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Escrever e fazer Cinema: não é bem assim

Vem aí uma série de reflexões motivadas apenas pela vontade de escrever. Então, não se assuste se você se sentir um pouco confuso com este post. São pensamentos aleatórios de uma mente cheia de opiniões.

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José Saramago acha que os 140 caracteres do Twitter são o prelúdio do fim escrita no processo de Comunicação. Tudo bem, não foi exatamente isso que ele disse, estou apenas parafraseando, portanto é isso que eu acho que ele quis dizer. Enfim, o que ele disse mesmo foi que, daqui a pouco, nós vamos “grunhir” em vez de nos comunicar por meio de frases completas. Afinal, Saramago gosta mesmo é de frases longas e sem pontuação. E por isso ele é um dos maiores escritores contemporâneos.

É claro que eu não vou discordar de Saramago, mas pode haver um outro lado nessa história, menos radical. É, o texto muda de acordo com o meio. O meio aqui é a mídia, não a época. Há textos para livros, revistas, jornais, rádios, manuais, bulas, gibis, teatros… e agora há textos para a internet. Só que a Internet consiste praticamente de conteúdo feito sob demanda. O usuário procura o que lhe interessa somente. Por isso, a Internet tem todos os tipos de texto. E tem os 140 caracteres do Twitter.

Li em algum lugar um dia, que ninguém fica mais de cinco minutos sem clicar no mouse. Ou seja, se a pessoa só estiver passando por acaso na sua página, conquiste seu leitor logo no comecinho de seu texto, ou seja bem rápido e dê outra oportunidade para o leitor se aprofundar no assunto. Por isso, Saramago, os textos na Internet são menores. Não é necessariamente que as pessoas tenham preguiça de escrever. É o meio. Mas eu concordo que muitas pessoas têm preguiça mesmo. E outras têm preguiça de ler.

O Twitter é talvez o meio mais eficiente para ficar por dentro de notícias, se é isso que te interessa. É mais uma ferramenta da Internet totalmente sob demanda. Você segue somente o que lhe interessar. Os 140 caracteres tornam a mensagem objetiva, sem enrolação, direto ao ponto! Mas você pode postar links e levar seus leitores a outro lugar, onde eles poderão se aprofundar no assunto sugerido. Isto é, se eles quiserem.

Mas “grunhido”? Acho isso um pouco apocalíptico.

O outro assunto que se passa em minha mente é relativo ao futuro do Cinema. Tudo isso porque James Cameron alardeou o mundo inteiro com relação ao seu próximo filme, Avatar. Personagens 100% computadorizados, mas totalmente reais, ele disse. Bem, o que eu li por aí (afinal, não pude comparecer ao cinema no Avatar Day), é que James Cameron andou superestimando seu próprio filme. Segundo o blog de Cinema, Cinema Blend, o filme pode ser muito bom e muito bem feito, mas é um desenho, uma animação. E está aí uma coisa sobre a qual eu ainda não tinha pensado: é possível fazer um personagem completamente gerado em computador parecer uma pessoa de verdade? Não é como fazer o Nemo parecer um peixe de verdade. É criar uma pessoa real, com expressões e emoções reais. Por mais que o computador capte os movimentos, os mínimos movimentos do ator, como esse computador pode criar uma pessoa? Ainda mais uma pessoa azul!

É, as expectativas com relação a Avatar baixaram, e parece que não será o próximo Star Wars. Aliás, eu só estou repetindo essa comparação com Star Wars. O que é que esse filme tem de mais? É uma pergunta séria, eu não assisti ao filme.

Bem, parece que a “série de reflexões” se saiu menor do que eu esperava, com, na verdade, duas reflexões. Mas maior do que deveria. Mas tudo bem, estamos aqui sob demanda. ;)

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