo todo, mas representar isso a partir da visão de um garoto de 9 anos foi a missão que Boyne cumpriu – e muito bem, por sinal.

Por exemplo, o líder da política alemã da época é chamado no livro de Fúria, uma clara alusão à dificuldade do menino de pronunciar a palavra corretamente. A região do campo de concentração que a família passa a viver, para Bruno, é “Haja-Vista” (o mais famoso de todos os campos… lembrou?).

O retrato que Boyne traça do nazismo é sufocante. O medo de falar coisas que não se deve, de quebrar alguma regra do pai e dos seus companheiros, enfim, o medo das pessoas está ali, implícito na visão ingênua do garoto de nove anos. A sensação que se tem ao ler o livro é de caminhar na corda bamba: a qualquer momento, a qualquer falha, o Fúria voltará para pegar todos nós.

 

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O dominó gigante de Berlim, 20 anos depois

Agosto – Rubem Fonseca

Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa

Dois Irmãos – Milton Hatoum

Essa discussão política está meio que me cansando. Sou tarado por uma discussão, mas o nível dessa campanha está caindo mais e mais. Até surgiu a hashtag #aiatolaSerra para definir o candidato tucano.

Por isso, resolvi falar da minha outra paixão temática, hoje. Literatura. Não sou lá grande entendedor, mas já li alguns livros. O último, de ficção, foi “Dois Irmãos”, do Milton Hatoum.

Milton Hatoum, brasileiro.

O Hatoum é daqueles caras que você olha e pensa “tá, certo, se um dia eu for ser alguém, quero ser igual a ele”. Nascido em 1952, em Manaus, é formado em Arquitetura e Urbanismo pela USP. Trabalhou como jornalista cultural e professor universitário, estudou literatura nos anos 1980 em Barcelona, Madri e Paris. Já ganhou tudo que é prêmio americano em relação a ensino, e hoje escreve para o Caderno 2, do Estadão. A biografia completa tá no site dele, vale a pena dar uma olhada. É contribuição cultural e literária para tudo que é país do mundo.

Bem, “Dois Irmãos” é um romance escrito em 2000, vencedor do Prêmio Jabuti do ano. O livro também foi eleito o “melhor romance dos últimos quinze anos”, em 2005, por uma pesquisa feita pelos jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas. Dá para ver que ele não precisa de mim para dizer que é simplesmente fantástico.

O romance conta a história de uma família de descendentes diretos de libaneses que fixa residência em Manaus. O foco principal é os dois irmãos, Omar e Yaqub. Conjugando as histórias de uma maneira impressionante, Hatoum conduz a narrativa contando a história da família desde o casamento dos pais, Halim e Zana, até… bem, aí você lê para descobrir.

O que realmente impressiona na obra são as relações familiares construídas em uma Manaus dos anos 1930 a 1960, mais ou menos. A rejeição, o incesto, o ódio e vários outros elementos jogam na cara do leitor a hipocrisia e a falsidade que podem permear um ambiente familiar. Porque é isso que o autor faz: de maneira bastante sutil, joga na cara do leitor os sentimentos nus e crus presentes ali. É de ficar com aperto no peito.

Excelente para ler num domingo a noite e perceber que existem dramas piores que a melancolia pré-segunda-feira.

Links Relacionados:

O Estado de S. Paulo – “Dois irmãos”, de Milton Hatoum, ganha o palco

Milton Hatoum – Oficial

O Sexo e a Cidade

Sex and the City 2

Não, não se trata daqueles filmes que geram polêmica ou deixam as pessoas ansiosas por um post. Eu diria até que, pra quem não acompanhou a série, deve ser mais um filme como outro qualquer.

Eu mesma confesso que quando vi o primeiro não achei grande coisa, já que não tinha assistido à série ainda… Mas depois que você cai de amores por um seriado, não adianta: você vai sempre querer mais e mais. E quando a série chega ao fim, são os filmes que nos consolam. Eu, por exemplo, ainda espero pela produção de Friends. =)

Este segundo filme da série Sex And The City pode não ter um grande propósito como o primeiro, que relatou o desfecho da história entre Carrie (Sarah Jessica Parker) e Mr. Big (Chris Noth), mas é muito mais animado, mais empolgante e mais colorido! Sem falar na trilha sonora, que está ótima: dá vontade de dançar do início ao fim! Desde Empire State of Mind de Jay-Z e Alicia Keys às danças árabes comuns em Abu Dhabi, passando por Single Ladies na performance de Liza Minelli.

Inovador no sentido de ir além do “final feliz” do primeiro, mostrando o que acontece depois do “Sim”, trata dos novos problemas que passaram a cercear a vida das quatro. Cada uma com sua nova rotina: Miranda (Cynthia Nixon) dividida entre o novo escritório e seu filho pequeno; Carrie tentando evitar que seu casamento caia na rotina; Samantha (Kim Cattral) lidando com a menopausa e Charlotte (Kristin Davis) com receio de que o marido a traia com a babá de suas duas filhas pequenas. Com ênfase na viagem que elas fazem juntas aos Emirados Árabes, o filme também discorre brevemente sobre como Carrie as conheceu na década de 1980, dá um desfecho para a história de Stanford (Willie Garson) e Anthony (Mario Cantone), traz Aidan (John Corbett) numa rápida confusão na vida amorosa da personagem principal e ainda tem Penélope Cruz e Tim Gun (hã?), além de Miley Cirus (oi?) em pequenas participações

Para nós, fãs da extinta série, foi muito bom ver as personagens amadurecendo e deixando para trás muitas convicções que já não cabem mais em suas vidas. Miranda deixando de ser workaholic, Charlotte admitindo que ser mãe não é exatamente um mar de rosas, Samantha aprendendo a lidar com a idade e Carrie, enfim, aceitando que suas noites de badalação passaram…

Eu concordo que, tanto a série quanto os filmes, possam parecer um extenso desfile de moda ou uma verdadeira explosão de merchandising. Mas vamos voltar um pouquinho, vamos ao box da primeira temporada de Sex And The City, com a seguinte chamada: “Será que as mulheres podem fazer sexo como os homens?”. Depois de ouvir tanto blablabla como se a revolução feminina da década de 1970 tivesse sido suficiente, achei isso fantástico! Afinal de contas, não só somos tratadas com preconceito, mas ainda agimos, muitas vezes, de acordo com o preconceito estabelecido. E a partir disso, a série se desenrola, trazendo à tona vários dramas femininos. Essa relação com a moda que as personagens mantêm pode ter tomado proporções raras, mas imagino que em NYC a vida realmente gire em torno disso. Reles mortais usando todos os seus cartões de créditos pra parcelar um Louboutin deve ser comum. Pessoas correndo o risco de perder o apartamento por causa do seu vício em sapatos, como Carrie, também.

Dubai está mesmo perdendo espaço para Abu Dhabi? Não sei dizer. O filme passa uma grande lição de moral ou uma mensagem comovente? Não. Mas se estamos falando da indústria do entretenimento, então, Sex And The City 2 realmente cumpriu o seu papel.

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Viva às Séries

Publicado por: Jéssica Neves

Colaboradora especial.

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