Arquivos do Blog

Oscar 2012: Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)

Indicações (#2):

Melhor Ator Coadjuvante (Max Von Sydow)
Melhor Filme 

Extremely Loud & Incredibly Close (EL&IC) (primeiro filme que tem o título menor em português!) conta a história de Oskar Shell e sua família, uma das tantas vítimas do 11 de setembro. Focada mais no que veio a seguir ao maior atentado terrorista da história norte-americana, o filme surpreende (positivamente) por não se prender ao óbvio.

Leia o resto deste post

OSCAR

And the Oscar goes to…

O cobiçado.

Essa é, provavelmente, a frase mais tensa do cinema.
(É, eu me atrevo a dizer que é ainda mais tenso que “Hello, Sidney”.)

Imagino qual a sensação dos concorrentes, pensando em tudo que passaram para chegar até ali, ao ouvirem a tal sentença. Tantos meses de gravação, problemas, pós-produção, diversão, tantos meses de dedicação absoluta a um projeto. Tudo isso a um passo da consagração maior oferecida pelo Cinema.

Eu, particularmente, acho que um filme que agrada só a crítica tem sua importância, mas acredito que ter fãs, ter bilheteria, além de encher os bolsos, dá também um sentimento de alegria e trabalho cumprido. Nem sempre, os vencedores do Oscar têm esses dois atributos. E quando tem um só, é óbvio que é a aclamação crítica.

Exemplo do ano? Guerra ao Terror. Filme da ex-mulher do James Cameron sobre o terrorismo. Acho que eles discutiam técnicas de filmagem durante o casamento. Uma diquinha aqui, outra ali, e indicação dupla para o Oscar.

É isso aí! Chegou a hora dos Academy Awards, Oscar pra nós, íntimos. A maior honra que pode ser concedida a alguém que trabalha com Cinema. Algumas indicações justas, outras menos, mas a Academia já começou inovando escolhendo 10 filmes para concorrerem ao maior prêmio da noite – Melhor Filme.

Steve Martin, após 9 anos, volta a ser o anfitrião da noite, dessa vez, acompanhado do astro de 30 Rock, Alec Baldwin. Aposto em uma grande audiência, em parte pela expectativa em torno de Avatar. Apesar disso, nada que chegue perto dos 57.25 milhões de telespectadores que assistiram à 70ª premiação, em 1998, quando Titanic passou o rodo. (Titanic, Avatar, James Cameron: a história se repete…?)

Indicados e breves comentários sobre ao 82º Oscar, escolhidos e premiados, no dia 7 de março de 2010, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas:

 

 

 

Melhor filme
“Avatar”
“Um sonho possível”
“Distrito 9″
“Educação”
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios”
“Preciosa”
“Um homem sério”
“Up – Altas aventuras”
“Amor sem escalas”

 

Achei meio estranho a indicação de 10 filmes. Até porque não sei se realmente tivemos 10 filmes tão bons durante o ano. Ou talvez seja bem isso, será que ficou tudo mais ou menos no mesmo nível? Eu acho que não. Apesar de amar UP, não esperava ver uma animação concorrendo aqui. Achei interessante.
Meu palpite fica com Avatar. Pelo conjunto da obra. O filme já passou da arrecadação de 2 bilhões de dólares se tornando a maior bilheteria da história. E como a Lú disse, eu não iria querer ser a pessoa que não deu o Oscar de melhor filme ao longa que mais arrecadou no Cinema. E que trouxe tantas mudanças. Por isso, vou de Avatar. Embora ficaria feliz se The Blind Side ganhasse.

 

 

***

 

Melhor direção
James Cameron, “Avatar”
Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror”
Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios”
Lee Daniels, “Preciosa”
Jason Reitman, “Amor sem escalas”

 

A opção pelo James Cameron é simples. Ele tornou Avatar possível. Desenvolveu a tecnologia, escreveu, dirigiu, criou a língua dos Na’vi… enfim, fez tudo. Acho que leva. Embora o Tarantino também tenha seus – muitos – méritos na direção de Bastardos Inglórios, que, diga-se de passagem, também é fantástico. Mas acharia estranho um filme assim ganhar o Oscar.

 

 

***

 

Melhor ator
Jeff Bridges, “Coração louco”
George Clooney, “Amor sem escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Renner, “Guerra ao terror”

 

Não, eu não vi Crazy Heart, mas acredito no Jeff Bridges por uma única razão: ele foi aplaudido de pé quando foi receber seu Golden Globe. (Que, aliás, tá a um passinho do Oscar, né…)

 

***

 

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The messenger”
Christopher Plummer, “The last station”
Stanley Tucci, “Um olhar do paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”

 

Franco favorito, e, aqui, não tenho dúvidas. Seria merecidíssimo.

 

 

***

 

Melhor atriz
Sandra Bullock, “Um sonho possível”
Helen Mirren, “The last station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”
Meryl Streep, “Julie & Julia”

 

Aqui é o seguinte: torço de todo o meu coração pra Sandra, uma das minhas atrizes favoritas. Acho que ela ganha. Mas se ela perder, que seja pra Meryl Streep, diva (só aceito ela). A Meryl, aliás, é a recordista de indicações ao Oscar: são 16, tendo ganhado 2. Acho que funciona assim, todo ano, é ela e mais 4. Não importa que filme ela fez, tá figurando lá entre as indicadas. Aliás, rolou até um duelo de divas nessas premiações:Bullock e Streep trocando gentilezas. Tudo brincadeira, claro, mas até assim elas apavoram.

 

 

***

 


Melhor atriz coadjuvante
Penélope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor sem escalas”
Maggie Gyllenhaal, “Coração louco”
Anna Kendrick, “Amor sem escalas”
Mo’Nique, “Preciosa”

 

Chute simples. Ela levou o Golden Globe, e pelo jeito, foi mesmo muito bem em Preciosa. Ainda dizem que ela é fofa. Torço por ela.

 

 

***

 


Melhor animação
“Coraline”
“O fantástico Sr. Raposo”
“A princesa e o sapo”
“O segredo de Kells”
Up – Altas aventuras

 

Pra mim, esse prêmio nem precisava de outros indicados. Se UP está concorrendo como melhor filme, alguma dúvida que leva melhor animação? Muito bem entregue.

 

 

***

 


Melhor filme estrangeiro
“Ajami”
“El secreto de sus ojos”
“The milk of sorrow”
“Un prophète”
A fita branca

 

Só resta a vergonha de ter um filme israelense concorrendo e nada do Brasil. Acho que o Oscar fica com o alemão, A Fita Branca.

 

 

***

 


Melhor direção de arte
Avatar
“O mundo imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“Sherlock Holmes”
“The young Victoria”

 

O conjunto técnico de Avatar é incontestável.

 

 

***

 


Melhor cinematografia (fotografia)
“Avatar”
Harry Potter e o enigma do príncipe
“Guerra ao terror”
Bastardos inglórios
“A fita branca”

 

De novo, torço de todo o meu coração pra Harry Potter and the Half Blood Prince. Apesar disso, não acredito que levaremos essa… deixa pro HP 7. De qualquer forma, seria mais do que merecido pra Inglorious Basterds. Vou com o Tarantino. Mais do que Avatar, porque, ao meu ver, a fotografia de Bastardos é mais interessante por não ser computador.

 

 

***

 


Melhor figurino
“Bright star”
Coco antes de Chanel
“O mundo imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“The young Victoria”

 

Bom, se for pela elegância, tá garantido.

 

 

***

 


Melhor edição
Avatar
“Distrito 9”
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios”
“Preciosa”

 

Aqui tenho dúvidas. A edição de Distrito 9 é interessante, com todo aquele ar de documentário, e fico em dúvida. Bem em dúvida. A edição de Bastardos também é legal, mas… vou de Avatar de novo (apesar de não ter razões significativas pra isso).

 

 

***

 


Melhor maquiagem
“Il Divo”
Star trek
“The young Victoria”

 

Chute: Star Trek. Porque, apesar de não ter visto e também não me interessar, acho que é bem feito.

 

 

***

 


Melhor trilha sonora
“Avatar”
“O fantástico Sr. Raposo”
“Guerra ao terror”
“Sherlock Holmes”
Up – Altas aventuras
Merece demais! A trilha de UP é apaixonante. Tem um pouquinho de tudo e é muito bem adequada.

 


 

***

 

Melhor canção
“Almost there”, “A princesa e o sapo
“Down in New Orleans”, “A princesa e o sapo
“Loin de Paname”, “Paris 36”
“Take it all”, “Nine”
“The weary kind”, “Crazy heart”

 

As músicas de A Princesa e o Sapo são muito legais. Muito mesmo. O toque de jazz durante o filme, que se passa no berço desse estilo de música, New Orleans, é muito bem colocado. Fora A Princesa e o Sapo talvez dê Crazy Heart, o vencedor do Globo de Ouro. Mas torço muito pelo filme da Disney, e acho que qualquer uma das duas estaria bem entregue.

 

 

***

 


Melhor roteiro original
Guerra ao terror
“Bastardos inglórios”
“The messenger”
“Um homem sério”
“Up – Altas aventuras”

 

Apesar de não conhecer a história de Guerra ao Terror, acho que leva. Embora torça pra UP.

 

 

***

 


Melhor roteiro adaptado
“Distrito 9”
“Educação”
“In the loop”
“Preciosa”
Amor sem escalas

 

Chute pro tipo de filme que a crítica acha o máximo.

 

 

***

 


Melhores efeitos visuais
Avatar
“Distrito 9”
“Star trek”

 

Direto e reto: James Cameron CRIOU a tecnologia de de Avatar. Desenvolveu uma câmera pro filme. Merece.

 

 

***

 


Melhor som
“Avatar”
Guerra ao terror
“Bastardos inglórios”
“Star trek”
“Transformers: A vingança dos derrotados”

 

Não sei porquê.

 

 

***

 


Melhor edição de som
Avatar
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios”
“Star trek”
“Up – Altas aventuras”

 

Avatar ou Guerra ao Terror. Não mesmo. Acho algumas categorias do Oscar confusas.

 

Daqui pra frente, não faço ideia.

 

 

***

 


Melhor documentário
“Burma VJ”
“The cove”
“Food, Inc.”
“The most dangerous man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon papers”
“Which way home”

 

 

***

 


Melhor documentário em curta-metragem
“China’s unnatural disaster: The tears of Sichuan province”
“The last campaign of governor Booth Gardner”
“The last truck: Closing of a GM Plant”
“Music by Prudence”
“Rabbit à la Berlin”

 

 

***

 


Melhor curta-metragem
“The door”
“Instead of Abracadabra”
“Kavi”
“Miracle fish”
“The new tenants”

 

 

***

 


Melhor curta-metragem de animação
“French roast”
“Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty”
“The lady and reaper”
“Logorama”
“A matter of loaf and death”

 

 

 


Agora é só esperar. E torcer. :]

 

Publicado por: Lê Scalia

Golden Globe²

Eles são azuis, têm 3m de altura, se comunicam por um idioma desconhecido e moram em uma lua. Esses são os protagonistas de Avatar, sensação de James Cameron que já arrecadou mais de 1 bilhão de dólares e já é a segunda maior bilheteria mundial.

Seu último feito? O Globo de Ouro de melhor filme de 2009.

Aqui vem a lista de todos os vencedores:

Melhor filme – drama
Avatar

Melhor atriz em filme – drama
Sandra BullockO Lado Cego

Melhor ator em filme – drama
Jeff BridgesCrazy Heart

Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber, Não Case

Melhor atriz em filme de comédia ou musical
Meryl Streep - Julie & Julia

Melhor ator em filme de comédia ou musical
Robert Downey Jr. – Sherlock Holmes

Melhor filme em animação
Up – Altas Aventuras

Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

Melhor atriz coadjuvante
Mo’nique - Preciosa – Uma História de Esperança

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios

Melhor diretor
James CameronAvatar

Melhor roteiro
Jason Reitman - Amor sem Escalas

Melhor trilha sonora
Michael GiacchinoUp – Altas Aventuras

Melhor canção original
The Weary Kind - Crazy Heart

Melhor série de TV – drama
Mad Men

Melhor atriz em série de TV – drama
Julianna MarguliesThe Good Wife

Melhor ator em série de TV – drama
Michael C HallDexter

Melhor série de TV, comédia ou musical
Glee

Melhor atriz em série de TV, comédia ou musical
Toni Collette - United States of Tara

Melhor ator em série de TV, comédia ou musical
Alec Baldwin - 30 Rock

Melhor minissérie ou filme para TV
Grey Gardens

Melhor atriz em série, minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore - Grey Gardens

Melhor ator em série, minissérie ou filme para TV
Kevin BaconTaking Chance

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Chloë SevignyAmor Imenso

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
John LithgowDexter

E, claro, alguns comentários.

Esse Globo de Ouro me deixou dividida. Embora revoltadíssima com algumas escolhas, outras, muito merecidas, me deixaram satisfeita.

Primeiro, as revoltas:

  • Jane Lynch, a Sue Sylvester de Glee era a favorita para levar o Globo de melhor atriz coadjuvante em série e teve que ver uma loira sem sal (Chloë Sevigny, de Big Love) vencer. Ok, estou sendo injusta. Eu não assisto a Big Love e não conheço o trabalho dela, mas enquanto as concorrentes eram mostradas, ela estava com uma cara de tédio que, sério, é até uma ofensa ela ganhar.
  • E a segunda grande revolta da noite: Dexter, com sua 4ª temporada sensacional não vencer como melhor série dramática. Como assim? Michael C Hall é o melhor ator; John Lithgow o melhor coadjuvante; a temporada foi espetacular; e quem ganha o Globo de Ouro é Mad Men? Ah, por favor. Eu já disse isso ontem… já que a crítica gosta tanto da HBO, deveria parar de colocar outros concorrentes e entregar o prêmio de uma vez pra não irritar a nós,  criaturas de incrível bom gosto meros mortais.
  • Taylor Lautner, o “lobisomem” queridinho, apresentando. Tenho alguns pensamentos sobre ele. 1º Ele é um boneco de cera, sério. 2º Ele é tão ruim apresentando quanto é atuando.

Por fim, uma revolta que não tem nada a ver com o Globo de Ouro, mas com a transmissão da TNT. Aqueles dois são muito chatos, sem condição! E o metido a sabichão lá ainda chamou o Michael C Hall de Anthony C Hall. Aliás, falando nele, ontem nosso mais querido serial-killer apareceu de gorro. Estranhei, não sabia que ele estava doente. Agora, torço muito para que ele vença tudo isso. Ele e a Debra, sua esposa – Jennifer Carpenter.

As satisfações:

  • Zachary Levi apresentando! Ah, como eu amo #Chuck.
  • John Lightow e Michael C Hall, minha dupla sanguinária favorita (Trinity & Dexter), que apavorou (literalmente) em Dexter ficou com melhor ator coadjuvante e melhor ator. Mais do que merecido.
  • Fiquei muito, muito, mas muito feliz com a vitória inesperada de Glee. Isso mostra o quanto a série do momento da FOX está sendo reconhecida e não nega o “quê” de alternativa.
  • Eu quero um Robert Downey Jr. pra mim. Disse isso logo após ver Sherlock Holmes, e repito com mais certeza que antes. Ele é o meu Johnny Depp momentâneo. Esteve incrível no papel do detetive mais famoso da história, e, de quebra, fez o discurso mais divertido.
  • Sandra Bullock. Dizem por aí, que todo mundo a-dora ela. Mas sério, como não amar? Aos 45 anos, ela estava num esplendor de causar inveja. Linda! Absoluta. E não pude ver The Blind Side ainda, mas tenho a mais completa certeza de que ela mereceu. Gente.. sério, alguém que fez Miss Simpatia já tem créditos comigo pra vida toda.
  • Melhor atriz em comédia… grande dúvida pra mim. Adorei A Proposta, mas seria um absurdo não dar esse prêmio à intérprete da Julia Child. Meryl Streep estava em uma elegância impressionante. E ela não é mais questionável. Se quiserem dar, sei lá, o prêmio de mulher mais sexy do planeta pra ela, com mais de 60 anos, ótimo. Sério, ultimamente entendi que ela pode qualquer coisa.
  • A trilha sonora de UP é maravilhosa. Merece realmente muito destaque.
  • Lembra daquele nazista mala de Inglorious Basterds? Então, “that’s a bingo“! Christoph Waltz ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante. E foi um dos Globos mais merecidos.
  • Melhor diretor: e aí, James Cameron ou Tarantino? Se você pensar que James Cameron criou tudo em Avatar, incluindo a língua dos Na’vi, não resta dúvidas. Achei muito bem entregue.
  • Pelo conjunto da obra, Avatar.  E ponto final. Além disso, tem o que a falou ontem… ninguém vai querer ser a pessoa que não deu o prêmio a um dos filmes mais revolucionários da História.

Robert Downey Jr. e Sandra Bullock

(Além de todas as minhas alegrias, o Robert Downey Jr e a Sandra Bullock, dois dos meus atores favoritos, estavam sentados juntos! Buni ;])

De resto:

  • Jeff Bridges parece ter merecido o prêmio de melhor ator em drama, já que foi aplaudido de pé.
  • Eu não sei se concordo com Amor sem escalas ficar com o roteiro original, mas não assisti. De qualquer forma, acho que daria pra Distrito 9 ou It’s Complicated, que parece legal.
  • Em Melhor canção eu não vi nenhuma música espetacular. Daquelas que marcam a história do Cinema, sabe? Ah, se “My Heart Will Go On” estivesse concorrendo no lugar de “I See You”… haha.
  • Antes de ver A Princesa e o Sapo torcia pra ele ganhar de melhor animação. Mas depois de ver, sei que UP é que merecia.
  • Alec Baldwin ganhando como melhor ator de comédia por 3o Rock não é surpresa. Mas achei que a Tina Fey fosse fazer companhia a ele como melhor atriz.
  • A Drew Barrymore que atua desde que sabe falar ganhou seu 1º Globo de Ouro. Acho legal.
  • Sobre o prêmio de Se beber, não case, eu não assisti, mas acho que qualquer filme que tenha um nome desses não merece um Globo de Ouro. Fui mais com a cara de It’s Complicated.

É, gente. A temporada do tapete vermelho começou. E as divas – destaque pra Meryl Streep e seu ótimo discurso, e pra Helen Mirren (foda) – e divos que vimos ontem estão só se aquecendo. E os fofoqueiro de plantão também. Dá-lhe E!.

Posts relacionados:
Golden Globe
Até que enfim, Avatar!
A Proposta
Sobre Hitler e alguns filmes
Era uma vez…
Distrito 9: com ETs, sem fim do mundo
Elementar, meu caro Watson
Julie & Julia
UP
No more Mr. Nice Spy
Um Herói de all-star
Dexter, um outro nível de TV e de PP
Abso-fucking-lutely

Publicado por: Lê Scalia

A Proposta

A Proposta (The Proposal)

 

De tempos em tempos encontramos filmes que certamente irão nos agradar. Não importa qual gênero seja o seu favorito, às vezes, eles simplesmente aparecem e então temos certeza de que iremos gostar. No meu caso, esse gênero é comédia romântica.

Adoro ir ao Cinema e não ter que pensar em nada, sabendo que sairei leve e satisfeita ao final da sessão. E foi exatamente assim que eu saí após “A Proposta”.

Sandra Bullock está magnífica. Ela entrou de tal forma na personagem que o papel pareceu ter sido escrito para ela. Está linda, suas reações são excelentes e suas cenas como a poderosa e temida Margaret Tate (lembra alguma coisa?! Margaret Thatcher, talvez…?! Simplesmente genial!), ao melhor estilo Dama de Ferro.  Essa atuação, embora com papéis tão diferentes, me lembrou sua personagem de “Miss Simpatia”, excepcional.

O charme de Ryan Reynolds e sua personalidade simpática faz com que ele e Bullock formem um casal com muita química. E é uma pena que, mais uma vez, algumas das melhores sequências já estivessem presentes no trailer.

A direção – a coreógrafa Anne Fletcher – está bem. Assim como em “Vestida pra Casar”, prova uma vez mais que conhece bem o gênero. Ela não tenta inovar e nem tem o olhar fotográfico de Kubrick, ou as sequências de Hitchcock, mas está ótimo. Não fez nada de errado. Pelo contrário, me agradou. Principalmente em um diálogo que enquadrava o casal principal de forma bem interessante.

Adorei o filme. Mas até aí, nada de novo. Eu não tinha dúvidas disso. No entanto, vale bem a ida ao Cinema. Diversão deliciosa e sem nenhum compromisso. E conta com a participação de uma família divertida – e uma avó peculiar –, o que costuma ser uma boa atração.

Existe um apelo para um enredo que, dentro da comédia romântica, me agrada muito: A linha tênue entre Amor e Ódio, ou seja, a guerra dos sexos. Pessoalmente, é o aspecto que mais me atrai (o mais divertido), mais do que uma das outras – comuns – opções, como, por exemplo, amigos de infância que não sabem que se gostam – Amor ou Amizade?.

Li em uma crítica de um site especializado (Cinema com Rapadura) que o que mais cativa são os sentimentos que são mostrados de forma simples. Sem grandes mudanças de comportamento, apenas pessoas que tiveram vidas diferentes e que reagem de formas diferentes. No fim das contas, você se vê absorto em tudo e simpatizando com os protagonistas. Nada de novo, mas tudo divertido. Desde os personagens às situações e à delicadeza como as coisas são colocadas.

Pensando um pouco acho que a principal diferença entre os bons “Vestida pra Casar” e “O Melhor Amigo da Noiva”, e “A Proposta” é essencialmente uma: Sandra Bullock. Sua atuação, como eu já disse, dá o tom do filme e essa talvez esta produção esteja entre uma das melhores comédias românticas desde “Como Perder um Homem em Dez Dias” (lembrando que “Letra e Música” é fabuloso).

Em contrapartida, um ponto negativo é que o filme acaba com a sensação de que nem todos os seus aspectos foram desenvolvidos e que a sessão foi curta. Além disso, pensando nisso com mais calma, parece que existe uma falha no clímax… no momento que ocorre aquela “viradinha”, quando a linha entre Amor e Ódio se rompe e o porquê. Não acho que no filme isso seja tão perceptível ou justificável. É quase como se tivessem que acabar logo, então os personagens que se resolvessem de uma vez.

Li também que a trilha e a fotografia aparecem como elementos que merecem destaque. E isso é verdade. Embora estivesse entretida com a história, depois de ler eu percebi que é realmente boa, e o melhor: natural. Bom, por fim, o filme possui todos os elementos necessários e cumpre seu papel, agrada e faz rir. Mas se eu tivesse que descrever em uma só expressão, diria “ohn, que buuuuuni”.

Vá ao Cinema disposto a 107 minutos de leveza. De esquecimento de tudo. Um filme que te faz sorrir e não ficar pensando em todo o resto.  Sem críticas ou análises mais profundas… vá apenas se divertir e se encantar com a dura editora e seu doce assistente.

A Proposta

A Proposta

 

Publicado porLê Scalia

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.403 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: